{"id":27920,"date":"2020-05-04T10:49:58","date_gmt":"2020-05-04T14:49:58","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=27920"},"modified":"2020-05-04T10:50:07","modified_gmt":"2020-05-04T14:50:07","slug":"morre-aldir-blanc-um-dos-maiores-compositores-brasileiros-por-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/05\/04\/morre-aldir-blanc-um-dos-maiores-compositores-brasileiros-por-coronavirus\/","title":{"rendered":"Morre Aldir Blanc, um dos maiores compositores brasileiros, por coronav\u00edrus"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"389\" data-attachment-id=\"27921\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/05\/04\/morre-aldir-blanc-um-dos-maiores-compositores-brasileiros-por-coronavirus\/c08d3b20-da82-4f69-b25a-adfb9a2715ab\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/C08D3B20-DA82-4F69-B25A-ADFB9A2715AB.jpeg?fit=789%2C512\" data-orig-size=\"789,512\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"C08D3B20-DA82-4F69-B25A-ADFB9A2715AB\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/C08D3B20-DA82-4F69-B25A-ADFB9A2715AB.jpeg?fit=300%2C195\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/C08D3B20-DA82-4F69-B25A-ADFB9A2715AB.jpeg?fit=600%2C389\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/C08D3B20-DA82-4F69-B25A-ADFB9A2715AB.jpeg?resize=600%2C389\" alt=\"\" class=\"wp-image-27921\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/C08D3B20-DA82-4F69-B25A-ADFB9A2715AB.jpeg?w=789 789w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/C08D3B20-DA82-4F69-B25A-ADFB9A2715AB.jpeg?resize=300%2C195 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/C08D3B20-DA82-4F69-B25A-ADFB9A2715AB.jpeg?resize=768%2C498 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/C08D3B20-DA82-4F69-B25A-ADFB9A2715AB.jpeg?resize=462%2C300 462w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Aldir Blanc n\u00e3o sa\u00eda de casa. Agora que ningu\u00e9m deve mesmo sair, por causa do novo coronav\u00edrus, ele foi obrigado a sair, por culpa do v\u00edrus. N\u00e3o voltou mais.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/autores\/luiz-fernando-vianna.shtml\">Luiz Fernando Vianna<\/a><\/strong>, na FSP<\/p>\n\n\n\n<p>A Covid-19 levou na madrugada desta segunda-feira (4), no Rio de Janeiro, um dos mais importantes letristas da m\u00fasica brasileira. Aldir tinha 73 anos e estava\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/04\/aldir-blanc-esta-em-estado-grave-e-familia-faz-vaquinha-para-transferi-lo-de-hospital.shtml\">internado desde 15 de abril na UTI\u00a0<\/a>(Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Universit\u00e1rio Pedro Ernesto, onde um exame confirmou a infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus. Antes, dera entrada no dia 10 no Hospital Municipal Miguel Couto com infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria e pneumonia. Foram 24 dias de luta. Sua resist\u00eancia impressionou m\u00e9dicos do Pedro Ernesto. \u201cEle n\u00e3o quer ir embora\u201d foi uma das frases que disseram durante o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mais de\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/05\/ouca-dez-musicas-essenciais-para-conhecer-a-carreira-de-aldir-blanc.shtml\">cinco d\u00e9cadas de atividade<\/a>, Aldir construiu uma obra marcada pela capacidade de fundir os contr\u00e1rios: humor e fossa, devaneio e realidade, lirismo e grossura, a aldeia e o mundo. Para ele, a vida n\u00e3o comporta reciclagem de lixo. Tudo se mistura. Dava o mesmo valor \u00e0 palavra mais bonita e ao palavr\u00e3o mais chulo. Assim criou\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/05\/aldir-blanc-produziu-versos-que-poderiam-estar-em-qualquer-antologia-de-poesia.shtml\">mais de 600 letras<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dor e alegria j\u00e1 estavam embaralhadas na inf\u00e2ncia de Aldir Blanc Mendes. Ele nasceu em 2 de setembro de 1946, no bairro do Est\u00e1cio, ber\u00e7o do samba urbano carioca. Sua m\u00e3e nunca se recuperou totalmente de uma depress\u00e3o p\u00f3s-parto. Seu pai, que se tornaria um grande amigo, era pouco afetuoso. O filho \u00fanico foi ser feliz com os av\u00f3s em Vila Isabel, bairro de um seus \u00eddolos,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2017\/05\/1880708-em-livro-escritores-transformam-cancoes-de-noel-rosa-em-contos.shtml\">Noel Rosa<\/a>&nbsp;\u2014e, triste coincid\u00eancia, do hospital onde morreu.<\/p>\n\n\n\n<p>Recordou os tempos de crian\u00e7a no emotivo livro \u201cVila Isabel \u2013 Invent\u00e1rio da inf\u00e2ncia\u201d, de 1996. Na regi\u00e3o conheceu (e reinventou) os personagens de suas cr\u00f4nicas, reunidas em volumes como \u201cRua dos Artistas e Arredores\u201d (1978) e \u201cPorta de Tinturaria\u201d (1981).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi a m\u00fasica que tornou seu nome conhecido nacionalmente. Em meados dos anos 1960, enquanto&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/05\/aldir-blanc-marcou-golaco-na-historia-da-literatura-brasileira.shtml\">praticava letras e poemas<\/a>, atuava como baterista em conjuntos semiprofissionais. Chegou a ser contratado para tocar em um programa infantil da TV Globo.<\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras letras a chamar a aten\u00e7\u00e3o apareceram em festivais do final da d\u00e9cada. O sucesso veio com \u201cAmigo \u00c9 pra Essas Coisas\u201d, parceria com Silvio da Silva Jr. que ficou em segundo lugar no Festival Universit\u00e1rio de 1970. Foi o per\u00edodo em que ele integrou o MAU (Movimento Art\u00edstico Universit\u00e1rio), ao lado de&nbsp;<a href=\"https:\/\/fotografia.folha.uol.com.br\/galerias\/8517-ivan-lins\">Ivan Lins<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/cotidian\/ff180107.htm\">Gonzaguinha<\/a>&nbsp;e outros.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" width=\"100%\" height=\"380\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/user\/spotify\/playlist\/0N7M9MjDCx8YIYBJpwbWGx\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>No ano seguinte, um rapaz chamado Pedro Louren\u00e7o se impressionou em Ouro Preto, em Minas Gerais, com um estudante de engenharia tocando viol\u00e3o. Disse a ele,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/04\/joao-bosco-faz-live-em-ode-a-aldir-blanc-internado-com-coronavirus.shtml\">Jo\u00e3o Bosco<\/a>, mineiro de Ponte Nova, que tinha um amigo no Rio de Janeiro capaz de p\u00f4r palavras naquelas melodias. Nascia um dos encontros mais importantes da m\u00fasica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>A leva inicial de composi\u00e7\u00f5es se deu por carta. Um exemplo: \u201cAgnus Sei\u201d, lan\u00e7ada em 1972 num disco compacto do jornal \u201cO Pasquim\u201d \u2014no lado A, estava a ent\u00e3o in\u00e9dita \u201c\u00c1guas de Mar\u00e7o\u201d, interpretada por seu autor, Tom Jobim.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele ano, com Bosco de passagem pelo Rio, mostraram algumas m\u00fasicas para&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-100-anos\/2020\/03\/fiquei-com-crise-de-mulher-maravilha-disse-elis-regina-a-folha-em-1979.shtml\">Elis Regina<\/a>. Ela escolheu \u201cBala com Bala\u201d para o disco que estava realizando e reservou outras para o trabalho seguinte. Passou a receber em primeira m\u00e3o as novidades da dupla. Gravou 20 delas, al\u00e9m de duas de Blanc com outros parceiros \u2014o irm\u00e3o de f\u00e9 Maur\u00edcio Tapaj\u00f3s e a amiga Sueli Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>A assinatura Bosco e Blanc consta de can\u00e7\u00f5es marcantes como \u201cO Mestre-sala dos Mares\u201d, \u201cDois pra L\u00e1, Dois pra C\u00e1\u201d, \u201cDe Frente pro Crime\u201d, \u201cKid Cavaquinho\u201d, \u201cIncompatibilidade de G\u00eanios\u201d, \u201cO Ronco da Cu\u00edca\u201d, \u201cTransversal do Tempo\u201d, \u201cCors\u00e1rio\u201d, \u201cBijuterias\u201d, \u201cNa\u00e7\u00e3o\u201d (esta tamb\u00e9m com outro grande amigo, Paulo Em\u00edlio) e, \u00e9 claro, \u201cO B\u00eabado e a Equilibrista\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/J07Mr2rkwT8?enablejsapi=1\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>No Natal de 1977, inspirado na morte de Charlie Chaplin naquele dia, Bosco fez uma melodia citando \u201cSmile\u201d, composi\u00e7\u00e3o do cineasta. Blanc achou que valeria associar a figura de Carlitos a outros deslocados na hist\u00f3ria, como os exilados pela ditadura militar. O movimento pela anistia ganhou um hino. Elis gravou em 1978, Bosco em 1979. O verso inicial, \u201cCa\u00eda a tarde feito um viaduto\u201d, evocava o desabamento do Elevado Paulo de Frontin, no Rio, em 20 de novembro de 1971.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois amigos insepar\u00e1veis come\u00e7aram a se separar em 1982. Foi gradual e, de acordo com eles, sem brigas. As melodias de um e as letras do outro passaram a n\u00e3o se encaixar. Talvez por influ\u00eancia de terceiros, m\u00e1goas surgiram. O reencontro (imprevisto) aconteceu apenas em 2002, numa grava\u00e7\u00e3o de \u201cO B\u00eabado e a Equilibrista\u201d por Blanc para o songbook de Bosco. Desde ent\u00e3o voltaram a se falar por telefone diariamente, al\u00e9m de compor \u00e0s vezes, sem a urg\u00eancia dos anos de juventude.<\/p>\n\n\n\n<p>O letrista engatou outras parcerias. Duas foram as mais produtivas: com Guinga, violonista e compositor original\u00edssimo, explorador de v\u00e1rios g\u00eaneros, melodista de \u201cCatavento e Girassol\u201d; e com Moacyr Luz, artista mais identificado com o samba, mas com quem Blanc criou a rom\u00e2ntica \u201cCora\u00e7\u00e3o do Agreste\u201d, tema da novela da TV Globo \u201cTieta\u201d, na voz de Faf\u00e1 de Bel\u00e9m, e um dos maiores sucessos de sua carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Com Cristov\u00e3o Bastos, entre outras, fez \u201cResposta ao Tempo\u201d, grava\u00e7\u00e3o de Nana Caymmi e abertura da miniss\u00e9rie&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2014\/08\/1494348-hilda-furacao-vive-sozinha-em-asilo-para-pobres-na-argentina.shtml?cmpid=menutopo\">\u201cHilda Furac\u00e3o\u201d<\/a>. Ainda comp\u00f4s com Edu Lobo, Carlos Lyra, Djavan, Ivan Lins, Raphael Rabello, Ed Motta, Jayme Vignoli e outros.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sNYsOv_3CZc?enablejsapi=1\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>Int\u00e9rpretes realizaram CDs apenas com letras suas. Foram os casos recentes da portuguesa Maria Jo\u00e3o e das cariocas Mariana Baltar e Dorina. Ele passou a receber encomendas de artistas mais jovens. Ficava entusiasmado, mas sabia que dificilmente se converteriam em frutos financeiros. No panorama atual, direitos autorais rendem muito pouco, e Blanc dependia deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tivesse boa voz \u2013como provou no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq2911200506.htm\">CD \u201cVida Noturna\u201d (2005)<\/a>&nbsp;e, antes, no \u00e1lbum que dividiu com Maur\u00edcio Tapaj\u00f3s, em 1984, e em faixas do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/1996\/11\/16\/ilustrada\/20.html\">comemorativo \u201c50 Anos\u201d (1996)<\/a>&nbsp;\u2013, n\u00e3o fazia shows.<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolveu uma fobia social que se converteu em reclus\u00e3o quase permanente. Contribuiu para isso um grave acidente de carro acontecido em 1991 e que lhe dificultou para sempre o movimento da perna esquerda. Tamb\u00e9m tinha diabetes. Havia mais de dez anos que, salvo dias de exce\u00e7\u00e3o, n\u00e3o fumava nem bebia. Passava a maior parte do tempo em seu escrit\u00f3rio cultivando a obsess\u00e3o por livros. Lia sem parar, de tudo: mitologia grega, Segunda Guerra Mundial, psican\u00e1lise, muitos romances policiais etc. Nunca saiu do Brasil, mas viajava com os livros.<\/p>\n\n\n\n<p>Adorava falar pelo telefone com os amigos. Comentava o notici\u00e1rio \u2014com humor e indigna\u00e7\u00e3o\u2013 e compartilhava informa\u00e7\u00f5es sobre a fam\u00edlia. No primeiro casamento teve duas filhas, Mariana e Isabel. Tristeza maior de sua vida, perdeu g\u00eameas no dia do parto prematuro, em 1974. Dizia que ali se foi o \u00e2nimo para exercer a medicina profissionalmente. Ele se formara em 1971, com especializa\u00e7\u00e3o em psiquiatria.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se casou com a professora Mari Lucia, ela j\u00e1 tinha duas filhas, Tatiana e Patr\u00edcia. Viraram suas tamb\u00e9m. Das quatro vieram cinco netos e um bisneto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dias anteriores \u00e0 interna\u00e7\u00e3o, falava sempre da Covid-19, com medo de que algu\u00e9m amado fosse atingido. N\u00e3o demonstrava preocupa\u00e7\u00e3o consigo mesmo. Tudo aconteceu muito r\u00e1pido. Numa quinta-feira estava bem, na sexta foi levado de ambul\u00e2ncia para o hospital.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixa, al\u00e9m da fam\u00edlia, um sentimento de orfandade em incont\u00e1veis amigos e admiradores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luiz Fernando Vianna<\/strong><br>Jornalista, \u00e9 autor de &#8216;Aldir Blanc \u2013 Resposta ao Tempo&#8217;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aldir Blanc n\u00e3o sa\u00eda de casa. Agora que ningu\u00e9m deve mesmo sair, por causa do novo coronav\u00edrus, ele foi obrigado a sair, por culpa do v\u00edrus. 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