{"id":28220,"date":"2020-05-18T16:06:24","date_gmt":"2020-05-18T20:06:24","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=28220"},"modified":"2020-05-18T16:06:34","modified_gmt":"2020-05-18T20:06:34","slug":"desmatamento-da-amazonia-em-abril-foi-o-maior-em-10-anos-diz-instituto","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/05\/18\/desmatamento-da-amazonia-em-abril-foi-o-maior-em-10-anos-diz-instituto\/","title":{"rendered":"Desmatamento da Amaz\u00f4nia em abril foi o maior em 10 anos, diz instituto"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" data-attachment-id=\"28221\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/05\/18\/desmatamento-da-amazonia-em-abril-foi-o-maior-em-10-anos-diz-instituto\/image-66-5\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-66.jpeg?fit=984%2C656\" data-orig-size=\"984,656\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image-66\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-66.jpeg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-66.jpeg?fit=600%2C400\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-66.jpeg?resize=600%2C400\" alt=\"\" class=\"wp-image-28221\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-66.jpeg?w=984 984w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-66.jpeg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-66.jpeg?resize=768%2C512 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-66.jpeg?resize=450%2C300 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c1rea de desmate aumentou aumentou 171% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas no ano passado; Um ter\u00e7o de toda a \u00e1rea desmatada est\u00e1 concentrada no estado do Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>No G1<\/p>\n\n\n\n<p>O desmatamento da Amaz\u00f4nia em abril foi o maior dos \u00faltimos dez anos, com 529 km\u00b2 da floresta derrubada. Os dados divulgados nesta segunda-feira (18) s\u00e3o do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon), que n\u00e3o \u00e9 ligado ao governo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com esta cifra, a regi\u00e3o teve, no m\u00eas passado, um aumento de 171% em rela\u00e7\u00e3o a abril de 2019. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o, quase um ter\u00e7o (32%) de toda a \u00e1rea desmatada est\u00e1 dentro do Par\u00e1, estado que liderou o ranking dos que mais perderam \u00e1rea de floresta neste m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do Par\u00e1, o segundo estado que mais registrou desmatou foi o Mato Grosso, que respondeu por 26% da \u00e1rea desflorestada; em terceiro lugar ficou Rond\u00f4nia (19%), seguido pelo Amazonas (18%), Roraima (4%) e Acre (1%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o levantamento do Imazon, 10 cidades foram respons\u00e1veis por mais da metade de todo o desmatamento da regi\u00e3o em abril:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Altamira (PA) \u201372 km\u00b2&nbsp;<\/li><li>S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA) \u2013 44 km\u00b2&nbsp;<\/li><li>Apu\u00ed (AM) \u2013 38 km\u00b2&nbsp;<\/li><li>Porto Velho (RO) \u2013 31 km\u00b2&nbsp;<\/li><li>L\u00e1brea (AM) \u2013 23 km\u00b2&nbsp;<\/li><li>Colniza (MT) \u2013 22 km\u00b2&nbsp;<\/li><li>Novo Progresso (PA) \u2013 16 km\u00b2<\/li><li>Candeia do Jamari (RO) \u2013 14 km\u00b2&nbsp;<\/li><li>Cujubim (RO) \u2013 14 km\u00b2&nbsp;<\/li><li>. Jacareacanga (PA) \u2013 12 km\u00b2&nbsp;<\/li><\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desmatamento e Covid-19<\/h2>\n\n\n\n<p>O aumento ocorre em meio \u00e0 recomenda\u00e7\u00e3o de distanciamento social devido \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus. A organiza\u00e7\u00e3o alertou para o desmatamento em terras ind\u00edgenas e refor\u00e7ou que esta popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre as mais vulner\u00e1veis \u00e0 Covid-19.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento feito pelo Instituto Socioambiental apontou que o territ\u00f3rio Yanomami, localizado entre Roraima e Amazonas, \u00e9 um dos mais vulner\u00e1veis durante a pandemia. Os sat\u00e9lites do SAD identificaram que este foi o segundo mais desmatado em abril.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Funai, j\u00e1 foram confirmados mais de 350 casos de Covid-19 em ind\u00edgenas no Brasil, mais de 20 somente no Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena (Dsei) Yanomami<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o SAD<\/h2>\n\n\n\n<p>O SAD, do Imazon, \u00e9 um dos sistemas mais usados para monitorar o desmatamento da Amaz\u00f4nia, juntamente ao Prodes e ao Deter, que s\u00e3o mantidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/inpe\/\">Inpe<\/a>).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O SAD tamb\u00e9m usa imagens de sat\u00e9lites mas, diferentemente do Prodes e do Deter, n\u00e3o \u00e9 um dado produzido por ag\u00eancias de governo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2019\/07\/23\/entenda-como-o-inpe-monitora-a-amazonia.ghtml\">Entenda como o Inpe monitora o desmatamento da Amaz\u00f4nia<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O objetivo do SAD \u00e9 ter um registro mensal do desmatamento e tamb\u00e9m da degrada\u00e7\u00e3o florestal, combinando imagens produzidas por diferentes sat\u00e9lites: Landsat 7, Landsat 8, Sentinel 1A e 1B e Sentinel 2A e 2b.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O SAD foi desenvolvido pelo Imazon em 2008 para produzir alertas independentes sobre o desmatamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a combina\u00e7\u00e3o das imagens desses sat\u00e9lites, o SAD observa as mesmas \u00e1reas em intervalos de 5 a 8 dias. Nas \u00e1reas com tamanho a partir de 1 hectare, o sistema detecta desmatamentos com detalhes de 20 a 30 metros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Imazon, o sistema tamb\u00e9m monitora as florestas atrav\u00e9s de nuvens. E acompanha somente as &#8220;florestas prim\u00e1rias&#8221;, ou seja, aquelas que n\u00e3o foram restauradas ou regeneradas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outros sistemas<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Deter<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O Deter \u00e9 usado desde 2004 para detectar o desmatamento em &#8220;tempo real&#8221; em \u00e1reas maiores do que 3 hectares (30 mil m\u00b2). Faz um levantamento mais r\u00e1pido do problema e gera alertas. Por ser do Inpe, o Deter \u00e9 um dado oficial do governo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esses avisos servem para dar apoio a a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e n\u00e3o devem ser entendidos como taxa mensal de desmatamento. A cobertura de nuvens, intensa na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, pode impedir que uma \u00e1rea de devasta\u00e7\u00e3o seja identificada no m\u00eas que ela ocorre, e s\u00f3 apare\u00e7a quando a visibilidade melhorar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o do desmatamento \u00e9 feita com base no padr\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o da cobertura, como cor, tonalidade, textura, forma e contexto. O sistema permite classificar a altera\u00e7\u00e3o como desmatamento, degrada\u00e7\u00e3o ou explora\u00e7\u00e3o madeireira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As imagens usadas s\u00e3o do sat\u00e9lite sino-brasileiro CBERS-4, lan\u00e7ado em 2014, e do sensor AWiFS, que tem 64 metros de resolu\u00e7\u00e3o espacial. O sat\u00e9lite indiano IRS, com 56 metros de resolu\u00e7\u00e3o (mais uma vez, dimens\u00f5es m\u00ednimas para que um desmatamento seja identificado), tamb\u00e9m \u00e9 usado na contabiliza\u00e7\u00e3o dos dados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Prodes<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>No caso do Prodes, que tamb\u00e9m \u00e9 o Inpe e, portanto, oficial, o levantamento \u00e9 feito sistematicamente desde 1988. Ele levanta as taxas anuais de desmatamento. O Prodes \u00e9 o sistema que d\u00e1 uma vis\u00e3o mais consolidada do problema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00e1lculos ocorrem durante os per\u00edodos de seca, quando h\u00e1 pouca forma\u00e7\u00e3o de chuva na regi\u00e3o, j\u00e1 que as nuvens atrapalham a visibilidade dos sat\u00e9lites.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o usadas aproximadamente 220 imagens do sat\u00e9lite americano Landsat-5\/TM, que tem de 20 a 30 metros de resolu\u00e7\u00e3o espacial (ou seja, cada ponto da imagem corresponde a uma \u00e1rea de 400 a 900m\u00b2). Os mesmos pontos do mapa s\u00e3o revistos a cada 16 dias, para minimizar o problema da cobertura de nuvens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Prodes tamb\u00e9m usa imagens do sat\u00e9lite sino-brasileiro CBERS 4 e do sat\u00e9lite indiano IRS-2, enviado pelo governo da \u00cdndia em 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1rea de desmate aumentou aumentou 171% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas no ano passado; Um ter\u00e7o de toda a \u00e1rea desmatada est\u00e1 concentrada no estado do Par\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28220","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-7la","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28220"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28222,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28220\/revisions\/28222"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}