{"id":28268,"date":"2020-05-21T10:17:42","date_gmt":"2020-05-21T14:17:42","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=28268"},"modified":"2020-05-21T10:17:46","modified_gmt":"2020-05-21T14:17:46","slug":"cientistas-alertaram-sobre-calor-extremo-daqui-a-50-anos-mas-ha-locais-onde-isso-ja-e-realidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/05\/21\/cientistas-alertaram-sobre-calor-extremo-daqui-a-50-anos-mas-ha-locais-onde-isso-ja-e-realidade\/","title":{"rendered":"Cientistas alertaram sobre calor extremo daqui a 50 anos, mas h\u00e1 locais onde isso j\u00e1 \u00e9 realidade"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"410\" height=\"230\" data-attachment-id=\"28269\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/05\/21\/cientistas-alertaram-sobre-calor-extremo-daqui-a-50-anos-mas-ha-locais-onde-isso-ja-e-realidade\/image-76-4\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-76.jpeg?fit=410%2C230\" data-orig-size=\"410,230\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image-76\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-76.jpeg?fit=300%2C168\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-76.jpeg?fit=410%2C230\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-76.jpeg?resize=410%2C230\" alt=\"\" class=\"wp-image-28269\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-76.jpeg?w=410 410w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-76.jpeg?resize=300%2C168 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pesquisadores de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas alertam h\u00e1 algum tempo que a Terra testemunhar\u00e1 temperaturas que tornar\u00e3o regi\u00f5es &#8220;quase inabit\u00e1veis&#8221; at\u00e9 2070.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas um novo estudo, publicado na revista Science Advances, descobriu que esses extremos j\u00e1 est\u00e3o ocorrendo.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Na BBC <br><\/p>\n\n\n\n<p>Condi\u00e7\u00f5es perigosas que combinam calor e umidade est\u00e3o surgindo em todo o mundo e, embora esses eventos durem apenas algumas horas, est\u00e3o aumentando em frequ\u00eancia e intensidade, afirmam os autores.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles analisaram dados de 7.877 esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas coletados entre 1980 e 2019. Os resultados mostraram que a frequ\u00eancia das ocorr\u00eancias de temperaturas extremas combinadas com umidade dobrou em algumas regi\u00f5es subtropicais costeiras durante o per\u00edodo do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada evento desses teria potencial para \u2014 se prolongado por um per\u00edodo extenso \u2014 provocar mortes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Onde esses eventos ocorreram?<\/h2>\n\n\n\n<p>Esses ocorreram v\u00e1rias vezes em partes de \u00cdndia, Bangladesh e Paquist\u00e3o, no noroeste da Austr\u00e1lia e ao longo das costas do Mar Vermelho e do Golfo da Calif\u00f3rnia, no M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p>As temperaturas mais altas e potencialmente fatais foram identificadas 14 vezes nas cidades de Dhahran e Damman na Ar\u00e1bia Saudita, Doha no Catar, e Ras Al Khaimah nos Emirados \u00c1rabes Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Partes do sudeste da \u00c1sia, do sul da China, da \u00c1frica subtropical e do Caribe tamb\u00e9m foram afetadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Condi\u00e7\u00f5es extremas foram verificadas no sudeste dos Estados Unidos dezenas de vezes, principalmente perto da costa de Texas, Louisiana, Mississippi, Alabama e Fl\u00f3rida. As cidades de Nova Orleans e Biloxi foram as mais afetadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando o calor pode ser mortal?<\/h2>\n\n\n\n<p>A maioria das esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas do mundo mede a temperatura com dois term\u00f4metros: um, o term\u00f4metro de bulbo seco, mede a temperatura do ar \u2014 \u00e9 o valor que \u00e9 divulgado em previs\u00e3o do tempo, seja em aplicativos ou na TV. O outro \u00e9 o term\u00f4metro de bulbo \u00famido, que mede a umidade relativa do ar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa segunda medi\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com um term\u00f4metro envolto em um pano \u00famido, e os resultados s\u00e3o normalmente mais baixos do que a temperatura do ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os seres humanos, as combina\u00e7\u00f5es extremas de calor e umidade podem ter efeitos potencialmente fatais em um mundo em aquecimento. \u00c9 por isso que a leitura do bulbo \u00famido, tamb\u00e9m conhecida como sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica, \u00e9 extremamente importante.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a temperatura normal dentro de nossos corpos \u00e9 de 37\u00b0C, em nossa pele, ela geralmente fica em 35\u00b0C. Essa diferen\u00e7a de temperatura nos permite esfriar o corpo suando: a \u00e1gua expelida pela pele remove o excesso de calor do corpo quando evapora.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo funciona bem em desertos, mas \u00e9 menos eficientemente em regi\u00f5es \u00famidas, onde o ar j\u00e1 est\u00e1 bem carregado de \u00e1gua e n\u00e3o consegue absorver mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, se a umidade aumenta e leva o term\u00f4metro \u00famido a registrar 35\u00b0C ou mais, a evapora\u00e7\u00e3o do suor diminui, e nossa capacidade de eliminar calor diminui rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos mais extremos, esse processo pode parar, e a menos que algu\u00e9m possa entrar para uma sala com ar-condicionado, o n\u00facleo do corpo aquece al\u00e9m da faixa estreita de sobreviv\u00eancia, e os \u00f3rg\u00e3os come\u00e7am a falhar.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 as pessoas com \u00f3tima sa\u00fade poderiam morrer em cerca de seis horas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como foi feito o estudo?<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/410\/cpsprodpb\/DED7\/production\/_112274075_66b12f0f-66e0-4d25-99a2-0c534239fd6d.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Duas pessoas sentadas na praia ao lado de um posto salva-vidas enquanto o sol se p\u00f5e\"\/><figcaption>Image captionAs doen\u00e7as ligadas ao calor j\u00e1 matam mais pessoas nos EUA do que furac\u00f5es ou inunda\u00e7\u00f5es<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora, acreditava-se que as temperaturas da medi\u00e7\u00e3o \u00famida raramente ultrapassavam 31\u00b0C. Mas, em 2015, na cidade iraniana de Bandar Mahshahr, meteorologistas viram temperaturas muito pr\u00f3ximas a 35\u00b0C. A temperatura do ar na \u00e9poca era de 43\u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, de acordo com o estudo mais recente, a leitura \u00famida de 35\u00b0C foi alcan\u00e7ada nas cidades do Golfo P\u00e9rsico mais de uma d\u00fazia de vezes durante o per\u00edodo do estudo, com dura\u00e7\u00f5es de entre uma e duas horas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O calor \u00famido no Golfo P\u00e9rsico \u00e9 impulsionado principalmente pela umidade, e n\u00e3o pela temperatura, mas as temperaturas precisam estar acima da m\u00e9dia para que tais condi\u00e7\u00f5es ocorram&#8221;, diz Colin Raymond, l\u00edder do estudo e pesquisador do Observat\u00f3rio Terrestre Lamont-Doherty da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os valores mais altos que discutimos ainda s\u00e3o muito raros para se ter uma tend\u00eancia clara, mas ocorrem predominantemente desde 2000.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos estudos clim\u00e1ticos feitos no passado n\u00e3o detectou esses incidentes extremos, diz o artigo, porque os pesquisadores geralmente observam m\u00e9dias de calor e umidade medidas em grandes \u00e1reas e por per\u00edodos mais longos.<\/p>\n\n\n\n<p>Raymond e seus colegas analisaram dados coletados a cada hora por esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas em todo o mundo, o que permitiu identificar epis\u00f3dios mais curtos que afetam \u00e1reas menores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nosso estudo est\u00e1 de acordo com os anteriores, na medida em que aponta que, em \u00e1reas metropolitanas, medi\u00e7\u00f5es do term\u00f4metro \u00famido de 35\u00b0C se tornar\u00e3o comuns at\u00e9 2100&#8221;, diz Raymond.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O que acrescentamos \u00e9 que, por breves momentos e em \u00e1reas localizadas, esses extremos j\u00e1 est\u00e3o acontecendo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem corre mais risco?<\/h2>\n\n\n\n<p>A maioria desses incidentes tendia a se agrupar nas costas ao longo de mares confinados, como golfos e estreitos, onde a evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua do mar fornece umidade abundante que pode ser absorvida pelo ar quente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/410\/cpsprodpb\/12CF7\/production\/_112274077_160bd6fc-15e9-481f-8fd2-20da60d03d2e.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Um homem enche recipientes de pl\u00e1stico com \u00e1gua em um carrinho puxado por um burro\"\/><figcaption>Image captionEstudos sugerem que \u00cdndia, Paquist\u00e3o e Bangladesh ter\u00e3o temperaturas pr\u00f3ximas aos limites de sobreviv\u00eancia at\u00e9 2100<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o entre uma temperatura da superf\u00edcie do mar muito alta e o calor continental intenso pode causar o calor \u00famido extremo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os dados mais detalhados nos ajudam a entender onde as pessoas correm mais risco e como podemos alert\u00e1-las quando um evento desse tipo for iminente&#8221;, acrescenta Raymond.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tamb\u00e9m podemos ajud\u00e1-las a se preparar melhor, fornecendo ar-condicionado, reduzindo o trabalho ao ar livre, al\u00e9m de outras medidas a longo prazo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo alerta sobre as pessoas que vivem nas \u00e1reas mais pobres que est\u00e3o passando por aquecimento r\u00e1pido e que ser\u00e3o incapazes de se proteger do calor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitas pessoas nos pa\u00edses mais pobres correm risco porque n\u00e3o t\u00eam eletricidade, muito menos ar-condicionado&#8221;, diz o cientista Radley Horton, coautor do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitas pessoas dependem da agricultura de subsist\u00eancia, que exige trabalho pesado di\u00e1rio ao ar livre. Esses fatos podem tornar algumas das \u00e1reas mais afetadas basicamente inabit\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Esses eventos de calor extremo devem se tornar muito mais frequentes se n\u00e3o houver uma redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essas medidas implicam que algumas \u00e1reas da Terra est\u00e3o muito mais pr\u00f3ximas do que se esperava de atingir um calor intoler\u00e1vel sustentado&#8221;, diz Steven Sherwood, climatologista da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pens\u00e1vamos antes que t\u00ednhamos uma margem de seguran\u00e7a muito maior.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas alertam h\u00e1 algum tempo que a Terra testemunhar\u00e1 temperaturas que tornar\u00e3o regi\u00f5es &#8220;quase inabit\u00e1veis&#8221; at\u00e9 2070. 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