{"id":28453,"date":"2020-05-30T06:54:02","date_gmt":"2020-05-30T10:54:02","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=28453"},"modified":"2020-05-30T06:54:12","modified_gmt":"2020-05-30T10:54:12","slug":"28453","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/05\/30\/28453\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"401\" data-attachment-id=\"28454\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/05\/30\/28453\/image-103-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-103.jpeg?fit=640%2C428\" data-orig-size=\"640,428\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image-103\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-103.jpeg?fit=300%2C201\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-103.jpeg?fit=600%2C401\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-103.jpeg?resize=600%2C401\" alt=\"\" class=\"wp-image-28454\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-103.jpeg?w=640 640w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-103.jpeg?resize=300%2C201 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/image-103.jpeg?resize=449%2C300 449w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A maioria dos focos de cont\u00e1gio ocorre em lugares fechados. Em S\u00e3o Paulo o com\u00e9rcio ir\u00e1 abir e parques continuar\u00e3o fechados.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>No El Pa\u00eds<br><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/pablo-linde\/\">PABLO LINDE<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A palavra resfriado \u00e9 enganosa. Evoca o frio, mas o que causa infec\u00e7\u00f5es s\u00e3o os v\u00edrus (ou bact\u00e9rias), n\u00e3o os graus marcados no term\u00f4metro. A temperatura pode ajudar, mas n\u00e3o \u00e9 decisiva para a propaga\u00e7\u00e3o de\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/enfermedades_respiratorias\" target=\"_blank\">doen\u00e7as respirat\u00f3rias<\/a>; n\u00e3o pelo menos de forma direta. A chave \u00e9 que, no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/invierno\" target=\"_blank\">inverno<\/a>, nos fechamos mais. Os c\u00f4modos pouco ventilados s\u00e3o o caldo de cultivo perfeito para que gripes e catarros se concentrem e propaguem. Isso tamb\u00e9m vale para a\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/covid-19\/\" target=\"_blank\">covid-19<\/a>, que tem no ar livre um de seus principais inimigos, como mostra o que vai se descobrindo sobre o coronav\u00edrus SARS-CoV-2.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos epidemiologistas falam de um recrudescimento da epidemia no outono. O fato \u00e9 que pode acontecer em qualquer momento, mas no ver\u00e3o parece menos prov\u00e1vel, assim como \u00e9 mais dif\u00edcil pegar uma gripe nessa \u00e9poca. Muito j\u00e1 se especulou\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/ciencia\/2020-04-16\/chegada-do-calor-nao-deve-virar-a-pagina-do-coronavirus-na-europa-e-nos-eua.html\" target=\"_blank\">sobre como o calor poderia afetar a transmiss\u00e3o<\/a>\u00a0do v\u00edrus, sem conclus\u00f5es determinantes, embora os pa\u00edses tropicais\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2020-05-27\/brasil-ultrapassa-25000-mortes-pelo-novo-coronavirus-e-confirma-mais-20000-casos-em-24-horas.html\" target=\"_blank\">demonstrem que n\u00e3o \u00e9 um fator decisivo<\/a>. Se muitos especialistas esperam um ver\u00e3o sem sobressaltos, isso \u00e9 porque as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambientes abertos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO velho ditado de abrir as janelas para que corra o ar \u00e9 o melhor para [lutar contra] o v\u00edrus\u201d, diz Antoni Trilla, epidemiologista e assessor do comit\u00ea cient\u00edfico do Governo espanhol. Em lugares fechados, prossegue, \u00e9 mais prov\u00e1vel que se concentrem part\u00edculas em suspens\u00e3o e que elas sejam inaladas. \u201c<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/ciencia\/2020-03-20\/como-o-novo-coronavirus-se-propaga.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Se mantivermos dist\u00e2ncias ao ar livre<\/a>, a possibilidade de cont\u00e1gio \u00e9 muito, muito baixa\u201d, salienta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo \u00e9 quest\u00e3o de probabilidades. Por menos que se saia \u00e0 rua, o risco zero n\u00e3o existe. \u00c9 poss\u00edvel cruzar com uma pessoa com a m\u00e1 sorte de que esteja infectada,&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/smoda\/2020-05-26\/o-que-fazer-quando-a-mascara-provoca-a-sensacao-de-asfixia-e-ansiedade.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">inalar uma got\u00edcula com v\u00edrus e se contagiar<\/a>. Mas a possibilidade de que isto aconte\u00e7a \u00e9 remota. O risco de transmiss\u00e3o cresce quanto mais tempo se estiver em contato com um doente, e quanto mais pr\u00f3ximo for este contato, j\u00e1 que a quantidade de v\u00edrus inalada influi na probabilidade de cont\u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos j\u00e1 feitos sobre locais de cont\u00e1gio indicam que a grande maioria se d\u00e1 em lugares fechados. Gwen Knight, do Centro de Modelos Matem\u00e1ticos para Doen\u00e7as Infecciosas, reuniu diversos estudos cient\u00edficos (al\u00e9m de outro tipo de publica\u00e7\u00f5es). Como informa o divulgador Luis Jim\u00e9nez, dos 188 focos analisados apenas 7 (ou 3,7%) tinham origem numa atividade realizada exclusivamente ao ar livre. \u201cDo ponto de vista do n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es confirmadas, os casos externos se relacionam com 150, enquanto os casos ocorridos internamente se relacionam com mais de 9.000\u201d, aponta Jim\u00e9nez ap\u00f3s analisar os dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ildefonso Hern\u00e1ndez, professor e porta-voz da Sociedade Espanhola de Sa\u00fade P\u00fablica e Administra\u00e7\u00e3o Sanit\u00e1ria, afirma que em todos os estudos publicados apontam que grande parte dos surtos&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/ciencia\/2020-05-24\/o-misterio-dos-supercontagiantes-do-coronavirus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">explodiu em lugares fechados<\/a>: moradias, empresas, restaurantes, lojas, templos religiosos, hospitais, hot\u00e9is, funerais, confer\u00eancias. \u201cTamb\u00e9m podem ocorrer em locais abertos, mas o risco \u00e9 muito menor\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que as possibilidades diminuam, \u201cn\u00e3o s\u00e3o nulas\u201d, diz Mar\u00eda del Mar Tom\u00e1s, microbiologista da Sociedade Espanhola de Doen\u00e7as Infecciosas e Microbiologia Cl\u00ednica. \u201cTamb\u00e9m n\u00e3o dever\u00edamos relaxar ao ar livre. A epidemia est\u00e1 bem mais controlada, mas \u00e9 preciso ter cuidado com a sensa\u00e7\u00e3o de que passou\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Possibilidade de novo surto<\/h3>\n\n\n\n<p>Um bom exemplo disso \u00e9 o que aconteceu em Lleida, em que uma festa de anivers\u00e1rio com 20 pessoas causou um surto que pode atrasar o avan\u00e7o do territ\u00f3rio \u00e0 chamada nova normalidade. Se tudo corresse bem, a pr\u00f3xima fase da flexibiliza\u00e7\u00e3o viria na pr\u00f3xima segunda-feira, algo que agora parece improv\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o de Tom\u00e1s \u00e9\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/aislamiento-social\/\" target=\"_blank\">n\u00e3o descuidar das dist\u00e2ncias de seguran\u00e7a<\/a>\u00a0tamb\u00e9m em espa\u00e7os abertos, mas acha que \u00e9 melhor realizar as reuni\u00f5es com familiares e amigos ao ar livre e n\u00e3o em lugares fechados e, se for poss\u00edvel, com um n\u00famero reduzido de pessoas. \u201cA casa nos d\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a que pode ser trai\u00e7oeira. Se fazemos uma festa em um domic\u00edlio, podemos relaxar, largar as medidas de preven\u00e7\u00e3o e pode ocorrer uma surpresa\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Trilla pede para que se aproveitem as vantagens de um pa\u00eds \u201cem que h\u00e1 muita vida no exterior\u201d. Porque vir\u00e1 o outono e voltaremos a nos trancar. \u201cO frio seco certamente n\u00e3o ajuda, mas o principal risco \u00e9 que estaremos em espa\u00e7os fechados, com pouca ventila\u00e7\u00e3o, onde a possibilidade de cont\u00e1gio \u00e9 muito maior\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Somente 43 de quase 10.000 infectados em ambientes exteriores<\/h3>\n\n\n\n<p>Na recompila\u00e7\u00e3o feita por Gwen Knight sobre os focos de cont\u00e1gio, s\u00f3 h\u00e1 realmente dois que respondem com seguran\u00e7a a espa\u00e7os abertos, como afirma o divulgador Luis Jim\u00e9nez: \u201cUm se refere ao mercado de&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/internacional\/2020-04-02\/wuhan-se-blinda-antes-de-reabrir.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wuhan, o da poss\u00edvel origem do v\u00edrus<\/a>&nbsp;(com 41 infec\u00e7\u00f5es), e o outro \u00e9 o de dois amigos corredores, em que agiram circunst\u00e2ncias extras que aumentaram o risco: proximidade durante tempo extenso, acompanhada de conversa e\/ou respira\u00e7\u00e3o intensa\u201d. No total, 43 casos com certa certeza de cont\u00e1gio em ambientes exteriores entre quase 10.000 confirmados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na maior investiga\u00e7\u00e3o sobre focos de cont\u00e1gio, feita na China, foram rastreados mais de 7.000 casos de infec\u00e7\u00f5es, procurando os focos de origem. \u201cA grande maioria ocorreu dentro de casa e no transporte. Foi detectado somente um caso de cont\u00e1gio em ambientes exteriores, com duas pessoas envolvidas, que se encontraram na rua e conversaram durante certo tempo\u201d, diz Jim\u00e9nez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria dos focos de cont\u00e1gio ocorre em lugares fechados. 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