{"id":28848,"date":"2020-06-19T07:40:47","date_gmt":"2020-06-19T11:40:47","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=28848"},"modified":"2020-06-19T07:40:51","modified_gmt":"2020-06-19T11:40:51","slug":"mulheres-enfrentam-em-casa-a-violencia-domestica-e-a-pandemia-da-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/06\/19\/mulheres-enfrentam-em-casa-a-violencia-domestica-e-a-pandemia-da-covid-19\/","title":{"rendered":"Mulheres enfrentam em casa a viol\u00eancia dom\u00e9stica e a pandemia da Covid-19"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1200\" data-attachment-id=\"28849\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/06\/19\/mulheres-enfrentam-em-casa-a-violencia-domestica-e-a-pandemia-da-covid-19\/image-57-7\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?fit=2000%2C1200\" data-orig-size=\"2000,1200\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image-57\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?fit=300%2C180\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?fit=600%2C360\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?fit=600%2C360\" alt=\"\" class=\"wp-image-28849\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?w=2000 2000w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?resize=300%2C180 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?resize=1024%2C614 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?resize=768%2C461 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?resize=1536%2C922 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?resize=500%2C300 500w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-57.jpeg?w=1800 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Uma parceria entre cinco m\u00eddias independentes, que monitoram os casos durante o isolamento social, aponta que 195 mulheres foram mortas por crime de feminic\u00eddio em dois meses, segundo dados dos estados<\/em>\u00a0<em>(Ilustra\u00e7\u00e3o de Hadna Abreu\/Amaz\u00f4nia Real)<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong>No<\/strong> <strong>Amaz\u00f4nia Rea<\/strong>l<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento in\u00e9dito sobre a\u00a0<strong>viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/strong>\u00a0entre os meses de mar\u00e7o e abril deste ano, durante a\u00a0<strong>pandemia<\/strong>\u00a0do novo\u00a0<strong>coronav\u00edrus<\/strong>, apontou que os casos de <strong>feminic\u00eddio<\/strong>\u00a0no Pa\u00eds aumentaram em 5% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2019. Somente nos dois meses, 195 mulheres foram assassinadas, enquanto em mar\u00e7o e abril de 2019 foram 186 mortes. Entre os 20 estados brasileiros que liberaram dados das secretarias de seguran\u00e7a p\u00fablica, nove registraram juntos um aumento de 54%, outros nove tiveram queda de 34%, e dois mantiveram o mesmo \u00edndice.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos 20 estados analisados, a m\u00e9dia observada foi de 0,21 femin\u00edcidios por 100 mil mulheres. A taxa ficou acima da m\u00e9dia em 11 estados, os quais det\u00eam 40% da popula\u00e7\u00e3o feminina do total analisado e foram respons\u00e1veis por 59% das mortes (115 femin\u00edcidios).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento faz parte do monitoramento quadrimestral da s\u00e9rie de reportagens \u201c<strong>Um v\u00edrus e duas guerras<\/strong>\u201c, que ser\u00e1 publicada ao longo de 2020, e \u00e9 resultado de uma parceria colaborativa entre as m\u00eddias independentes&nbsp;<strong>Amaz\u00f4nia Real<\/strong>, sediada no Amazonas;&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Eco Nordeste<\/strong>, no Cear\u00e1;&nbsp;<strong>#Colabora<\/strong>, no Rio de Janeiro;&nbsp;<strong>Portal Catarinas<\/strong>, em Santa Catarina; e&nbsp;<strong>Ponte Jornalismo<\/strong>, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00e9rie monitora os casos de feminic\u00eddios e de viol\u00eancia dom\u00e9stica durante o per\u00edodo da pandemia, com objetivo de visibilizar esse fen\u00f4meno silencioso, fortalecer a rede de apoio e fomentar o debate sobre a cria\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0&nbsp;<strong>viol\u00eancia de g\u00eanero<\/strong>&nbsp;no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA viol\u00eancia dom\u00e9stica n\u00e3o diminuiu, ela est\u00e1 mais privada do que nunca. A mulher que vive com um agressor j\u00e1 vivia isolada, agora ela est\u00e1 praticamente em c\u00e1rcere privado\u201d, declara Concei\u00e7\u00e3o de Andrade, superintendente geral do Instituto Maria da Penha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Mapa-Brasil-TaxaNaCovid19-20Estados-18JUN.jpg?w=600\" alt=\"Mapa est\u00e1tico pandemia\" class=\"wp-image-57258\"\/><figcaption>Infogr\u00e1fico: Fernando Alvarus\/#Colabora<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Falta de transpar\u00eancia e subnotifica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Especialistas advertem para a frequ\u00eancia da&nbsp;<strong>subnotifica\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;neste per\u00edodo em que h\u00e1 dificuldades para se comunicar, acessar os canais de den\u00fancia e at\u00e9 mesmo para chegar fisicamente at\u00e9 eles. Como afirmam as fontes entrevistadas, esses registros s\u00e3o fundamentais para&nbsp;<strong>romper o ciclo da viol\u00eancia<\/strong>&nbsp;e, consequentemente, a conten\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia final, o feminic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento de 41% no n\u00famero de feminic\u00eddios em&nbsp;<strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, por exemplo, se defronta com a redu\u00e7\u00e3o de registros de 22% e 33% nos crimes de les\u00e3o corporal e amea\u00e7a, respectivamente. O crescimento de 431% nos relatos no Twitter de brigas de casal com ind\u00edcios de viol\u00eancia dom\u00e9stica, segundo relat\u00f3rio, divulgado pelo&nbsp;<strong>F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP)<\/strong>em abril deste ano, \u00e9 outro fator que aponta a subnotifica\u00e7\u00e3o dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo do&nbsp;<strong>Amazonas<\/strong>, que recebeu em 25 de maio o pedido de informa\u00e7\u00f5es da reportagem sobre os casos de feminic\u00eddios, primeiro comunicou que n\u00e3o registrou mortes de mulheres de janeiro a abril deste ano. Mas a estat\u00edstica enviada pela<strong>Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica (SSP)<\/strong>registrou oito feminic\u00eddios no quadrimestre, somente em Manaus. A reportagem questionou os dados e a SSP voltou atr\u00e1s, dizendo que eram informa\u00e7\u00f5es de \u201ccasos suspeitos de feminic\u00eddio\u201d, isto \u00e9, ainda em investiga\u00e7\u00e3o pela&nbsp;<strong>Delegacia Especializada em Homic\u00eddios e Sequestros (DEHS)<\/strong>. Procurada, a delegacia informou, na ter\u00e7a-feira (16 de junho), que registrou quatro casos de feminic\u00eddios em 2020, sendo dois no m\u00eas de mar\u00e7o, quando iniciou o isolamento social da pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de transpar\u00eancia nas informa\u00e7\u00f5es gera uma subnotifica\u00e7\u00e3o dos casos de feminic\u00eddio no Estado do Amazonas como um todo. \u201c\u00c9 (o Amazonas) uma hist\u00f3ria de lacunas. Isso ajuda a gente a entender a dificuldade de mapear os dados no momento da pandemia. Mas n\u00e3o \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que surge da pandemia; isso \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de invisibilidade e neglig\u00eancia contra as mulheres, que sofrem viol\u00eancia, e que se arrasta por muito tempo\u201d, afirma a professora e antrop\u00f3loga Fl\u00e1via Melo, criadora do&nbsp;<strong>Observat\u00f3rio da Viol\u00eancia de G\u00eanero da Universidade Federal do Amazonas (Ufam)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Relatos da viol\u00eancia no confinamento<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos n\u00fameros que possibilitam analisar a dimens\u00e3o dos&nbsp;<strong>crimes de \u00f3dio \u00e0 condi\u00e7\u00e3o da mulher no ambiente dom\u00e9stico<\/strong>, a s\u00e9rie traz relatos de mulheres que se viram&nbsp;<strong>enclausuradas<\/strong>&nbsp;com companheiros que usam da for\u00e7a para submet\u00ea-las \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de&nbsp;<strong>c\u00e1rcere privado<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>tortura<\/strong>durante a pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ter acesso aos relatos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, as cinco m\u00eddias envolvidas na s\u00e9rie lan\u00e7aram um pequeno formul\u00e1rio com question\u00e1rio fechado. Ao final, a mulher pode deixar seu n\u00famero de Whatsapp para que alguma jornalista entre em contato. Em todo o processo, o anonimato \u00e9 mantido para a prote\u00e7\u00e3o das vidas das mulheres. O formul\u00e1rio ficar\u00e1 ativo at\u00e9 dezembro de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas das mulheres contaram pela primeira vez o que ocorreu em seus lares que, longe de trazerem tranquilidade, s\u00e3o lugares em que a viol\u00eancia de g\u00eanero se manifesta de maneira ainda mais desproporcional. Os relatos est\u00e3o nas reportagens das cinco regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Angela*, 31, moradora de S\u00e3o Lu\u00eds, no&nbsp;<strong>Maranh\u00e3o<\/strong>, decidiu dar um basta \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica. Mesmo j\u00e1 tendo feito uma den\u00fancia em uma delegacia perto de sua casa, as agress\u00f5es n\u00e3o cessavam. E ent\u00e3o ela decidiu, correndo todos os riscos, pedir prote\u00e7\u00e3o em meio ao isolamento social imposto pela pandemia do novo coronav\u00edrus. Encontrou a prote\u00e7\u00e3o na&nbsp;<strong>Casa da Mulher Brasileira<\/strong>, uma institui\u00e7\u00e3o que existe desde 2017 na capital maranhense.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cToda vez meu marido chegava em casa me agredindo. Isso acontece j\u00e1 de muito tempo, e era sempre na frente dos meus filhos\u201d, afirmou Angela. Na Casa da Mulher Brasileira, ela fez um relato das agress\u00f5es. \u201cE aquilo ali tudo j\u00e1 foi me coisando e eu n\u00e3o aguentei mais, e resolvi pedir ajuda aqui. Isso j\u00e1 faz tempo, tempo demais. A agress\u00e3o dele \u00e9 mais quando ele bebe. Quando ele t\u00e1 bonzinho, n\u00e3o fala essas coisas, s\u00f3 mas quando est\u00e1 alcoolizado com a bebida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Viol\u00eancia dom\u00e9stica na Pandemia<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"400\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/6-Viol%25C3%25AAncia-Dom%25C3%25A9stica-SUL-Foto-Felipe-Carneiro-1024x683.jpg?resize=600%2C400\" alt=\"\" class=\"wp-image-57354\"\/><figcaption>Ensaio fotogr\u00e1fico de Felipe Carneiro\/Portal Catarinas\/2020&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 11 de mar\u00e7o, a&nbsp;<strong>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)<\/strong>&nbsp;decretou a exist\u00eancia da pandemia do novo coronav\u00edrus (<strong>SARS-Cov-2<\/strong>) no mundo. O v\u00edrus letal desenvolve a doen\u00e7a infecciosa&nbsp;<strong>Covid-19<\/strong>, que foi identificada por cientistas na cidade de&nbsp;<strong>Wuhan<\/strong>, na&nbsp;<strong>China<\/strong>, em dezembro de 2019. Como n\u00e3o existe uma vacina ou rem\u00e9dio que cure a doen\u00e7a e, para evitar o colapso nos hospitais, a OMS sugeriu a&nbsp;<strong>quarentena<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>isolamento social<\/strong>&nbsp;da popula\u00e7\u00e3o no per\u00edodo da incid\u00eancia da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, segundo o&nbsp;<strong>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong>&nbsp;o primeiro caso do novo coronav\u00edrus foi registrado em 28 de fevereiro. At\u00e9 esta quarta-feira (17 de junho) foram notificados 955.377 casos confirmados da doen\u00e7a e 46.510 mil mortes por Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>A OMS alertou sobre o aumento da viol\u00eancia dom\u00e9stica na pandemia da Covid-19. A&nbsp;<strong>It\u00e1lia<\/strong>, por exemplo, que iniciou o isolamento social mais cedo do que o Brasil, registrou um aumento de 161,71% nas den\u00fancias telef\u00f4nicas entre os dias 1\u00ba e 18 de abril, de acordo com o&nbsp;<strong>Minist\u00e9rio da Fam\u00edlia e da Igualdade de Oportunidades<\/strong>. Na&nbsp;<strong>Argentina<\/strong>, o canal de den\u00fancias \u2018<strong>Linha 144<\/strong>\u2019 teve um aumento de 39% na segunda quinzena de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs agress\u00f5es ficaram ainda mais violentas durante o per\u00edodo de isolamento social, mas muitas, assim como vem ocorrendo no Brasil, est\u00e3o com medo de denunciar e perder a guarda dos filhos, por serem imigrantes\u201d, ex-modelo&nbsp;<strong>Luiza Brunet<\/strong>, que nos \u00faltimos quatro anos, desde que denunciou o ent\u00e3o marido, o empres\u00e1rio L\u00edrio Parisotto, assumiu o papel de&nbsp;<strong>embaixadora da luta contra a viol\u00eancia \u00e0s mulheres<\/strong>&nbsp;do&nbsp;<strong>Instituto Avon<\/strong>. A agress\u00e3o ocorreu em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o n\u00famero de den\u00fancias feitas ao&nbsp;<strong>Ligue 180<\/strong>&nbsp;aumentou 34% entre mar\u00e7o e abril deste ano em rela\u00e7\u00e3o a 2019, segundo o&nbsp;<strong>Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos<\/strong>. Ao comparar apenas o m\u00eas de abril, o crescimento \u00e9 de 36% entre os dois anos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Baixo or\u00e7amento<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"400\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/1-Viol%25C3%25AAncia-Dom%25C3%25A9stica-SUL-Foto-Felipe-Carneiro-1024x683.jpg?resize=600%2C400\" alt=\"\" class=\"wp-image-57353\"\/><figcaption>Ensaio fotogr\u00e1fico de Felipe Carneiro\/Portal Catarinas\/2020&nbsp;&nbsp;<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Desde 2015, os programas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher v\u00eam sofrendo um desmonte. O or\u00e7amento da&nbsp;<strong>Secretaria da Mulher<\/strong>, \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos, foi reduzido de R$ 119 milh\u00f5es para R$ 5,3 milh\u00f5es, de acordo com levantamento feito pelo jornal&nbsp;<strong>O Estado de S. Paulo<\/strong>. Entre esses anos, os pagamentos para atendimento \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia diminu\u00edram de R$ 34,7 milh\u00f5es para apenas R$ 194,7 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento feito pelo&nbsp;<strong>Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (Inesc)<\/strong>&nbsp;em abril deste ano revelou que o Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos gastou somente 0,13% dos R$ 400 milh\u00f5es dispon\u00edveis no or\u00e7amento inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos pa\u00edses mais ricos, como Alemanha e Austr\u00e1lia, apesar da pandemia e do isolamento, as mulheres conseguiram acessar os servi\u00e7os e as den\u00fancias aumentaram. Nos pa\u00edses mais pobres, onde os servi\u00e7os n\u00e3o est\u00e3o funcionando adequadamente, as mulheres n\u00e3o conseguem acess\u00e1-los e os feminic\u00eddios crescem. O Brasil se enquadra nesses pa\u00edses onde as mulheres n\u00e3o denunciam e acabam passando por uma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia muito forte. Elas morrem sem terem feito um registro de ocorr\u00eancia, sem terem uma medida protetiva\u201d, analisa T\u00e9lia Negr\u00e3o, conselheira diretora da&nbsp;<strong>Rede Feminista de Sa\u00fade e da Rede de Sa\u00fade das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Metodologia de monitoramento da s\u00e9rie<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O monitoramento da s\u00e9rie \u201cUm v\u00edrus e duas guerras\u201d foi realizado a partir de dados de feminic\u00eddios e viol\u00eancia dom\u00e9stica solicitados \u00e0s secretarias de seguran\u00e7a p\u00fablica dos 26 estados brasileiros e do&nbsp;<strong>Distrito Federal<\/strong>. Cada iniciativa de m\u00eddia independente ficou respons\u00e1vel por uma regi\u00e3o do pa\u00eds. Amaz\u00f4nia Real pelas regi\u00f5es Norte e Centro-Oeste, Ag\u00eancia Eco Nordeste pela regi\u00e3o hom\u00f4nima ao nome da m\u00eddia, Portal Catarinas pelo Sul, e #Colabora e Ponte Jornalismo pela regi\u00e3o Sudeste.<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento levantou os dados parciais sobre viol\u00eancia dom\u00e9stica nos estados, mas em algumas regi\u00f5es os n\u00fameros fornecidos foram incompletos para fazer cruzamento no quadrimestre 2019\/2020. Entre os que n\u00e3o enviaram informa\u00e7\u00f5es precisas sobre feminic\u00eddio entre janeiro a abril de 2020 est\u00e3o Amap\u00e1, Goi\u00e2nia, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paran\u00e1, Rond\u00f4nia e o Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, cada estado tem uma forma diferente de classificar os crimes compreendidos como viol\u00eancia dom\u00e9stica, tipificados pela&nbsp;<strong>Lei Maria da Penha<\/strong>. Em alguns deles, nem mesmo h\u00e1 separa\u00e7\u00e3o entre viol\u00eancia dom\u00e9stica geral e viol\u00eancia dom\u00e9stica contra as mulheres, como \u00e9 o caso do&nbsp;<strong>Paran\u00e1<\/strong>. Este Estado tamb\u00e9m n\u00e3o entrou no mapa do monitoramento por n\u00e3o ter disponibilizado os n\u00fameros de feminic\u00eddio do m\u00eas de abril, demonstrando falta de transpar\u00eancia e, at\u00e9 mesmo, sonega\u00e7\u00e3o dos dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;<strong>Santa Catarina<\/strong>, enquanto o feminic\u00eddio \u00e9 tratado com aten\u00e7\u00e3o pelas autoridades que divulgam os n\u00fameros atualizados em relat\u00f3rios semanais, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer uma s\u00e9rie hist\u00f3rica dos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, ou mesmo um comparativo com o ano anterior. Isso porque, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica, houve uma reformula\u00e7\u00e3o do sistema que integrou os registros das pol\u00edcias civil e militar e o que impossibilitaria a divulga\u00e7\u00e3o dos dados anteriores para comparativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm termos de coordenadoria em viol\u00eancias dom\u00e9sticas h\u00e1 uma dificuldade enorme. Estamos tentando estabelecer um observat\u00f3rio das mulheres inclusive com a&nbsp;<strong>Assembleia Legislativa<\/strong>&nbsp;h\u00e1 cinco anos e ningu\u00e9m topou. O&nbsp;<strong>Tribunal de Justi\u00e7a do Estado<\/strong>se baseia apenas nos dados da corregedoria (s\u00f3 processos) ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 geral\u201d, relatou sobre a quest\u00e3o a desembargadora e titular da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar (Cevid)\/SC, Salete Sommariva.<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento da s\u00e9rie \u201cUm v\u00edrus e duas guerras\u201d tamb\u00e9m analisou os dados do primeiro quadrimestre de 2020 comparado a igual per\u00edodo de 2019. O Estado do Par\u00e1 registrou um n\u00famero tr\u00eas vezes maior de feminic\u00eddios neste per\u00edodo em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior. No Acre essa ocorr\u00eancia quase dobrou. O Rio Grande do Sul teve um acr\u00e9scimo de 70% e S\u00e3o Paulo de 29%. J\u00e1 o Mato Grosso teve uma alta de mais de 40% nos casos de feminic\u00eddio. O Estado do Acre lidera os n\u00fameros de feminic\u00eddios no quadrimestre, com uma taxa de 1,32 casos por grupo de 100 mil mulheres, seguido por Mato Grosso 1,26; Sergipe 0,67; Rio Grande do Sul 0,62; e Par\u00e1 0,59.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Mapa-Brasil-22-estados-17-junfinal.jpg?w=600\" alt=\"mapa est\u00e1tico em JPG\" class=\"wp-image-57235\"\/><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Leia as reportagens da s\u00e9rie abaixo:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Centro-Oeste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/?p=57309\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Um v\u00edrus e duas guerras: Mato Grosso tem alta de feminic\u00eddio na quarentena<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Nordeste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/feminicidios-aumentam-no-nordeste-durante-a-pandemia\/\" target=\"_blank\"><strong>Um v\u00edrus e duas guerras: Feminic\u00eddios aumentam no Nordeste durante a pandemia<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/?p=57326\" target=\"_blank\">Um v\u00edrus e duas guerras: No lockdown viol\u00eancia contra mulher dispara no Maranh\u00e3o<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Norte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/?p=57330\" target=\"_blank\">Um v\u00edrus e duas guerras: Acre tem maior taxa de feminic\u00eddio entre 20 estados<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/no-para-crime-de-feminicidio-aumentou-100-na-pandemia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Um v\u00edrus e duas guerras: No Par\u00e1 crime de feminic\u00eddio aumentou 100% na pandemia<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/um-virus-e-duas-guerras-na-pandemia-a-mulher-esta-em-casa-a-disposicao-do-agressor-diz-feminista-do-amazonas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Um v\u00edrus e duas guerras: \u201cNa pandemia, a mulher est\u00e1 em casa \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do agressor\u201d, diz feminista do Amazonas<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Sudeste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods5\/me-vi-dormindo-com-um-monstro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>\u2018Me vi dormindo com um monstro\u2019, relata v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica amea\u00e7ada com \u00e1lcool em gel<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods5\/confinadas-com-companheiros-mulheres-nao-conseguem-denunciar-agressoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Confinadas com companheiros, mulheres n\u00e3o conseguem denunciar agress\u00f5es<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/projetocolabora.com.br\/ods5\/luiza-brunet-os-homens-precisam-ter-medo-antes-de-levantar-a-mao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Luiza Brunet: \u2018os homens precisam ter medo antes de levantar a m\u00e3o\u2019<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/ponte.org\/%E2%80%98idiota,-vagabunda-e-puta%E2%80%99,-ela-ouviu-dele-mas-nao-deu-continuidade-a-denuncia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u2018<strong>Idiota, vagabunda e puta\u2019, ela ouviu. Mas n\u00e3o deu continuidade \u00e0 den\u00fancia<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/ponte.org\/em-minas-gerais,-subnotificacao-retrata-o-silencio-de-mulheres-sob-violencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Em Minas Gerais, subnotifica\u00e7\u00e3o retrata o sil\u00eancio de mulheres sob viol\u00eancia<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/catarinas.info\/um-virus-e-duas-guerras-feminicidios-aumentam-durante-quarentena-no-rio-grande-do-sul\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Um v\u00edrus e duas guerras: feminic\u00eddios aumentam durante quarentena no Rio Grande do Sul<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/catarinas.info\/um-virus-e-duas-guerras-cinco-mulheres-sofrem-violencia-domestica-a-cada-hora-em-sc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Um v\u00edrus e duas guerras: cinco mulheres sofrem viol\u00eancia dom\u00e9stica a cada hora em SC<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/catarinas.info\/um-virus-e-duas-guerras-falta-de-dados-e-subnotificacao-violencia-parana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Um v\u00edrus e duas guerras: a falta de dados e a subnotifica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia no Paran\u00e1<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os 20 estados que enviaram os dados de 2019\/2020:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Acre (AC), Alagoas (AL), Amazonas (AM), Bahia (BA), Cear\u00e1 (CE), Esp\u00edrito Santo (ES), Mato Grosso (MT), Maranh\u00e3o (MA), Minas Gerais (MG), Par\u00e1 (PA), Para\u00edba (PB), Pernambuco (PE), Piau\u00ed (PI), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Roraima (RR), Santa Catarina (SC), S\u00e3o Paulo (SP) e Sergipe (SE)<\/p>\n\n\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Equipe da s\u00e9rie: Um v\u00edrus e duas guerras<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Amaz\u00f4nia Real:<\/strong>&nbsp;K\u00e1tia Brasil (editora-executiva); Ela\u00edze Farias (editora de conte\u00fado); Eduardo Nunomura (editor); Al\u00edcia Lobato, Bruna Mello, Roberta Brand\u00e3o (tamb\u00e9m fot\u00f3grafa), Nicoly Ambrozio, Maria Fernanda Ribeiro e Juliana Arini (rep\u00f3rteres); Elvira Eliza Fran\u00e7a (revis\u00e3o); Hadna Abreu (ilustra\u00e7\u00f5es); e Alberto C\u00e9sar Ara\u00fajo (editor de fotografia)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Eco Nordeste:<\/strong>&nbsp;Maristela Crispim (editora geral); Adriana Pimentel, Elizangela Santos, L\u00edliam Cunha e Yara Peres (rep\u00f3rteres); e Fl\u00e1via P. Gurgel (designer)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>#Colabora:<\/strong>&nbsp;Fernanda Baldioti (editora), Liana Melo (rep\u00f3rter), Fernando Alvarus (infografia), Nina Millen (ilustra\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portal Catarinas:<\/strong>&nbsp;Paula Guimar\u00e3es (editora), Inara Fonseca, Juliana Rabelo, Morgani Guzzo (rep\u00f3rteres) e Felipe Carneiro (ensaio fotogr\u00e1fico)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ponte Jornalismo:<\/strong>&nbsp;Maria Teresa Cruz (editora), Ca\u00ea Vasconcelos e Jeniffer Mendon\u00e7a (rep\u00f3rteres), Antonio Juni\u00e3o (ilustra\u00e7\u00f5es) e Maria Elisa Muntaner (an\u00e1lise de dados)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma parceria entre cinco m\u00eddias independentes, que monitoram os casos durante o isolamento social, aponta que 195 mulheres foram mortas por crime de feminic\u00eddio em dois meses, segundo dados dos estados\u00a0(Ilustra\u00e7\u00e3o de Hadna Abreu\/Amaz\u00f4nia Real)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28848","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-7vi","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28848"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28848\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28850,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28848\/revisions\/28850"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}