{"id":28943,"date":"2020-06-25T06:54:08","date_gmt":"2020-06-25T10:54:08","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=28943"},"modified":"2020-06-25T06:54:17","modified_gmt":"2020-06-25T10:54:17","slug":"a-amazonia-segundo-lucio-flavio-pinto","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/06\/25\/a-amazonia-segundo-lucio-flavio-pinto\/","title":{"rendered":"A Amaz\u00f4nia segundo L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1333\" data-attachment-id=\"28944\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/06\/25\/a-amazonia-segundo-lucio-flavio-pinto\/image-71-6\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?fit=2000%2C1333\" data-orig-size=\"2000,1333\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image-71\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?fit=600%2C400\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?fit=600%2C400\" alt=\"\" class=\"wp-image-28944\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?w=2000 2000w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?resize=1024%2C682 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?resize=768%2C512 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?resize=1536%2C1024 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?resize=450%2C300 450w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/image-71.jpeg?w=1800 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><br>Quem \u00e9 o bandido?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong>Amaz\u00f4nia Real<\/strong> &#8211; A quem o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, queria favorecer quando sugeriu ao presidente Jair Bolsonaro aproveitar que as aten\u00e7\u00f5es gerais do pa\u00eds, em especial da imprensa, estavam concentradas na epidemia do coronav\u00edrus para simplificar a legisla\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Salles adotou uma linguagem t\u00e3o crua e direta que causou espanto ao ministro da Sa\u00fade, Nelson Teich, seu vizinho na mesa de reuni\u00e3o, que acolheu todo governo Bolsonaro na famosa reuni\u00e3o de 22 de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Provavelmente por achar que se tratava de um encontro fechado, a ser mantido sob sigilo (quebrado por decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal, que exigiu a entrega do v\u00eddeo pelo Pal\u00e1cio do Planalto), Salles \u2013 s\u00f3 menos agressivo na sua interven\u00e7\u00e3o no agora ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Abraham Weintraub \u2013 disse, literalmente:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrecisa ter um esfor\u00e7o nosso aqui enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque s\u00f3 se fala de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando as normas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro paulista n\u00e3o estava atendendo ao grande capital internacional. Nesta semana, em carta aberta ao Brasil, os representantes de 29 investidores globais manifestaram sua preocupa\u00e7\u00e3o com a pol\u00edtica ambiental do pa\u00eds e sobre os direitos humanos, sobretudo dos nativos e ind\u00edgenas. Esses empres\u00e1rios det\u00eam 3,7 trilh\u00f5es de d\u00f3lares em ativos administrados ao redor do mundo. \u00c9 valor equivalente a todo PIB brasileiro, que dever\u00e1 encolher \u2013\u2013 de 4% a 8% \u2013 neste ano por causa da pandemia do coronav\u00edrus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O crescente desmatamento nos \u00faltimos anos, combinado com informa\u00e7\u00f5es sobre&nbsp;<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/exoneracoes-na-fiscalizacao-do-ibama-expoem-ameacas-a-floresta-amazonica-durante-a-pandemia-da-covid-19\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">o desmantelamento de pol\u00edticas ambientais<\/a>, de direitos humanos e de ag\u00eancias de fiscaliza\u00e7\u00e3o \u201cest\u00e3o criando incerteza generalizada sobre as condi\u00e7\u00f5es para investir ou prestar servi\u00e7os financeiros ao Brasil\u201d, diz a carta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma preocupa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica imediata \u00e9 com o projeto de lei 2.663, que legaliza ocupa\u00e7\u00f5es em \u00e1reas p\u00fablicas, sobretudo na Amaz\u00f4nia. Os investidores temem o aumento de riscos para a reputa\u00e7\u00e3o dos seus clientes. \u201cPor isso, instamos o governo do Brasil a demonstrar um compromisso claro com a elimina\u00e7\u00e3o do desmatamento e a prote\u00e7\u00e3o dos direitos dos povos ind\u00edgenas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPol\u00edticas robustas para a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento e prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es-chave para gerenciar esses riscos e contribuir para mercados financeiros eficientes e sustent\u00e1veis no longo prazo\u201d, acrescenta o documento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele sugere que, se, a elimina\u00e7\u00e3o desse risco, os empres\u00e1rios podem sair do Brasil, num momento em que, no mundo inteiro, h\u00e1 uma busca ansiosa por investimentos na forma de capital de risco. J\u00e1 o Brasil, segundo o Banco Central, perdeu mais capital estrangeiro durante a pandemia do que a m\u00e9dia observada em pa\u00edses emergentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relaxamento cont\u00ednuo e acelerado das medidas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza e ao habitante da Amaz\u00f4nia, desde o in\u00edcio do governo Bolsonaro, j\u00e1 haviam provocado, sem setembro do ano passado, iniciativa semelhante de 230 fundos, representando investidores num total de 16 trilh\u00f5es de d\u00f3lares (mais de 30 vezes o PIB nacional).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se o ministro n\u00e3o \u00e9 porta-voz dos maiores capitalistas do mundo, que parecem v\u00ea-lo como inimigo, quem Ricardo Salles defende e procura favorecer com suas pol\u00eamicas iniciativas? A resposta parece \u00f3bvia, mas exige algumas reflex\u00f5es mais profundas, que considerem os prop\u00f3sitos e resultados da a\u00e7\u00e3o do governo e dos capitais externos a regi\u00e3o nela aplicados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A doutrina de seguran\u00e7a nacional, na sua manifesta\u00e7\u00e3o mais expl\u00edcita, a partir de 1964, mas sempre ativa, sob outra roupagem geopol\u00edtica, desde a ocupa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia pelos europeus (15 mil ou 20 mil anos depois da primeira presen\u00e7a humana na imensa bacia hidrogr\u00e1fica), sempre considerou os estrangeiros uma amea\u00e7a \u00e0 integridade da regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os portugueses, os europeus que por mais tempo nela exerceram o seu dom\u00ednio, a mantiveram sob m\u00e3o militar forte, combatendo \u2013 e vencendo \u2013 espanh\u00f3is, ingleses, holandeses e franceses. Tentaram manter a Amaz\u00f4nia sob seu controle quando o Brasil se tornou uma na\u00e7\u00e3o independente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 admitiram a perda do Norte do pa\u00eds quando a maior revolta popular, a cabanagem lhes tirou o controle pol\u00edtico, que ainda mantinham, \u00e0 custa de muito sangue. Estima-se que 20 a 30% da popula\u00e7\u00e3o (ent\u00e3o de 150 mil pessoas) tenham morrido nos ferozes combates. Hoje, seriam algo como 5 milh\u00f5es de mortos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo brasileiro continuou a encarar a possibilidade de na\u00e7\u00f5es estrangeiras se valerem da extens\u00e3o da Amaz\u00f4nia e da sua baixa densidade demogr\u00e1fica para aventuras de conquista, sobretudo por pa\u00edses com problemas de superpopula\u00e7\u00e3o. No s\u00e9culo XIX surgiu um projeto de transferir para a Amaz\u00f4nia 2 milh\u00f5es de negros americanos, atacando dessa forma o problema racial dos Estados Unidos. Mas era uma iniciativa isolada de um vision\u00e1ria, o tenente da marinha Matthew Maury. A Casa Branca n\u00e3o o endossava. A migra\u00e7\u00e3o foi pequena.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, nos anos 1990, falou-se tanto em planos americanos de invadir a Amaz\u00f4nia que o governo brasileiro instituiu o Sivam e o Sipam (sistemas de vigil\u00e2ncia), projetos que combinavam geopol\u00edtica com tecnologia para melhor conhecer e proteger a Amaz\u00f4nia de atividades ilegais ou predat\u00f3rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O foco da preocupa\u00e7\u00e3o continuava se concentrando em governos estrangeiros, apesar das claras provas de que o tamanho do Brasil (f\u00edsico, humano e econ\u00f4mico) era ant\u00eddoto natural a esse tipo de empreitada. Derrotado num pa\u00eds muito menor, como o Vietnam, os EUA se envolveriam numa complica\u00e7\u00e3o monumental, sem sa\u00edda previs\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Concentrada em amea\u00e7as internacionais permanentes, a a\u00e7\u00e3o do governo nacional para garantir a integridade da Amaz\u00f4nia acabou tendo efeito mais nocivo do que os problemas para os quais deveria ser a solu\u00e7\u00e3o. A ocupa\u00e7\u00e3o humana valia por si, por preencher os \u201cespa\u00e7os vazios\u201d, independentemente da forma de uso dos recursos naturais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos sociais, culturais e ecol\u00f3gicos negativos sempre foram considerados um pre\u00e7o necess\u00e1rio para que brasileiros se espalhassem pelas margens dos rios, pelas fronteiras internacionais e tivessem acesso \u00e0s \u00e1reas at\u00e9 ent\u00e3o isoladas, que se tornaram acess\u00edveis pela abertura de estradas, os instrumentos mais eficientes de destrui\u00e7\u00e3o da natureza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Banco Mundial acabou se tornando uma esp\u00e9cie de consci\u00eancia cr\u00edtica desse \u201cmodelo\u201d de ocupa\u00e7\u00e3o acelerada, ca\u00f3tica e conflituosa. Foi o BIRD que imp\u00f4s a inclus\u00e3o de um cap\u00edtulo de cuidados com o meio ambiente no Polonoroeste, que levou a devasta\u00e7\u00e3o a Mato Grosso, Rond\u00f4nia e Acre. Foi tamb\u00e9m o banco multilateral que exigiu um cap\u00edtulo sobre os \u00edndios no projeto Grande Caraj\u00e1s, que possibilitou a explora\u00e7\u00e3o da maior prov\u00edncia mineral do planeta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Logo depois do golpe militar de 1964, uma CPI na C\u00e2mara Federal, relatada pelo deputado e brigadeiro Haroldo Veloso, que era de extrema direita, provocou esc\u00e2ndalo ao revelar a profundidade da penetra\u00e7\u00e3o de estrangeiros na propriedade de terras. Hoje, o capital estrangeiro fundi\u00e1rio \u00e9 m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>As grandes empresas preferem controlar o circuito internacional das mercadorias produzidas pela Amaz\u00f4nia, quando n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel, rent\u00e1vel ou simplesmente vi\u00e1vel o controle nominal das empresas que geram esses bens. Se precisam dessa participa\u00e7\u00e3o, nada na legisla\u00e7\u00e3o as impede de obt\u00ea-la se aceitam seu enquadramento nas regras em vigor, que s\u00e3o, em regra, permiss\u00edveis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como a mais valia relativa do capital, relacionada \u00e0 imagem e \u00e0 capacidade de se explicar em situa\u00e7\u00f5es embara\u00e7osas (como os acidentes com as mineradoras em Minas Gerais), se tornou importante num mundo cada vez mais preocupado com a natureza, elas se comportam como os grupos de investidores se manifestou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os empres\u00e1rios brasileiros fazem o mesmo, com a mesma \u00eanfase e frequ\u00eancia, ou \u00e9 pensando nesses capit\u00e3es do mato que o ministro Ricardo Salles usou a simbologia da boiada para burlar as regras de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia?<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n\n\n<p><em>A imagem que abre este artigo \u00e9 de uma fazenda de gado em \u00e1rea desmatada em Xinguara, no Par\u00e1 (Foto de Alberto C\u00e9sar Ara\u00fajo\/Amaz\u00f4nia Real)<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n\n\n<p><strong>Al\u00e9m de colaborar com a ag\u00eancia Amaz\u00f4nia Real, L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto mant\u00e9m quatro blogs, que podem ser consultados gratuitamente nos seguintes endere\u00e7os:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>*&nbsp;<a href=\"http:\/\/lucioflaviopinto.wordpress.com\/\">lucioflaviopinto.wordpress.com<\/a>&nbsp;\u2013 acompanhamento sintonizado no dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<p>*&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/valeqvale.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">valeqvale.wordpress.com<\/a>&nbsp;\u2013 inteiramente dedicado \u00e0 maior mineradora do pa\u00eds, dona de Caraj\u00e1s, a maior prov\u00edncia mineral do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>*&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/amazoniahj.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">amazoniahj.wordpress.com<\/a>&nbsp;\u2013 uma enciclop\u00e9dia da Amaz\u00f4nia contempor\u00e2nea, j\u00e1 com centenas de verbetes, num banco de dados \u00fanico, sem igual.<\/p>\n\n\n\n<p>*&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/cabanagem180.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">cabanagem180.wordpress.com<\/a>&nbsp;\u2013 documentos e an\u00e1lises sobre a maior rebeli\u00e3o popular da hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto<\/strong>&nbsp;\u00e9 jornalista desde 1966. Soci\u00f3logo formado pela Escola de Sociologia e Pol\u00edtica de S\u00e3o Paulo, em 1973. Editor do Jornal Pessoal, publica\u00e7\u00e3o alternativa que circula em Bel\u00e9m (PA) desde 1987. Autor de mais de 20 livros sobre a Amaz\u00f4nia, entre eles, Guerra Amaz\u00f4nica, Jornalismo na linha de tiro e Contra o Poder. Por seu trabalho em defesa da verdade e contra as injusti\u00e7as sociais, recebeu em Roma, em 1997, o pr\u00eamio Colombe d\u2019oro per La Pace. Em 2005 recebeu o pr\u00eamio anual do Comittee for Jornalists Protection (CPJ), em Nova York, pela defesa da Amaz\u00f4nia e dos direitos humanos. L\u00facio Fl\u00e1vio \u00e9 o \u00fanico jornalista brasileiro eleito entre os 100 her\u00f3is da liberdade de imprensa, pela organiza\u00e7\u00e3o internacional Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras em 2014. Acesse o novo&nbsp;site do jornalista aqui&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.lucioflaviopinto.com\/\" target=\"_blank\">www.lucioflaviopinto.com<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem \u00e9 o bandido?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28943","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-7wP","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28943","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28943"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28943\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28945,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28943\/revisions\/28945"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28943"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28943"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28943"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}