{"id":29189,"date":"2020-07-16T10:47:27","date_gmt":"2020-07-16T14:47:27","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=29189"},"modified":"2020-07-16T10:47:38","modified_gmt":"2020-07-16T14:47:38","slug":"a-humanidade-nao-chegara-aos-10-bilhoes-de-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/07\/16\/a-humanidade-nao-chegara-aos-10-bilhoes-de-pessoas\/","title":{"rendered":"A humanidade n\u00e3o chegar\u00e1 aos 10 bilh\u00f5es de pessoas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/JCL_lss5L6bmd9A5yEGNXi4qoKs%3D\/1500x0\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/CBN7KUFRN5FA2QCCFWYKRVVFM4.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Vista vertical de uma faixa de pedestres lotada de gente.\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Popula\u00e7\u00e3o do Brasil recuar\u00e1 a menos de 165 milh\u00f5es at\u00e9 2100, e a China ser\u00e1 superada por \u00cdndia e Nig\u00e9ria, segundo um estudo publicado na \u2018The Lancet\u2019<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>El Pa\u00eds, Juan Arias<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 10.000 anos \u00e9ramos apenas um milh\u00e3o. Em 1800, faz pouco mais de 200 anos, j\u00e1 \u00e9ramos um bilh\u00e3o. H\u00e1 50, por volta de 1960, chegamos a 3,5 bilh\u00f5es. Atualmente, superamos 7,5 bilh\u00f5es. Em 2050, nossos filhos e os filhos dos nossos filhos viver\u00e3o em um planeta habitado por no m\u00ednimo nove bilh\u00f5es de pessoas. Antes do final do s\u00e9culo atual,&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/08\/25\/ciencia\/1472108333_340880.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">seremos pelo menos dez bilh\u00f5es<\/a>. Talvez mais.\u201d Em seu livro&nbsp;<em>Dez Bilh\u00f5es<\/em>, o professor Stephen Emmott, de Oxford, tentava nos advertir da realidade apocal\u00edptica que aguardar\u00e1 a humanidade se alcan\u00e7armos essa formid\u00e1vel cifra de pessoas sobre a Terra. Mas cabe a possibilidade de que o ritmo de crescimento se freie muito antes e que nunca cheguemos a esse perigoso n\u00famero.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe width=\"1\" height=\"1\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que prop\u00f5e um estudo publicado na revista m\u00e9dica&nbsp;<em>The Lancet<\/em>, segundo o qual o pico de popula\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 na d\u00e9cada de 2060, com 9,7 bilh\u00f5es. E a partir da\u00ed a humanidade ir\u00e1 se reduzindo lentamente, at\u00e9 chegar a 8,8 bilh\u00f5es em 2100. A chave: a educa\u00e7\u00e3o da mulher, que ser\u00e1 mais generalizada e precoce, segundo os cientistas que prop\u00f5em estas cifras, do Instituto de M\u00e9tricas e Avalia\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade da Universidade de Washington (IHME, na sigla em ingl\u00eas). \u201cNossas conclus\u00f5es sugerem que as tend\u00eancias cont\u00ednuas no n\u00edvel educativo feminino e o acesso \u00e0 anticoncep\u00e7\u00e3o acelerar\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o da fertilidade e o crescimento demogr\u00e1fico lento\u201d, afirma o estudo. Mesmo pa\u00edses como N\u00edger, atualmente com uma taxa de sete filhos por mulher, chegariam a um \u00edndice de natalidade semelhante ao Fran\u00e7a atual (1,8 por mulher, insuficiente para ampliar a popula\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>O progn\u00f3stico das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u00e9 de que haver\u00e1 11 bilh\u00f5es de pessoas em 2100, ou mais dois bilh\u00f5es a mais do que sugere o novo c\u00e1lculo. \u201cUma redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mundial total na segunda metade do s\u00e9culo \u00e9 uma boa not\u00edcia para o meio ambiente mundial\u201d, diz o artigo, e \u201csignificaria menos&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/sociedade\/2020-04-22\/dioxido-de-carbono-na-atmosfera-continua-batendo-recordes-apesar-do-confinamento.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">emiss\u00e3o de carbono<\/a>, menos estresse para os sistemas alimentares mundiais e menos probabilidades de ultrapassar os limites do planeta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse encolhimento se dever\u00e1 essencialmente a uma dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o da taxa de fertilidade na \u00c1frica Subsaariana e \u00e0 r\u00e1pida redu\u00e7\u00e3o populacional prevista para a \u00c1sia e Europa Central e Oriental. Especificamente, esses dem\u00f3grafos calculam que as popula\u00e7\u00f5es minguar\u00e3o pela metade em 23 pa\u00edses e territ\u00f3rios, incluindo Espanha, Jap\u00e3o, Tail\u00e2ndia, It\u00e1lia, Portugal e Coreia do Sul. Al\u00e9m disso, outros 34 pa\u00edses ter\u00e3o uma grande redu\u00e7\u00e3o de habitantes, inclu\u00edda a China, que passaria de 1,4 bilh\u00e3o para 732 milh\u00f5es de habitantes. O Brasil, hoje com aproximadamente 210 milh\u00f5es de habitantes, chegaria a um pico de 235 em 2043, para ent\u00e3o cair a 164,75 milh\u00f5es no final deste s\u00e9culo.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00c1frica, segundo esse estudo, frear\u00e1 seu crescimento mais rapidamente do que a ONU previa, mas mesmo assim triplicar\u00e1 sua popula\u00e7\u00e3o. Isso provoca, entre outras coisas, que a&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/nigeria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nig\u00e9ria<\/a>&nbsp;se transforme numa pot\u00eancia global em 2100, com quase 800 milh\u00f5es de habitantes, atr\u00e1s apenas da \u00cdndia (um bilh\u00e3o) e \u00e0 frente da China no p\u00f3dio da popula\u00e7\u00e3o mundial. Entre os 10 pa\u00edses mais populosos do mundo no final do s\u00e9culo haver\u00e1 cinco africanos (Nig\u00e9ria, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Eti\u00f3pia, Egito e Tanz\u00e2nia), enquanto Brasil, Bangladesh, R\u00fassia e Jap\u00e3o deixariam essa lista. Permanecem Indon\u00e9sia e EUA, embora o caso norte-americano depender\u00e1 muito de resgatar a sua pol\u00edtica imigrat\u00f3ria do \u00faltimo s\u00e9culo, e n\u00e3o a da gest\u00e3o Trump. \u201cAs pol\u00edticas liberais de imigra\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos sofreram um rev\u00e9s pol\u00edtico nos \u00faltimos anos, o que amea\u00e7a seu potencial para manter o crescimento econ\u00f4mico e populacional\u201d, afirma o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a chave e a principal moral da hist\u00f3ria: os pa\u00edses que apostarem de forma decidida na imigra\u00e7\u00e3o como pol\u00edtica de longo prazo sair\u00e3o fortalecidos. Fran\u00e7a, Reino Unido, Austr\u00e1lia, Canad\u00e1 e Nova Zel\u00e2ndia mant\u00eam e refor\u00e7am sua popula\u00e7\u00e3o, sua influ\u00eancia e seu posto na economia global nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, gra\u00e7as, em grande medida, a esse investimento em popula\u00e7\u00e3o de origem estrangeira. \u201cAlguns pa\u00edses manter\u00e3o suas popula\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de pol\u00edticas de imigra\u00e7\u00e3o liberais e pol\u00edticas sociais que amparem mais as mulheres que trabalham e alcan\u00e7am o tamanho de fam\u00edlia desejado. \u00c9 prov\u00e1vel que estes pa\u00edses tenham um PIB maior que outros pa\u00edses, com os diversos benef\u00edcios econ\u00f4micos, sociais e geopol\u00edticos de uma popula\u00e7\u00e3o ativa est\u00e1vel\u201d, explica o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o artigo, os pa\u00edses t\u00eam quatro op\u00e7\u00f5es para enfrentar os problemas de natalidade: podem tentar aumentar a taxa de fertilidade criando um ambiente prop\u00edcio para que as mulheres tenham filhos e sigam suas carreiras; podem restringir o acesso das mulheres aos servi\u00e7os de sa\u00fade reprodutiva; podem aumentar a participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho em idades mais avan\u00e7adas; e podem promover a imigra\u00e7\u00e3o. Os autores da pesquisa est\u00e3o convictos de que haver\u00e1 uma mudan\u00e7a de pol\u00edticas em pa\u00edses como Jap\u00e3o e Hungria, que at\u00e9 agora se deixaram levar pelo \u201cdesejo de manter uma sociedade lingu\u00edstica e culturalmente homog\u00eanea\u201d, apesar \u201cdos riscos econ\u00f4micos, fiscais e geopol\u00edticos das popula\u00e7\u00f5es em decl\u00ednio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstes estudos servem para advertir sobre determinadas tend\u00eancias, e por enquanto as pol\u00edticas pr\u00f3-natalidade adotadas por alguns pa\u00edses, como a Hungria, n\u00e3o resolvem em longo prazo\u201d, explica a dem\u00f3grafa Teresa Castro, do CSIC (ag\u00eancia p\u00fablica espanhola de pesquisa cient\u00edfica). E observa que \u201cpara melhorar a natalidade, o que \u00e9 realmente \u00fatil n\u00e3o s\u00e3o cheques de ajuda, e sim substituir o modelo de sociedade para obter pol\u00edticas de emprego est\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara os pa\u00edses de alta renda com uma fecundidade inferior \u00e0 taxa de substitui\u00e7\u00e3o, as melhores solu\u00e7\u00f5es para manter os n\u00edveis populacionais atuais, o crescimento econ\u00f4mico e a seguran\u00e7a geopol\u00edtica s\u00e3o pol\u00edticas de imigra\u00e7\u00e3o abertas e pol\u00edticas sociais que apoiem as fam\u00edlias para que tenham o n\u00famero desejado de filhos\u201d, explica Christopher Murray, diretor do IHME. \u201cEntretanto, existe um perigo muito real de que, diante da diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, alguns pa\u00edses possam considerar pol\u00edticas que restrinjam o acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade reprodutiva, com consequ\u00eancias potencialmente devastadoras. \u00c9 imperativo que a liberdade e os&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/internacional\/2020-03-08\/feminismo-finca-raizes-na-politica-da-america-latina.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">direitos das mulheres<\/a>&nbsp;estejam no topo da agenda de desenvolvimento de cada governo\u201d, adverte Murray.<\/p>\n\n\n\n<p>Castro considera \u201cabsurda\u201d a possibilidade de que a popula\u00e7\u00e3o do seu pa\u00eds, a Espanha, caia pela metade, de 46 para 23 milh\u00f5es de habitantes (ou 33 milh\u00f5es, segundo a estimativa da ONU para o fim do mil\u00eanio), e tamb\u00e9m acha \u201cirreal\u201d prever uma redu\u00e7\u00e3o de fecundidade t\u00e3o expressiva para pa\u00edses como Afeganist\u00e3o, N\u00edger e Paquist\u00e3o, chegando a n\u00edveis inferiores inclusive aos observados atualmente no norte da Europa. \u201c\u00c9 prov\u00e1vel que baixe, mas para que caia dessa forma depende do acesso das mulheres a uma verdadeira educa\u00e7\u00e3o de qualidade e a sistemas modernos de planejamento familiar e anticoncep\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta Castro, que tamb\u00e9m trabalhou na divis\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas encarregada de projetar as popula\u00e7\u00f5es do futuro. A dem\u00f3grafa aponta que talvez os autores do estudo, financiado pela Funda\u00e7\u00e3o Bill e Melinda Gates, \u201csuponham que acontecer\u00e3o as coisas que eles querem que aconte\u00e7am\u201d. Os autores desta nova an\u00e1lise reconhecem uma margem de incerteza consider\u00e1vel para prognosticar evolu\u00e7\u00f5es num prazo de 80 anos, mas acreditam que \u00e9 melhor que o que t\u00ednhamos at\u00e9 agora, porque desenvolveram novos modelos de s\u00e9ries temporais com maior quantidade de dados sociodemogr\u00e1ficos, que inclusive incorporam a probabilidade de conflitos, desastres naturais e o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>O futuro que esse estudo prop\u00f5e \u00e9 o de um planeta extraordinariamente idoso em 2100, onde os maiores de 65 anos beiram os 2,3 bilh\u00f5es, em compara\u00e7\u00e3o com apenas 1,7 bilh\u00e3o de indiv\u00edduos menores de 20 anos. Haver\u00e1 o dobro de pessoas maiores de 80 anos que menores de 5 (800 milh\u00f5es frente a 400). Essa mudan\u00e7a brutal na pir\u00e2mide demogr\u00e1fica afetar\u00e1 as rela\u00e7\u00f5es de poder entre os pa\u00edses e a sua capacidade de manter a solidez de sua economia com uma for\u00e7a de trabalho minguante e envelhecida (\u00e0 margem do que a rob\u00f3tica possa oferecer, algo que os autores do estudo n\u00e3o se atrevem a prognosticar). Por exemplo, a for\u00e7a de trabalho da China passar\u00e1 de 950 milh\u00f5es para 350 milh\u00f5es, e&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/12\/27\/internacional\/1577459832_036840.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">seu poderio militar<\/a>&nbsp;ser\u00e1 seriamente minguado ao perder 65% dos jovens entre 20 e 24 anos em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 sua demografia atual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA atual narrativa populista sobre o valor da coes\u00e3o \u00e9tnica para justificar os limites da migra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 desafiada pela deteriora\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de vida\u201d, escreve Ibrahim Abubakar, do University College, de Londres, num artigo que acompanha o estudo. E aponta que \u201cem \u00faltima inst\u00e2ncia, se as previs\u00f5es de Murray e seus colegas forem apenas meio precisas, a migra\u00e7\u00e3o se transformar\u00e1 em uma necessidade para todas as na\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o em uma op\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No estudo, os dem\u00f3grafos tamb\u00e9m se atrevem a medir a influ\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o no peso pol\u00edtico e econ\u00f4mico dos pa\u00edses, prevendo que na\u00e7\u00f5es como a China e os EUA permanecer\u00e3o como as maiores economias do planeta por seu PIB, acompanhados da \u00cdndia. Mas a grande perda de habitantes afetar\u00e1 o tamanho da economia de pa\u00edses como Brasil (hoje 8\u00aa economia do mundo, que passar\u00e1 a ser a 13\u00aa no final do s\u00e9culo), It\u00e1lia (de 9\u00aa para 25\u00aa maior economia), Espanha (de 13\u00aa para 28\u00aa) e Coreia do Sul (de 14\u00aa para 20\u00aa).<\/p>\n\n\n\n<p>Richard Horton, diretor da&nbsp;<em>The Lancet<\/em>, escreveu que \u201cesta importante pesquisa tra\u00e7a um futuro que devemos planejar com urg\u00eancia [&#8230;], oferece uma vis\u00e3o de mudan\u00e7as radicais no poder geopol\u00edtico, desafia os mitos sobre a imigra\u00e7\u00e3o e salienta a import\u00e2ncia de proteger e fortalecer os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. O s\u00e9culo XXI ver\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria de nossa civiliza\u00e7\u00e3o humana. A \u00c1frica e o mundo \u00e1rabe dar\u00e3o forma ao nosso futuro, enquanto a Europa e a \u00c1sia retroceder\u00e3o em sua influ\u00eancia. No final do s\u00e9culo, o mundo ser\u00e1 multipolar, com a \u00cdndia, Nig\u00e9ria, China e EUA como pot\u00eancias dominantes. Este ser\u00e1 realmente um mundo novo, para o qual dever\u00edamos estar nos preparando hoje\u201d, diz Horton.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Popula\u00e7\u00e3o do Brasil recuar\u00e1 a menos de 165 milh\u00f5es at\u00e9 2100, e a China ser\u00e1 superada por \u00cdndia e Nig\u00e9ria, segundo um estudo publicado na \u2018The Lancet\u2019<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-29189","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-7AN","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29189"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29190,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29189\/revisions\/29190"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}