{"id":29235,"date":"2020-07-21T10:47:46","date_gmt":"2020-07-21T14:47:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=29235"},"modified":"2020-07-21T10:47:51","modified_gmt":"2020-07-21T14:47:51","slug":"quando-vem-a-imunidade-de-rebanho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/07\/21\/quando-vem-a-imunidade-de-rebanho\/","title":{"rendered":"Quando vem a imunidade de rebanho?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"383\" data-attachment-id=\"29236\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/07\/21\/quando-vem-a-imunidade-de-rebanho\/b1ea9289-db93-4074-b4e9-d2a3992b0809\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/B1EA9289-DB93-4074-B4E9-D2A3992B0809.jpeg?fit=828%2C528\" data-orig-size=\"828,528\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"B1EA9289-DB93-4074-B4E9-D2A3992B0809\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/B1EA9289-DB93-4074-B4E9-D2A3992B0809.jpeg?fit=300%2C191\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/B1EA9289-DB93-4074-B4E9-D2A3992B0809.jpeg?fit=600%2C383\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/B1EA9289-DB93-4074-B4E9-D2A3992B0809.jpeg?resize=600%2C383\" alt=\"\" class=\"wp-image-29236\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/B1EA9289-DB93-4074-B4E9-D2A3992B0809.jpeg?w=828 828w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/B1EA9289-DB93-4074-B4E9-D2A3992B0809.jpeg?resize=300%2C191 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/B1EA9289-DB93-4074-B4E9-D2A3992B0809.jpeg?resize=768%2C490 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/B1EA9289-DB93-4074-B4E9-D2A3992B0809.jpeg?resize=470%2C300 470w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ainda nem sabemos se a imunidade contra a Covid-19 \u00e9 de fato protetora.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Na FSP<\/p>\n\n\n\n<p>(Sobre o uso do termo &#8220;imunidade de rebanho&#8221; no t\u00edtulo: um termo melhor \u00e9 imunidade coletiva; quem conta com ela para combater a Covid-19 nos trata como rebanho.)<\/p>\n\n\n\n<p>Em algumas das regi\u00f5es mais atingidas pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/coronavirus\/\">Covid<\/a>, como cidades ribeirinhas na Amaz\u00f4nia e alguns bairros do Rio de Janeiro onde mais de 20% da popula\u00e7\u00e3o chegou a contrair o v\u00edrus, os casos parecem estar caindo. E alguns interpretam essa contradi\u00e7\u00e3o sugerindo que, nesses locais, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas curadas talvez seja suficiente para conter a circula\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, nos surtos do navio de cruzeiro australiano Greg Mortimer e do porta-avi\u00f5es franc\u00eas Charles de Gaulle, por volta de 60% dos seus ocupantes contra\u00edram o novo coronav\u00edrus, mesmo tentando fazer isolamento e com uma tripula\u00e7\u00e3o de militares atl\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo imunidade de rebanho apareceu quando pesquisadores observaram que infec\u00e7\u00f5es de camundongos de laborat\u00f3rio poderiam acabar antes de todos serem atingidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo se viu com crian\u00e7as e o sarampo antes de uma das maiores inven\u00e7\u00f5es da humanidade: as vacinas. Todo ano o sarampo voltava, mas a cada tr\u00eas ou quatro anos seu estrago era muito maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1930, come\u00e7amos a entender melhor o fen\u00f4meno. O sarampo circulava at\u00e9 atingir a maioria das crian\u00e7as. Quando a maior parte delas j\u00e1 havia se curado ou morrido, a maioria das pessoas que o v\u00edrus encontrava j\u00e1 estava imune e os casos caiam, mesmo com algumas crian\u00e7as ainda vulner\u00e1veis. Depois de alguns anos, quando j\u00e1 haviam nascido mais vulner\u00e1veis, a doen\u00e7a voltava com for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as vacinas, a imunidade coletiva passou a ser desej\u00e1vel. Ela d\u00e1 o limiar de imuniza\u00e7\u00e3o de uma comunidade a ponto de impedir uma doen\u00e7a de circular, protegendo mesmo quem n\u00e3o pode ser vacinado. \u00c9 o que costum\u00e1vamos fazer para controlar o sarampo at\u00e9 alguns anos atr\u00e1s, quando o movimento antivacina resgatou a moda da mortes infantis por doen\u00e7as evit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque quanto mais transmiss\u00edvel a infec\u00e7\u00e3o, maior tem que ser o limiar de imuniza\u00e7\u00e3o para conter seu espalhamento. O v\u00edrus influenza, que costuma ser transmitido para pouco menos de duas pessoas, deixa de circular quando por volta de 40% das pessoas de uma regi\u00e3o se imunizaram ou se curaram. J\u00e1 o v\u00edrus do sarampo, que regularmente infecta mais de dez pessoas para cada infectado, s\u00f3 \u00e9 contido quando mais de 90% de uma popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 imune.<\/p>\n\n\n\n<p>E a Covid? Para come\u00e7ar, n\u00e3o sabemos se a imunidade contra ela \u00e9 protetora. \u00c9 um grandess\u00edssimo &#8220;se&#8221;, que s\u00f3 deve ficar mais claro com os&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2020\/07\/como-serao-testes-que-podem-entregar-vacina-chinesa-contra-covid-em-2021.shtml\">testes de vacinas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a prote\u00e7\u00e3o acontecer, estudos estimam valores que v\u00e3o de 20% a 85% de imuniza\u00e7\u00e3o. A maioria aponta para algo entre 40% e 70%. Mas contar com qualquer limiar desses seria crueldade. Mesmo se &#8220;s\u00f3&#8221; 20% dos brasileiros curados no Placar da Vida fossem suficientes, tratando pessoas como rebanho ainda seriam 40 milh\u00f5es de infectados, centenas de milhares precisando de interna\u00e7\u00e3o em dezenas de milhares de leitos de UTI, e pelo menos 200 mil mortos, usando as estimativas mais otimistas de fatalidade de 0,5% dos infectados.<\/p>\n\n\n\n<p>E os navios j\u00e1 mostraram que os n\u00fameros podem ser pelo menos tr\u00eas vezes mais altos. Ou seja, segurar o v\u00edrus na base de distanciamento e m\u00e1scaras ainda \u00e9 a sa\u00edda mais humana. Com uma segunda vantagem: com essas medidas podemos reduzir o n\u00famero de pessoas que algu\u00e9m doente infecta, o que tem o potencial de reduzir o limiar de imunidade coletiva. Essa seria a oportunidade perfeita de atingirmos a imunidade coletiva com vacinados, ao inv\u00e9s de contar com o rebanho de brasileiros curados.CONTINUE LENDO \u25beAtila Iamarino<\/p>\n\n\n\n<p>Doutor em ci\u00eancias pela USP, fez pesquisa na Universidade de Yale. \u00c9 divulgador cient\u00edfico no YouTube em seu canal pessoal e no Nerdologia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda nem sabemos se a imunidade contra a Covid-19 \u00e9 de fato protetora.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-29235","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-7Bx","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29235"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29235\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29237,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29235\/revisions\/29237"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}