{"id":29740,"date":"2020-09-09T22:24:13","date_gmt":"2020-09-10T02:24:13","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=29740"},"modified":"2020-09-09T22:24:23","modified_gmt":"2020-09-10T02:24:23","slug":"defensor-dos-indigenas-isolados-rieli-franciscato-morre-com-uma-flecha-no-coracao-em-rondonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/09\/09\/defensor-dos-indigenas-isolados-rieli-franciscato-morre-com-uma-flecha-no-coracao-em-rondonia\/","title":{"rendered":"Defensor dos ind\u00edgenas isolados, Rieli Franciscato morre com uma flecha no cora\u00e7\u00e3o, em Rond\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1424\" height=\"998\" data-attachment-id=\"29741\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/09\/09\/defensor-dos-indigenas-isolados-rieli-franciscato-morre-com-uma-flecha-no-coracao-em-rondonia\/2o-encontro-etnoambiental-da-frente-de-protecao-uru-eu-wau-wau-bananeiras\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/image-6.jpeg?fit=1424%2C998\" data-orig-size=\"1424,998\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;10&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D4&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;2\\u00ba Encontro Etnoambiental da Frente de Prote\\u00e7\\u00e3o Uru Eu Wau Wau - Bananeiras&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1415373843&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;Acervo Funai\\\/M\\u00e1rio Vilela&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;19&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;2000&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.00625&quot;,&quot;title&quot;:&quot;2\\u00ba Encontro Etnoambiental da Frente de Prote\\u00e7\\u00e3o Uru Eu Wau Wau - Bananeiras&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"2\u00ba Encontro Etnoambiental da Frente de Prote\u00e7\u00e3o Uru Eu Wau Wau &amp;#8211; Bananeiras\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;2\u00ba Encontro Etnoambiental da Frente de Prote\u00e7\u00e3o Uru Eu Wau Wau &amp;#8211; Bananeiras&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/image-6.jpeg?fit=300%2C210\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/image-6.jpeg?fit=600%2C421\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/image-6.jpeg?fit=600%2C421\" alt=\"\" class=\"wp-image-29741\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/image-6.jpeg?w=1424 1424w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/image-6.jpeg?resize=300%2C210 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/image-6.jpeg?resize=1024%2C718 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/image-6.jpeg?resize=768%2C538 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/image-6.jpeg?resize=428%2C300 428w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/image-6.jpeg?w=1200 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Da equipe de reportagem da Amaz\u00f4nia Real<\/strong><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Foto de M\u00e1rio Vilela\/Finai\/2014)<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O sertanista estava monitorando um grupo de ind\u00edgenas que se aproximou desde o m\u00eas de junho de uma comunidade rural em Seringueiras&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Manaus (AM) \u2013<\/strong>&nbsp;Um dos maiores sertanistas atuando com grupos de ind\u00edgenas isolados na Amaz\u00f4nia, Rieli Franciscato, de 55 anos, foi atingido por uma flecha no cora\u00e7\u00e3o ao se aproximar de povos sem contato por volta das 17h (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia) desta quarta-feira (9) na regi\u00e3o da linha 6 em Seringueiras, na divisa da Terra Ind\u00edgena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rond\u00f4nia. O sertanista, que estava acompanhado de ind\u00edgenas e policiais militares, foi levado para um hospital, mas j\u00e1 chegou sem vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coordenador da Frente de Prote\u00e7\u00e3o Etnoambiental Uru-Eu-Wau-Wau da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio, Rieli foi um dos fundadores nos anos 1980 da organiza\u00e7\u00e3o Etnoambiental Kanind\u00e9 com a amiga e&nbsp;<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/combate-a-desmatamentos-e-duramente-criticado-por-defensores-da-amazonia-28-07-2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ambientalista Ivaneide Cardozo<\/a>. Ele tamb\u00e9m trabalhou nas frentes de monitoramento na Terra Ind\u00edgena Vale do Javari, no Amazonas, junto com o sertanista&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/sertanista-sydney-possuelo-critica-contato-da-funai-com-indios-isolados-no-acre-eles-vao-morrer-e-desaparecer\/\" target=\"_blank\">Sydney Possuelo<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 ag\u00eancia&nbsp;<strong>Amaz\u00f4nia Real,<\/strong>&nbsp;Ivaneide contou que, na manh\u00e3 de quarta-feira (9), conversou ao telefone com Rieli Franciscato. Ele estava monitorando de longe o grupo de ind\u00edgenas conhecido como \u201cCaut\u00e1rio\u201d. Desde junho, esse povo vinha aparecendo na zona rural de Seringueiras. O sertanista, que defende o n\u00e3o contato com os isolados, atuava para evitar um conflito entre o grupo e a popula\u00e7\u00e3o da localidade, mas o trabalho era prec\u00e1rio e sem estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Rieli estava ali para proteger aqueles \u00edndios, mas os isolados n\u00e3o sabem quem s\u00e3o amigos ou inimigos. A regi\u00e3o dos isolados est\u00e1 queimando. A gente vem com preocupa\u00e7\u00e3o h\u00e1 dias com isso. A gente tinha informa\u00e7\u00e3o de invas\u00f5es naquela regi\u00e3o. O Rieli estava super preocupado. Se os isolados est\u00e3o saindo e atacando, \u00e9 porque algu\u00e9m est\u00e1 atacando os isolados\u201d, afirma Ivaneide.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u00e1udio que a&nbsp;<strong>Amaz\u00f4nia Real<\/strong>&nbsp;teve acesso, Rieli comentava com a amiga uma de suas \u00faltimas preocupa\u00e7\u00f5es. \u201c\u00d4 Neidinha, pra mim, naquela viagem amanh\u00e3, n\u00e3o tem como. Acabei de receber informa\u00e7\u00e3o que os \u00edndios apareceram na [linha] 6 e vou ver essa situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o vou ter nem gente para colocar l\u00e1. O Clayton [servidor da Funai] est\u00e1 acamado possivelmente esteja com covid\u201d, disse Rieli.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Descaso do governo<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/IMG-20200909-WA0028.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-61171\"\/><figcaption>Mapa do Territ\u00f3rio Uru-Eu-Wau-Wau, onde Rieli trabalhava, infestado por queimadas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA culpa da sua morte \u00e9 o descaso e a incompet\u00eancia da Funai e dos que hoje orbitam em volta desse presidente da Funai e do Coordenador de \u00cdndios Isolados\u201d, criticou o sertanista Sydney Possuelo, ex-presidente do \u00f3rg\u00e3o. Para ele, a circunst\u00e2ncia da&nbsp; morte de Rieli demonstra o descaso e a irresponsabilidade do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es que envolvem os \u00edndios e os funcion\u00e1rios das Frentes de Prote\u00e7\u00e3o Etnoambiental, \u201cque s\u00e3o a vanguarda dos trabalhos na selva\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO governo consegue destruir a Funai como institui\u00e7\u00e3o, desamparando os funcion\u00e1rios que est\u00e3o na miss\u00e3o mais dif\u00edcil e perigosa e, acelerando o processo de destrui\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas Isolados ou n\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ind\u00edgena Mois\u00e9s Camp\u00e9, de 35 anos, era parceiro do sertanista da Funai h\u00e1 cinco anos e estava com Rieli no momento do ataque por flechas dos isolados. Camp\u00e9 disse que fazendeiros tinham visto os isolados na zona rural do munic\u00edpio de Seringueiras e comunicaram o caso \u00e0 Funai. Ele, Rieli e&nbsp; dois policiais militares foram at\u00e9 a regi\u00e3o para conversar com os fazendeiros e orient\u00e1-los caso os ind\u00edgenas aparecessem novamente. Eles deixaram a base Bananeira, de prote\u00e7\u00e3o aos isolados, por volta das 13 horas, e ap\u00f3s conversar com os moradores partiram para buscar por vest\u00edgios dos isolados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como foi o ataque?<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/FLECHA-QUE-MATOU-RIELE.jpeg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-61180\"\/><figcaption>Flecha que matou o sertanista Rieli Franciscato (Foto divulga\u00e7\u00e3o)&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por volta das 17 horas entraram na mata, bem no limite da Terra Ind\u00edgena Uru-Eu-Wau-Wau. Andaram cerca de 30 metros, e quando subiam um morro uma flecha foi disparada, atingindo Rieli direto no peito. Camp\u00e9 afirma que eles n\u00e3o viram os isolados, apenas ouviram depois o barulho deles correndo. \u201cA gente n\u00e3o esperava isso porque n\u00e3o s\u00e3o ind\u00edgenas de conflito. Alguma coisa est\u00e1 diferente. Perdemos um grande parceiro\u201d, lamentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A amiga Ivaneide Cardozo comentou ainda da dificuldade que Rieli enfrentava em seu trabalho. \u201cEle n\u00e3o tinha muita gente para ir com ele, porque, infelizmente, essa Funai n\u00e3o d\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para os funcion\u00e1rios. Ele era um dos maiores defensores dos \u00edndios isolados e morreu dando a vida pelo que ele sempre defendeu\u201d, disse. \u201cSua maior preocupa\u00e7\u00e3o era que esse pessoal que est\u00e1 na Funai quer fazer o contato, e que ele faria de tudo para isso n\u00e3o acontecer.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rieli Franciscato era de uma fam\u00edlia de agricultores que migraram do Paran\u00e1, onde nasceu, para Mato Grosso e Rond\u00f4nia. Foi nesse \u00faltimo Estado que ele teve contato, pela primeira vez, com ind\u00edgenas, da TI Rio Branco. Em&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicos.unb.br\/index.php\/ling\/article\/view\/16304\">entrevista<\/a>&nbsp;para a Revista Brasileira de Lingu\u00edstica Antropol\u00f3gica, o sertanista confidenciou que em meados dos anos 1980 ele tinha uma vis\u00e3o preconceituosa. \u201cE eu, de \u00edndio, sabia aquilo que aprendemos na escola! N\u00e3o sabia nada, ou seja, sabia que o \u00edndio era sujo e que comia comidas diferentes, estranhas\u201d, comentou. Mas sua proximidade e a forma como passou a compreender a dificuldade dos vizinhos ind\u00edgenas o tornou um \u201cespecialista\u201d, sendo convidado pela Funai, do N\u00facleo em Ji-Paran\u00e1, a integrar uma expedi\u00e7\u00e3o em 1988, a Equipe de Localiza\u00e7\u00e3o dos \u00cdndios Isolados da Reserva Biol\u00f3gica do Guapor\u00e9. Desde ent\u00e3o, nunca mais parou e Rieli se tornou uma das maiores refer\u00eancias do movimento indigenista no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>A repercuss\u00e3o da morte<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"403\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rieli-Franciscato-Foto-mario-Vilela-Funai-20146-1024x687.jpg?resize=600%2C403&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-61166\"\/><figcaption>Rieli Franciscato no 2\u00ba Encontro Etnoambiental da Frente de Prote\u00e7\u00e3o Uru Eu Wau Wau<br>(Foto: M\u00e1rio Vilela\/Funai\/2014)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sertanista aposentado Armando Soares lamentou a morte do amigo e, assim como Sydney Possuelo, atribuiu \u00e0 falta de condi\u00e7\u00f5es de trabalho a causa da tr\u00e1gica morte. \u201cO Rieli era um cara experiente, com muito conhecimento, mas n\u00e3o tinha um pingo de condi\u00e7\u00f5es de fazer o seu trabalho. Fazia no peito e na ra\u00e7a. Ent\u00e3o, quando improvisa, olha o que acontece. Porque a Funai n\u00e3o dava condi\u00e7\u00f5es para ele h\u00e1 muito tempo. Ele fazia tudo sozinho\u201d, criticou Soares. O sertanista afirma que Rieli deveria ter auxiliares e equipamentos para poder investigar com muito cuidado. \u201cSinto muito por ele. Ele era um dos melhores. Mas sinto tamb\u00e9m pelos [ind\u00edgenas] Uru-Eu-Wau-Wau e pelos Amondawa que perderam um grande parceiro\u201d, resumiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante muitos anos, Rieli trabalhou na Frente de Prote\u00e7\u00e3o Etnoambiental do Vale do Javari, no Amazonas, junto dos Korubo. \u201cRieli era um indigenista com muit\u00edssima experi\u00eancia com os povos aut\u00f4nomos. Quando comecei a pesquisar sobre as rela\u00e7\u00f5es dos Matis com os Korubo, no Vale do Javari em 2006, o conheci. Era bem reservado, mas foi generoso e me ensinou muita coisa sobre o trabalho de prote\u00e7\u00e3o e aten\u00e7\u00e3o que desenvolveu com os Korubo\u201d, afirma a antrop\u00f3loga Barbara Arisi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Barbara lembra que os Matis mais velhos como Txema e Tumi Branco respeitavam Rieli. \u201cAchavam-no um cara justo e que n\u00e3o explorava os \u00edndios e os respeitava. Ele era dessa talha dos indigenistas que aprenderam com os \u00edndios a ser mateiros e admirar e valorizar o modo ind\u00edgena de viver\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito complicada para a gente, que tem uma miss\u00e3o na Funai. E estou h\u00e1 33 anos na Funai. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o quer\u00edamos que acontecesse\u201d, lamentou o coordenador do \u00f3rg\u00e3o em Ji-Paran\u00e1, Claudionor Serafim.&nbsp;Ex-gestor do Parque Nacional de Paca\u00e1s Novo, Jo\u00e3o Alberto Ribeiro lamentou a morte de Rieli e at\u00e9 coloca em d\u00favida se o ataque partiu dos isolados. \u201c\u00c9 uma perda terr\u00edvel para o indigenismo brasileiro, para o meio ambiente em Rond\u00f4nia. Ele, com sua coragem e determina\u00e7\u00e3o, com apoio de parceiros, segurava a barra de invas\u00f5es em toda frente da Uru-Eu-Wau-Wau com a BR-429, para o Mosaico Central de UC\/TI de Rond\u00f4nia e para os ind\u00edgenas da Uru Eu incluindo os algozes, que infelizmente n\u00e3o tinham como saber quem \u00e9 amigo e inimigo, se \u00e9 que foi ind\u00edgena\u201d, diz.<strong>&nbsp;&nbsp;(Reportagem de Ela\u00edze Farias, K\u00e1tia Brasil, Maria Fernanda Ribeiro, Eduardo Nunomura e Marizilda Cruppe)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"600\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rieli-Franciscato-1024x1024.jpg?resize=600%2C600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-61158\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da equipe de reportagem da Amaz\u00f4nia Real<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-29740","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-7JG","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29740"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29740\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29742,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29740\/revisions\/29742"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}