{"id":29853,"date":"2020-10-11T20:09:46","date_gmt":"2020-10-12T00:09:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=29853"},"modified":"2020-10-11T20:09:56","modified_gmt":"2020-10-12T00:09:56","slug":"as-avos-que-estao-irritando-a-extrema-direita-na-alemanha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/10\/11\/as-avos-que-estao-irritando-a-extrema-direita-na-alemanha\/","title":{"rendered":"As av\u00f3s que est\u00e3o irritando a extrema direita na Alemanha"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"338\" data-attachment-id=\"29854\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/10\/11\/as-avos-que-estao-irritando-a-extrema-direita-na-alemanha\/image-7-16\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/image-7.jpeg?fit=800%2C450\" data-orig-size=\"800,450\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image-7\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/image-7.jpeg?fit=300%2C169\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/image-7.jpeg?fit=600%2C338\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/image-7.jpeg?resize=600%2C338\" alt=\"\" class=\"wp-image-29854\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/image-7.jpeg?w=800 800w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/image-7.jpeg?resize=300%2C169 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/image-7.jpeg?resize=768%2C432 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/image-7.jpeg?resize=533%2C300 533w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O grupo de idosas carregando cartazes e distribuindo panfletos na movimentada Alexanderplatz, no cora\u00e7\u00e3o de Berlim, chama a aten\u00e7\u00e3o de quem passa por ali.\u00a0<\/strong><br>Clarissa Neher<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>De Berlim para a BBC News Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos param para conversar com elas, outros sorriem e agradecem, e ainda alguns poucos gritam insultos e saem correndo. As simp\u00e1ticas senhoras que atraem olhares fazem parte de uma iniciativa que tem irritado neonazistas na Alemanha: as Vov\u00f3s contra a Extrema Direita.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Formado em meados de 2018 e inspirado numa iniciativa que surgiu na \u00c1ustria, o grupo de Berlim tem marcado presen\u00e7a em protestos em defesa da democracia e direitos humanos, assim como em atos de rep\u00fadio a manifesta\u00e7\u00f5es organizadas por extremistas de direita. Nos \u00faltimos meses, essa av\u00f3s passaram a atrair cada vez mais a aten\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Basicamente, o que as move \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o com a guinada \u00e0 direita e o crescimento do utradireitismo que vem ocorrendo n\u00e3o somente na Alemanha, mas em diversos pa\u00edses nos \u00faltimos anos. Soma-se a isso a vontade de defender a democracia e o Estado de Direito.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse problema ocorre em muitos pa\u00edses e, na Alemanha, temos uma hist\u00f3ria. Temos que cuidar para evitar uma repeti\u00e7\u00e3o de 1933 [ano em que o regime nazista ascendeu ao poder] com os movimentos extremistas de direita aqui ficando cada vez mais vis\u00edveis, e tamb\u00e9m sendo alimentados pela situa\u00e7\u00e3o internacional, por exemplo, com Donald Trump e Jair Bolsonaro no poder&#8221;, afirma Karin*, de 65 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, h\u00e1 mais de 50 av\u00f3s registradas no grupo de Berlim. Al\u00e9m da capital alem\u00e3, a iniciativa Vov\u00f3s contra a Extrema Direita est\u00e1 presente em mais de 70 cidades do pa\u00eds. Esses grupos independente s\u00e3o organizados localmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Berlim, suas atividades incluem a organiza\u00e7\u00e3o de protestos, uma reuni\u00e3o mensal para coordenar as pr\u00f3ximas a\u00e7\u00f5es e avaliar os atos realizados, grupos de discuss\u00e3o sobre diversos temas e uma vig\u00edlia mensal. Algumas das av\u00f3s tamb\u00e9m marcam presen\u00e7a regularmente nas a\u00e7\u00f5es do movimento ambientalista Friday for Future. Todo esse ativismo, por\u00e9m, tem incomodado extremistas de direita.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/D7E4\/production\/_114786255_622fd927-b416-4bc0-a6b4-c1f0e02d8ffd.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Cordelia diz que insultos que ouvem em atos t\u00eam ficado mais agressivos\"\/><figcaption>Legenda da foto,&nbsp;Cordelia diz que insultos que ouvem em atos t\u00eam ficado mais agressivos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Desde a primeira atividade do grupo h\u00e1 pouco mais de dois anos \u2014 um protesto contra uma marcha neonazista \u2014, as av\u00f3s perceberam um aumento da viol\u00eancia verbal contra elas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os frequentes xingamentos ouvidos nos atos est\u00e3o cada vez mais agressivos, e incluem agora amea\u00e7as veladas. &#8220;Os insultos usados para nos humilhar t\u00eam ficado cada vez pior&#8221;, conta Cordelia*, de 74 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nomes das ativistas tamb\u00e9m apareceram em &#8220;listas negras&#8221; organizadas por neonazistas que exp\u00f5em supostos &#8220;inimigos&#8221;. Muitos dos que est\u00e3o nessas listas t\u00eam suas casas pichadas e recebem constantes amea\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa dessas listas estava tamb\u00e9m o nome do pol\u00edtico alem\u00e3o Walter L\u00fcbcke, filiado \u00e0 Uni\u00e3o Democrata Crist\u00e3 (CDU) \u2014 o partido da chanceler federal Angela Merkel \u2014, que foi assassinado em junho 2019. Cometido por um extremista de direita, o crime teria sido motivado pela posi\u00e7\u00e3o pr\u00f3-refugiados de L\u00fcbcke.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro do ano passado, um epis\u00f3dio de agress\u00e3o verbal contra uma av\u00f3 ativista em Halle virou not\u00edcia. Durante um ato de extrema direita, um neonazista conhecido das autoridades subiu ao palco para sugerir que as av\u00f3s deveriam ser estupradas por requerentes de asilo. Uma das integrantes do grupo resolveu ent\u00e3o fazer um boletim de ocorr\u00eancia contra o agressor. Depois disso, ela acabou tendo o nome divulgado e passou a receber amea\u00e7as de extremistas, afirmando que sabiam onde ela morava e que iriam atac\u00e1-la em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Somos hostilizadas em atos organizados contra protestos extremistas de direita. Por isso, tomamos muito cuidado quando estamos em espa\u00e7os p\u00fablicos, evitando usar qualquer coisa que nos identifiquem como integrantes do grupo quando estamos sozinhas&#8221;, diz Karin.<\/p>\n\n\n\n<p>Renate*, de 75 anos, conta que ap\u00f3s o assassinato de L\u00fcbcke tamb\u00e9m passou a ter mais cautela. &#8220;Por outro lado, recebemos muita simpatia e aprova\u00e7\u00e3o, principalmente durante nossas vigilas. Isso \u00e9 muito gratificante&#8221;, acrescenta Susan*, de 70 anos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/FEF4\/production\/_114786256_35bd1395-d49f-482c-8f9d-0199c902763f.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Ativistas reunidas na Alexanderplatz, em Berlim\"\/><figcaption>Legenda da foto,&nbsp;Uma vez por m\u00eas ativistas fazem ato na Alexanderplatz para chamar aten\u00e7\u00e3o para a iniciativa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Manipula\u00e7\u00e3o-da-insatisfa\u00e7\u00e3o\">Manipula\u00e7\u00e3o da insatisfa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Para as av\u00f3s, a expans\u00e3o da extrema direita no mundo est\u00e1 associada a uma crise do capitalismo, que gerou muitas desigualdades e alimentou problemas sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, houve uma crescente insatisfa\u00e7\u00e3o por parte da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a governos, que n\u00e3o estariam enfrentando quest\u00f5es socioecon\u00f4micas e ecol\u00f3gicas \u2014 por exemplo, a explos\u00e3o dos pre\u00e7os dos alugu\u00e9is em Berlim, a pobreza na velhice ou as crises migrat\u00f3ria e clim\u00e1tica \u2014 de forma convincente.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa insatisfa\u00e7\u00e3o foi ent\u00e3o canalizada por ultradireitistas, como o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), para atrair eleitores e adeptos, que se sentem abandonados por legendas pol\u00edticas tradicionais. Al\u00e9m de oferecer solu\u00e7\u00f5es simples e pouco fact\u00edveis para problemas complexos, a extrema direita aprendeu como usar esse sentimento para manipular parte da popula\u00e7\u00e3o, segundo as av\u00f3s.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando uma pol\u00edtica \u00e9 feita para atacar esses problemas, os extremistas est\u00e3o imediatamente l\u00e1 para instrumentalizar o inc\u00f4modo da popula\u00e7\u00e3o e distorcer a solu\u00e7\u00e3o apresentada&#8221;, acrescenta Cordelia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O outro ponto apontado por elas \u00e9 o movimento de difama\u00e7\u00e3o da imprensa tradicional, que tem levado muitos a buscar informa\u00e7\u00f5es em &#8220;meios alternativos&#8221;, que n\u00e3o t\u00eam nenhum compromisso com a verdade. &#8220;Essa idiotice de fake news tem sido promovida internacionalmente e \u00e9 usada principalmente por aqueles que n\u00e3o t\u00eam o menor interesse de not\u00edcias objetivas. Isso tornar o debate muito dif\u00edcil&#8221;, destaca Karin.<\/p>\n\n\n\n<p>As av\u00f3s percebem ainda paralelos entre o momento atual e a Alemanha de 1933. &#8220;Esse modelo que est\u00e1 sendo utilizado pela extrema direita em v\u00e1rios pa\u00edses foi o mesmo usado por Adolf Hitler&#8221;, afirma Renate.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse paralelo hist\u00f3rico foi um dos motivos que levaram muitas destas av\u00f3s a se unir ao movimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Renate conta que em sua juventude foi constantemente confrontada com o passado e sempre questionou os pais o porqu\u00ea deles terem ficado calados diante das atrocidades cometidas pelo regime nazista. &#8220;Tivemos anos de discuss\u00f5es sobre isso na minha fam\u00edlia&#8221;, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para mim, \u00e9 importante que no futuro as gera\u00e7\u00f5es mais jovens n\u00e3o questionem os mais velhos por n\u00e3o terem feito nada&#8221;, acrescenta Verena*, 68 anos, que foi professora de hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de terem seguidos caminhos diferentes em suas trajet\u00f3rias de vida, a maioria das av\u00f3s ativistas tem um passado de engajamento pol\u00edtico, mas que em algum momento se esvaziou e agora, com o movimento, elas viram surgir novamente a oportunidade de resgatar esse ativismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ser ativa nos ajuda a se opor a essa situa\u00e7\u00e3o temorosa, al\u00e9m de ser uma v\u00e1lvula de escape para medos que enfrentamos, por exemplo, o medo da reelei\u00e7\u00e3o de Trump, o medo de que a Floresta Amaz\u00f4nica seja destru\u00edda ou ainda do aumento de casos na pandemia&#8221;, conta Susan.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/12604\/production\/_114786257_8840e723-e361-4ffa-a2d7-bc90f43db66a.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Ativistas reunidas na Alexanderplatz, em Berlim\"\/><figcaption>Legenda da foto,&nbsp;Grupo est\u00e1 em mais de 70 cidades no pa\u00eds<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nem todas s\u00e3o av\u00f3s de verdade, mas todas se sentem e se veem como av\u00f3s.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o tenho netos, mas percebo isso mais como uma atitude de ter experi\u00eancia de vida, sabedoria e vontade ser ativa&#8221;, analisa Verena.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos temores pessoais, o maior medo que as ativistas da terceira idade t\u00eam \u00e9 de o que pode acontecer com o mundo e, por isso, refor\u00e7am a import\u00e2ncia de movimentos sociais na busca por solu\u00e7\u00f5es para os problemas enfrentados pela sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As institui\u00e7\u00f5es do Estado de Direito, a democracia, assim como a liberdade de imprensa e de express\u00e3o, est\u00e3o em risco se ningu\u00e9m fizer nada. A sociedade precisa fazer mais contra essa guinada \u00e0 direita sen\u00e3o nosso trabalho ser\u00e1 em v\u00e3o&#8221;, diz Renate.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, a press\u00e3o de iniciativas civis \u00e9 muito mais efetiva para a conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade do que os partidos pol\u00edticos&#8221;, acrescenta Susan.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Por motivos de seguran\u00e7a, as entrevistadas pediram para n\u00e3o terem os seus nomes completos divulgados na reportagem.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grupo de idosas carregando cartazes e distribuindo panfletos na movimentada Alexanderplatz, no cora\u00e7\u00e3o de Berlim, chama a aten\u00e7\u00e3o de quem passa por ali.\u00a0Clarissa Neher<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-29853","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-7Lv","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29853"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29853\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29855,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29853\/revisions\/29855"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}