{"id":30137,"date":"2020-11-30T19:10:55","date_gmt":"2020-11-30T23:10:55","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=30137"},"modified":"2020-11-30T19:11:00","modified_gmt":"2020-11-30T23:11:00","slug":"desmatamento-da-amazonia-tem-alta-de-95-em-um-ano-e-passa-de-11-mil-km%c2%b2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/11\/30\/desmatamento-da-amazonia-tem-alta-de-95-em-um-ano-e-passa-de-11-mil-km%c2%b2\/","title":{"rendered":"Desmatamento da Amaz\u00f4nia tem alta de 9,5% em um ano e passa de 11 mil km\u00b2"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/1\/9\/1606755731291.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Amaz\u00f4nia\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Devasta\u00e7\u00e3o da floresta atingiu maior valor desde 2008; Par\u00e1 responde sozinho por quase metade do desmatamento observado entre agosto do ano passado e julho deste ano.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>\n\nGiovana Girardi, O Estado de S.Paulo<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00c3O JOS\u00c9 DOS CAMPOS \u2013 O desmatamento da&nbsp;<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/floresta-amazonica\"><strong>Amaz\u00f4nia<\/strong><\/a>&nbsp;teve uma alta de 9,5% no \u00faltimo ano e voltou a atingir a maior taxa desde 2008 \u2013 o que j\u00e1 tinha ocorrido no ano passado. Entre agosto de 2019 e julho deste ano, a devasta\u00e7\u00e3o da floresta alcan\u00e7ou&nbsp;<strong>11.088 km\u00b2<\/strong>, ante os 10.129 km\u00b2 registrados nos 12 meses anteriores. A \u00e1rea devastada nesse \u00faltimo ano equivale a&nbsp;<strong>7,2 vezes a da cidade de S\u00e3o Paulo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a estimativa do Prodes \u2013 o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/inpe-instituto-nacional-de-pesquisas-espaciais\"><strong>Inpe<\/strong><\/a>) que fornece a taxa oficial do\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/desmatamento\"><strong>desmatamento<\/strong><\/a>\u00a0da Amaz\u00f4nia no per\u00edodo de um ano \u2013 divulgada nesta segunda-feira, 30, durante visita do vice-presidente,\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/antonio-hamilton-mourao\"><strong>Hamilton Mour\u00e3o<\/strong><\/a>, e do ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/marcos-pontes\">Marcos Pontes<\/a><\/strong>,ao Inpe. Os dados consolidados ser\u00e3o apresentados no primeiro semestre do ano que vem.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/noticias\/geral,desmatamento-consolidado-da-amazonia-em-2019-superou-10-mil-km-afirma-inpe,70003329869\"><strong>eleva\u00e7\u00e3o do Prodes observada entre agosto de 2018 e julho de 2019, ante os 12 meses anteriores, j\u00e1 tinha sido de 34,4%<\/strong><\/a>. O avan\u00e7o do corte raso registrado na Amaz\u00f4nia Legal desde o in\u00edcio da gest\u00e3o Bolsonaro interrompe uma sequ\u00eancia de dez anos em que o desmatamento ficou abaixo de 10 mil km\u00b2.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa taxa, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/noticias\/geral,emissoes-de-gases-estufa-no-brasil-subiram-9-6-em-2019,70003503804\"><strong>Pa\u00eds tamb\u00e9m deixa oficialmente de cumprir a principal meta da Pol\u00edtica Nacional de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, de 2010, que estabelecia que o desmatamento neste ano seria de, no m\u00e1ximo, 3,9 mil km\u00b2<\/strong><\/a>. At\u00e9 meados da d\u00e9cada passada, parecia que a meta do PNMC&nbsp;seria cumprida. Em 2012, o desmatamento da Amaz\u00f4nia chegou ao menor valor do registro hist\u00f3rico \u2013 de 4.571 km\u00b2 \u2013, ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica nacional de combate ao desmatamento que&nbsp;<strong>derrubou a taxa em 83% ao longo de 8 anos<\/strong>&nbsp;(em 2004 havia chegado a 27.772 km\u00b2).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos seguintes, ela passou a flutuar para cima, mas teve os piores aumentos a partir do ano passado. Com o dado de agora, o Pa\u00eds chega a um desmatamento 184% superior \u00e0 meta. A taxa atual \u00e9 a primeira registrada totalmente sob a gest\u00e3o Bolsonaro. A do ano passado ainda abarcava cinco meses da gest\u00e3o Temer. As altas seguidas tamb\u00e9m colocam em xeque outra meta do Brasil, assumida no Acordo de Paris, de 2015, de zerar o desmatamento ilegal at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a m\u00e9dia de desmatamento dos dez anos anteriores \u00e0 posse de Jair Bolsonaro, o desmatamento cresceu 70%. Entre 2009 e 2018, a m\u00e9dia contabilizada&nbsp;pelo Inpe foi de 6.500 km\u00b2 por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o da motosserra e dos corrent\u00f5es ocorreu mesmo diante da presen\u00e7a de militares na Amaz\u00f4nia. Em agosto do ano passado, foi decretada uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na regi\u00e3o ap\u00f3s o aumento expressivo das queimadas. O fogo diminuiu, mas o desmatamento n\u00e3o. Em maio deste ano, as For\u00e7as Armadas voltaram para floresta com a opera\u00e7\u00e3o&nbsp;<strong>Verde Brasil<\/strong>&nbsp;2, coordenada por Mour\u00e3o (\u00e0 frente do&nbsp;<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/conselho-da-amazonia\"><strong>Conselho da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/a>), e est\u00e3o l\u00e1 desde ent\u00e3o, mas a devasta\u00e7\u00e3o deu poucos sinais de arrefecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro sistema do Inpe, o Deter, que traz alertas de desmatamento em tempo real a fim de orientar a fiscaliza\u00e7\u00e3o em campo&nbsp;e indica de quanto est\u00e1 sendo a perda m\u00eas a m\u00eas, revela que, entre maio e outubro deste ano, houve redu\u00e7\u00e3o nas perdas somente em julho, agosto e setembro (na compara\u00e7\u00e3o com os mesmos meses do ano passado), mas elas ainda foram significativamente altas.&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/noticias\/geral,desmatamento-volta-a-crescer-na-amazonia-e-tem-alta-de-50-em-outubro,70003503994\">Nesses seis meses, a perda acumulada foi a segunda pior desde 2015, s\u00f3 perdendo para este mesmo per\u00edodo&nbsp; de 2019<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em breve entrevista coletiva, Mour\u00e3o, que criticou o monitoramento&nbsp;do Inpe em outras ocasi\u00f5es, n\u00e3o negou os dados. &#8220;N\u00e3o fugimos do que \u00e9 nossa realidade, do que s\u00e3o os n\u00fameros reais. N\u00e3o podemos&nbsp;fugir disso a\u00ed e temos de melhorar isso a\u00ed&#8221;, afirmou. E voltou a dizer que entrou &#8220;atrasado&#8221; no combate ao problema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Desde o momento em que o Conselho da Amaz\u00f4nia come\u00e7ou suas atividades, deixei muito claro que t\u00ednhamos come\u00e7ado atrasado, em nenhum momento disse que j\u00e1 est\u00e1vamos no caminho certo&#8221;, afirmou. Questionado sobre se com isso ele queria dizer que antes de ele assumir o conselho&nbsp;n\u00e3o estava havendo&nbsp;combate ao desmatamento, ele desconversou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mour\u00e3o concedeu a coletiva ao lado de Pontes.&nbsp;O ministro do Meio Ambiente,&nbsp;<strong>Ricardo Salles<\/strong>, n\u00e3o participou do evento. Apesar de sua pasta ser historicamente respons\u00e1vel pelo controle do desmatamento, desde o in\u00edcio do ano foi perdendo espa\u00e7o com a reativa\u00e7\u00e3o do Conselho da Amaz\u00f4nia. O vice-presidente, que se estranhou publicamente com Salles no m\u00eas passado, n\u00e3o fez coment\u00e1rios sobre a pol\u00edtica ambiental conduzida&nbsp;pelo colega, mas, ao fim de sua resposta, disse: &#8220;A responsabilidade \u00e9 minha&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o &#8220;status desejado&#8221; pelo governo \u00e9 que o &#8220;desmamento se restrinja ao que a legisla\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>(C\u00f3digo Florestal)<\/em>&nbsp;permite, em 20% (da \u00e1rea)&nbsp;das propriedades, e que n\u00e3o ocorra em terra ind\u00edgena, em unidade de conserva\u00e7\u00e3o e&nbsp;\u00e1rea p\u00fablica n\u00e3o destinada&#8221;. Mour\u00e3o n\u00e3o indicou qual seria o valor desejado, mas rejeitou&nbsp;a&nbsp;meta do PNMC n\u00e3o cumprida de 2020. &#8220;Quem disse que os 3.900 km\u00b2 \u00e9 o que a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea que pode desmatar?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele mesmo n\u00e3o deu uma resposta \u00e0 sua pergunta, mas documentos do Conselho da Amaz\u00f4nia indicam uma inten\u00e7\u00e3o de manter a taxa perto da m\u00e9dia obsrvada no per\u00edodo 2016-2019, o que daria cerca de 8 mil km\u00b2 de desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O engenheiro florestal Tasso Azevedo, coordenador do projeto MapBiomas, que tamb\u00e9m monitora o desmatamento, lembra que a meta de 2020 foi estabelecida dentro de um compromisso internacional do Brasil, assumido em 2009, por&nbsp;ocasi\u00e3o da Confer\u00eancia do Clima de Copenhague, de voluntariamente reduzir suas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. Na ocasi\u00e3o, Azevedo participava do governo federal e ajudou a elaborar os c\u00e1lculos para definir a meta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o reconhecer essa meta \u00e9 uma falta de conhecimento ou de compromisso com o que est\u00e1 no regramento brasileiro&#8221;, diz Azevedo. Ele ressalta tamb\u00e9m que estima-se que cerca de 95% do desmatamento que ocorre na Amaz\u00f4nia \u00e9 ilegal. &#8220;Seja porque ocorre em \u00e1reas protegidas (teas ind\u00edgenas, unidades de conserva\u00e7\u00e3o) ou em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente (app) e de Reserva Legal, ou em terras p\u00fablicas ou em \u00e1reas n\u00e3o autorizadas, ent\u00e3o o desmatamento que Mour\u00e3o est\u00e1 falando deveria estar pr\u00f3ximo de zero&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, a principal fonte de emiss\u00f5es no Brasil \u00e9 a devasta\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, por isso \u00e9 importante deix\u00e1-lo nos menores valores.&nbsp;<a href=\"https:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/noticias\/geral,emissoes-de-gases-estufa-no-brasil-subiram-9-6-em-2019,70003503804\"><strong>Com as altas recentes, o Brasil voltou a aumentar as suas emiss\u00f5es<\/strong><\/a>. Al\u00e9m disso, pesa o fato de que a floresta em p\u00e9 funciona como um importante sumidouro de carbono, uma vez que retira&nbsp;o g\u00e1s da atmosfera, e assim ajuda&nbsp;a reduzir o aquecimento do planeta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Desmonte ambiental<\/h3>\n\n\n\n<p>Para especialistas, as duas altas consecutivas no Prodes s\u00e3o reflexo de medidas&nbsp; adotadas pelo governo Bolsonaro que minaram a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos crimes ambientais na Amaz\u00f4nia. Desde o in\u00edcio da gest\u00e3o, o presidente se manifestou contrariamente ao que chamava de &#8220;ind\u00fastria da multa&#8221;, defendeu garimpeiros e desacreditou dados de desmatamento e de queimadas. Tamb\u00e9m foram paralisadas as cobran\u00e7as de multas desde o fim do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, no auge das cr\u00edticas aos dados do pr\u00f3prio Inpe que indicavam que a curva passava a ser ascendente, ele acusou o ent\u00e3o diretor do instituto,&nbsp;<strong>Ricardo Galv\u00e3o<\/strong>, de estar &#8220;a servi\u00e7o de alguma ONG&#8221;, e disse que os dados eram mentirosos. Acabou exonerando o cientista. Depois, chegou a acusar ONGs de botarem fogo na floresta. Medidas do Ibama facilitaram a exporta\u00e7\u00e3o de madeira do Pa\u00eds, novos gastos com o Fundo Amaz\u00f4nia foram paralisados. Neste ano, Salles deu uma declara\u00e7\u00e3o que foi interpretada como um resumo da pol\u00edtica ambiental do Brasil. Ele defendeu que se aproveitasse a pandemia para ir &#8220;passando a boiada.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nada disso \u00e9 uma surpresa para quem acompanha o desmonte das pol\u00edticas ambientais no Brasil desde janeiro de 2019. Os n\u00fameros do Prodes simplesmente mostram que o plano de Jair Bolsonaro deu certo. Eles refletem o resultado de um projeto bem-sucedido de aniquila\u00e7\u00e3o da capacidade do Estado Brasileiro e dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o de cuidar de nossas florestas e combater o crime na Amaz\u00f4nia. \u00c9 o pre\u00e7o da &#8216;passagem da boiada'&#8221;, comentou em nota a coaliza\u00e7\u00e3o de ONGs Observat\u00f3rio do Clima.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Entre as regi\u00f5es de destaque no desmatamento, est\u00e3o a regi\u00e3o da BR-163 e terra do meio no Par\u00e1, onde h\u00e1 avan\u00e7o n\u00edtido sobre \u00e1reas de florestas p\u00fablicas n\u00e3o destinadas e invas\u00e3o de \u00e1reas protegidas. No Par\u00e1, os alertas j\u00e1 apontavam \u00e1reas protegidas sendo muito desmatadas, como a APA (\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental) Triunfo do Xingu, APA do Jamanxim, Flona de Altamira e terras ind\u00edgenas Cachoeira Seca, Ituna Itat\u00e1 e Apyterewa. Todas essas regi\u00f5es, inclusive, n\u00e3o constavam no roteiro da viagem de campo organizada no in\u00edcio do m\u00eas com embaixadores, que centralizou o roteiro no estado do Amazonas, mas n\u00e3o visitou o sul do Estado, onde o desmatamento est\u00e1 completamente fora de controle&#8221;, comentou o Greenpeace em nota.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aprimoramento do Deter<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero do Prodes surpreendeu especialistas, que esperavam uma taxa em torno de 13 mil km\u00b2. Havia uma estimativa de alta de mais de 30% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, porque esse valor havia sido&nbsp;indicado pelo Deter. O sistema apontava uma alta de 34% no consolidado de 12 meses, em rela\u00e7\u00e3o aos alertas dos 12 meses anteriores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o&nbsp;<strong>Estad\u00e3o<\/strong>&nbsp;apurou, n\u00e3o se trata, por\u00e9m, de um erro, mas de um aprimoramento do Deter. O sistema, que \u00e9 muito \u00e1gil, costumava &#8220;perder&#8221;, em anos anteriores, uma parcela do que foi, de fato, desmatado. Ao passar por uma&nbsp;\u00e1rea que tinha muitas nuvens, o sat\u00e9lite poderia n\u00e3o ver, num m\u00eas, um certo&nbsp;desmatamento e s\u00f3 capt\u00e1-lo depois.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, quando o Prodes (um sistema mais detalhista) era divulgado, ela vinha, em geral, com um valor cerca de 25% a 30% maior. Com a melhoria do monitoramento neste ano, ele come\u00e7a a se aproximar mais do valor real desmatado, da\u00ed sua alta n\u00e3o se refletir na mesma propor\u00e7\u00e3o no Prodes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, por exemplo, o consolidado do Deter para 12 meses deu 6.844 km\u00b2, e o Prodes confirmou 10.129 km\u00b2. J\u00e1 neste ano, o Deter apontou 9.205 km\u00b2, mais pr\u00f3ximo do valor estimado do Prodes. Este n\u00famero, no entanto, pode mudar at\u00e9 o primeiro semestre do ano que vem, quando sai a taxa consolidada.<br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Devasta\u00e7\u00e3o da floresta atingiu maior valor desde 2008; Par\u00e1 responde sozinho por quase metade do desmatamento observado entre agosto do ano passado e julho deste ano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-30137","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-7Q5","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30137","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30137"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30137\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30138,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30137\/revisions\/30138"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}