{"id":30219,"date":"2020-12-03T20:15:51","date_gmt":"2020-12-04T00:15:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=30219"},"modified":"2020-12-03T20:15:58","modified_gmt":"2020-12-04T00:15:58","slug":"desmatamento-as-imagens-de-satelite-que-apontam-ligacao-entre-grandes-frigorificos-e-derrubada-de-florestas-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/12\/03\/desmatamento-as-imagens-de-satelite-que-apontam-ligacao-entre-grandes-frigorificos-e-derrubada-de-florestas-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Desmatamento: as imagens de sat\u00e9lite que apontam liga\u00e7\u00e3o entre grandes frigor\u00edficos e derrubada de florestas na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"331\" data-attachment-id=\"30220\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/12\/03\/desmatamento-as-imagens-de-satelite-que-apontam-ligacao-entre-grandes-frigorificos-e-derrubada-de-florestas-na-amazonia\/ee58b8bc-bb5b-44dd-ba81-904818d674d1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/EE58B8BC-BB5B-44DD-BA81-904818D674D1.jpeg?fit=828%2C457\" data-orig-size=\"828,457\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"EE58B8BC-BB5B-44DD-BA81-904818D674D1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/EE58B8BC-BB5B-44DD-BA81-904818D674D1.jpeg?fit=300%2C166\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/EE58B8BC-BB5B-44DD-BA81-904818D674D1.jpeg?fit=600%2C331\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/EE58B8BC-BB5B-44DD-BA81-904818D674D1.jpeg?resize=600%2C331\" alt=\"\" class=\"wp-image-30220\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/EE58B8BC-BB5B-44DD-BA81-904818D674D1.jpeg?w=828 828w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/EE58B8BC-BB5B-44DD-BA81-904818D674D1.jpeg?resize=300%2C166 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/EE58B8BC-BB5B-44DD-BA81-904818D674D1.jpeg?resize=768%2C424 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/EE58B8BC-BB5B-44DD-BA81-904818D674D1.jpeg?resize=544%2C300 544w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Em meio a recordes de queimadas na Amaz\u00f4nia, as tr\u00eas maiores empresas do setor de carne bovina do Brasil \u2014 JBS, Marfrig e Minerva \u2014 compraram gado de 379 fazendas que desmataram ilegalmente na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, aponta um extenso levantamento da organiza\u00e7\u00e3o internacional Global Witness.\u00a0<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Na BBC<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea atingida, segundo o relat\u00f3rio da ONG, \u00e9 de 202 quil\u00f4metros quadrados (quase o tamanho da cidade do Recife ou 20 mil campos de futebol). Ainda segundo a Global Witness, essas tr\u00eas empresas tamb\u00e9m falharam em monitorar &#8220;mais de 4.000 fazendas no Par\u00e1 inseridas em suas cadeias produtivas, e com um total estimado de 140 mil campos de futebol de desmatamento, para evitar que gado dessas fazendas chegasse a seus frigor\u00edficos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>As cadeias de abastecimento dessas empresas s\u00e3o auditadas de forma independente por multinacionais. E no papel, os resultados parecem cada vez melhores a cada ano. A empresa JBS, por exemplo, afirma que praticamente 100% de toda a sua carne prov\u00e9m de fazendas que cumprem com os compromissos legais de n\u00e3o adquirir gado de onde houve desmatamento recente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o relat\u00f3rio da Global Witness aponta outro cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os fazendeiros s\u00e3o c\u00famplices diretos da destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, os frigor\u00edficos est\u00e3o falhando em remover o desmatamento das suas cadeias produtivas do gado que compram desses pecuaristas, os auditores t\u00eam restri\u00e7\u00f5es para realizar suas auditorias, o que significa que as auditorias n\u00e3o est\u00e3o detectando os casos que identificamos, os bancos, por sua vez, n\u00e3o est\u00e3o fazendo perguntas suficientes aos frigor\u00edficos e, ao mesmo tempo, n\u00e3o s\u00e3o obrigados por seus governos a fazerem um controle rigoroso para remover o desmatamento de seus investimentos, resumiu Chris Moye, pesquisador s\u00eanior de Amaz\u00f4nia na Global Witness.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ONG, &#8220;essas empresas de carne compraram de pecuaristas acusados de fraudes, grilagem de terras e viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, ou que foram multados pelo Ibama por desmatamento ilegal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>JBS, Marfrig e Minerva contestaram a metodologia adotada pela ONG e refutaram cada uma das 379 acusa\u00e7\u00f5es contra fazendas que fornecem gado. De modo geral, afirmam que o relat\u00f3rio da Global Witness \u00e9 incorreto e impreciso e que cumprem com todas as obriga\u00e7\u00f5es legais e requisitos socioambientais firmados (leia mais abaixo).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Como-a-ONG-fundamenta-suas-acusa\u00e7\u00f5es\">Como a ONG fundamenta suas acusa\u00e7\u00f5es?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os especialistas da Global Witness se debru\u00e7aram sobre todas as guias de tr\u00e2nsito animal da JBS no Par\u00e1 dos \u00faltimos tr\u00eas anos. Esses documentos, dispon\u00edveis no site da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Estado do Par\u00e1 (Adepar\u00e1), servem para o governo federal rastrear todo a trajet\u00f3ria do gado, do nascimento ao abate de cada animal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os dados de origem de todo o gado comprado pela JBS, a ONG ent\u00e3o cruzou as \u00e1reas das fazendas fornecedoras com imagens dos sat\u00e9lites Landsat e Sentinel analisadas em parceria pela ONG brasileira Imazon, que para monitora o desmatamento na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/128C0\/production\/_115786957_comparacao.png?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Fazenda em S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, no Par\u00e1, acusada de desmate ilegal\"\/><figcaption>Legenda da foto,&nbsp;Fazenda em S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, no Par\u00e1, acusada de desmate ilegal em 2017<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O passo seguinte foi identificar quais dessas \u00e1reas foram desmatadas com autoriza\u00e7\u00e3o legal ou n\u00e3o. No Brasil, para se desmatar nessa regi\u00e3o \u00e9 preciso, por exemplo, de uma autoriza\u00e7\u00e3o de supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o, que segue o C\u00f3digo Florestal Brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois desses cruzamentos, os especialistas da Global Witness e da Imazon apontaram que a JB comprou gado em 2017 de 177 fazendas com \u00e1reas desmatadas ilegalmente, de 231 em 2018 e 204 em 2019.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Imagens de sat\u00e9lite mostram claramente a extens\u00e3o do desmatamento ao longo do tempo. Grandes \u00e1reas de floresta s\u00e3o desmatadas at\u00e9 2004, quando ocorre uma redu\u00e7\u00e3o significativa ap\u00f3s uma s\u00e9rie de pol\u00edticas e medidas de repress\u00e3o \u00e0 pecu\u00e1ria ilegal. Mas, a partir de 2012, o desmatamento voltou a acelerar, \u00e0 medida que governos sucessivos priorizaram os interesses dos agricultores em detrimento da conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os fazendeiros derrubam a floresta e queimam o material seco e assim limpam o solo para plantar capim para o gado. Cerca de 80% da \u00e1rea desmatada \u00e9 usada para pastos e a tend\u00eancia tem sido de aumento do desmatamento&#8221;, afirmou Paulo Barreto, pesquisador do Imazon, \u00e0 BBC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Desmatamento-recorde-em-uma-d\u00e9cada\">Desmatamento recorde em uma d\u00e9cada<\/h2>\n\n\n\n<p>O desmatamento da floresta amaz\u00f4nica em territ\u00f3rio brasileiro atingiu seu n\u00edvel mais alto desde 2008, informa o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).<\/p>\n\n\n\n<p>Um total de 11.088 km2 (4.281 milhas quadradas) de floresta tropical foi destru\u00eddo de agosto de 2019 a julho de 2020. Isso representa um aumento de 9,5% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo no ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Cientistas dizem que o pa\u00eds sofreu perdas em um ritmo acelerado desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presid\u00eancia em janeiro de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O mandat\u00e1rio tem incentivado as atividades de agricultura e minera\u00e7\u00e3o na maior floresta tropical do mundo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.bbc.com\/ws\/includes\/idt2\/490b3a74-a1dc-4a13-84e7-c73b19e26723\/image\/816\" alt=\"Desmatamento atinge maior n\u00edvel em uma d\u00e9cada na Amaz\u00f4nia. Taxa anual em quil\u00f4metros quadrados.  Obs.: Dados de 2019 foram atualizados em jun.2020.\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os dados mais recentes marcaram um grande aumento em rela\u00e7\u00e3o aos 7.536 quil\u00f4metros quadrados anunciados pelo Inpe em 2018 \u2014 um ano antes de Bolsonaro assumir o cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o preliminares, e as estat\u00edsticas oficiais consolidadas devem ser divulgadas no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano. Se confirmados, os dados do desmatamento da Amaz\u00f4nia ser\u00e3o 9,5% maiores que os do \u00faltimo per\u00edodo, quando not\u00edcias sobre as queimadas na floresta tropical ganharam o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil estabeleceu uma meta de desacelerar o ritmo de desmatamento para 3.900 km2 anuais at\u00e9 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de incentivar o desenvolvimento econ\u00f4mico na floresta tropical, o governo Bolsonaro tamb\u00e9m cortou fundos para ag\u00eancias federais que t\u00eam o poder de multar e prender fazendeiros e madeireiros que infringem a legisla\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Bolsonaro j\u00e1 havia entrado em confronto com o Inpe por causa dos dados de desmatamento. No ano passado, ele acusou a ag\u00eancia de manchar a reputa\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental brasileira Observat\u00f3rio do Clima disse que os n\u00fameros &#8220;refletem o resultado de uma iniciativa bem sucedida para aniquilar a capacidade do Estado brasileiro e dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o de cuidar de nossas florestas e combater o crime na Amaz\u00f4nia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas algumas autoridades disseram que o fato de a taxa de aumento ter sido menor do que a registrada no ano passado \u00e9 um sinal de progresso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora n\u00e3o estejamos aqui para comemorar, isso significa que os esfor\u00e7os que estamos fazendo est\u00e3o come\u00e7ando a dar frutos&#8221;, disse o vice-presidente, Hamilton Mour\u00e3o, em entrevista coletiva a jornalistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Amaz\u00f4nia abriga cerca de 3 milh\u00f5es de esp\u00e9cies de plantas e animais e 1 milh\u00e3o de ind\u00edgenas, e \u00e9 considerada uma regi\u00e3o crucial para o combate ao aquecimento global.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/6AE4\/production\/_115746372_gettyimages-1164561722-1.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Foto a\u00e9rea mostra clar\u00e3o no meio da floresta, com \u00e1rea incendiada\"\/><figcaption>Legenda da foto,&nbsp;\u00c1rea desmatada dentro da Terra Ind\u00edgena Menkragnoti, no Par\u00e1; Estado foi respons\u00e1vel por 46,8% do desmatamento no pa\u00eds no \u00faltimo ano<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por isso, a press\u00e3o internacional sobre o Brasil tem sido crescente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o de 2021, a Uni\u00e3o Europeia&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-55168713\">come\u00e7ar\u00e1 a discutir uma norma que poder\u00e1 aumentar a press\u00e3o<\/a>contra o desmatamento no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas que vendem para a Europa ter\u00e3o de provar que seus produtos foram feitos sem contribuir com a destrui\u00e7\u00e3o de biomas como a Amaz\u00f4nia e o Cerrado.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta mira especialmente a soja e a carne de boi, dois dos principais produtos vendidos pelo Brasil aos europeus. A mesma exig\u00eancia se aplicaria tamb\u00e9m a empresas europeias que venham a investir dinheiro no Brasil \u2014 como bancos e fundos de investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 em carne de boi, o Brasil vendeu aos pa\u00edses europeus US$ 560 milh\u00f5es em 2019. No mesmo ano, a venda de soja para os pa\u00edses do bloco trouxe para o Brasil o equivalente a R$ 32,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Outro-lado-das-empresas-\">Outro lado das empresas&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas empresas apontadas no relat\u00f3rio, JBS, Marfrig e Minerva, se comprometeram publicamente a n\u00e3o comprar gado de fazendas que desmataram ap\u00f3s outubro de 2009, foram embargadas pelo Ibama ou se sobrepunham a terras protegidas ou ind\u00edgenas, ou de fazendas com desmatamento ilegal ocorrido ap\u00f3s julho de 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradas pela BBC, todas as tr\u00eas empresas negaram ter comprado qualquer carne de proced\u00eancia ilegal e disseram cumprir com todas as obriga\u00e7\u00f5es legais e compromissos volunt\u00e1rios contra o desmatamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Elas tamb\u00e9m&nbsp;<a href=\"https:\/\/documentcloud.adobe.com\/link\/track?uri=urn:aaid:scds:US:3023848c-acd7-400a-a4fb-ee3c24f8d807#pageNum=9\">rebateram em detalhes ponto a ponto<\/a>do relat\u00f3rio da Global Witness.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Acerca das 327 fazendas de sua cadeia produtiva as quais a entidade acusa de desmatamento ilegal, a JBS afirmou que 94% delas estavam cumprindo suas promessas legais e volunt\u00e1rias de n\u00e3o desmatamento, e que n\u00e3o tinha registro de compra de gado dos 6% restantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Marfrig afirmou que 84 das 89 fazendas acusadas de irregularidade cumpriram suas promessas volunt\u00e1rias e legais de n\u00e3o desmatamento e que tinha registro de compras de gados das cinco restantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Minerva tamb\u00e9m declarou que 13 das 16 fazendas ligadas \u00e0 empresa que foram acusadas cumpriam suas promessas volunt\u00e1rias e legais de n\u00e3o desmatamento e que n\u00e3o tinha registros de compras das demais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As consultorias respons\u00e1veis pelos relat\u00f3rios que atestam o cumprimento dos compromissos socioambientais das tr\u00eas empresas, DNV-GL e Grant Thornton, afirmaram \u00e0 Global Witness que &#8220;restri\u00e7\u00f5es \u00e0s auditorias podem t\u00ea-las impedido de identificar os casos encontrados pela entidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurado pela reportagem, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente ainda n\u00e3o respondeu aos questionamentos enviados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio a recordes de queimadas na Amaz\u00f4nia, as tr\u00eas maiores empresas do setor de carne bovina do Brasil \u2014 JBS, Marfrig e Minerva \u2014 compraram gado de 379 fazendas que desmataram ilegalmente na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, aponta um extenso levantamento da organiza\u00e7\u00e3o internacional Global 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