{"id":30266,"date":"2020-12-07T08:55:58","date_gmt":"2020-12-07T12:55:58","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=30266"},"modified":"2020-12-07T08:56:03","modified_gmt":"2020-12-07T12:56:03","slug":"loteamentos-ilegais-ja-invadem-20-terras-indigenas-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/12\/07\/loteamentos-ilegais-ja-invadem-20-terras-indigenas-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Loteamentos ilegais j\u00e1 invadem 20 terras ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1086\" height=\"652\" data-attachment-id=\"30267\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/12\/07\/loteamentos-ilegais-ja-invadem-20-terras-indigenas-na-amazonia\/87dd9c76-88d7-447a-80ac-c63f7b1a00dd\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/87DD9C76-88D7-447A-80AC-C63F7B1A00DD.jpeg?fit=1086%2C652\" data-orig-size=\"1086,652\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"87DD9C76-88D7-447A-80AC-C63F7B1A00DD\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/87DD9C76-88D7-447A-80AC-C63F7B1A00DD.jpeg?fit=300%2C180\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/87DD9C76-88D7-447A-80AC-C63F7B1A00DD.jpeg?fit=600%2C360\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/87DD9C76-88D7-447A-80AC-C63F7B1A00DD.jpeg?fit=600%2C360\" alt=\"\" class=\"wp-image-30267\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/87DD9C76-88D7-447A-80AC-C63F7B1A00DD.jpeg?w=1086 1086w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/87DD9C76-88D7-447A-80AC-C63F7B1A00DD.jpeg?resize=300%2C180 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/87DD9C76-88D7-447A-80AC-C63F7B1A00DD.jpeg?resize=1024%2C615 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/87DD9C76-88D7-447A-80AC-C63F7B1A00DD.jpeg?resize=768%2C461 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/87DD9C76-88D7-447A-80AC-C63F7B1A00DD.jpeg?resize=500%2C300 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Dados do Greenpeace e do Conselho Mission\u00e1rio Indigenista apontam que invas\u00f5es de grileiros amea\u00e7am aldeias em ao menos cinco estados. <br><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>O Globo, por Cleide Carvalho<br> <\/p>\n\n\n\n<p>S\u00c3O PAULO &#8211; As invas\u00f5es de terras ind\u00edgenas mudaram de patamar. Pelo menos 20 \u00e1reas ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia, situadas em cinco estados, enfrentam problemas com loteamentos ilegais dentro de seus territ\u00f3rios, alguns deles j\u00e1 homologados. Levantamentos feitos pelo Greenpeace e pelo Conselho Mission\u00e1rio Indigenista (Cimi) mostram que os loteamentos se alastram principalmente pelos estados do Par\u00e1, Amazonas, Acre, Rond\u00f4nia e Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As invas\u00f5es surgem no rastro do desmatamento. Se antes as quadrilhas entravam para cortar \u00e1rvores, explorar garimpos ou ca\u00e7as, e depois sa\u00edam, agora grileiros tentam se estabelecer dentro dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, amea\u00e7ando aldeias. E chegam a vender \u00e1reas com a promessa de que as terras ser\u00e3o transferidas para propriet\u00e1rios privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Amaz\u00f4nia: Mour\u00e3o diz que garimpo em terras ind\u00edgenas \u00e9 &#8216;eterno jogo de gato e rato&#8217;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Inpe, entre agosto de 2018 e julho de 2020, foram desmatados 878,8 km2 dentro de terras ind\u00edgenas. A \u00e1rea destru\u00edda \u00e9 maior do que tudo que foi desmatado nessas \u00e1reas nos cinco anos anteriores \u2014 de agosto de 2013 a julho de 2018 \u2014 quando foram abaixo 732,7 km\u00b2 em florestas nativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Das dez terras ind\u00edgenas mais desmatadas da Amaz\u00f4nia este ano, quatro registram den\u00fancias de loteamentos ilegais: Cachoeira Seca, Apyterewa, Ituna-Itat\u00e1 e Trincheira Bacaj\u00e1, todas no Par\u00e1. Em setembro de 2019, na Opera\u00e7\u00e3o Verde Brasil, contra queimadas na Amaz\u00f4nia, a Pol\u00edcia Federal identificou cerca de 15 mil hectares em processo de grilagem na terra ind\u00edgena Ituna-Itat\u00e1, em Altamira (PA).<\/p>\n\n\n\n<p>Incrementos de desmatamento em \u00e1reas ind\u00edgenas Foto: Editoria de Arte<br>\nIncrementos de desmatamento em \u00e1reas ind\u00edgenas Foto: Editoria de Arte<br>\nO territ\u00f3rio Ituna-Itat\u00e1 \u00e9 interditado em raz\u00e3o da presen\u00e7a de \u00edndios isolados, e tem sofrido press\u00e3o de pol\u00edticos locais, que defendem a redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, hoje de 142 mil hectares. Um levantamento do Greenpeace identificou que 94% da TI est\u00e1 registrada em nome de propriet\u00e1rios privados por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que n\u00e3o legaliza a posse da terra, mas serve para que eles se declarem donos e geram conflitos de posse.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Uru-Eu-Wau-Wau, em Rond\u00f4nia, a Associa\u00e7\u00e3o de Defesa Etnoambiental Kanind\u00e9 denuncia a exist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o orquestrada para reduzir o territ\u00f3rio que, segundo a entidade, j\u00e1 est\u00e1 bastante degradado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Eles transformam as \u00e1reas desmatadas em cultivos de milho e soja, ou pasto para gado, com apoio e financiamento de fazendeiros e pol\u00edticos locais \u2014 diz Ivaneide Bandeira, fundadora da entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim de novembro, tr\u00eas ind\u00edgenas foram feitos ref\u00e9ns por cerca de 12 horas e foram roubados. Uma ro\u00e7adeira e um drone doado para ajudar a monitorar as terras foram levados.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia dos grileiros na Amaz\u00f4nia, segundo Ant\u00f4nio Eduardo Cerqueira de Oliveira, secret\u00e1rio executivo do Cimi, \u00e9 ocupar a terra com pessoas de baixo poder aquisitivo, com ro\u00e7as pequenas, e construir barracos de madeira, cobertos de amianto, for\u00e7ando a cria\u00e7\u00e3o de vilas. Consolidada a ocupa\u00e7\u00e3o, a \u00e1rea \u00e9 transferida para grandes empres\u00e1rios, para cria\u00e7\u00e3o de gado.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00e3o conjunta<br>\nSegundo Danicley Aguiar, da campanha do Greenpeace na Amaz\u00f4nia, as opera\u00e7\u00f5es pontuais, feitas contra desmatamento ou queimadas, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais suficientes para conter o avan\u00e7o do crime organizado na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Rond\u00f4nia, numa a\u00e7\u00e3o conjunta com outros \u00f3rg\u00e3os federais iniciada em junho de 2019, a Pol\u00edcia Federal prendeu at\u00e9 agora 23 pessoas, em quatro opera\u00e7\u00f5es destinadas a impedir a a\u00e7\u00e3o de grileiros na TI Karipuna, homologada desde 1998 e localizada em Porto Velho. A \u00faltima delas ocorreu esta semana, com a pris\u00e3o preventiva de um dos l\u00edderes da quadrilha.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz Carlos Tempestini, delegado regional da PF em Rond\u00f4nia, afirma que uma associa\u00e7\u00e3o de produtores rurais promovia reuni\u00f5es para vendas de lotes dentro da terra dos \u00edndios karipunas, com a participa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos, que prometiam futura regulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Por se tratar de terra ind\u00edgena homologada, isso \u00e9 imposs\u00edvel \u2014 diz Tempestini.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o delegado, n\u00e3o se tratava de a\u00e7\u00f5es isoladas, mas de um grupo criminoso que dividia tarefas, desde o desmatamento at\u00e9 a demarca\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de lotes dos mais variados tamanhos.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o ganhou corpo depois que um dos l\u00edderes dos ind\u00edgenas, Adriano Karipuna, descobriu no YouTube um v\u00eddeo de uma reuni\u00e3o de venda de lotes, quando pesquisava novos materiais para fazer uma oca. Ele conta que os cerca de 60 integrantes da aldeia s\u00e3o constantemente amea\u00e7ados e, agora, temem caminhar mais do que um quil\u00f4metro dentro da mata para colher castanha, principal fonte de subsist\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A gente fica com receio de ir longe, onde colhemos as frutas. Quando a gente sai da aldeia \u00e9 amea\u00e7ado. Dizem que v\u00e3o nos matar e que v\u00e3o conseguir ficar com as terras.<\/p>\n\n\n\n<p>O Greenpeace, em parceira com o Cimi, tem ajudado a mapear o deslocamento dos grileiros dentro da TI Karipuna e comemora a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento. Desde que as opera\u00e7\u00f5es da PF come\u00e7aram, segundo a organiza\u00e7\u00e3o, a destrui\u00e7\u00e3o diminuiu pela metade. Este ano foram 8 km\u00b2.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do Greenpeace e do Conselho Mission\u00e1rio Indigenista apontam que invas\u00f5es de grileiros amea\u00e7am aldeias em ao menos cinco estados.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-30266","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-7Sa","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30266"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30266\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30268,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30266\/revisions\/30268"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}