{"id":30284,"date":"2020-12-08T08:03:21","date_gmt":"2020-12-08T12:03:21","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=30284"},"modified":"2020-12-08T09:13:22","modified_gmt":"2020-12-08T13:13:22","slug":"queimadas-que-se-repetem","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/12\/08\/queimadas-que-se-repetem\/","title":{"rendered":"Queimadas que se repetem"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"338\" data-attachment-id=\"30285\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/12\/08\/queimadas-que-se-repetem\/66761187-414a-446f-b002-7aae6c1ae0e3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/66761187-414A-446F-B002-7AAE6C1AE0E3.jpeg?fit=600%2C338\" data-orig-size=\"600,338\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"66761187-414A-446F-B002-7AAE6C1AE0E3\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/66761187-414A-446F-B002-7AAE6C1AE0E3.jpeg?fit=300%2C169\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/66761187-414A-446F-B002-7AAE6C1AE0E3.jpeg?fit=600%2C338\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/66761187-414A-446F-B002-7AAE6C1AE0E3.jpeg?resize=600%2C338\" alt=\"\" class=\"wp-image-30285\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/66761187-414A-446F-B002-7AAE6C1AE0E3.jpeg?w=600 600w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/66761187-414A-446F-B002-7AAE6C1AE0E3.jpeg?resize=300%2C169 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/66761187-414A-446F-B002-7AAE6C1AE0E3.jpeg?resize=533%2C300 533w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>E<\/strong>ntender a din\u00e2mica do fogo \u00e9 fundamental para controlar as queimadas. Para medir o impacto desses inc\u00eandios \u00e9 preciso saber as regi\u00f5es mais afetadas, a frequ\u00eancia das queimadas e que tipo de cobertura vegetal \u00e9 atingida. De 2000 a 2019, cerca de 1,5 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados foram queimados pelo menos uma vez no Brasil \u2013 \u00e1rea que corresponde a dois Chiles. S\u00f3 em territ\u00f3rios de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, a \u00e1rea queimada nesse per\u00edodo \u00e9 quatro vezes a do Reino Unido. <br><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong>CAMILLE LICHOTTI E RENATA BUONO,<\/strong> na Revista Piau\u00ed <\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00e1reas de floresta, onde o fogo n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno natural, foram dois Uruguais. Nestas regi\u00f5es florestais, as queimadas est\u00e3o relacionadas, principalmente, \u00e0 a\u00e7\u00e3o humana \u2013 seja para desmatamento ou manejo agr\u00edcola. O Mato Grosso \u00e9 o estado com maior \u00e1rea queimada nos \u00faltimos vinte anos \u2013 tanto em territ\u00f3rios de pastagem, agricultura e atividades rurais, quanto em superf\u00edcies cobertas por vegeta\u00e7\u00e3o natural. L\u00e1, o fogo atingiu uma mesma \u00e1rea, de quase 30 quil\u00f4metros quadrados, por todos os anos da \u00faltima d\u00e9cada. Isso \u00e9 o equivalente a oito Central Parks queimando a cada ano, repetidamente, no Mato Grosso.&nbsp; Nesta semana, o =igualdades mostra o resultado de vinte anos de fogo no Brasil.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/d3rxyafpsfwmqr.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/arte-1.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-392243\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos vinte anos, pelo menos 18% do territ\u00f3rio brasileiro foram atingidos pelo fogo. Isso significa&nbsp;que 1,5 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados&nbsp;foram queimados pelo menos uma vez no Brasil desde 2000. A \u00e1rea afetada nesse per\u00edodo \u00e9 equivalente a duas vezes a \u00e1rea do Chile.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/d3rxyafpsfwmqr.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/arte-2.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-392244\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>De 2000 a 2019, 68% do territ\u00f3rio queimado no Brasil correspondia \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Ou seja, cerca de 1 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados queimados eram vegeta\u00e7\u00e3o natural dos biomas brasileiros. Na Caatinga, por exemplo, mais de 80% das queimadas aconteceram em \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Na Amaz\u00f4nia, queimadas em coberturas florestais e campestres correspondem a mais da metade da \u00e1rea atingida pelo fogo. Ao todo, o territ\u00f3rio de vegeta\u00e7\u00e3o nativa queimado no Brasil, nos \u00faltimos vinte anos, corresponde a quatro vezes o territ\u00f3rio do Reino Unido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/d3rxyafpsfwmqr.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/arte-3.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-392245\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Cerrado foi o bioma mais afetado pelo fogo nos \u00faltimos vinte anos. Al\u00e9m de concentrar mais da metade de todas as queimadas, a regi\u00e3o j\u00e1 teve 41% do seu territ\u00f3rio atingido pelo fogo nos \u00faltimos vinte anos \u2013 mais de 825 mil quil\u00f4metros quadrados. A \u00e1rea corresponde a tr\u00eas estados de S\u00e3o Paulo e dois do Rio de Janeiro, somados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/d3rxyafpsfwmqr.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/arte-4.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-392246\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;Na Amaz\u00f4nia, mais de 420 mil quil\u00f4metros quadrados foram queimados de 2000 at\u00e9 2019. As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas deste bioma fazem com que o fogo n\u00e3o seja um fen\u00f4meno natural. Para os pesquisadores, a ocorr\u00eancia de queimadas est\u00e1 normalmente associada \u00e0 a\u00e7\u00e3o do homem, seja para desmatar ou para manejo agr\u00edcola. Somente neste bioma, o fogo consumiu uma \u00e1rea equivalente a quatro Cubas nos \u00faltimos vinte anos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/d3rxyafpsfwmqr.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/arte-5.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-392247\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos vinte anos, 330 mil quil\u00f4metros quadrados foram queimados apenas em \u00e1reas de floresta. Esse processo n\u00e3o \u00e9 natural e os pesquisadores associam essas queimadas principalmente \u00e0 atividade humana. O inc\u00eandio deste tipo de cobertura vegetal pode aumentar a concentra\u00e7\u00e3o de carbono nestas regi\u00f5es \u2013 primeiro pela combust\u00e3o e, posteriormente, pela progressiva mortalidade de \u00e1rvores. Ao todo, a \u00e1rea florestal queimada no Brasil, de 2000 a 2019, \u00e9 equivalente a duas vezes o territ\u00f3rio do Uruguai.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/d3rxyafpsfwmqr.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/arte-6.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-392248\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Pantanal teve um aumento de 996% na \u00e1rea queimada em 2019. Em 2018, foram 1.105 quil\u00f4metros quadrados de \u00e1rea queimada \u2013 uma \u00e1rea equivalente a da cidade do Rio de Janeiro. No ano seguinte, a \u00e1rea atingida foi de 12.114 quil\u00f4metros quadrados, o equivalente \u00e0 cidade do Rio de Janeiro e a \u00e1rea do todo o L\u00edbano, somadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/d3rxyafpsfwmqr.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/arte-7.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-392249\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Mato Grosso \u00e9 o estado com maior \u00e1rea queimada nos \u00faltimos vinte anos, tanto em territ\u00f3rios antr\u00f3picos, usados para pastagem, agricultura e atividades rurais, quanto em vegeta\u00e7\u00e3o natural. E o problema \u00e9 recorrente: uma mesma \u00e1rea de quase 30 (27,98) quil\u00f4metros quadrados queimou todos os anos, por duas d\u00e9cadas, somente neste estado. Isso \u00e9 o equivalente a oito Central Parks queimando por vinte anos no Mato Grosso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes: MapBiomas; Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica; The World Bank.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entender a din\u00e2mica do fogo \u00e9 fundamental para controlar as queimadas. Para medir o impacto desses inc\u00eandios \u00e9 preciso saber as regi\u00f5es mais afetadas, a frequ\u00eancia das queimadas e que tipo de cobertura vegetal \u00e9 atingida. De 2000 a 2019, cerca de 1,5 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados foram queimados pelo menos uma vez no Brasil&#8230;<a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2020\/12\/08\/queimadas-que-se-repetem\/\">Continue a leitura <span class=\"meta-nav\">&raquo;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-30284","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-7Ss","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30284"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30284\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30288,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30284\/revisions\/30288"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30284"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}