{"id":31138,"date":"2021-03-12T13:34:43","date_gmt":"2021-03-12T17:34:43","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=31138"},"modified":"2021-03-12T13:34:49","modified_gmt":"2021-03-12T17:34:49","slug":"em-22-das-cidades-brasileiras-covid-19-ja-matou-mais-em-2021-do-que-em-todo-o-ano-passado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/03\/12\/em-22-das-cidades-brasileiras-covid-19-ja-matou-mais-em-2021-do-que-em-todo-o-ano-passado\/","title":{"rendered":"Em 22% das cidades brasileiras, Covid-19 j\u00e1 matou mais em 2021 do que em todo o ano passado"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1086\" height=\"652\" data-attachment-id=\"31139\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/03\/12\/em-22-das-cidades-brasileiras-covid-19-ja-matou-mais-em-2021-do-que-em-todo-o-ano-passado\/a296c4b7-9b05-4ce0-94b7-d4544be1ecd9\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/A296C4B7-9B05-4CE0-94B7-D4544BE1ECD9.jpeg?fit=1086%2C652\" data-orig-size=\"1086,652\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"A296C4B7-9B05-4CE0-94B7-D4544BE1ECD9\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/A296C4B7-9B05-4CE0-94B7-D4544BE1ECD9.jpeg?fit=300%2C180\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/A296C4B7-9B05-4CE0-94B7-D4544BE1ECD9.jpeg?fit=600%2C360\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/A296C4B7-9B05-4CE0-94B7-D4544BE1ECD9.jpeg?fit=600%2C360\" alt=\"\" class=\"wp-image-31139\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/A296C4B7-9B05-4CE0-94B7-D4544BE1ECD9.jpeg?w=1086 1086w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/A296C4B7-9B05-4CE0-94B7-D4544BE1ECD9.jpeg?resize=300%2C180 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/A296C4B7-9B05-4CE0-94B7-D4544BE1ECD9.jpeg?resize=1024%2C615 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/A296C4B7-9B05-4CE0-94B7-D4544BE1ECD9.jpeg?resize=768%2C461 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/A296C4B7-9B05-4CE0-94B7-D4544BE1ECD9.jpeg?resize=500%2C300 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Oito estados do pa\u00eds j\u00e1 contabilizam, de janeiro a mar\u00e7o, metade dos \u00f3bitos ocorridos em 2020<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>O Globo &#8211; Evelin Azevedo e Rafael Garcia<\/p>\n\n\n\n<p>RIO e S\u00c3O PAULO \u2014 A for\u00e7a da epidemia da\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/coronavirus\/\">Covid-19<\/a>\u00a0em 2021 \u00e9 tamanha que, em 22% dos munic\u00edpios do Brasil, o n\u00famero de mortos registrados pela doen\u00e7a j\u00e1 \u00e9 igual ou maior que o total de 2020, ano em que a epidemia transcorreu por quatro vezes mais tempo. Em 8 das 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o, o n\u00famero absoluto de \u00f3bitos neste ano j\u00e1 ultrapassou a metade do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paran\u00e1, Rio Grande do Sul, Roraima, Rond\u00f4nia e Santa Catarina j\u00e1 registraram este ano pelo menos 50% do total das mortes contabilizadas em todo 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>O agravamento da epidemia entre um ano e outro se reflete principalmente nas regi\u00f5es Sul e Norte. No entanto, por todo o pa\u00eds, h\u00e1 cidades que pouco sofreram, mas que, agora, lutam contra um inimigo muito maior.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/coronavirus\/\">Covid-19<\/a>, al\u00e9m disso, est\u00e1 causando \u00f3bitos em locais que haviam sido poupados no ano passado. Um total de 276 munic\u00edpios (5%) que n\u00e3o tiveram nenhuma morte por Covid-19 em 2020 passaram a registrar \u00f3bitos em 2021 (todos pequenos). Restam 268 cidades (5%) que ainda n\u00e3o t\u00eam mortes de Covid-19 registradas (todos muito pequenas, s\u00f3 14 delas com mais de 10 mil habitantes).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a disparidade de for\u00e7a da epidemia em 2021 em rela\u00e7\u00e3o a 2020 n\u00e3o \u00e9 exclusividade de vilarejos. Em pelo menos 16 cidades com mais de 100 mil habitantes, a epidemia de Covid-19 no ano de 2021 j\u00e1 \u00e9 mais mortal que em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia mais:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/coronavirus\/casos-diarios-de-covid-19-ja-sao-30-mais-altos-do-que-no-pico-de-2020-24914212\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Casos di\u00e1rios de Covid-19 j\u00e1 s\u00e3o 30% mais altos do que no pico de 2020<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o na lista Santa Cruz do Sul (RS), Chapec\u00f3 (SC), Santar\u00e9m (PA), Ji-Paran\u00e1 (RO), Catal\u00e3o (GO) e Passos (MG). Quatro cidades paulistas entraram para este ranking: Ja\u00fa, Araraquara, Mar\u00edlia e Pindamonhangaba.<\/p>\n\n\n\n<p>Manaus \u00e9, por enquanto, a \u00fanica capital e cidade com mais de 1 milh\u00e3o de habitantes nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A observa\u00e7\u00e3o da mortalidade por munic\u00edpio tem limita\u00e7\u00f5es no Brasil, porque muitas cidades com menos de 10 mil habitantes apresentam dados sujeitos a ru\u00eddo. H\u00e1 v\u00e1rios, por exemplo, em que s\u00f3 foi registrada uma morte em um ano ou no outro. Mesmo assim o n\u00famero assusta, dado que a compara\u00e7\u00e3o \u00e9 feita entre um per\u00edodo de pouco mais de dois meses em 2021 com outro com o qu\u00e1druplo da dura\u00e7\u00e3o (9 meses no ano passado).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Situa\u00e7\u00e3o deve se agravar<\/h2>\n\n\n\n<p>Os especialistas apontam que a grande mobilidade das pessoas em plena pandemia \u00e9 o principal motivo para o aumento de casos, que geram um colapso nos sistema de sa\u00fade e, consequentemente, fazem o n\u00famero de \u00f3bitos aumentar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Essa doen\u00e7a j\u00e1 mostrou que n\u00e3o h\u00e1 rede de sa\u00fade, seja p\u00fablica ou privada, no mundo que aguente sua progress\u00e3o. Se voc\u00ea deixa o surto rolar, \u00e9 esperado um colapso nos hospitais de qualquer lugar que seja. Vimos isso em Portugal, Alemanha, It\u00e1lia. A diferen\u00e7a \u00e9 a velocidade em que isso acontece. Locais com uma rede de sa\u00fade mais enfraquecida apresentam um aumento de mortalidade mais cedo \u2014 afirma Isaac Schrarstzhaupt, cientista de dados e coordenador da Rede An\u00e1lise Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador destaca que, com a mudan\u00e7a de perfil dos infectados pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/coronavirus\/\">Covid-19<\/a>&nbsp;nessa nova onda (internados s\u00e3o cada vez mais jovens), a press\u00e3o nos sistemas de sa\u00fade deve ser ainda mais agravada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Os jovens acabam ficando mais tempo internados porque eles batalham mais pela vida. Isso faz com que eles ocupem o leito por mais tempo e esgotem o sistema ainda mais cedo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia est\u00e1 fazendo proje\u00e7\u00f5es para entender como a epidemia deve evoluir nos pr\u00f3ximos dias e j\u00e1 tem dados para algumas cidades maiores, incluindo Manaus e Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p>Para projetar os n\u00fameros, os pesquisadores usam um m\u00e9todo cl\u00e1ssico chamado SEIR, que computa os n\u00fameros de pessoas suscet\u00edveis, expostas, infectadas e recuperadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador Luiz Duczmal, professor da UFMG, esse \u00e9 o modelo que foi capaz de prever a entrada de uma segunda onda da\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/coronavirus\/\">Covid-19<\/a>\u00a0em Manaus quando outros cientistas j\u00e1 acreditavam que a cidade tinha um estado avan\u00e7ado de imunidade coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00f3s sab\u00edamos que essa imunidade de rebanho n\u00e3o fazia sentido, e n\u00f3s conclu\u00edmos isso usando um modelo SEIR, que \u00e9 o \u201carroz-com-feij\u00e3o\u201d da epidemiologia \u2014 conta Duczmal. \u2014 N\u00f3s avisamos em agosto que viria a segunda onda, e ela chegou.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora Manaus j\u00e1 est\u00e1 com n\u00famero de \u00f3bitos em queda, mas a reabertura recente do com\u00e9rcio e das escola preocupa Duczmal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O Brasil nunca teve um grau de isolamento bom depois de julho do ano passado, e em cima disso, agora h\u00e1 volta das aulas presenciais em Manaus e outros munic\u00edpios \u2014 diz. \u2014 Houve muito pouco esfor\u00e7o para barrar as comemora\u00e7\u00f5es de fim de ano e as aberturas de bares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oito estados do pa\u00eds j\u00e1 contabilizam, de janeiro a mar\u00e7o, metade dos \u00f3bitos ocorridos em 2020<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-31138","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-86e","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31138","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31138"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31138\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31140,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31138\/revisions\/31140"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}