{"id":31571,"date":"2021-04-14T06:50:40","date_gmt":"2021-04-14T10:50:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=31571"},"modified":"2021-04-14T06:50:44","modified_gmt":"2021-04-14T10:50:44","slug":"pesquisa-mergulha-ate-o-neolitico-para-encontrar-origens-da-desigualdade-entre-homens-e-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/04\/14\/pesquisa-mergulha-ate-o-neolitico-para-encontrar-origens-da-desigualdade-entre-homens-e-mulheres\/","title":{"rendered":"Pesquisa mergulha at\u00e9 o Neol\u00edtico para encontrar origens da desigualdade entre homens e mulheres"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"358\" data-attachment-id=\"31572\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/04\/14\/pesquisa-mergulha-ate-o-neolitico-para-encontrar-origens-da-desigualdade-entre-homens-e-mulheres\/c5e4810c-96f3-4322-a963-742322ff5def\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/C5E4810C-96F3-4322-A963-742322FF5DEF.jpeg?fit=828%2C494\" data-orig-size=\"828,494\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"C5E4810C-96F3-4322-A963-742322FF5DEF\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/C5E4810C-96F3-4322-A963-742322FF5DEF.jpeg?fit=300%2C179\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/C5E4810C-96F3-4322-A963-742322FF5DEF.jpeg?fit=600%2C358\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/C5E4810C-96F3-4322-A963-742322FF5DEF.jpeg?resize=600%2C358\" alt=\"\" class=\"wp-image-31572\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/C5E4810C-96F3-4322-A963-742322FF5DEF.jpeg?w=828 828w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/C5E4810C-96F3-4322-A963-742322FF5DEF.jpeg?resize=300%2C179 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/C5E4810C-96F3-4322-A963-742322FF5DEF.jpeg?resize=768%2C458 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/C5E4810C-96F3-4322-A963-742322FF5DEF.jpeg?resize=503%2C300 503w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Estudo identifica a mobilidade feminina para o entorno do seu parceiro masculino como uma das chaves para o surgimento de sociedades patriarcais&nbsp;<\/h4>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>El Pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p>A arqueologia \u00e9 uma ci\u00eancia dif\u00edcil: muitas perguntas para poucas pistas. Entretanto, o estudo da pr\u00e9-hist\u00f3ria pode oferecer chaves fundamentais para compreender problemas graves do presente. A pesquisadora Marta Cintas-Pe\u00f1a, da Universidade de Sevilha (Espanha), com o apoio do plano de pesquisa Marie Sklodowska Curie, da Comiss\u00e3o Europeia, mergulha na origem da\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/sociedade\/2021-03-31\/pandemia-adia-igualdade-de-genero-por-mais-uma-geracao.html\" target=\"_blank\">desigualdade entre homens e mulheres<\/a>\u00a0consciente de que, como afirma, \u201c\u00e9 um processo social e cultural criado que consolidou um sistema injusto\u201d. Para retroceder esse caminho, Cintas-Pe\u00f1a estudou a origem dessa m\u00e1cula e encontrou um elemento que poderia ter sido decisivo: a mobilidade da mulher para o entorno do\u00a0homem (\u201cpatrilocalidade\u201d), que come\u00e7a a ficar evidente de forma relevante na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica a partir da Era do Cobre, entre 3.200 e 2.300 anos antes de Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo Garc\u00eda Sanju\u00e1n, catedr\u00e1tico de Pr\u00e9-Hist\u00f3ria e Arqueologia da Universidade de Sevilha e coautor do estudo, pendente de publica\u00e7\u00e3o e que faz parte do projeto descrito no site\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/projectwomam.com\/\" target=\"_blank\">Projectwomam.com<\/a>, explica que \u201ca patrilocalidade \u00e9 a regra residencial pela qual as mulheres, quando se casam, v\u00e3o morar na aldeia ou povoado do marido, uma a\u00e7\u00e3o t\u00edpica de sociedades patriarcais\u201d. \u201cEsta pr\u00e1tica\u201d, explica, \u201c\u00e9 muito relevante no estudo da origem primordial do patriarcado porque, ao sair de suas fam\u00edlias e de suas pr\u00f3prias aldeias e partir para a dos seus maridos, as mulheres ficam descontextualizadas de seu marco familiar e do apoio de seus parentes e amigos, o que as torna muito mais vulner\u00e1veis \u00e0 opress\u00e3o por parte do marido e da sua fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para confirmar esta pr\u00e1tica e fugir de interpreta\u00e7\u00f5es enviesadas por paralelismos etnogr\u00e1ficos (atribuir pap\u00e9is passados em fun\u00e7\u00e3o de comportamentos culturais atuais), Cintas-Pe\u00f1a analisou a totalidade dos dados de is\u00f3topos de estr\u00f4ncio dispon\u00edveis atualmente para este per\u00edodo na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Esse conjunto de dados fornece informa\u00e7\u00f5es sobre 476 indiv\u00edduos procedentes de 26 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos diferentes. Conforme explica a arque\u00f3loga, este sistema, atrav\u00e9s da compara\u00e7\u00e3o da marca isot\u00f3pica da regi\u00e3o e da marca isot\u00f3pica dos restos \u00f3sseos, permite determinar se um indiv\u00edduo foi enterrado no mesmo lugar onde viveu, abordando assim sua mobilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Este estudo, segundo o texto da pesquisa, \u201cproporciona a primeira vis\u00e3o dos padr\u00f5es residenciais do Calcol\u00edtico na Pen\u00ednsula [Ib\u00e9rica], assim como um novo enfoque que inclui o g\u00eanero como elemento central entre as vari\u00e1veis estudadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados deixam poucas d\u00favidas sobre a mobilidade. A an\u00e1lise dos valores das\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/mujeres\/\" target=\"_blank\">mulheres<\/a>mostra que eles n\u00e3o correspondem ao local do sepultamento numa frequ\u00eancia que \u00e9 mais que o dobro que para os homens, o que significa que elas procediam com maior frequ\u00eancia de outro lugar. Uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para isso \u00e9 a patrilocalidade. O estudo confirma uma afirma\u00e7\u00e3o do antrop\u00f3logo norte-americano Marvin Harris: \u201cA esmagadora maioria das sociedades conhecidas mostra padr\u00f5es residenciais e de filia\u00e7\u00e3o centrados no homem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Garc\u00eda Sanju\u00e1n esclarece que esta pr\u00e1tica se intensifica quando as sociedades come\u00e7am a ter excedentes que geram patrim\u00f4nios familiares, e a heran\u00e7a, conforme explica o arque\u00f3logo, \u201ccome\u00e7a a se tornar um assunto crucial do ponto de vista social e econ\u00f4mico\u201d. \u201cPara que os homens tenham a seguran\u00e7a de que o legado vai passar aos seus pr\u00f3prios filhos biol\u00f3gicos, come\u00e7a a surgir uma ideologia de controle das mulheres.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Cintas-Pe\u00f1a acrescenta que a \u201cpatrilocalidade\u201d poderia ter ocorrido paralelamente \u00e0 sedentariza\u00e7\u00e3o e ac\u00famulo de excedentes: \u201cOcorre uma hierarquiza\u00e7\u00e3o, um aumento da complexidade social pela qual determinados personagens acumulam poder e estabelecem linhagens que aparentemente beneficiam o homem com mais frequ\u00eancia que a mulher\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/ULzmAO-9atKh01HFUIV-JczN-tY%3D\/414x0\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/YK5BMOAT6ZF5NIHUUXPATHNMSA.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Recria\u00e7\u00e3o de una casa pr\u00e9-hist\u00f3rica da exposi\u00e7\u00e3o \u2018Neol\u00edtico. De n\u00f4mades a sedent\u00e1rios\u2019. \"\/><figcaption>Recria\u00e7\u00e3o de una casa pr\u00e9-hist\u00f3rica da exposi\u00e7\u00e3o \u2018Neol\u00edtico. De n\u00f4mades a sedent\u00e1rios\u2019.&nbsp;FUNDACI\u00d3N LA CAIXA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A patrilocalidade, junto com outros elementos nos quais a partir do Neol\u00edtico se observam diferen\u00e7as, como a an\u00e1lise de traumas dos esqueletos, a maior presen\u00e7a de proj\u00e9teis nas tumbas masculinas e a representa\u00e7\u00e3o da mulher na arte levantina, mais vinculada a tarefas de manuten\u00e7\u00e3o, come\u00e7a a evidenciar uma diferencia\u00e7\u00e3o que antes n\u00e3o acontecia.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora destaca que \u201cessa desigualdade surge por processos que nem sempre s\u00e3o iguais, mas que chegam ao mesmo ponto\u201d. \u201cN\u00e3o h\u00e1 uma causa \u00fanica. S\u00e3o processos com diferentes ingredientes que v\u00e3o fermentando lentamente. Mas est\u00e1 claro que a desigualdade \u00e9 um processo cultural, que n\u00e3o existe um determinismo biol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, o arque\u00f3logo Steve Kuhn observou que \u201ca divis\u00e3o do trabalho por g\u00eanero \u00e9 mais um produto das normas sociais que da biologia ou da psicologia\u201d. E este n\u00e3o \u00e9 um processo t\u00e3o antigo como se pretendeu ver, como demonstram descobertas recentes de restos de mulheres que participavam de atividades como a ca\u00e7a h\u00e1 8.000 anos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/QFmWJW6wMh0yTRDvHqrP8OCAnUc%3D\/414x0\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/7CUYA4LT7BAC7J4SCGVIR263QI.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Recria\u00e7\u00e3o de una cena pr\u00e9-hist\u00f3rica de la exposi\u00e7\u00e3o \u2018Neol\u00edtico. De n\u00f4mades a sedent\u00e1rios\u2019.\"\/><figcaption>Recria\u00e7\u00e3o de una cena pr\u00e9-hist\u00f3rica de la exposi\u00e7\u00e3o \u2018Neol\u00edtico. De n\u00f4mades a sedent\u00e1rios\u2019.FUNDACI\u00d3N LA CAIXA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As evid\u00eancias indicam que a origem das desigualdades come\u00e7a a se manifestar de forma habitual a partir do Neol\u00edtico e que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o com a mobilidade. Um artigo publicado na revista&nbsp;<em>Science<\/em>&nbsp;analisou, a partir do estudo das tumbas e dos objetos encontrados junto aos restos humanos, a forma de vida de uma comunidade que habitou o vale do Lech, perto de Augsburgo (Alemanha), 4.000 anos atr\u00e1s. Os autores mostram como se passou de sociedades nas quais todos nasciam iguais para outras onde alguns se reivindicavam como descendentes de quem criou as normas que ordenavam a sociedade, ou inclusive dos deuses. As mulheres que jaziam junto aos aristocratas e que compartilhavam seu elevado status n\u00e3o tinham nascido no vale do Lech. A an\u00e1lise do esmalte de seus dentes continha elementos qu\u00edmicos que n\u00e3o as vinculavam com a composi\u00e7\u00e3o da \u00e1gua local, como acontecia no caso dos homens. Tinham crescido longe dali e tinham chegado para se casar. As \u00fanicas mulheres locais eram pobres, enterradas sem objetos ao redor, ou meninas de fam\u00edlias ricas que tinham morrido antes da adolesc\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo identifica a mobilidade feminina para o entorno do seu parceiro masculino como uma das chaves para o surgimento de sociedades patriarcais&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[482,46],"class_list":["post-31571","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-homens","tag-mulheres"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8dd","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31571","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31571"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31571\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31573,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31571\/revisions\/31573"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}