{"id":32025,"date":"2021-05-25T07:42:12","date_gmt":"2021-05-25T11:42:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=32025"},"modified":"2021-05-25T07:42:16","modified_gmt":"2021-05-25T11:42:16","slug":"como-o-governo-bolsonaro-atuou-em-favor-das-madeireiras-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/05\/25\/como-o-governo-bolsonaro-atuou-em-favor-das-madeireiras-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Como o governo Bolsonaro atuou em favor das madeireiras na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" data-attachment-id=\"32026\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/05\/25\/como-o-governo-bolsonaro-atuou-em-favor-das-madeireiras-na-amazonia\/bd7afd3a-ddde-44a7-b5f5-15e04ddb658a\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A.jpeg?fit=1280%2C720\" data-orig-size=\"1280,720\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A.jpeg?fit=300%2C169\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A.jpeg?fit=600%2C338\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A.jpeg?fit=600%2C338\" alt=\"\" class=\"wp-image-32026\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A.jpeg?w=1280 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A.jpeg?resize=300%2C169 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A.jpeg?resize=1024%2C576 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A.jpeg?resize=768%2C432 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A.jpeg?resize=533%2C300 533w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/BD7AFD3A-DDDE-44A7-B5F5-15E04DDB658A.jpeg?w=1200 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Amaz\u00f4nia Real, por F\u00e1bio Pontes<\/strong> &#8211; <em>A opera\u00e7\u00e3o Akuanduba revela o envolvimento do ministro Ricardo Salles e de seu indicado, Eduardo Bim, para esquentar madeira ilegal<\/em>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><em>Na imagem acima, o ministro Salles em cima de uma tora de madeira (Foto: reprodu\u00e7\u00e3o das redes sociais)<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Rio Branco (AC)<\/strong>&nbsp;\u2013 Madeireiras na Amaz\u00f4nia usam planos de manejo sustent\u00e1vel para esquentar toras retiradas de terras p\u00fablicas, unidades de conserva\u00e7\u00e3o e terras ind\u00edgenas. A&nbsp;<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/amazonia-em-chamas-madeira-ilegal-sai-de-terras-indigenas-e-areas-protegidas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pr\u00e1tica \u00e9 recorrente e conhecida<\/a>, mas o que a opera\u00e7\u00e3o Akuanduba, deflagrada na manh\u00e3 de 19 de maio pela Pol\u00edcia Federal (PF), revelou foi um esquema criminoso criado nos comandos do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis por combater essa ilegalidade, conforme consta na decis\u00e3o do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo representa\u00e7\u00e3o da PF.<\/p>\n\n\n\n<p>A PF recebeu autoriza\u00e7\u00e3o do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para quebrar os sigilos fiscal e banc\u00e1rio de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, Eduardo Bim, presidente do Ibama, e de outros servidores p\u00fablicos. Bim,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/materia\/-\/asset_publisher\/Kujrw0TZC2Mb\/content\/id\/58585058\/do2e-2019-01-09-decreto-de-9-de-janeiro-de-2019-58585050\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">nomeado por Salles<\/a>&nbsp;no in\u00edcio de sua gest\u00e3o, tamb\u00e9m foi afastado do cargo. Entre os poss\u00edveis crimes praticados est\u00e3o facilita\u00e7\u00e3o de contrabando, corrup\u00e7\u00e3o passiva e ativa, lavagem de dinheiro, contrabando, integrar organiza\u00e7\u00e3o criminosa, crime contra a administra\u00e7\u00e3o ambiental, prevarica\u00e7\u00e3o e advocacia administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A quebra dos sigilos se estendeu \u00e0s madeireiras Confloresta (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas Concession\u00e1rias Florestais), Aimex (Associa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias Exportadoras de Madeira no Par\u00e1), Ebata Produtos Florestais, Tradelink Madeiras Ltda e Wizi Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Exporta\u00e7\u00e3o de Madeira, todas atuantes no Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"241\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tradelink1-1024x412.jpg?resize=600%2C241&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-75996\"\/><figcaption>Funcion\u00e1rios na Tradelink (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n\n\n<p>Todos os funcion\u00e1rios p\u00fablicos investigados foram nomeados ou receberam cargos de chefia pela caneta do Ricardo Salles. O ministro \u00e9 um declarado&nbsp;<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/o-inimigo-no-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">inimigo da prote\u00e7\u00e3o florestal<\/a>&nbsp;desde que veio \u00e0 tona a reuni\u00e3o ministerial de 22 de abril de 2020, em que ele sugeria aproveitar o per\u00edodo de pandemia para \u201cpassar a boiada\u201d e mudar a legisla\u00e7\u00e3o ambiental. O que fica claro agora \u00e9 que, naquele momento, Salles j\u00e1 atuava para facilitar a vida dos destruidores da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre o fim de 2019 e o in\u00edcio de 2020, ap\u00f3s autoridades ambientais dos Estados Unidos apreenderem cargas de madeira exportadas pelas empresas Tradelink e Wizi, iniciou-se o conluio entre servidores do Ibama e do MMA com as madeireiras. As tratativas para \u201cpassar a boiada\u201d avan\u00e7avam rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es da PF encontraram uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es conflituosas entre os servidores nomeados por Ricardo Salles para beneficiar as madeireiras que estavam com suas cargas retidas nos EUA. Um dos principais defensores das empresas era o ent\u00e3o superintendente do Ibama no Par\u00e1, Walter Mendes Magalh\u00e3es. Ele \u00e9 um dos policiais militares de S\u00e3o Paulo nomeados pelo ministro do Meio Ambiente em sua tentativa de aparelhamento do Ibama e ICMBio, o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira informa\u00e7\u00e3o da ilegalidade da exporta\u00e7\u00e3o foi enviada para os norte-americanos em 17 de janeiro de 2020. Na ocasi\u00e3o, o superintendente do Ibama no Par\u00e1 alegava que \u201cas cargas n\u00e3o foram analisadas pelo setor competente e que n\u00e3o foi expedida manifesta\u00e7\u00e3o autorizando a exporta\u00e7\u00e3o dos produtos\u201d, como era exigido, at\u00e9 ent\u00e3o, pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) 15\/2011. Na apreens\u00e3o, cargas de Ip\u00ea e Jatob\u00e1 foram retidas em um porto da Ge\u00f3rgia, nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 5 de fevereiro de 2020, apesar de pareceres t\u00e9cnicos emitidos pelas diretorias da superintend\u00eancia estadual paraense atestarem a ilegalidade das cargas exportadas, Magalh\u00e3es enviou \u201cum total de cinco certid\u00f5es\u201d ao \u00f3rg\u00e3o ambiental nos Estados Unidos, o Fish and Wildlife Service (FWS), garantindo a \u201clegitimidade\u201d do envio da madeira, numa tentativa de liberar a carga apreendida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reuni\u00e3o com madeireiros<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"400\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/eduardo-bim-foto-agencia-brasil-1024x682.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-75992\"\/><figcaption>O presidente afastado do IBAMA, Eduardo Bim (Foto: Marcello Camargo\/ABr)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n\n\n<p>Um dia depois, em 6 de fevereiro, representantes das madeireiras Confloresta, Aimex e Tradelink e parlamentares do Par\u00e1 se reuniram com Salles, Bim e o diretor de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Ibama, Olivandi Alves Azevedo Borges. Eles reivindicaram acabar com tr\u00e2mites \u201cburocr\u00e1ticos\u201d para a venda ao exterior de toras de madeira. Naquela data, a Confloresta e a Aimex protocolaram, junto \u00e0 presid\u00eancia do Ibama em Bras\u00edlia, pedido para que houvesse a revoga\u00e7\u00e3o da IN 15\/2011, que estabelece \u201cautoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para exporta\u00e7\u00e3o dos produtos e subprodutos florestais de origem nativa em geral\u201d, como consta na decis\u00e3o do ministro Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es conflitantes por parte de servidores do Ibama no Par\u00e1, ora comunicando a clandestinidade da carga, ora negando&nbsp;chamaram a aten\u00e7\u00e3o das autoridades norte-americanas. Em 21 de fevereiro de 2020, representantes da embaixada dos EUA solicitaram uma reuni\u00e3o com Eduardo Bim para tratar da quest\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s muitas tentativas de explica\u00e7\u00f5es sobre as contradi\u00e7\u00f5es fornecidas pela superintend\u00eancia paraense, o presidente do Ibama enviou novo of\u00edcio ao escrit\u00f3rio do FWS, em 25 de fevereiro, reiterando que apenas o DOF Exporta\u00e7\u00e3o servia como documento para assegurar a legalidade de madeiras sa\u00eddas do Brasil. O DOF \u00e9&nbsp; a licen\u00e7a obrigat\u00f3ria para o transporte e armazenamento de produtos florestais de origem nativa, incluindo as toras de madeira.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Internamente, a resposta favor\u00e1vel para as madeireiras veio no Despacho&nbsp;<a href=\"tel:7036900\/2020\">7036900\/2020<\/a>. Assinado eletronicamente no mesmo dia 25 de fevereiro pelo presidente do Ibama, o despacho n\u00e3o revogava a IN 15\/2011, como reivindicavam os madeireiros, mas deixava expl\u00edcito que seria \u201csuficiente para exportar o DOFExporta\u00e7\u00e3o ou a Guia Florestal expedida pelos Estados-membros\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse despacho, a simples apresenta\u00e7\u00e3o do DOF Exporta\u00e7\u00e3o j\u00e1 era a garantia para a madeira deixar o Brasil. Pela regras da IN 15\/2011, al\u00e9m do DOF Exporta\u00e7\u00e3o, era preciso possuir a licen\u00e7a para transporte e a licen\u00e7a para exporta\u00e7\u00e3o. Para se obter esta \u00faltima, a carga precisava passar por inspe\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de fiscais do Ibama nos portos para se fazer a confer\u00eancia \u201cde volume, esp\u00e9cie, produtos e marca do lote\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a investiga\u00e7\u00e3o da PF, ocorreu \u201co atendimento integral e quase que imediato da demanda formulada pelas duas entidades, contrariamente, inclusive ao parecer t\u00e9cnico elaborado por servidores do \u00f3rg\u00e3o\u201d e \u201cmilhares de cargas expedidas ilegalmente\u201d entre 2019 e 2020 poderiam ser exportadas. No jarg\u00e3o ambiental, a madeira ilegal foi \u201cesquentada\u201d pela canetada do presidente do Ibama.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 10 de agosto de 2020, Bim enviou of\u00edcio para o \u00f3rg\u00e3o ambiental norte-americano FWS, comunicando a regularidade das cargas da Wizi Com\u00e9rcio de Madeira Ltda e da Tradelink apreendidas no porto de Savannah, na Ge\u00f3rgia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro Alexandre de Moraes, as circunst\u00e2ncias e os acontecimentos nesse epis\u00f3dio de exporta\u00e7\u00e3o de madeira nativa para os Estados Unidos demonstraram \u201cesfor\u00e7o incomum e pessoal\u201d do ent\u00e3o presidente do Ibama para legalizar as exporta\u00e7\u00f5es. Ao autorizar a opera\u00e7\u00e3o Akuanduba, o STF levou em conta outros ind\u00edcios da atua\u00e7\u00e3o de uma \u201corganiza\u00e7\u00e3o criminosa\u201d, como denunciado pela PF.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Ibama, a Tradelink j\u00e1 tinha hist\u00f3rico de tirar madeira do Brasil sem cumprir as normas legais. Em ao menos sete ocasi\u00f5es, afirma a PF, a empresa teve cont\u00eaineres retidos: cinco para os EUA, um para Dinamarca e outro para a B\u00e9lgica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>A lavagem de madeira<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"398\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/operacao-pf2-1024x680.jpg?resize=600%2C398&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-65907\"\/><figcaption>Opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal e Ibama Handroanthus GLO, no oeste do Par\u00e1 e em Parintins no AM, maior apreens\u00e3o de madeira da hist\u00f3ria (Foto: PF)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n\n\n<p>N\u00e3o fosse a desconfian\u00e7a do \u00f3rg\u00e3o ambiental FWS, a boiada de Salles teria passado. Diante de tantos conflitos de informa\u00e7\u00f5es, as autoridades norte-americanas decidiram fazer uma investiga\u00e7\u00e3o. De imediato, foi constatado que as coordenadas de origem da madeira informadas no DOF\/GF (Guia Florestal) n\u00e3o batiam com as da Autoriza\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00e3o. Em alguns casos, havia at\u00e9 a aus\u00eancia dessas coordenadas, o que \u00e9 obrigat\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Per\u00edcias feitas, ent\u00e3o, pela PF brasileira comprovaram as diverg\u00eancias, como a emiss\u00e3o de DOF\/GFs at\u00e9 oito meses ap\u00f3s sinais de explora\u00e7\u00e3o madeireira nas \u00e1reas informadas pela Tradelink. A partir de imagens de sat\u00e9lite, os investigadores constataram que as \u00e1reas onde teriam ocorrido a suposta extra\u00e7\u00e3o tinham sido exploradas at\u00e9 quase um ano antes. Segundo a PF, o caso \u00e9 \u201cbastante at\u00edpico e refor\u00e7aria a possibilidade de \u2018lavagem\u2019 de produtos florestais de outras \u00e1reas\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o que se apresenta \u00e9 de grave esquema criminoso de car\u00e1ter transnacional. Esta empreitada criminosa n\u00e3o apenas realiza o patroc\u00ednio do interesse privado de madeireiros e exportadores em preju\u00edzo do interesse p\u00fablico, notadamente atrav\u00e9s da legaliza\u00e7\u00e3o e de forma retroativa de milhares de carregamentos de produtos florestais exportados em disson\u00e2ncia com as normas ambientais vigentes\u201d, diz relat\u00f3rio da PF.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 poss\u00edvel, a partir da opera\u00e7\u00e3o Akuanduba, atestar a verdadeira origem da madeira. A pol\u00edcia recebeu autoriza\u00e7\u00e3o do ministro Alexandre de Moraes para periciar as amostras enviadas pelos norte-americanos sobre a carga retida na Ge\u00f3rgia. Por meio da an\u00e1lise dos is\u00f3topos est\u00e1veis presentes nas amostras sob cust\u00f3dia&nbsp; do Instituto Nacional de Criminal\u00edstica da PF, vai-se chegar ao local onde as \u00e1rvores foram extra\u00eddas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Informa\u00e7\u00f5es falsas<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/EBATA-FOTO-FACEBOOK3.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-75616\"\/><figcaption>Madereira Ebata, uma das denunciadas (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n\n\n<p>O DOF \u00e9 um fr\u00e1gil sistema de certifica\u00e7\u00e3o de proced\u00eancia da madeira nativa, j\u00e1 que&nbsp;<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/amazonia-em-chamas-90-da-madeira-exportada-sao-ilegais-diz-policia-federal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">madeireiras<\/a>acabam colocando como origem das toras \u00e1reas particulares licenciadas e certificadas para explora\u00e7\u00e3o de madeira por meio do manejo florestal sustent\u00e1vel.&nbsp;A IN 15\/2011 dificultou o esquema que dava apar\u00eancia de legal \u00e0 madeira extra\u00edda clandestinamente, numa tentativa de acabar com fraudes na emiss\u00e3o do DOF.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse esquema, de acordo com a PF, foi adotado pela Wizi Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio de Madeira para tentar tirar qualquer suspeita de que sua madeira retida no porto de Savannah tenha sido retirada de desmatamento ilegal. A empresa apresentou como origem da carga exportada uma \u00e1rea de floresta localizada no S\u00edtio Marinho do Par\u00e1, cuja propriedade est\u00e1 no nome de Ivone Maria da Silva Ferrer. O s\u00edtio, por\u00e9m, n\u00e3o possu\u00eda licen\u00e7a para explora\u00e7\u00e3o madeireira \u00e0 \u00e9poca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se buscar imagens de sat\u00e9lite das datas em que teriam ocorrido a retirada da madeira exportada pela Wizi, constatou-se a inviabilidade, uma vez que a \u00e1rea j\u00e1 tinha sido explorada entre dezembro de 2017 a fevereiro de 2018. O DOF apresentado pela madeireira \u00e9 de fevereiro de 2019. Diante das inconsist\u00eancias, a PF levantou a suspeita&nbsp; \u201cde que a \u00e1rea de concess\u00e3o poderia estar sendo utilizada para \u2018lavar\u2019 madeira de Ip\u00ea ilegal de outras partes da Amaz\u00f4nia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cPlanos de manejo\u201d<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"400\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/MADEIRA-ILEGAL-DESMATAMENTO-AMAZ%25C3%2594NIA-FOTO-GREENPEACE-17-1024x683.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-46374\"\/><figcaption>T\u00e9cnicos do Ibama fazem cubagem e identifica\u00e7\u00e3o bot\u00e2nica de madeira em serraria suspeita de recepta\u00e7\u00e3o de Ip\u00ea ilegal, em Uruar\u00e1, Par\u00e1. (Foto: Marizilda Cruppe\/Greenpeace\/2017)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n\n\n<p>Por estarem, em sua grande maioria, em propriedades privadas, os planos de manejo s\u00e3o licenciados pelos \u00f3rg\u00e3os ambientais dos governos estaduais. Pelo plano de manejo, \u00e9 definida uma \u00e1rea onde ocorrer\u00e1 a explora\u00e7\u00e3o de madeira por longos ciclos e divididos por lotes, cujo termo t\u00e9cnico \u00e9 UPA (Unidades de Produ\u00e7\u00e3o Anual).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cada UPA deve ser explorada num prazo de 12 meses e ao fim deste per\u00edodo segue-se para a \u00e1rea seguinte. Geralmente cada plano de manejo \u00e9 dividido em 25 UPAs. Assim, quando se completa o ciclo de explora\u00e7\u00e3o das 25 unidades, volta-se para a primeira, quando se estima que a \u00e1rea tenha se recuperado ap\u00f3s ficar um quarto de s\u00e9culo intocada.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com os planos de manejo, a extra\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores deve ocorrer seguindo normas t\u00e9cnicas para mitigar os efeitos de sua queda em todo o entorno. Antes de se fazer o pedido de licenciamento do manejo, o interessado precisa contratar uma consultoria de engenheiros florestais para fazer o invent\u00e1rio das esp\u00e9cies, apontando quais podem ser exploradas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, nem sempre o mais desejado s\u00e3o as \u00e1rvores, mas os cr\u00e9ditos que o plano de manejo gera. Esses cr\u00e9ditos s\u00e3o a quantidade total de metros c\u00fabicos de madeira que o manejador declarou que vai extrair. Os cr\u00e9ditos viram ouro para madeireiras ilegais, pois podem ser usados para \u201cesquentar\u201d as toras retiradas de \u00e1reas de invas\u00e3o de terras p\u00fablicas, unidades de conserva\u00e7\u00e3o e terras ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que interessa para o crime organizado \u00e9 a autoriza\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o que vai permitir o transporte e a legaliza\u00e7\u00e3o de madeiras. Normalmente, as madeireiras do crime organizado, que \u00e9 a grande maioria, somente est\u00e3o interessadas em adquirir os cr\u00e9ditos e o pr\u00f3prio DOF. Este sistema do Ibama permite uma s\u00e9rie de picaretagens\u201d, explicou \u00e0&nbsp;<strong>Amaz\u00f4nia Real<\/strong>&nbsp;um ex-funcion\u00e1rio do Ibama que, por raz\u00f5es de seguran\u00e7a, prefere n\u00e3o expor o nome nem o estado da regi\u00e3o onde mora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO cara compra o cr\u00e9dito, legaliza a madeira no p\u00e1tio fazendo aquelas movimenta\u00e7\u00f5es virtuais [no sistema do DOF], Ou seja, tem uma madeireira ilegal l\u00e1, ele compra de outra empresa o cr\u00e9dito, por exemplo, do ip\u00ea serrado. Ele compra os pap\u00e9is, faz o transporte virtual de uma empresa para outra, esquenta a madeira e manda para onde quiser depois\u201d, explica. \u201cA maior parte da madeira da Amaz\u00f4nia \u00e9 de origem ilegal.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O com\u00e9rcio de cr\u00e9ditos<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"400\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/porto3-1024x682.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-64660\"\/><figcaption>Navio no porto de Santar\u00e9m (PA) carregado de madeira ilegal embarca a carga para Europa<br>(Foto: Alberto C\u00e9sar Ara\u00fajo\/2007)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n\n\n<p>\u00c9 esta comercializa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de plano de manejo que pode estar alimentando as madeireiras do Par\u00e1 que vendem a produ\u00e7\u00e3o para o exterior. Como as regras impostas pela IN 15\/2011 eram r\u00edgidas justamente para coibir esse tipo de pr\u00e1tica, houve a press\u00e3o junto \u00e0 c\u00fapula do MMA e do Ibama em Bras\u00edlia para fazer com que apenas o DOF Exporta\u00e7\u00e3o servisse de documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o ex-funcion\u00e1rio do Ibama, as madeireiras praticam a chamada log\u00edstica reversa, que \u00e9 a troca de toras entre si para tentar despistar sinais de ilegalidade. H\u00e1 o caso de empresas que enviam suas toras de uma regi\u00e3o de mercado mais valorizado por conta da oferta escassa, para outras onde h\u00e1 maior abund\u00e2ncia na produ\u00e7\u00e3o e, portanto, pre\u00e7o menor. A princ\u00edpio tal transa\u00e7\u00e3o parece il\u00f3gica, mas \u00e9 que a partir dali a madeira poder\u00e1 ser exportada como se tivesse sa\u00eddo de uma \u00e1rea manejada e certificada. \u201c\u00c9 o esquema para esquentar a madeira.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Esta pr\u00e1tica \u00e9 bastante comum entre madeireiras localizadas na tr\u00edplice divisa de Rond\u00f4nia com o Amazonas e o Acre, na Ponta do Abun\u00e3 \u2013 onde h\u00e1 quase mais toras nos p\u00e1tios das madeireiras do que moradores nas pequenas vilas \u00e0s margens da BR-364.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTem caso que o cara manda madeira de Rond\u00f4nia para o Amazonas em locais que o custo da madeira \u00e9 baixo, o que ningu\u00e9m faria porque \u00e9 \u00e1rea produtora. Gente de \u00e1rea consumidora mandando para \u00e1rea produtora, tudo porque o sistema permite que uma empresa mande cr\u00e9dito para outra\u201d, diz a fonte.&nbsp; Em 2020, as madeireiras dos distritos de Nova Calif\u00f3rnia e Extrema, na Ponta do Abun\u00e3, foram ocupadas por militares do Ex\u00e9rcito e da Pol\u00edcia Federal na opera\u00e7\u00e3o Verde Brasil. O objetivo era investigar a origem das toras nos p\u00e1tios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cSaco de plaquinhas\u201d<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"400\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/manejo-de-baixo-impacto-rondnia-6_7971459846_o-1024x682.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-75990\"\/><figcaption>Foto ilustrativa de detalhe de placa de UPA do Plano de Manejo na Floresta Nacional do Jamari (RO) (Foto: AMATA Brasil\/27-06-2012)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n\n\n<p>Outra pr\u00e1tica comum que refor\u00e7a a suspeita dos planos de manejo serem usados apenas para a \u201clavagem de madeira\u201d, segundo a fonte consultada, \u00e9 a declara\u00e7\u00e3o de que todos os cr\u00e9ditos foram utilizados. H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que o manejador afirma que vai explorar 15 mil metros c\u00fabicos dentro de sua propriedade e usa por completo esses 15 mil metros c\u00fabicos. De acordo com o ex-servidor, isso \u00e9 quase imposs\u00edvel de ocorrer j\u00e1 que nem todas as \u00e1rvores s\u00e3o aproveitadas 100%, por sofrerem algum tipo de dano durante a queda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os planos de manejo devem possuir a cadeia de cust\u00f3dia, instrumento que permite fazer a rastreabilidade das toras comercializadas. Este rastreamento \u00e9 feito por meio de pequenas placas fixadas nas toras, que devem ter informa\u00e7\u00f5es como a esp\u00e9cie, di\u00e2metro e as coordenadas de onde foi extra\u00edda. Sem fiscaliza\u00e7\u00e3o, essas \u201cplaquinhas\u201d acabam perambulando de madeireira em madeireira, colocadas nas toras durante o transporte apenas para passar o aspecto de ser uma carga legal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe voc\u00ea ver um caminh\u00e3o com plaquinhas n\u00e3o quer dizer nada. N\u00f3s j\u00e1 pegamos caminh\u00f5es onde o cara tem um saco de plaquinhas que j\u00e1 foram usadas in\u00fameras vezes.&nbsp; Quem transporta a tora p\u00f5e e tira a plaquinha\u201d, afirma a fonte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O anonimato pedido pelo ex-funcion\u00e1rio do Ibama \u00e9 a forma encontrada por muitos servidores do Ibama e ICMBio para escapar do \u201cclima de terrorismo\u201d implementado por Ricardo Salles desde sua chegada ao MMA. Tamb\u00e9m h\u00e1 uma \u201clei da morda\u00e7a\u201d que impede contato destes servidores com jornalistas. Mesmo funcion\u00e1rios j\u00e1 aposentados ou n\u00e3o mais trabalhando para os \u00f3rg\u00e3os federais t\u00eam receio de se expor ante as repres\u00e1lias.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Apoio de Bolsonaro<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"400\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ricardo-salles-dida-sampaio-1024x682.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-75529\"\/><figcaption>O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chega na sede do Centro Empresarial Brasil 21, em Bras\u00edlia, na quarta-feira (19\/05) dia da opera\u00e7\u00e3o da PF (Foto: Dida Sampaio Estad\u00e3o Conte\u00fado)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n\n\n<p>Desde a semana passada Ricardo Salles tem negado todas as acusa\u00e7\u00f5es feitas pela PF. Ap\u00f3s Alexandre de Moraes determinar o afastamento de Eduardo Bim da presid\u00eancia do Ibama, Salles nomeou, em substitui\u00e7\u00e3o, o tenente-coronel da PM de S\u00e3o Paulo Luis Carlos Hiromi Nag\u00e3o. Ele est\u00e1 no Ibama desde agosto de 2019, quando assumiu a Diretoria de Planejamento, Administra\u00e7\u00e3o e Log\u00edstica do instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro do STF determinou a quebra do sigilo banc\u00e1rio de Salles por conta de informa\u00e7\u00f5es repassadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) \u00e0 Pol\u00edcia Federal apontarem uma movimenta\u00e7\u00e3o \u201cextremamente at\u00edpica\u201d de 14 milh\u00f5es de reais, entre janeiro de 2012 a junho de 2020, em um escrit\u00f3rio de advocacia que o ministro do Meio Ambiente mant\u00e9m em sociedade com sua m\u00e3e.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, a opera\u00e7\u00e3o Akuanduba cumpriu 35 mandados de busca e apreens\u00e3o em endere\u00e7os dos investigados em Bras\u00edlia, Bel\u00e9m e S\u00e3o Paulo. Moraes ainda determinou o afastamento de todos os funcion\u00e1rios do Ibama nomeados por Salles investigados pela pol\u00edcia.&nbsp; Ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o Akuanduba, em vez de ser afastado ou demitido, Ricardo Salles recebeu apoio p\u00fablico do presidente Jair Bolsonaro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amaz\u00f4nia Real, por F\u00e1bio Pontes &#8211; A opera\u00e7\u00e3o Akuanduba revela o envolvimento do ministro Ricardo Salles e de seu indicado, Eduardo Bim, para esquentar madeira ilegal.\u00a0 Na imagem acima, o ministro Salles em cima de uma tora de madeira (Foto: reprodu\u00e7\u00e3o das redes sociais)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[384,53,387,548,534],"class_list":["post-32025","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-amazonia-real","tag-bolsonaro","tag-desmatamento","tag-madeireiros","tag-ricardo-salles"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8kx","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32025"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32025\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32028,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32025\/revisions\/32028"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}