{"id":32175,"date":"2021-06-08T06:40:23","date_gmt":"2021-06-08T10:40:23","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=32175"},"modified":"2021-06-08T06:40:26","modified_gmt":"2021-06-08T10:40:26","slug":"carros-europeus-usam-couro-envolvido-em-desmatamento-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/06\/08\/carros-europeus-usam-couro-envolvido-em-desmatamento-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Carros europeus usam couro envolvido em desmatamento da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"393\" data-attachment-id=\"32176\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/06\/08\/carros-europeus-usam-couro-envolvido-em-desmatamento-da-amazonia\/2170a19d-5880-4214-9de4-5162b86e6fa0\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2170A19D-5880-4214-9DE4-5162B86E6FA0.jpeg?fit=839%2C550\" data-orig-size=\"839,550\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"2170A19D-5880-4214-9DE4-5162B86E6FA0\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2170A19D-5880-4214-9DE4-5162B86E6FA0.jpeg?fit=300%2C197\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2170A19D-5880-4214-9DE4-5162B86E6FA0.jpeg?fit=600%2C393\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2170A19D-5880-4214-9DE4-5162B86E6FA0.jpeg?resize=600%2C393\" alt=\"\" class=\"wp-image-32176\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2170A19D-5880-4214-9DE4-5162B86E6FA0.jpeg?w=839 839w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2170A19D-5880-4214-9DE4-5162B86E6FA0.jpeg?resize=300%2C197 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2170A19D-5880-4214-9DE4-5162B86E6FA0.jpeg?resize=768%2C503 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2170A19D-5880-4214-9DE4-5162B86E6FA0.jpeg?resize=458%2C300 458w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>Frigor\u00edficos como JBS e Minerva vendem produto para Volkswagen, BMW, Daimler, Peugeot e Renault, que ignoram destrui\u00e7\u00e3o do bioma; autora do estudo diz que rastreamento da cadeia de consumo talvez s\u00f3 aconte\u00e7a quando \u201cn\u00e3o tiver mais floresta para desmatar\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Por<strong>&nbsp;Julia Dolce<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/deolhonosruralistas.com.br\/de-olho-nos-mil-parceiros\/\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/deolhonosruralistas.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/DEOLHO2017-chamada-meio-texto.png?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3364\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>O couro que a Europa compra do Brasil vem de empresas que podem ter desmatado&nbsp; 1.345.118 hectares de floresta amaz\u00f4nica em dois anos, de julho de 2018 a junho de 2020.&nbsp;Os dados s\u00e3o do estudo \u201c<a href=\"https:\/\/d5i6is0eze552.cloudfront.net\/documents\/Publikasjoner\/Andre-rapporter\/Driving-Deforestation-Report_RFN-komprimert.pdf?mtime=20210415143151&amp;&amp;utm_source=akna&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=19042021-ClimaInfo-Newsletter\">Conduzindo o desmatamento: a contribui\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria automotiva europeia para o desmatamento no Brasil<\/a>\u201d&nbsp;(em ingl\u00eas), feito pela organiza\u00e7\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aidenvironment.org\/news\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Aidenvironment<\/a>&nbsp;a pedido da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.regnskog.no\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rainforest Foundation Norway<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"300\" width=\"237\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/deolhonosruralistas.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/WhatsApp-Image-2021-06-02-at-17.49.27-1-237x300.jpeg?resize=237%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-21811\"\/><figcaption>A pecu\u00e1ria devasta a terra na Amaz\u00f4nia. (Foto: Victor Moriyama\/Rainforest Foundation Norway)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O estudo conclui que, apesar de depender do couro brasileiro, a ind\u00fastria europeia n\u00e3o tem qualquer tipo de fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre a origem do produto.&nbsp;\u201cAtualmente, ningu\u00e9m comprando couro de empresas brasileiras pode garantir que a origem n\u00e3o veio do desmatamento\u201d, afirma&nbsp;Joana Faggin, respons\u00e1vel pela pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto 80% da carne bovina \u00e9 processada e consumida em territ\u00f3rio brasileiro, a mesma porcentagem do couro bovino \u00e9 exportada, tornando o Brasil l\u00edder na exporta\u00e7\u00e3o do produto, movimentando anualmente cerca de US$ 1 bilh\u00e3o. Grande parte do couro brasileiro vai para o setor automotivo europeu, que o transforma em cobertura para bancos, pain\u00e9is e volantes de carros.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa analisa os fluxos comerciais entre o Brasil e as manufaturadas de couro automotivo na Europa e documentos que provam a exposi\u00e7\u00e3o ao desmatamento. Oficialmente n\u00e3o h\u00e1 pol\u00edticas ou medidas fiscalizat\u00f3rias por parte das automotivas europeias, ou por parte de qualquer outra empresa consumidora de couro brasileiro, como nos setores de moda e decora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A invisibilidade da contribui\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva do couro para devasta\u00e7\u00e3o dos biomas brasileiro \u00e9 inquestion\u00e1vel. A pesquisadora aponta, como uma das raz\u00f5es, os mais de vinte diferentes atores diretos e indiretos, que v\u00e3o de grileiros a pecuaristas at\u00e9 chegar no abatedouro, nas ind\u00fastrias e nos consumidores finais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">IT\u00c1LIA CONCENTRA 80% DAS IND\u00daSTRIAS QUE PROCESSAM COURO PARA O SETOR<\/h3>\n\n\n\n<p>Para Joana, essa realidade s\u00f3 deve mudar a partir de uma pol\u00edtica de boicote das ind\u00fastrias e dos consumidores europeus ao couro brasileiro. O relat\u00f3rio d\u00e1 luz a essa realidade e vem provocando rea\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2014 A ind\u00fastria do couro \u00e9 muito certificada em rela\u00e7\u00e3o aos processos industriais, de polui\u00e7\u00e3o, de qu\u00edmicos, e \u00e9 uma ind\u00fastria muito pesada neste sentido, leva isso em considera\u00e7\u00e3o, gera muita polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. Mas ningu\u00e9m conversa sobre o gado. Na esfera europeia, antes era um assunto muito restrito \u00e0 academia. Com o estudo, a sociedade civil come\u00e7ou se movimentar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"396\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/deolhonosruralistas.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/WhatsApp-Image-2021-06-02-at-17.53.40-1-1024x676.jpeg?resize=600%2C396&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-21781\"\/><figcaption>O couro brasileiro \u00e9 usado nos carros europeus. (Foto:&nbsp;Victor Moriyama\/Rainforest Foundation Norway)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O movimento&nbsp;<a href=\"https:\/\/ad-partnership.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Amsterdam Partnership Declaration<\/a>, criado por representantes de sete pa\u00edses europeus (B\u00e9lgica, Dinamarca, Alemanha, It\u00e1lia, Holanda, Noruega, Espanha e Reino Unido), discute as pol\u00edticas antidesmatamento e incluiu o couro na lista dos produtos a serem analisados do ponto de vista de toda a cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Por concentrar mais de 80% das ind\u00fastrias processadoras de couro para o setor automobil\u00edstico, a It\u00e1lia \u00e9 o destino da maior parte da produ\u00e7\u00e3o. L\u00e1 esse couro passa por um processo chamado relabilling (reclassifica\u00e7\u00e3o), ou seja,&nbsp; ao ser processado, o que era brasileiro vira italiano, acabando com a possibilidade de rastreamento. Al\u00e9m da It\u00e1lia, h\u00e1 uma&nbsp;grande ind\u00fastria processadora de couro na China e nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>No discurso institucional, a&nbsp;ind\u00fastria do couro costuma se defender dizendo que utiliza um subproduto da carne, um material que seria jogado fora e, com isso, afetaria o ambiente. Para Joana, \u00e9&nbsp;preciso colocar o couro em um patamar t\u00e3o importante quanto a carne: \u201cEssa cadeia de valor precisa dividir a responsabilidade da cria\u00e7\u00e3o do gado, porque, na verdade, a pegada da carne e do couro est\u00e1 no animal e n\u00e3o na ind\u00fastria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">JBS, MINERVA E MARFRIG ABASTECEM AS MULTINACIONAIS DO CARRO<\/h3>\n\n\n\n<p>As principais fornecedoras de couro analisadas na pesquisa s\u00e3o tamb\u00e9m as gigantes do mercado da carne no Brasil: JBS, Minerva e Marfrig. Quem compra delas s\u00e3o as empresas que beneficiam os couros que ir\u00e3o para carros da Volkswagen, BMW, Daimler (dona da Mercedes-Benz), o grupo PSA (antes PSA Peugeot Citr\u00f6en, hoje FCA, dono das marcas Chrysler e Fiat) e a Renault.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"300\" width=\"221\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/deolhonosruralistas.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/WhatsApp-Image-2021-06-02-at-17.49.27-2-221x300.jpeg?resize=221%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-21813\"\/><figcaption>Cerca de 80% do couro brasileiro \u00e9 exportado. (Foto:&nbsp; Victor Moriyama\/Rainforest Foundation Norway)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os dados apresentados mostram que apenas a JBS tem 182 toneladas de couro exportado oriundos de \u00e1reas que sofreram desmatamento. O grupo tem seus pr\u00f3prios curtumes e \u00e9 o maior exportador de couro do Brasil. A Minerva tamb\u00e9m tem seu curtume e absorve o material de outros pecuaristas e frigor\u00edficos. A Marfrig associa-se \u00e0s empresas Viposa e com a Vancouros, que beneficiam o produto.<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria automobil\u00edstica europeia&nbsp;foi pressionada e criou uma gama grande de pol\u00edticas ambientais para fornecedores de mat\u00e9ria-prima, mas que est\u00e3o muito focadas na minera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o existe nada para o couro. Segundo Joana, o \u00fanico cuidado dos fornecedores \u00e9 autodeclarar, em alguns contratos, que o produto fornecido n\u00e3o est\u00e1 ligado ao desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela lembra que o couro n\u00e3o \u00e9 mais um nicho da ind\u00fastria para carros de luxo, hoje \u00e9 um componente que est\u00e1 em todas as categorias de carro: \u201c\u00c9 um objeto de desejo do capital, j\u00e1 est\u00e1 inserido, com todo o discurso da durabilidade do couro, de que \u00e9 mais resistente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Europa j\u00e1 tem um sistema de certifica\u00e7\u00e3o, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.leatherworkinggroup.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leather Working Group<\/a>&nbsp;(Grupo de Trabalho do Couro), que garante um selo para as empresas do setor. Para a pesquisadora, no entanto, o rastreamento \u00e9 limitado, j\u00e1 que&nbsp;vai no m\u00e1ximo at\u00e9 o curtume e raramente inclui o frigor\u00edfico: \u201cVoc\u00ea pode at\u00e9 eliminar algum n\u00edvel de risco, mas n\u00e3o vai ter certeza que o couro n\u00e3o est\u00e1 ligado ao desmatamento. \u00c9 o mesmo problema da ind\u00fastria da carne: da onde vem o gado antes de chegar no frigor\u00edfico?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de compromisso com o tema \u00e9 hist\u00f3rica. Em 2009, ap\u00f3s den\u00fancia do Greenpeace, os grandes frigor\u00edficos, entre eles a JBS,&nbsp;assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual assumiam criar, at\u00e9 2011, um monitoramento de todos os fornecedores. Nada foi feito. Na sua pol\u00edtica de&nbsp;<em>greenwashing<\/em>, a JBS tem a plataforma&nbsp;<a href=\"https:\/\/jbs360.com.br\/\">JBS 360<\/a>, onde a partir o c\u00f3digo do couro \u00e9 poss\u00edvel ver em qual frigor\u00edfico foi abatido. Joana aponta que, mais uma vez, n\u00e3o se chega ao elo final da cadeia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro do ano passado, a Marfrig e a JBS assumiram pela primeira vez que precisam monitorar os fornecedores indiretos, ap\u00f3s a sociedade civil cobrar acesso aos dados das Guias de Transporte de Animais (GTAs), o documento sanit\u00e1rio de movimenta\u00e7\u00e3o do gado. S\u00f3 que os prazos s\u00e3o extremamente largos: dez anos. \u201cEm cinco anos a ind\u00fastria da carne pode acabar com uma parte consider\u00e1vel da floresta, ela tem esse potencial\u201d, aponta a pesquisadora. Ela se lembra ainda da conjuntura, dos crimes de grilagem \u00e0 pol\u00edtica antiecol\u00f3gica do governo Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2018EUROPA AINDA N\u00c3O SABE O QUE BOLSONARO EST\u00c1 FAZENDO COM AMBIENTE\u2019<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"300\" width=\"300\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/deolhonosruralistas.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/WhatsApp-Image-2021-06-04-at-09.37.35-300x300.jpeg?resize=300%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-21812\"\/><figcaption>Joana Faggin, respons\u00e1vel pela pesquisa. (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O rastreamento da cadeia do couro pode se efetivar com press\u00e3o da sociedade civil, mas \u00e9 poss\u00edvel que isso s\u00f3 aconte\u00e7a \u201cquando n\u00e3o tiver mais floresta para desmatar\u201d, alerta Joana, pesquisadora que vive na Holanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela diz que ainda existe, fora do Brasil, a sensa\u00e7\u00e3o de que o pa\u00eds tem uma boa pol\u00edtica ambiental: \u201cAinda n\u00e3o chegou aqui na Europa exatamente o que o Bolsonaro est\u00e1 fazendo no sentido de enfraquecer a fiscaliza\u00e7\u00e3o, esvaziar o Ibama, passar os projetos de lei no Congresso\u201d. O Ibama \u00e9 o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNingu\u00e9m fora do Brasil entende muito Bolsonaro, ningu\u00e9m conversa, n\u00e3o \u00e9 um governo que est\u00e1 no di\u00e1logo\u201d, afirma. \u201cE, como ningu\u00e9m entende, os atores do exterior se baseiam mais no discurso das empresas, nas pol\u00edticas de garantia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas ind\u00fastrias sinalizam boicotes, como uma importante produtora norueguesa de salm\u00e3o que usa a soja para ra\u00e7\u00e3o e j\u00e1 tirou a Cargill de seu portf\u00f3lio, por causa da liga\u00e7\u00e3o com o desmatamento no Cerrado. \u201cEsse tipo de medida pode ajudar, com certeza\u201d, atesta Joana.<\/p>\n\n\n\n<p>|&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/JuliaDolce_\">Julia Dolce<\/a>&nbsp;\u00e9 jornalista investigativa, com atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea socioambiental. |<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frigor\u00edficos como JBS e Minerva vendem produto para Volkswagen, BMW, Daimler, Peugeot e Renault, que ignoram destrui\u00e7\u00e3o do bioma; autora do estudo diz que rastreamento da cadeia de consumo talvez s\u00f3 aconte\u00e7a quando \u201cn\u00e3o tiver mais floresta para desmatar\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32175","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8mX","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32175","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32175"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32175\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32177,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32175\/revisions\/32177"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}