{"id":32207,"date":"2021-06-10T07:03:02","date_gmt":"2021-06-10T11:03:02","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=32207"},"modified":"2021-06-10T07:03:07","modified_gmt":"2021-06-10T11:03:07","slug":"mes-do-orgulho-lgbt-como-o-arco-iris-se-tornou-a-bandeira-do-movimento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/06\/10\/mes-do-orgulho-lgbt-como-o-arco-iris-se-tornou-a-bandeira-do-movimento\/","title":{"rendered":"M\u00eas do Orgulho LGBT: como o arco-\u00edris se tornou a bandeira do movimento"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" data-attachment-id=\"32208\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/06\/10\/mes-do-orgulho-lgbt-como-o-arco-iris-se-tornou-a-bandeira-do-movimento\/ad736cd9-a734-46b3-9ed5-a0700b7909b6\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/AD736CD9-A734-46B3-9ED5-A0700B7909B6.jpeg?fit=800%2C533\" data-orig-size=\"800,533\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"AD736CD9-A734-46B3-9ED5-A0700B7909B6\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/AD736CD9-A734-46B3-9ED5-A0700B7909B6.jpeg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/AD736CD9-A734-46B3-9ED5-A0700B7909B6.jpeg?fit=600%2C400\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/AD736CD9-A734-46B3-9ED5-A0700B7909B6.jpeg?resize=600%2C400\" alt=\"\" class=\"wp-image-32208\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/AD736CD9-A734-46B3-9ED5-A0700B7909B6.jpeg?w=800 800w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/AD736CD9-A734-46B3-9ED5-A0700B7909B6.jpeg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/AD736CD9-A734-46B3-9ED5-A0700B7909B6.jpeg?resize=768%2C512 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/AD736CD9-A734-46B3-9ED5-A0700B7909B6.jpeg?resize=450%2C300 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Desde que foi para as ruas pela primeira vez, em 1978, bandeira colorida se tornou s\u00edmbolo universalmente conhecido<\/h4>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Edison Veiga\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/como-o-arco-%C3%ADris-se-tornou-bandeira-lgbt\/a-57812482?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste\">DW<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/06\/21\/semana-do-orgulho-e-resistencia-lgbtqi-sera-transmitido-online-este-ano\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ao longo de junho<\/a>, quando comemora-se mundo afora o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/07\/02\/pessoas-lgbt-tiveram-mais-problemas-financeiros-e-de-saude-na-pandemia-diz-estudo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">M\u00eas do Orgulho LGBT<\/a>, as cores do arco-\u00edris est\u00e3o em toda parte \u2013 de perfis de redes sociais a logotipos tempor\u00e1rios de empresas que posam como inclusivas. Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, a&nbsp;bandeira colorida se tornou uma marca conhecida universalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Arrisco dizer que seja, excetuando as de pa\u00edses fortes como os Estados Unidos, a bandeira mais conhecida do mundo. \u00c9 reconhecida do sert\u00e3o do Cariri, regi\u00e3o pobre do Nordeste do Brasil, a Bangladesh&#8221;, afirma o jornalista e ativista Welton Trindade, coordenador do coletivo Bras\u00edlia Orgulho. &#8220;Que outra bandeira tem esse poder?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Criada pelo designer Gilbert Baker (1951-2017), por encomenda do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/06\/25\/inclusao-no-mundo-do-trabalho-e-fundamental-populacao-lgbti-apontam-organizacoes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pol\u00edtico e ativista gay<\/a>&nbsp;Harvey Milk (1930-1978), a bandeira arco-\u00edris foi para as ruas pela primeira vez em S\u00e3o Francisco, nos Estados Unidos, em 1978. E de l\u00e1 ganhou o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aprofunde-se:<\/strong>&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/06\/25\/inclusao-no-mundo-do-trabalho-e-fundamental-populacao-lgbti-apontam-organizacoes\">Popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ demanda inclus\u00e3o no mundo do trabalho para combater discrimina\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em sua primeira vers\u00e3o, eram oito faixas. \u00c0s sete cores tradicionais do arco-\u00edris \u2014 vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta \u2014 somava-se o rosa. A primeira altera\u00e7\u00e3o reduziu a representa\u00e7\u00e3o de oito para seis cores: e foi assim, com apenas seis faixas, que a bandeira LGBT se tornou um \u00edcone mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Professor na Escola de Comunica\u00e7\u00e3o e Artes da Universidade de S\u00e3o Paulo (ECA-USP) e&nbsp;autor do livro&nbsp;<em>A Cor Como Informa\u00e7\u00e3o<\/em>, o jornalista Luciano Guimar\u00e3es conta que essa altera\u00e7\u00e3o teve explica\u00e7\u00e3o &#8220;exclusivamente econ\u00f4mica e fabril&#8221;. &#8220;Era bem mais f\u00e1cil encontrar os tecidos nas cores que permaneceram, consequentemente, a valores mais baixos&#8221;, contextualiza.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/06\/06\/ao-vivo-acompanhe-a-25-edicao-da-parada-do-orgulho-lgbt-de-sao-paulo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">::&nbsp;Veja como foi a 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Parada do Orgulho LGBT+ de S\u00e3o Paulo, totalmente online ::<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Depois, por um certo tempo, a bandeira teve uma faixa em preto em refer\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas da aids, como luto. As faixas nas cores vermelho, laranja, amarelo, verde, anil e violeta formam a bandeira que hoje \u00e9 universalmente reconhecida como s\u00edmbolo do orgulho LGBT+ e, fora uma ou outra tentativa comercial de definir com precis\u00e3o os matizes como correlacion\u00e1-los a cores de alguma escola de padroniza\u00e7\u00e3o, como a Pantone, as pequenas varia\u00e7\u00f5es n\u00e3o enfraquecem o s\u00edmbolo&#8221;, prossegue. &#8220;A ordem das cores na sequ\u00eancia das faixas \u00e9 determinante, a precis\u00e3o do matiz, n\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Afirma\u00e7\u00e3o positiva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes do arco-\u00edris, houve uma ideia dentro do movimento de se apropriar do tri\u00e2ngulo rosa que os nazistas utilizavam para marcar os prisioneiros classificados como homossexuais nos campos de concentra\u00e7\u00e3o. Com a invers\u00e3o do tri\u00e2ngulo, colocando o v\u00e9rtice para cima e, assim, dando ao sentido original, negativo, uma &#8220;afirma\u00e7\u00e3o positiva&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A refer\u00eancia ao passado de persegui\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, pesou contrariamente. &#8220;Alguns veem como equ\u00edvoco esse resgate do tri\u00e2ngulo rosa, mas eu acho que n\u00e3o. A cruz na qual Cristo foi martirizado at\u00e9 hoje \u00e9 s\u00edmbolo [do cristianismo], de modo que eu acho que o tri\u00e2ngulo rosa pode ser mantido como \u00edcone, lembrando de um epis\u00f3dio dram\u00e1tico na hist\u00f3ria LGBT&#8221;, afirma o soci\u00f3logo e antrop\u00f3logo Luiz Mott, professor da Universidade Federal da Bahia e fundador da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Grupo Gay da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/06\/04\/linguagem-neutra-pratica-inclusiva-busca-combater-preconceito-estrutural\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">::&nbsp;Linguagem neutra: pr\u00e1tica inclusiva busca combater preconceito estrutural ::<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Quando criou a bandeira, Baker atribuiu um significado positivo a cada uma das faixas \u2014 sexualidade, vida, cura, luz do sol, natureza, magia e arte, harmonia, esp\u00edrito humano. Guimar\u00e3es analisa que, incorporado como s\u00edmbolo, o sentido produzido \u00e9 o do conjunto das faixas coloridas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com cores de matizes b\u00e1sicos, intensos e vivos, cada uma carregada de simbologia e express\u00e3o pr\u00f3prias, essa bandeira consegue passar tanto uma mensagem de intensidade e alegria quanto de lugar de todos, mais como lugar de direito do que busca pela inclus\u00e3o, no sentido de reconhecimento da diversidade em si&#8221;, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A sexualidade \u00e9 um oceano, e n\u00e3o adianta queremos fazer dela um aqu\u00e1rio. Somos 8 bilh\u00f5es de pessoas, 8 bilh\u00f5es de orienta\u00e7\u00f5es sexuais, 8 bilh\u00f5es de identidades e express\u00f5es de g\u00eanero. O arco-\u00edris mostra isso: voc\u00ea pode ser verde, pode ser amarelo \u2014 temos de estar juntos, todos somos humanos&#8221;, reflete o pedagogo e ativista Toni Reis, diretor-presidente da organiza\u00e7\u00e3o Alian\u00e7a Nacional LGBTI+. &#8220;\u00c9 a diferen\u00e7a na diversidade. E o arco-\u00edris passa essa harmonia: cada um com seu jeito, sua forma, todos se respeitando.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes dos LGBT, os hippies j\u00e1 haviam utilizado essa paleta de cores do arco-\u00edris, em &#8220;oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 sobriedade monocr\u00e1tica que regia a ordem moral vigente&#8221;, lembra Guimar\u00e3es. Enquanto os primeiros queriam romper o status quo, os ativistas LGBT passaram a buscar reconhecimento, respeito e direitos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A simbologia do arco-\u00edris<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O arco-\u00edris, como fen\u00f4meno da natureza que sempre fascinou o homem, faz parte de mitologias ancestrais. No folclore irland\u00eas, um leprechaun pode levar a um pote de ouro no final do arco-\u00edris. Depois do dil\u00favio, segundo a B\u00edblia, No\u00e9 viu um arco-\u00edris.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O arco-\u00edris pode tanto ser apenas o pr\u00f3prio arco-\u00edris, independente do n\u00famero de cores, como na bandeira do estado de Pernambuco, como pode representar algum conceito, como paz ou nova era, como na bandeira verde do Greenpeace e na bandeira PACE, surgida em 1961 na It\u00e1lia, provavelmente inspirada na bandeira da paz mundial desenhada em 1913 pelo pacifista americano James William van Kirk, na qual&nbsp;as sete faixas de cores do arco-\u00edris aparecem conectadas a um globo&#8221;, diz Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/07\/02\/pessoas-lgbt-tiveram-mais-problemas-financeiros-e-de-saude-na-pandemia-diz-estudo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">::&nbsp;Pessoas LGBT tiveram mais problemas financeiros e de sa\u00fade na pandemia, diz estudo ::<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na her\u00e1ldica, o arco-\u00edris costuma ser tratado como aquele que agrega em vez de separar. &#8220;A ideia de paz n\u00e3o \u00e9 a religiosa, mas a pol\u00edtica&#8221;, afirma o professor. &#8220;O simbolismo tamb\u00e9m pode ter origem em uma cultura material rica em pigmentos, como a bandeira Wiphala e a bandeira da cidade de Cuzco, ambas inspiradas na artesania de povos origin\u00e1rios ind\u00edgenas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de Baker para o movimento LGBT, por sua vez, tem o significado semelhante ao da primeira bandeira criada pelo movimento cooperativista, nos anos 1920: conviv\u00eancia, compartilhamento, harmonia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novas vers\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo que o movimento LGBT passou a incorporar sistematicamente novas letras em sua sigla, com o objetivo de abranger o m\u00e1ximo de minorias \u2014 j\u00e1 foi chamado de GLS, hoje, al\u00e9m da consolidada LGBT, h\u00e1 LGBTI, LGBTI+ ou LGBTQIA+ \u2014 h\u00e1 quem defenda a inclus\u00e3o de cores representativas desses grupos na bandeira.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Surgem com alguma frequ\u00eancia propostas para o redesenho da bandeira original do orgulho gay&#8221;, comenta Guimar\u00e3es. Ele cita duas como sendo as de maior destaque: a formulada pelo ativista Michael Page, uma bandeira LGBTQIAP+ Racial, com uma faixa preta e uma marrom antes da vermelha; e a obra do designer Daniel Quasar, em que faixas em branco, rosa, azul, marrom e preto formam um grafismo em &#8220;v&#8221;, como se fosse uma seta da esquerda para a direita.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As novas cores nessas bandeiras, no entanto, seguem outra l\u00f3gica de simboliza\u00e7\u00e3o: n\u00e3o designam mais valores naturais e espirituais da humanidade, como na vers\u00e3o original de Baker, mas apontam diretamente para representa\u00e7\u00f5es raciais e de g\u00eanero: branco para pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias; rosa, que na bandeira original representava sexualidade, nesta representa a mulher; azul para os homens; marrom para pessoas n\u00e3o brancas; e preto para pessoas pretas&#8221;, explica o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com levantamento realizado por&nbsp;Trindade, analisando imagens de cerca de 300 eventos de orgulho LGBT de todo o Brasil, o uso de varia\u00e7\u00f5es da bandeira n\u00e3o chega nem a 1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os ativistas, a discuss\u00e3o est\u00e1 aberta. Mott, por exemplo, considera&nbsp;que a cl\u00e1ssica de seis faixas, &#8220;pelo significado hist\u00f3rico e simb\u00f3lico, abarca todo mundo&#8221; e que &#8220;todas as letras dessa sopa de letrinhas&nbsp;deveriam se sentir contempladas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Trindade \u00e9 radicalmente contra o redesenho da bandeira, afirmando que&nbsp;representa\u00e7\u00f5es diferentes enfraquecem&nbsp;o movimento, &#8220;tanto do ponto de vista simb\u00f3lico quanto de valores&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tem sido causa de rachas internos e desagrega\u00e7\u00e3o&#8221;, comenta. &#8220;Defender a bandeira arco-\u00edris n\u00e3o \u00e9 apego a uma quest\u00e3o est\u00e9tica. Trata-se de valores. Somos um movimento plural, que abarca muitas identidades. A bandeira arco-\u00edris est\u00e1 nesse esp\u00edrito porque n\u00e3o representa s\u00f3 uma parte dessa diversidade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Reis, por sua vez,&nbsp;mudan\u00e7as s\u00e3o bem-vindas. &#8220;A \u00fanica quest\u00e3o permanente na nossa vida \u00e9 a mudan\u00e7a. Tem mudan\u00e7as que ficam, outras que n\u00e3o ficam. Pessoalmente, eu uso a bandeira arco-\u00edris original, mas se querem mudar, que mudem. Se pegar, pegou&#8221;,&nbsp;diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda acho a bandeira de seis faixas o mais forte s\u00edmbolo para todas as inclus\u00f5es e varia\u00e7\u00f5es nas lutas da comunidade LGBT porque, desde o in\u00edcio, a representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 no que cada cor simboliza, mas no uso da bandeira em si&#8221;, comenta Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Apesar disso, as faixas que apontam para a pauta racial podem ser interpretadas como uma camada a mais na defesa dos direitos LGBT, particularmente em pa\u00edses como o Brasil, em que pretas e pretos gays, l\u00e9sbicas, transg\u00eaneros e n\u00e3o bin\u00e1rios sofrem mais viol\u00eancia f\u00edsica e moral.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que foi para as ruas pela primeira vez, em 1978, bandeira colorida se tornou s\u00edmbolo universalmente conhecido<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32207","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8nt","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32207","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32207"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32207\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32209,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32207\/revisions\/32209"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}