{"id":32242,"date":"2021-06-16T06:59:33","date_gmt":"2021-06-16T10:59:33","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=32242"},"modified":"2021-06-16T06:59:38","modified_gmt":"2021-06-16T10:59:38","slug":"pandemia-se-soma-ao-preconceito-e-cria-ainda-mais-dificuldade-para-os-afetos-lgbts","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/06\/16\/pandemia-se-soma-ao-preconceito-e-cria-ainda-mais-dificuldade-para-os-afetos-lgbts\/","title":{"rendered":"Pandemia se soma ao preconceito e cria ainda mais dificuldade para os afetos LGBTs"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"588\" data-attachment-id=\"32243\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/06\/16\/pandemia-se-soma-ao-preconceito-e-cria-ainda-mais-dificuldade-para-os-afetos-lgbts\/abd8b3be-e539-475d-8e32-32e31bc98d0d\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ABD8B3BE-E539-475D-8E32-32E31BC98D0D.jpeg?fit=800%2C784\" data-orig-size=\"800,784\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Canon EOS 60D&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1338603526&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;62&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;3200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"ABD8B3BE-E539-475D-8E32-32E31BC98D0D\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ABD8B3BE-E539-475D-8E32-32E31BC98D0D.jpeg?fit=300%2C294\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ABD8B3BE-E539-475D-8E32-32E31BC98D0D.jpeg?fit=600%2C588\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ABD8B3BE-E539-475D-8E32-32E31BC98D0D.jpeg?resize=600%2C588\" alt=\"\" class=\"wp-image-32243\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ABD8B3BE-E539-475D-8E32-32E31BC98D0D.jpeg?w=800 800w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ABD8B3BE-E539-475D-8E32-32E31BC98D0D.jpeg?resize=300%2C294 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ABD8B3BE-E539-475D-8E32-32E31BC98D0D.jpeg?resize=768%2C753 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ABD8B3BE-E539-475D-8E32-32E31BC98D0D.jpeg?resize=306%2C300 306w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Restri\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias a bares, festas e boates se somam aos impedimentos impostos pelas fam\u00edlias e pela sociedade<\/h4>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Vin\u00edcius Sobreira &#8211; Brasil de Fato | Recife (PE)<\/p>\n\n\n\n<p>Viver o afeto, amor e a sexualidade costuma ser um desafio para pessoas LGBTs. Nos locais p\u00fablicos est\u00e3o expostos \u00e0s viol\u00eancias LGBTf\u00f3bicas da sociedade, mas nem no espa\u00e7o de suas casas \u2013 normalmente compartilhadas com a fam\u00edlia \u2013 elas e eles t\u00eam acolhida para seus afetos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os bares, boates e festas que criam ambientes menos inseguros\u00a0para essa popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o caminhos comuns para a \u201cpaquera\u201d, sempre com o aux\u00edlio das redes sociais. Mas com as restri\u00e7\u00f5es impostas pela pandemia de\u00a0coronav\u00edrus, boates e festas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o alternativas e os bares tornaram-se mais arriscados.<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista Helena Diniz*, de 25 anos, \u00e9 l\u00e9sbica e mora com os pais em Petrolina, sert\u00e3o do estado de Pernambuco. Apesar de j\u00e1 ter tentado conversar sobre sua orienta\u00e7\u00e3o sexual duas vezes com seus pais, ela considera o assunto \u201cdelicado at\u00e9 hoje\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcho que eu j\u00e1 sabia desde novinha, na escola, mas n\u00e3o entendia muito bem. Quando cresci, comecei a entender o que sentia quando era menor\u201d, recorda Helena. Ela s\u00f3 se entendeu como l\u00e9sbica depois de ingressar na Universidade. \u201cEu j\u00e1 tinha 19 ou 20 anos. Depois comecei a namorar e senti a necessidade de falar com a minha fam\u00edlia sobre isso. Foi um baque\u201d, lembra ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Na conversa ela n\u00e3o foi repreendida pelos pais, mas o desconforto deles foi grande e a m\u00e3e foi parar no hospital. \u201cA gente n\u00e3o tocou mais no assunto e eu n\u00e3o sabia o que eles pensavam em rela\u00e7\u00e3o a isso. Acho que eles pensavam que aquilo era algo moment\u00e2neo\u201d, diz ela, n\u00e3o se sentiu autorizada a levar a ent\u00e3o namorada para casa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando eu sa\u00eda, evitava falar que estava indo encontr\u00e1-la. Mas eles sabiam e se faziam de doidos\u201d, acredita. Depois o namoro acabou, veio um outro namoro do qual os pais nem ficaram sabendo \u2013 este tamb\u00e9m acabou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na faculdade de jornalismo ou com os amigos, as prefer\u00eancias de Helena n\u00e3o eram segredo para ningu\u00e9m. \u201cSempre me senti muito livre. Quem me conhece, todos sabem que sou \u2018sapat\u00e3o\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, o tabu \u00e9 s\u00f3 em casa\u201d, diz ela. Os bares frequentados pelas LGBTs da cidade eram ponto de encontro com amigos e tamb\u00e9m com o romance da vez. \u201cEu nunca tive dificuldade de me relacionar com ningu\u00e9m\u201d, conta Diniz.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas veio a pandemia e n\u00e3o tem mais barzinho e nem festa com amigos. \u201cTive que \u2018me assumir\u2019 duas vezes. Nos primeiros meses de pandemia, senti a necessidade de falar novamente no tema, para saber o que meus pais achavam\u201d, conta Helena.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais madura e segura para o momento, conseguiu dizer coisas que faltaram na primeira conversa. \u201cA rea\u00e7\u00e3o foi melhor. N\u00e3o d\u00e1 para dizer que foi \u00f3tima, mas foi melhor\u201d, lembra. Ficou um \u201cclima estranho\u201d na casa por alguns dias, mas passou. \u201cA gente n\u00e3o fala sobre isso, mas me sinto confort\u00e1vel para quando for preciso\u201d, garante Helena.<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista conta que a restri\u00e7\u00e3o de sa\u00eddas a levou a baixar um app de relacionamento que a ajudasse a conhecer outras pessoas, \u201cmas n\u00e3o d\u00e1 muito certo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela considera que tem vivido os afetos mais atrav\u00e9s de amigos do que de outras mulheres. \u201cTenho dois amigos que s\u00e3o LGBTs e de vez em quando encontro eles. Acho que eu tenho recebido mais pelo carinho deles do que tenho me relacionando com algu\u00e9m\u201d, diz Helena.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/07\/02\/pessoas-lgbt-tiveram-mais-problemas-financeiros-e-de-saude-na-pandemia-diz-estudo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">:: Pessoas LGBT tiveram mais problemas financeiros e de sa\u00fade na pandemia, diz estudo&nbsp;::<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Mas recentemente ela conheceu uma garota e elas est\u00e3o \u201cficando\u201d. Mas sempre que querem se encontrar, \u00e9 uma dificuldade. Helena j\u00e1 teve de ouvir ofensas e chegou a ser perseguida na rua devido sua sexualidade. \u201cAl\u00e9m dos riscos do coronav\u00edrus, n\u00e3o podemos ir a qualquer lugar, por quest\u00f5es de homofobia. E a\u00ed vamos a alguma pra\u00e7a, um lugar mais aberto, arejado e que n\u00e3o tenha muita gente\u201d, diz ela. \u201cDe vez em quando d\u00e1 certo de uma ir \u00e0 casa da outra, quando n\u00e3o tem fam\u00edlia\u201d, conta, mencionando ainda o risco de situa\u00e7\u00f5es constrangedoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente o caso de Helena n\u00e3o \u00e9 raro. \u201cA maioria dos meus amigos s\u00e3o LGBTs. Ent\u00e3o est\u00e1 todo mundo vivenciando a mesma situa\u00e7\u00e3o, de n\u00e3o ter para onde ir e n\u00e3o poder receber em casa\u201d, diz ela. De todos os seus amigos, apenas uma delas tem abertura da fam\u00edlia para viver sua afetividade. \u201cL\u00e1 fora, mesmo antes da pandemia, j\u00e1 era perigoso pela homofobia. E voc\u00ea n\u00e3o ter seguran\u00e7a nem dentro de casa fica muito ruim, voc\u00ea fica sem ter para onde ir e acaba se arriscando, se expondo, o que numa pandemia \u00e9 um risco ainda maior\u201d, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Diniz considera \u201cextremamente importante\u201d uma fam\u00edlia que apoie sua vida afetiva. Mas infelizmente este n\u00e3o \u00e9 o caso dela, ao menos por enquanto. \u201cN\u00e3o posso trazer ningu\u00e9m, nem ir para a casa da pessoa, ent\u00e3o temos que nos encontrar na rua, sem saber o que vamos encontrar e com risco de voltar doente\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Helena Diniz \u00e9 um nome fict\u00edcio, j\u00e1 que a entrevistada pediu para n\u00e3o ser identificada.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:&nbsp;<\/strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.brasildefatope.com.br\/2021\/06\/15\/pandemia-se-soma-ao-preconceito-como-mais-uma-dificuldade-para-os-afetos-lgbts\" rel=\"noreferrer noopener\">BdF Pernambuco<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Monyse Ravena<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Restri\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias a bares, festas e boates se somam aos impedimentos impostos pelas fam\u00edlias e pela sociedade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32242","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8o2","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32242"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32242\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32244,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32242\/revisions\/32244"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}