{"id":32849,"date":"2021-09-23T11:44:27","date_gmt":"2021-09-23T15:44:27","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=32849"},"modified":"2021-09-23T11:44:30","modified_gmt":"2021-09-23T15:44:30","slug":"a-escola-e-para-todes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/09\/23\/a-escola-e-para-todes\/","title":{"rendered":"A escola \u00e9 para todes"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"450\" width=\"600\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa-a-escola-e-para-todes-desenho-raul-800x600.jpg?resize=600%2C450&#038;ssl=1\" alt=\"ensino m\u00e9dio Archives - Ag\u00eancia P\u00fablica\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>1.700 estudantes trans j\u00e1 adotam o nome social no ensino b\u00e1sico, mas preconceito e agress\u00f5es, dentro e fora de sala de aula, dificultam quebra do ciclo de exclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Bruno Nomura, em <strong>Ag\u00eancia P\u00fablica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><br>Com nome social, Amora, 10 , est\u00e1 mais feliz e seu rendimento escolar melhorou, diz m\u00e3e <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Lara, 17, sofre quando os professores a chamam pelo nome de registro <br>Raul, 7, se identifica como menina, mas n\u00e3o se importa se \u00e9 tratado por ele ou ela, conta o pai <br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Frequentar a escola era um pesadelo para Amora. Ser chamada por um nome que n\u00e3o reconhecia, usar um banheiro que n\u00e3o era o seu e receber olhares tortos de colegas interferia no aprendizado da estudante de Sert\u00e3ozinho, no interior de S\u00e3o Paulo. \u201cTodo esse tempo na escola foi muito dif\u00edcil por causa do preconceito\u201d, relata Paula Camargo, m\u00e3e de Amora. \u201cEu tentei tornar minha filha invis\u00edvel, mas n\u00e3o adiantou.\u201d Cedendo aos apelos da filha, em 2019 a enfermeira aposentada a autorizou a utilizar o nome social em sala de aula e passou a mandar Amora usando \u201croupas de menina\u201d para a escola. \u201cO rendimento mudou completamente. Ela se tornou outra crian\u00e7a\u201d, recorda Paula.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 10 anos, Amora \u00e9 uma dos 1.737 estudantes travestis e transexuais que adotam oficialmente o nome social nos ensinos fundamental e m\u00e9dio, aponta um levantamento in\u00e9dito realizado pela Ag\u00eancia P\u00fablica por meio da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI) junto \u00e0s secretarias de Educa\u00e7\u00e3o. A maior parte (74%) frequenta o ensino m\u00e9dio. S\u00e3o Paulo \u00e9 o estado com o maior n\u00famero de registros (670), seguido por Paran\u00e1 (287) e Pernambuco (176).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/foto4-amora-a-escola-e-para-todes.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Desenho de Amora, 10 anos, representa uma crian\u00e7a na escola isolada das demais que brincam juntas\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Amora\/Ag\u00eancia P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p><br>De acordo com o levantamento da P\u00fablica, 1.044 s\u00e3o menores de idade. Conforme prev\u00ea a resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, esses alunos precisam da anu\u00eancia dos respons\u00e1veis para solicitar a ado\u00e7\u00e3o do nome social na escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre esses estudantes, 30 t\u00eam at\u00e9 10 anos e frequentam do 1\u00ba ao 5\u00ba ano do ensino fundamental. As quatro crian\u00e7as mais novas t\u00eam 6 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados n\u00e3o contabilizam alunos da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA), j\u00e1 que grande parte dessa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 maior de idade e pode pedir a retifica\u00e7\u00e3o de prenome e g\u00eanero no registro civil em cart\u00f3rio, ficando de fora desse levantamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/infografico-a-escola-e-para-todes.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"A escola \u00e9 para todes; infogr\u00e1fico apresenta os principais dados sobre a representa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as trans no ensino b\u00e1sico brasileiro\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Bruno Fonseca\/Ag\u00eancia P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p><br> Desde 2018, uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o garante a travestis e transexuais o direito de adotarem na escola o nome com o qual se identificam. O documento cita a \u201cresponsabilidade das institui\u00e7\u00f5es educacionais\u201d de promover o respeito \u00e0 diversidade sexual e o \u201cimpacto positivo que o nome social pode representar\u201d na vida desses estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a resolu\u00e7\u00e3o, alunos maiores de idade podem requisitar o uso do nome social durante a matr\u00edcula ou a qualquer momento do ano letivo. J\u00e1 os menores de idade precisam da media\u00e7\u00e3o dos representantes legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse direito j\u00e1 n\u00e3o era novidade em diversos estados. Em 2008, uma portaria pioneira da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Par\u00e1 j\u00e1 autorizava, no ato da matr\u00edcula, a ado\u00e7\u00e3o do prenome desejado em todas as unidades da rede p\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1.700 estudantes trans j\u00e1 adotam o nome social no ensino b\u00e1sico, mas preconceito e agress\u00f5es, dentro e fora de sala de aula, dificultam quebra do ciclo de exclus\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32849","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8xP","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32849","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32849"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32849\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32850,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32849\/revisions\/32850"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}