{"id":32865,"date":"2021-09-30T08:27:54","date_gmt":"2021-09-30T12:27:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=32865"},"modified":"2021-09-30T08:28:00","modified_gmt":"2021-09-30T12:28:00","slug":"perda-de-cobertura-vegetal-na-amazonia-em-36-anos-equivale-a-area-do-chile-mostra-levantamento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/09\/30\/perda-de-cobertura-vegetal-na-amazonia-em-36-anos-equivale-a-area-do-chile-mostra-levantamento\/","title":{"rendered":"Perda de cobertura vegetal na Amaz\u00f4nia em 36 anos equivale a \u00e1rea do Chile, mostra levantamento"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images02.brasildefato.com.br\/675258f37dbcac27c74ab54e80ca15f9.jpeg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Especialistas alertam que floresta poder\u00e1 alcan\u00e7ar ponto de ruptura ainda nesta d\u00e9cada se ritmo de destrui\u00e7\u00e3o persistir<\/h4>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Reda\u00e7\u00e3oBrasil de Fato | S\u00e3o Paulo (SP) <\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1985 e 2020, a Amaz\u00f4nia&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/01\/17\/amazonia-em-destruicao-entenda-e-veja-como-acontecem-as-fases-do-desmatamento\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">perdeu 74,6 milh\u00f5es de hectares de sua cobertura vegetal natural<\/a>&nbsp;&#8211; uma \u00e1rea equivalente ao territ\u00f3rio do Chile. No mesmo per\u00edodo, houve um crescimento de 656% na minera\u00e7\u00e3o, 130% na infraestrutura urbana e 151% na agricultura e pecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas s\u00e3o algumas das principais conclus\u00f5es de um mapeamento in\u00e9dito do MapBiomas Amaz\u00f4nia que ser\u00e1 apresentado nesta quinta-feira, 30 de setembro, por meio da plataforma&nbsp;<a href=\"https:\/\/youtube.com\/raisg\">youtube.com\/raisg<\/a>&nbsp;\u00e0s 11h desta quinta-feira (30).&nbsp; A Cole\u00e7\u00e3o 3.0 de Mapas Anuais de Cobertura e Uso do Solo da Amaz\u00f4nia incorpora todo o bioma, desde a Cordilheira do Andes, passando pela plan\u00edcie amaz\u00f4nica e alcan\u00e7ando as transi\u00e7\u00f5es com o Cerrado e o Pantanal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/01\/17\/amazonia-em-destruicao-entenda-e-veja-como-acontecem-as-fases-do-desmatamento\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>::Amaz\u00f4nia em destrui\u00e7\u00e3o: entenda e veja como acontecem as fases do desmatamento::<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O mapeamento temporal do uso e cobertura de solo do bioma mostrou que se em 1985 apenas 6% da Amaz\u00f4nia havia sido convertidos em \u00e1reas antr\u00f3picas, como pastagens, agricultura, minera\u00e7\u00e3o ou \u00e1reas urbanas, em 2020, esse percentual quase triplicou, chegando a 15% de toda a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo varia consideravelmente entre os pa\u00edses, sendo apenas 1% para Suriname, Guiana e Guiana Francesa e,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/09\/16\/como-o-desmonte-de-orgaos-ambientais-tem-relacao-direta-com-o-fogo-nas-florestas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">no outro extremo, 19% no Brasil<\/a>. Estudos recentes sugerem que a perda de 20-25% da cobertura florestal da Amaz\u00f4nia pode significar o \u2018ponto de inflex\u00e3o\u2019 (ponto de ruptura) para os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos da Amaz\u00f4nia. Se a tend\u00eancia atual verificada pela MapBiomas continuar, essa virada poder\u00e1 ser alcan\u00e7ada ainda nesta d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Pgz32BphFAo\" width=\"560\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>Gerada por t\u00e9cnicos e especialistas de cada um dos pa\u00edses que integram a Amaz\u00f4nia a partir de imagens de sat\u00e9lite, esta terceira cole\u00e7\u00e3o de dados inclui novas classes de uso, como Minera\u00e7\u00e3o e Infraestrutura Urbana, al\u00e9m de mapas e dados sobre os vetores de press\u00e3o nas florestas e outras coberturas, como concess\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o, blocos de petr\u00f3leo, estradas e usinas hidrel\u00e9tricas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 contribuir para o conhecimento da situa\u00e7\u00e3o atual da regi\u00e3o amaz\u00f4nica de forma integral &#8211; tanto das mudan\u00e7as no uso do solo em toda a Amaz\u00f4nia como das press\u00f5es sobre suas florestas e ecossistemas naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cReconstruir a hist\u00f3ria de nossa Amaz\u00f4nia olhando as mudan\u00e7as ano a ano em suas coberturas naturais, identificando perdas de coberturas t\u00e3o importantes como geleiras e florestas em geral, nos ajuda a construir e propor estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o mais precisas\u201d, destaca Beto Ricardo, coordenador geral da RAISG.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/09\/16\/como-o-desmonte-de-orgaos-ambientais-tem-relacao-direta-com-o-fogo-nas-florestas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>::Como o desmonte de \u00f3rg\u00e3os ambientais tem rela\u00e7\u00e3o direta com o fogo nas florestas::<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Cole\u00e7\u00e3o 3.0 do MapBiomas Amaz\u00f4nia mostra uma antropiza\u00e7\u00e3o profunda e r\u00e1pida em curso na regi\u00e3o\u201d, afirma Tasso Azevedo, coordenador geral da MapBiomas. \u201cNos atuais mapeamentos do MapBiomas em toda a Am\u00e9rica do Sul este \u00e9 um padr\u00e3o marcante. Os dados s\u00e3o inestim\u00e1veis \u200b\u200bpara o entendimento da din\u00e2mica de uso dos recursos naturais da regi\u00e3o, al\u00e9m de contribuir para a modelagem clim\u00e1tica e o c\u00e1lculo das emiss\u00f5es e remo\u00e7\u00f5es de gases de efeito estufa devido \u00e0s mudan\u00e7as e uso do solo na regi\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>MapBiomas Amaz\u00f4nia \u00e9 uma iniciativa liderada pela Rede Amaz\u00f4nica de Informa\u00e7\u00f5es Socioambientais Georreferenciadas (RAISG) com o apoio do MapBiomas. Em 2019, lan\u00e7ou a Primeira Cole\u00e7\u00e3o, abrangendo o per\u00edodo de 2000 a 2017; em 2020, a Segunda Cole\u00e7\u00e3o, que cobre 1985-2018. Agora, a Terceira Cole\u00e7\u00e3o abrange os 36 anos entre 1985 e 2020:&nbsp;<a href=\"http:\/\/amazonia.mapbiomas.org\/\">http:\/\/amazonia.mapbiomas.org<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Vin\u00edcius Segalla<a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas alertam que floresta poder\u00e1 alcan\u00e7ar ponto de ruptura ainda nesta d\u00e9cada se ritmo de destrui\u00e7\u00e3o persistir<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32865","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8y5","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32865"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32865\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32866,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32865\/revisions\/32866"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}