{"id":32927,"date":"2021-10-20T09:37:19","date_gmt":"2021-10-20T13:37:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=32927"},"modified":"2021-10-20T09:37:22","modified_gmt":"2021-10-20T13:37:22","slug":"porto-velho-concentra-42-da-exploracao-madeireira-de-rondonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/10\/20\/porto-velho-concentra-42-da-exploracao-madeireira-de-rondonia\/","title":{"rendered":"Porto Velho concentra 42% da explora\u00e7\u00e3o madeireira de Rond\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"449\" data-attachment-id=\"32928\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/10\/20\/porto-velho-concentra-42-da-exploracao-madeireira-de-rondonia\/02e44d8f-d148-48a3-bdb9-e5cdb0556d6c\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/02E44D8F-D148-48A3-BDB9-E5CDB0556D6C.jpeg?fit=984%2C736\" data-orig-size=\"984,736\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"02E44D8F-D148-48A3-BDB9-E5CDB0556D6C\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/02E44D8F-D148-48A3-BDB9-E5CDB0556D6C.jpeg?fit=300%2C224\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/02E44D8F-D148-48A3-BDB9-E5CDB0556D6C.jpeg?fit=600%2C449\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/02E44D8F-D148-48A3-BDB9-E5CDB0556D6C.jpeg?resize=600%2C449\" alt=\"\" class=\"wp-image-32928\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/02E44D8F-D148-48A3-BDB9-E5CDB0556D6C.jpeg?w=984 984w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/02E44D8F-D148-48A3-BDB9-E5CDB0556D6C.jpeg?resize=300%2C224 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/02E44D8F-D148-48A3-BDB9-E5CDB0556D6C.jpeg?resize=768%2C574 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/02E44D8F-D148-48A3-BDB9-E5CDB0556D6C.jpeg?resize=401%2C300 401w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>\u00c1rea com extra\u00e7\u00e3o de madeira ilegal no estado chegou a pelo menos 5 mil campos de futebol em apenas um ano<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong>Imazon<\/strong> &#8211; Uma\u00a0<a href=\"https:\/\/imazon.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Simex_Rondonia_Agosto2019-Julho2020.pdf\">pesquisa in\u00e9dita<\/a>\u00a0mostrou que 42% da explora\u00e7\u00e3o madeireira em Rond\u00f4nia entre agosto de 2019 e julho de 2020 ocorreu na capital, Porto Velho. Al\u00e9m disso, a \u00e1rea explorada ilegalmente no estado no per\u00edodo chegou a pelo menos 5 mil campos de futebol, apenas em unidades de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral e terras ind\u00edgenas. Devido \u00e0 falta de acesso aos dados p\u00fablicos completos, n\u00e3o foi poss\u00edvel analisar a legalidade da extra\u00e7\u00e3o de madeira em todo o territ\u00f3rio rondoniense.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo foi realizado pela Rede Simex, integrada por quatro organiza\u00e7\u00f5es ambientais: Imazon, Idesam, Imaflora e ICV. Conforme a pesquisa, que \u00e9&nbsp;<a href=\"https:\/\/imazon.org.br\/imprensa\/entenda-o-sistema-de-monitoramento-da-exploracao-madeireira-simex\">baseada em imagens de sat\u00e9lite<\/a>, foram identificados no total 69.794 hectares com explora\u00e7\u00e3o madeireira em Rond\u00f4nia, sendo 29.646 deles apenas em Porto Velho. A capital \u00e9&nbsp;seguida por Machadinho d\u2019Oeste, com 8.129 hectares (12%), e Candeias do Jamari, com 6.317 hectares (9%). Os tr\u00eas munic\u00edpios equivalem a mais da metade de toda a \u00e1rea com extra\u00e7\u00e3o de madeira identificada no estado.<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong>\u201cEsses munic\u00edpios concentram-se na regi\u00e3o norte que, nos \u00faltimos anos, destacou-se pelo desmatamento. E, agora, segundo os nossos dados, tamb\u00e9m destaca-se pela explora\u00e7\u00e3o madeireira\u201d<\/strong>, afirma Julia Niero Costa, da equipe de geotecnologias do Imaflora.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os 10 munic\u00edpios com a maior \u00e1rea explorada em Rond\u00f4nia tamb\u00e9m foram respons\u00e1veis por 75% de toda da produ\u00e7\u00e3o de madeira em tora do estado. Essas estimativas foram geradas a partir dos dados dispon\u00edveis na plataforma&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.timberflow.org.br\/\">Timberflow<\/a>, desenvolvida pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.imaflora.org\/\">Imaflora<\/a>. A ferramenta tem o objetivo de disponibilizar, analisar e gerar informa\u00e7\u00f5es qualificadas a partir dos bancos de dados dos sistemas de controle florestais oficiais do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tubar\u00e3o Latunde foi a terra ind\u00edgena mais afetada&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Localizada no munic\u00edpio de Chupinguaia, a Tubar\u00e3o Latunde concentrou 68% das explora\u00e7\u00f5es em terras ind\u00edgenas de Rond\u00f4nia, onde a extra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 autorizada. No local, foram explorados 2.242 hectares, o equivalente a mais de dois mil campos de futebol. Na \u00e1rea, residem 195 pessoas, de tr\u00eas povos. A outra terra com extra\u00e7\u00e3o de madeira identificada no estudo foi a Rio Omer\u00ea, onde 1.065 hectares foram explorados, 32% do mapeado em \u00e1reas ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s unidades de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral, onde a extra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 autorizada, 86% da explora\u00e7\u00e3o madeireira ocorreu no Parque Nacional dos Campos Amaz\u00f4nicos. A \u00e1rea protegida tamb\u00e9m \u00e9 localizada no norte de Rond\u00f4nia, na divisa com o Amazonas e o Mato Grosso, regi\u00e3o que enfrenta alta press\u00e3o pela destrui\u00e7\u00e3o da floresta. J\u00e1 nas&nbsp;unidades de conserva\u00e7\u00e3o de uso sustent\u00e1vel, 78% das explora\u00e7\u00f5es ocorreram na Reserva Extrativista Rio Preto-Jacund\u00e1 e na Floresta Nacional de Jacund\u00e1, que est\u00e1 em concess\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Degrada\u00e7\u00e3o \u2013<\/strong>&nbsp;A explora\u00e7\u00e3o madeireira pode provocar a degrada\u00e7\u00e3o florestal, que \u00e9 um dano ambiental diferente do desmatamento. Na degrada\u00e7\u00e3o, a floresta \u00e9 continuamente empobrecida por dist\u00farbios, como no caso da retirada de madeira sem planos de manejo. O empobrecimento da floresta ocorre com a redu\u00e7\u00e3o da biomassa florestal, da biodiversidade e dos estoques de madeira comerciais. J\u00e1 o desmatamento \u00e9 quando ocorre o chamado \u201ccorte raso\u201d, a remo\u00e7\u00e3o completa da vegeta\u00e7\u00e3o, que pode ser feita com objetivo de converter a \u00e1rea em pastagem, lavoura ou garimpo, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a Rede Simex \u2013<\/strong>&nbsp;Integrada por pesquisadores do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon), do Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia (Idesam), do Instituto de Manejo e Certifica\u00e7\u00e3o Florestal e Agr\u00edcola (Imaflora) e do Instituto Centro de Vida (ICV), foi formada para que o Sistema de Monitoramento da Explora\u00e7\u00e3o Madeireira (Simex), que j\u00e1 era realizado no Par\u00e1 e Mato Grosso, pudesse ser ampliado para outros estados da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Confira&nbsp;<a href=\"https:\/\/imazon.org.br\/publicacoes\/sistema-de-monitoramento-da-exploracao-madeireira-simex-mapeamento-da-exploracao-madeireira-em-rondonia-agosto-2019-a-julho-2020\/\">aqui<\/a>&nbsp;a publica\u00e7\u00e3o<br><\/strong><strong>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/imazon.org.br\/imprensa\/entenda-o-sistema-de-monitoramento-da-exploracao-madeireira-simex\">aqui<\/a>&nbsp;para saber mais sobre o Simex<br><\/strong><strong>Veja&nbsp;<a href=\"https:\/\/imazon.org.br\/publicacoes\/sistema-de-monitoramento-da-exploracao-madeireira-simex-mapeamento-da-exploracao-madeireira-na-amazonia-agosto-2019-a-julho-2020\/\">aqui<\/a>&nbsp;os dados de toda a Amaz\u00f4nia<\/strong><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1rea com extra\u00e7\u00e3o de madeira ilegal no estado chegou a pelo menos 5 mil campos de futebol em apenas um ano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32927","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8z5","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32927"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32927\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32929,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32927\/revisions\/32929"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}