{"id":32987,"date":"2021-10-28T11:26:20","date_gmt":"2021-10-28T15:26:20","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=32987"},"modified":"2021-10-28T11:26:25","modified_gmt":"2021-10-28T15:26:25","slug":"rondonia-no-topo-da-devastacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/10\/28\/rondonia-no-topo-da-devastacao\/","title":{"rendered":"Rond\u00f4nia no topo da devasta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"409\" data-attachment-id=\"32988\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/10\/28\/rondonia-no-topo-da-devastacao\/thumbnail-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thumbnail.jpg?fit=640%2C436\" data-orig-size=\"640,436\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"thumbnail\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thumbnail.jpg?fit=300%2C204\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thumbnail.jpg?fit=600%2C409\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thumbnail.jpg?resize=600%2C409\" alt=\"\" class=\"wp-image-32988\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thumbnail.jpg?w=640 640w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thumbnail.jpg?resize=300%2C204 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/thumbnail.jpg?resize=440%2C300 440w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Humanitas Unisinos<\/strong> &#8211; Divisa entre\u00a0<strong>RO<\/strong>,\u00a0<strong>MT<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>AM<\/strong>\u00a0\u00e9 conhecida como a \u201cnova fronteira do desmatamento\u201d. Do total explorado no Estado, em ao menos 5 mil hectares a retirada de madeira foi feita de forma ilegal.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>A reportagem \u00e9 de\u00a0<strong>Cristiane Prizibisczki<\/strong>, publicada por<strong>\u00a0((o))eco<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 70 mil hectares de florestas em&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/575914-mpf-descobre-leilao-ilegal-de-terras-indigenas-por-madeireiros-em-rondonia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rond\u00f4nia<\/a>&nbsp;foram utilizados para extra\u00e7\u00e3o madeireira, entre 2019 e 2020. Do total desta \u00e1rea, em ao menos 5.814 hectares a retirada da madeira ocorreu de forma ilegal, em \u00e1reas protegidas.&nbsp;Os dados, divulgados na \u00faltima semana, fazem parte de um estudo realizado pela&nbsp;<strong>Rede Simex<\/strong>, formada por quatro organiza\u00e7\u00f5es ambientais:&nbsp;<strong>Imazon<\/strong>,&nbsp;<strong>Idesam<\/strong>,&nbsp;<strong>Imaflora<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>ICV<\/strong>.&nbsp;<strong>Rond\u00f4nia<\/strong>&nbsp;\u00e9 o terceiro no ranking de estados com maior \u00e1rea utilizada para explora\u00e7\u00e3o florestal na&nbsp;<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A extra\u00e7\u00e3o de madeira em unidades de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral e&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/575274-desmatamento-recorde-em-terras-indigenas-de-rondonia-e-mato-grosso\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Terras Ind\u00edgenas<\/a>&nbsp;\u00e9 vedada por lei. No entanto, o trabalho revelou que somente em&nbsp;<strong>TIs<\/strong>, a \u00e1rea explorada chegou a 3.307 hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>TI Tubar\u00e3o Latunde<\/strong>, localizada no sudeste do estado, concentrou 68% das explora\u00e7\u00f5es, com 2.242 hectares, o equivalente a mais de dois mil campos de futebol. A outra terra com extra\u00e7\u00e3o de madeira identificada no estudo foi a&nbsp;<strong>Rio Omer\u00ea<\/strong>, onde 1.065 hectares foram explorados, 32% do total mapeado em terras ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na categoria de unidades de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral, 86% da explora\u00e7\u00e3o madeireira ocorreu no<strong>&nbsp;Parque Nacional dos Campos Amaz\u00f4nicos<\/strong>. A&nbsp;<strong>UC<\/strong>&nbsp;\u00e9 localizada no norte de&nbsp;<strong>Rond\u00f4nia<\/strong>, na divisa com o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/612717-exploracao-de-madeira-na-amazonia-atinge-464-mil-hectares-em-2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Amazonas<\/a>&nbsp;e&nbsp;<strong>Mato Grosso<\/strong>, regi\u00e3o que enfrenta alta press\u00e3o pela destrui\u00e7\u00e3o da floresta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o de uso sustent\u00e1vel, 78% das explora\u00e7\u00f5es ocorreram na&nbsp;<strong>Reserva Extrativista Rio Preto-Jacund\u00e1<\/strong>&nbsp;e na&nbsp;<strong>Floresta Nacional de Jacund\u00e1<\/strong>, que est\u00e1 em concess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos n\u00fameros significativos de extra\u00e7\u00e3o ilegal em \u00e1reas protegidas, o total da ilegalidade \u00e9 bem maior. O problema \u00e9 que a falta de acesso aos dados p\u00fablicos completos impediu a an\u00e1lise em todo territ\u00f3rio rondoniense.&nbsp;No&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/612373-exportacao-brasileira-caminha-na-contramao-do-mundo-afirma-grupo-do-cedeplar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mato Grosso<\/a>, por exemplo, outro estudo da&nbsp;<strong>Rede Simex<\/strong>&nbsp;mostrou que os im\u00f3veis rurais cadastrados eram respons\u00e1veis por 70% da explora\u00e7\u00e3o ilegal no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA&nbsp;<strong>Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental<\/strong>&nbsp;\u2013&nbsp;<strong>SEDAM<\/strong>\/<strong>RO<\/strong>&nbsp;disponibilizou parcialmente dados de autoriza\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o florestal e das&nbsp;<strong>\u00e1reas de manejo florestal<\/strong>&nbsp;(<strong>AMF<\/strong>). No entanto, esses dados n\u00e3o foram suficientes e n\u00e3o apresentaram os formatos necess\u00e1rios para a concretiza\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise de legalidade at\u00e9 o lan\u00e7amento do presente estudo\u201d, diz parte do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Explora\u00e7\u00e3o Por Categorias<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Conforme a pesquisa, foram identificados 69.794 hectares com explora\u00e7\u00e3o madeireira em&nbsp;<strong>Rond\u00f4nia<\/strong>, entre agosto de 2019 e julho de 2020. Destes, 78% (54.416 hectares) concentraram-se em im\u00f3veis rurais cadastrados, 10,2% (7.154 ha) em unidades de conserva\u00e7\u00e3o que n\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral, 8,3% (5.814 ha) em&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-noticias\/entrevistas\/566611-reducao-de-ucs-estimula-novas-invasoes-e-desmatamentos-entrevista-especial-com-elis-araujo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UCs<\/a>&nbsp;de prote\u00e7\u00e3o integral e&nbsp;<strong>Terras Ind\u00edgenas<\/strong>, 1,3% (901 ha) em assentamentos rurais, 0,5% (392 ha) em terras n\u00e3o destinadas e 1,6% (1.117 ha) em outras categorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente na cidade de&nbsp;<strong>Porto Velho<\/strong>&nbsp;foram identificados 29.646 ha da explora\u00e7\u00e3o madeireira no per\u00edodo (42%), seguida por<strong>&nbsp;Machadinho d\u00b4Oeste<\/strong>, com 8.129 ha (12%), e&nbsp;<strong>Candeias do Jamari<\/strong>, com 6.317 hectares (9%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses munic\u00edpios concentram-se na regi\u00e3o norte que, nos \u00faltimos anos, destacou-se pelo desmatamento. E, agora, segundo os nossos dados, tamb\u00e9m destaca-se pela explora\u00e7\u00e3o madeireira\u201d, afirma&nbsp;<strong>Julia Niero Costa<\/strong>, do&nbsp;<strong>Imaflora<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Extra\u00e7\u00e3o Madeireira&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/563261-se-ritmo-de-desmatamento-em-rondonia-fosse-aplicado-a-amazonia-perda-seria-de-40-mil-km-ao-ano\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">desmatamento<\/a>, em que ocorre a remo\u00e7\u00e3o completa da vegeta\u00e7\u00e3o com o \u2018corte raso\u2019, a explora\u00e7\u00e3o madeireira feita fora do estabelecido nos planos de manejo provoca degrada\u00e7\u00e3o, que \u00e9 quando a floresta \u00e9 continuamente empobrecida por dist\u00farbios, reduzindo sua biomassa e o pr\u00f3prio estoque de madeira comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-noticias\/entrevistas\/575882-extracao-ilegal-de-madeira-abre-a-porta-para-outros-crimes-entrevista-especial-com-romulo-batista\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">extra\u00e7\u00e3o madeireira<\/a>&nbsp;sem controle leva ao empobrecimento da biodiversidade e \u00e0 emiss\u00e3o de&nbsp;<strong>gases de efeito estufa<\/strong>, entre outros problemas.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Humanitas Unisinos &#8211; Divisa entre\u00a0RO,\u00a0MT\u00a0e\u00a0AM\u00a0\u00e9 conhecida como a \u201cnova fronteira do desmatamento\u201d. 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