{"id":33045,"date":"2021-11-09T13:52:00","date_gmt":"2021-11-09T17:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=33045"},"modified":"2021-11-09T13:52:04","modified_gmt":"2021-11-09T17:52:04","slug":"nova-corrida-do-ouro-alimenta-destruicao-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/11\/09\/nova-corrida-do-ouro-alimenta-destruicao-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Nova corrida do ouro alimenta destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"337\" data-attachment-id=\"33046\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2021\/11\/09\/nova-corrida-do-ouro-alimenta-destruicao-da-amazonia\/7f18d3fd-f0b1-46e2-9aef-113d1ce69b79\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/7F18D3FD-F0B1-46E2-9AEF-113D1CE69B79.jpeg?fit=739%2C415\" data-orig-size=\"739,415\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"7F18D3FD-F0B1-46E2-9AEF-113D1CE69B79\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/7F18D3FD-F0B1-46E2-9AEF-113D1CE69B79.jpeg?fit=300%2C168\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/7F18D3FD-F0B1-46E2-9AEF-113D1CE69B79.jpeg?fit=600%2C337\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/7F18D3FD-F0B1-46E2-9AEF-113D1CE69B79.jpeg?resize=600%2C337\" alt=\"\" class=\"wp-image-33046\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/7F18D3FD-F0B1-46E2-9AEF-113D1CE69B79.jpeg?w=739 739w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/7F18D3FD-F0B1-46E2-9AEF-113D1CE69B79.jpeg?resize=300%2C168 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/7F18D3FD-F0B1-46E2-9AEF-113D1CE69B79.jpeg?resize=534%2C300 534w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tilt &#8211; S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, Brasil, 9 Nov 2021 (AFP) &#8211; Parado em frente ao buraco vermelho aberto em seu quintal, Ant\u00f4nio Silva tenta explicar a raz\u00e3o que o levou a procurar novamente ouro na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Esse av\u00f4 de seis netos e 61 anos tinha dado como superada sua \u00e9poca de garimpeiro, quando se deixava seduzir pela febre do ouro, prejudicando o meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a pandemia chegou, os pre\u00e7os dispararam e ele tomou uma decis\u00e3o: saiu da aposentadoria, alugou uma escavadeira amarela e contratou quatro trabalhadores, que cavaram um buraco gigante no meio do terreno que comprou inicialmente para criar gado, numa \u00e1rea desmatada de S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, no Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Do buraco, do tamanho de uma casa, sai \u00e1gua turva bombeada e peneirada para separar as part\u00edculas de ouro. Com resultados decepcionantes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente sabe que este trabalho est\u00e1 errado. Eu sei que tem problema, que o que a gente faz n\u00e3o \u00e9 legal. Mas a gente n\u00e3o tem outra op\u00e7\u00e3o. Sou aposentado, n\u00e3o tenho outra renda&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Silva &#8211; um pseud\u00f4nimo &#8211; come\u00e7ou a garimpar na corrida do ouro dos anos 1970 e 1980, na not\u00f3ria mina da Serra Pelada, no sudeste da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Serra Pelada atraiu dezenas de milhares de brasileiros com a promessa de riqueza instant\u00e2nea. A violenta e perigosa mina logo ficou famosa por imagens de uma mir\u00edade de homens encharcados de lama, aglomerados em seus barrancos como formigas, puxando sacos de terra de suas entranhas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Era doido. Doido mesmo&#8221;, diz Silva, que era adolescente quando saiu do Maranh\u00e3o e viajou para l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltou para casa em 1982, casou-se com sua esposa em 1983 e teve tr\u00eas filhos em tr\u00eas anos. Tentou um trabalho diferente, mas &#8211; diz ele &#8211; nunca conseguiu sobreviver com nada al\u00e9m do garimpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele j\u00e1 se arrepende da mina gigante em suas terras e dos R$ 50.000 de suas economias que gastou montando sua opera\u00e7\u00e3o de garimpo improvisada.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o compensa&#8221;, afirma. &#8220;Isso s\u00f3 estraga minha terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O garimpo ilegal est\u00e1 crescendo na bacia amaz\u00f4nica. A atividade foi impulsionada pelos pre\u00e7os recordes do ouro, que ultrapassaram US$ 2.000 por on\u00e7a no ano passado, enquanto os investidores buscavam um ref\u00fagio da devasta\u00e7\u00e3o causada pela covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa pr\u00e1tica alimentou, por sua vez, a destrui\u00e7\u00e3o da maior floresta tropical do mundo, que se acelera pelos garimpos ilegais de pelo menos tr\u00eas maneiras diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar, est\u00e3o as pr\u00f3prias minas, que abrem gigantescas cicatrizes cor de ferrugem no verde exuberante da floresta. No Brasil, as minas destru\u00edram um recorde de 114 quil\u00f4metros quadrados da Amaz\u00f4nia este ano. Este total equivale a mais de 10.000 campos de futebol.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, tem o merc\u00fario t\u00f3xico usado para separar o p\u00f3 de ouro do solo, que passa para a \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, h\u00e1 o fato de que muito disso est\u00e1 acontecendo em terras ind\u00edgenas, onde gangues de garimpeiros invadem o que deveriam ser territ\u00f3rios protegidos, atacando aldeias, transmitindo doen\u00e7as ex\u00f3ticas e devastando as comunidades que os especialistas dizem ser a chave para salvar a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a \u00faltima de uma longa s\u00e9rie de brutais corridas do ouro no Brasil, que acontecem desde o s\u00e9culo XVII, quando colonos portugueses enviaram seus escravos africanos para as minas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; &#8216;Podem me matar&#8217; -Silva diz que tem uma regra inquebrant\u00e1vel: ele n\u00e3o usa merc\u00fario.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode dizer o mesmo dos garimpeiros que invadem o territ\u00f3rio ind\u00edgena, aterrorizando povos, cujas culturas tradicionais est\u00e3o enraizadas na cren\u00e7a da conviv\u00eancia em harmonia com a natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos recentes descobriram que garimpeiros ilegais usaram 100 toneladas de merc\u00fario na Amaz\u00f4nia legal em 2019-2020, e que at\u00e9 80% das crian\u00e7as de aldeias vizinhas t\u00eam sinais de danos neurol\u00f3gicos, devido \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ao metal t\u00f3xico, incluindo pontua\u00e7\u00f5es de QI reduzidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O produto qu\u00edmico tamb\u00e9m envenena os peixes, principal fonte de alimento para muitas comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os povos nativos que enfrentam esse pesadelo come\u00e7aram a organizar patrulhas e protestos contra o garimpo &#8211; \u00e0s vezes pagando um pre\u00e7o alto.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Leusa Munduruku \u00e9 uma l\u00edder do povo Munduruku, no estado do Par\u00e1, cujo territ\u00f3rio est\u00e1 entre os mais atingidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando garimpeiros ilegais come\u00e7aram a subornar membros de sua comunidade com dinheiro, \u00e1lcool e drogas em uma tentativa de se mudar para as terras ind\u00edgenas, Munduruku, de 34 anos, organizou a resist\u00eancia junto \u00e0s mulheres locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, ela estava recebendo amea\u00e7as de morte, afirma. Em 26 de maio, homens armados invadiram sua casa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tinham dois litros de garrafas com combust\u00edvel e jogaram em toda minha casa, ao redor da minha casa, dentro. E tacaram fogo&#8221;, conta ela, com uma coroa de flores vermelhas enfeitando seu cabelo preto e amamentando seu beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu falei que eu n\u00e3o ia sair, que podiam me matar dentro da minha casa, porque eu n\u00e3o ia sair. S\u00f3 Deus mesmo sabe por que n\u00e3o pegou fogo dentro da minha casa, porque tudo o que tem dentro, eles queimaram, mas a casa n\u00e3o conseguiam pegar fogo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Munduruku, que tem cinco filhos e um neto, n\u00e3o desistiu. Em setembro, viajou para Bras\u00edlia, a cerca de 2.500 km de sua aldeia, para ajudar a liderar um protesto de mulheres ind\u00edgenas exigindo que o governo proteja suas terras.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tenho que garantir o futuro dos nossos filhos, ter onde pescar, onde viver&#8221;, ela diz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 por isso que continuo lutando&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Apoiado por Bolsonaro -O Brasil extraiu 107 toneladas de ouro no ano passado, tornando-se o s\u00e9timo maior produtor mundial do metal precioso.<\/p>\n\n\n\n<p>Garimpos ilegais explodiram sob o governo do presidente Jair Bolsonaro, que pressionou para abrir reservas ind\u00edgenas \u00e0 minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo recente revelou que apenas um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o de ouro do Brasil tem origem legal documentada.<\/p>\n\n\n\n<p>A ilegalidade e a impunidade alimentam as minas ilegais, cujo ouro \u00e9 exportado para todo mundo, dizem promotores do estado do Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o atual permite que os vendedores atestem a origem de seu ouro simplesmente assinando um papel &#8211; qualquer papel.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema produziu resultados de corrup\u00e7\u00e3o quase c\u00f4micos. H\u00e1 tr\u00eas anos, o estado de Roraima, no norte, exportava 194 quilos de ouro para a \u00cdndia, apesar de n\u00e3o ter uma \u00fanica mina legalmente registrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os promotores come\u00e7aram a perseguir os poderosos financiadores que traficam ouro ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto, mobilizaram-se para suspender as opera\u00e7\u00f5es de tr\u00eas grandes exportadoras de ouro, pedindo a um tribunal que impusesse R$ 10,6 bilh\u00f5es em multas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas eles lutam contra interesses poderosos, explica a porta-voz do Minist\u00e9rio P\u00fablico federal no Par\u00e1, Helena Palmquist.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O setor do ouro tem acesso direto ao governo&#8221;, afirma. &#8220;H\u00e1 uma vis\u00e3o muito arraigada no Brasil de que a Amaz\u00f4nia existe para ser explorada, n\u00e3o para ser preservada&#8221;, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isto pode estar mudando.<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o F\u00e9lix, o fazendeiro Laury C\u00e2ndido Dantas Ferreira costuma pescar ao entardecer no rio Xingu, afluente de \u00e1guas cristalinas do Amazonas em que outro rio mais ao norte, o Fresco, verte uma \u00e1gua turva que, segundo as autoridades, procede de res\u00edduos da minera\u00e7\u00e3o ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p>Como muitas pessoas na regi\u00e3o, Ferreira, 53 anos, apoia Bolsonaro. Mas considera que a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente foi muito longe.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando eu mudei para c\u00e1, a \u00e1gua n\u00e3o era suja desse jeito. Aquilo tudo \u00e9 garimpo. Antes era branquinho, igual a esse aqui. \u00c9 complicado. Se eles n\u00e3o pegam firme mesmo, n\u00e3o tem como voltar ao normal&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tilt &#8211; S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, Brasil, 9 Nov 2021 (AFP) &#8211; Parado em frente ao buraco vermelho aberto em seu quintal, Ant\u00f4nio Silva tenta explicar a raz\u00e3o que o levou a procurar novamente ouro na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-33045","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8AZ","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33045"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33045\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33047,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33045\/revisions\/33047"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}