{"id":33290,"date":"2022-02-15T09:28:34","date_gmt":"2022-02-15T13:28:34","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=33290"},"modified":"2022-02-15T09:28:38","modified_gmt":"2022-02-15T13:28:38","slug":"em-11-anos-fazendas-de-soja-no-mato-grosso-desmataram-468-mil-hectares-ilegalmente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/02\/15\/em-11-anos-fazendas-de-soja-no-mato-grosso-desmataram-468-mil-hectares-ilegalmente\/","title":{"rendered":"Em 11 anos, fazendas de soja no Mato Grosso desmataram 468 mil hectares ilegalmente"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1198\" height=\"720\" data-attachment-id=\"33291\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/02\/15\/em-11-anos-fazendas-de-soja-no-mato-grosso-desmataram-468-mil-hectares-ilegalmente\/6ce5528c-57fe-4615-858b-9bf1131cbf2a\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6CE5528C-57FE-4615-858B-9BF1131CBF2A.jpeg?fit=1198%2C720\" data-orig-size=\"1198,720\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"6CE5528C-57FE-4615-858B-9BF1131CBF2A\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6CE5528C-57FE-4615-858B-9BF1131CBF2A.jpeg?fit=300%2C180\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6CE5528C-57FE-4615-858B-9BF1131CBF2A.jpeg?fit=600%2C360\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6CE5528C-57FE-4615-858B-9BF1131CBF2A.jpeg?fit=600%2C360\" alt=\"\" class=\"wp-image-33291\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6CE5528C-57FE-4615-858B-9BF1131CBF2A.jpeg?w=1198 1198w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6CE5528C-57FE-4615-858B-9BF1131CBF2A.jpeg?resize=300%2C180 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6CE5528C-57FE-4615-858B-9BF1131CBF2A.jpeg?resize=1024%2C615 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6CE5528C-57FE-4615-858B-9BF1131CBF2A.jpeg?resize=768%2C462 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6CE5528C-57FE-4615-858B-9BF1131CBF2A.jpeg?resize=499%2C300 499w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Maior produtor de soja do pa\u00eds, estado perdeu quase meio milh\u00e3o de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, tanto no Cerrado quanto na Amaz\u00f4nia, pro desmatamento ilegal em fazendas da commodity.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/author\/duda\/\">DUDA MENEGASSI<\/a>, em O Eco<\/p>\n\n\n\n<p>Em onze anos, 92% dos desmatamentos que ocorreram em fazendas de soja no Mato Grosso foram ilegais, ou seja, feitos sem a autoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os ambientais. Os dados s\u00e3o referentes ao per\u00edodo entre agosto de 2008 e julho de 2019 e fazem parte de um levantamento realizado pelo Instituto Centro de Vida (ICV) que analisou as irregularidades ambientais da produ\u00e7\u00e3o da commodity no estado, o maior produtor e exportador de soja do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo foi publicado na \u00faltima quinta-feira (10) e \u00e9 intitulado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.icv.org.br\/website\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/relatorio-soja-desmat-port.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cSoja e desmatamento ilegal: estado da arte e diretrizes para um protocolo ampliado de gr\u00e3os em Mato Grosso\u201d<\/a>. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse per\u00edodo, entre 2008 e 2019, mais de meio milh\u00e3o de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Mato Grosso (511 mil hectares) foi desmatado dentro de 3.516 im\u00f3veis que cultivaram soja em 2019 \u2013 o equivalente a cerca de 20% do total desmatado no estado. Destes, 468,1 mil hectares, o equivalente a 92%, foram derrubados de forma ilegal. Ou seja, para cada hectare de vegeta\u00e7\u00e3o desmatado legalmente, outros 11 foram destru\u00eddos sem autoriza\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse total, 307,6 mil hectares, ou 65,8% das \u00e1reas desmatadas em fazendas de soja, estavam no Cerrado, quase duas vezes mais que na Amaz\u00f4nia, onde ocorreram os outros 159,6 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o destru\u00edda ilegalmente em im\u00f3veis com cultivo de soja.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo ressalta ainda que apenas uma fra\u00e7\u00e3o das propriedades, 176 im\u00f3veis, concentraram mais da metade do desmatamento ilegal do estado \u2013 a maioria (85%) grandes propriedades, com \u00e1rea superior a 1.500 hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>O padr\u00e3o de concentra\u00e7\u00e3o do desmatamento tamb\u00e9m se repete entre os munic\u00edpios, apenas 15 responderam por mais da metade da derrubada ilegal, oito deles na Amaz\u00f4nia e sete no Cerrado.<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio de Paranatinga, situado no Cerrado, foi o l\u00edder disparado de \u00e1rea desmatada ilegalmente em fazendas de soja, com mais de 54 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o derrubada de forma irregular. Os munic\u00edpios de Feliz Natal (21.416 hectares), Nova Ubirat\u00e3 (18.168), S\u00e3o F\u00e9lix do Araguaia (16.445) e Sapezal (com 15.288 hectares desmatados) completam o infame \u201ctop 5\u201d matogrossense do desmatamento ilegal associado \u00e0 soja.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do car\u00e1ter ilegal de quase todos os desmatamentos ocorridos em fazendas de soja entre 2008 e 2019, apenas 30% dessas propriedades sofreram algum tipo de embargo, seja federal (pelo Ibama) ou estadual (pela Sema\/MT).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em quase 80% desses casos, o equivalente a 838 im\u00f3veis, os pol\u00edgonos dos embargos mostraram sobreposi\u00e7\u00e3o integral ou parcial com \u00e1reas desmatadas. Apenas 22 desses im\u00f3veis com embargos apresentam \u00e1reas em processo de regulariza\u00e7\u00e3o ambiental, segundo os dados do Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental do estado (PRA), detalha o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento destaca tamb\u00e9m que a maior parte da \u00e1rea cultivada com soja em 2019 ocorreu em desmatamentos realizados em anos anteriores. \u201cSeguindo a din\u00e2mica de expans\u00e3o da soja e desmatamento, raramente a convers\u00e3o de florestas em cultivos de soja se d\u00e1 de maneira direta. Em geral, as \u00e1reas desmatadas s\u00e3o inicialmente destinadas a outros usos, como pastagem para pecu\u00e1ria, e s\u00e3o posteriormente convertidas em planta\u00e7\u00f5es de soja\u201d, explica o documento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"o-avanco-da-soja\"><strong>O avan\u00e7o da soja<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, a \u00e1rea ocupada por soja no Brasil quase triplicou, saltou de 13,4 para 34,2 milh\u00f5es de hectares. Apenas no Mato Grosso, a \u00e1rea total de cultivo da commodity ultrapassou 10 milh\u00f5es de hectares em 2020, que produzem mais de 35 milh\u00f5es de toneladas de soja por ano \u2013 o l\u00edder do pa\u00eds no setor. Dados para o ano de 2021 mostram que 80% da soja cultivada no estado foi exportada, e o restante da produ\u00e7\u00e3o foi absorvido pelo mercado dom\u00e9stico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Colheita-lavoura-soja_Foto-Rodolfo-Perdigao-governo-MT-3.jpg?resize=640%2C360\" alt=\"\" class=\"wp-image-121233\"\/><figcaption>O avan\u00e7o da soja tem pressionado cada vez mais \u00e1reas nativas de Cerrado e Amaz\u00f4nia no Mato Grosso, maior produtor do gr\u00e3o. Foto: Rodolfo Perdig\u00e3o\/Governo do Mato Grosso<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cNas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, a convers\u00e3o direta em cultivos de soja foi respons\u00e1vel por 5% de toda a perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa na Am\u00e9rica do Sul: foram 3,4 milh\u00f5es de hectares. Destes,1,5 milh\u00e3o (44%) foram no Cerrado e 0,7 milh\u00e3o na Amaz\u00f4nia. No entanto, em ambos os biomas, para cada hectare de pastagem ocupado por soja pelo menos um hectare de vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 convertido em pastagem, fato que sugere que a soja \u00e9 um vetor importante de convers\u00e3o indireta da vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Atualmente, a Amaz\u00f4nia e o Cerrado, onde se concentram, respectivamente, 14,6% e 55,1% de toda a \u00e1rea de soja plantada no Brasil, s\u00e3o os biomas mais amea\u00e7ados pela expans\u00e3o do gr\u00e3o\u201d, descreve o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o alerta, entretanto, que a press\u00e3o da soja \u00e9 ainda mais preocupante no Cerrado, pois as proje\u00e7\u00f5es indicam que, entre 2021 e 2050, novos 12,4 milh\u00f5es de hectares dever\u00e3o ser ocupados pelo gr\u00e3o, sendo 10,8 milh\u00f5es no Cerrado. \u201cApenas 13% do Cerrado brasileiro est\u00e1 legalmente protegido em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) ou Terras Ind\u00edgenas (TIs), e a obrigatoriedade de manter a vegeta\u00e7\u00e3o nativa em im\u00f3veis rurais nesse bioma \u00e9 de apenas 20 a 35% da \u00e1rea\u201d, destaca o texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m ressaltam que a Morat\u00f3ria da Soja, compromisso criado em 2006 para evitar a compra e exporta\u00e7\u00e3o de soja oriunda de \u00e1reas desmatadas ap\u00f3s julho de 2008, restringe-se ao bioma Amaz\u00f4nia. Eles ressaltam ainda que, no mecanismo de monitoramento da morat\u00f3ria, o desmatamento que ocorre dentro dos im\u00f3veis com soja, mas fora da \u00e1rea de cultivo, mesmo sendo desmatamento ilegal, est\u00e1 fora do escopo do acordo. \u201cOu seja, a conformidade ambiental em n\u00edvel de propriedade n\u00e3o \u00e9 monitorada\u201d, apontam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApenas na Amaz\u00f4nia mato-grossense, o desmatamento total em im\u00f3veis com soja somou mais de 193 mil hectares. Foram 75 mil hectares de desmatamento em \u00e1reas com cultivo de soja em 2019 e 118 mil hectares em \u00e1reas sem cultivo, mas dentro do im\u00f3vel\u201d, revela o levantamento, que refor\u00e7a a necessidade do mecanismo considerar a conformidade ambiental do im\u00f3vel em sua totalidade, n\u00e3o apenas a \u00e1rea cultivada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Mato Grosso precisa de um acordo mais abrangente, que monitore fazendas inteiras, inclua outras culturas e aumente a transpar\u00eancia dos processos de auditoria e resultados\u201d, afirma a coordenadora do programa de Transpar\u00eancia Ambiental do ICV, Ana Paula Valdiones, uma das autoras do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as outras diretrizes sugeridas pela publica\u00e7\u00e3o do ICV est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de um protocolo ampliado para todo o estado do Mato Grosso, com crit\u00e9rios-chave como o monitoramento do desmatamento nas fazendas, n\u00e3o apenas de soja, mas tamb\u00e9m de outros gr\u00e3os como milho e arroz, e im\u00f3veis rurais em geral, e que haja ampla transpar\u00eancia dos resultados do monitoramento e da auditagem dos dados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maior produtor de soja do pa\u00eds, estado perdeu quase meio milh\u00e3o de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, tanto no Cerrado quanto na Amaz\u00f4nia, pro desmatamento ilegal em fazendas da commodity.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-33290","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8EW","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33290","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33290"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33290\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33292,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33290\/revisions\/33292"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}