{"id":33376,"date":"2022-03-05T20:02:18","date_gmt":"2022-03-06T00:02:18","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=33376"},"modified":"2022-03-05T20:02:22","modified_gmt":"2022-03-06T00:02:22","slug":"carta-para-arthur-do-val-a-condicao-feminina-na-guerra-e-na-paz","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/03\/05\/carta-para-arthur-do-val-a-condicao-feminina-na-guerra-e-na-paz\/","title":{"rendered":"Carta para Arthur do Val: a condi\u00e7\u00e3o feminina na guerra e na paz"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1145\" height=\"842\" data-attachment-id=\"33377\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/03\/05\/carta-para-arthur-do-val-a-condicao-feminina-na-guerra-e-na-paz\/4116a8f8-f520-46b2-94a9-013bb2f508ab\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/4116A8F8-F520-46B2-94A9-013BB2F508AB.jpeg?fit=1145%2C842\" data-orig-size=\"1145,842\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"4116A8F8-F520-46B2-94A9-013BB2F508AB\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/4116A8F8-F520-46B2-94A9-013BB2F508AB.jpeg?fit=300%2C221\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/4116A8F8-F520-46B2-94A9-013BB2F508AB.jpeg?fit=600%2C441\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/4116A8F8-F520-46B2-94A9-013BB2F508AB.jpeg?fit=600%2C441\" alt=\"\" class=\"wp-image-33377\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/4116A8F8-F520-46B2-94A9-013BB2F508AB.jpeg?w=1145 1145w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/4116A8F8-F520-46B2-94A9-013BB2F508AB.jpeg?resize=300%2C221 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/4116A8F8-F520-46B2-94A9-013BB2F508AB.jpeg?resize=1024%2C753 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/4116A8F8-F520-46B2-94A9-013BB2F508AB.jpeg?resize=768%2C565 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/4116A8F8-F520-46B2-94A9-013BB2F508AB.jpeg?resize=408%2C300 408w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Senhor deputado,<\/p>\n\n\n\n<p>Confesso que n\u00e3o conhecia seu nome, e nem sua denomina\u00e7\u00e3o de guerra. Mas os \u00e1udios indigestos que vazaram com seus coment\u00e1rios sobre a situa\u00e7\u00e3o na Ucr\u00e2nia me obrigaram a escrever aqui algumas linhas sobre o que eu vi em campos de refugiados e filas de pessoas desesperadas para escapar da guerra e da pobreza ao longo de duas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>N\u00e3o estou acusando o senhor e sua comitiva do que estar\u00e1 exposto abaixo. Mas considero que, sem entender essa dimens\u00e3o do sofrimento humano, fica imposs\u00edvel justificar uma viagem como a que o senhor faz para ajudar a defender um povo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, a viol\u00eancia sexual \u00e9 uma das armas de guerra mais recorrentes para desmoralizar uma sociedade. Ela n\u00e3o tem religi\u00e3o, nem ra\u00e7a. Ela destr\u00f3i. Demonstra o poder sobre o destino n\u00e3o apenas das vidas, mas tamb\u00e9m dos corpos e almas.<\/p>\n\n\n\n<p>Percorrendo campos de refugiados em tr\u00eas continentes, o que sempre mais me impressionou foi a vulnerabilidade das mulheres nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, antes, vamos ser claros aqui. N\u00e3o precisamos sair do Brasil para saber que as mulheres, simplesmente por serem mulheres, precisam passar a vida se explicando. Como se necessitassem de chancela ou justificativa para determinar o destino de seu corpo ou cora\u00e7\u00e3o, se podem trabalhar ou ter tes\u00e3o. Intoler\u00e1vel, n\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, o senhor pode imaginar o que isso significa em tempos de guerra, onde a lei e a moral s\u00e3o suspensas?<\/p>\n\n\n\n<p>Conheci certa vez uma garota yazidi. Ela me contou como, depois de sua cidade ser tomada por islamistas, ela foi transformada em escrava sexual. Aqueles olhos verdes intensos se enchiam de l\u00e1grimas quando contava que, num calabou\u00e7o, ela e as demais meninas se dividiam em dois grupos.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquelas que rezavam para sobreviver e aquelas que rezavam para morrer logo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m me contou que, num ato de solidariedade com as outras mulheres que viriam depois delas, foi iniciado um gesto espont\u00e2neo de escrever mensagens nas paredes daqueles quartos imundos, inclusive com dicas de como agir. Escreviam com a \u00fanica cor que tinham. O vermelho do sangue de suas vaginas estupradas.<\/p>\n\n\n\n<p>O senhor me diria: claro, isso \u00e9 coisa de terrorista isl\u00e2mico. Sim, sem d\u00favida. Mas quero lhe contar o que investiga\u00e7\u00f5es e auditorias revelaram em um local mais pr\u00f3ximo de n\u00f3s: o Haiti.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali e em outros locais onde est\u00e3o destacadas, as tropas de paz da ONU &#8211; repletas de moral, credibilidade e protocolos &#8211; foram acusadas de estupro e de abusos com mulheres, meninas e meninos. Alguns, em troca de comida. Num caso espec\u00edfico, um garoto era semanalmente estuprado por oficiais, em troca de bolachas. H\u00e1 at\u00e9 mesmo uma categoria de crian\u00e7as hoje nesses pa\u00edses, &#8220;os filhos da ONU&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na S\u00e9rvia, num barrac\u00e3o onde eram depositados os refugiados que aguardavam para chegar at\u00e9 a Europa Ocidental, conheci uma mulher que n\u00e3o falava. Sua irm\u00e3, depois, veio me explicar que ela ficou muda depois de ter sido estuprada pelo &#8220;guia&#8221; que seus pais tinham contratado na Turquia para que elas cruzassem as fronteiras. Para pagar pelo guia, os pais venderam as \u00fanicas coisas que tinham: uma casinha e dois animais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Dadaab, no Qu\u00eania, entendi toda a minha ignor\u00e2ncia quando fui perguntar para um grupo de crian\u00e7as do que elas tinham mais medo. Achei que a resposta seria: as bombas de Mogad\u00edscio. Mas era do escuro do campo de refugiados. Quando pedi para saber o motivo, uma delas sussurrou: &#8220;n\u00e3o podemos nem ir ao banheiro pela noite. Um homem pode fazer coisas ruins com nosso corpo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Anos depois, voltei a viajar para a \u00c1frica. Da janela do avi\u00e3o a h\u00e9lice em que eu voava, podia ver como um garoto usava um peda\u00e7o de galho para tentar dirigir o destino de vacas e outros animais. Enquanto ele conseguia dar dire\u00e7\u00e3o ao gado, algumas reses escapavam um pouco adiante.<\/p>\n\n\n\n<p>Do assento em que eu estava, quase n\u00e3o consegui ouvir quando o piloto se virou para tr\u00e1s e, competindo com o barulho do motor, gritou que est\u00e1vamos iniciando a aterrissagem. Jamais imaginaria que, minutos depois, era sobre aquele local de terra de onde o garoto estava retirando os animais que o avi\u00e3o iria pousar. O que de fato eu tinha visto era a prepara\u00e7\u00e3o da pista de pouso.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tinha viajado para um lugar a oeste da cidade de Bagamoyo, na Tanz\u00e2nia, para escrever sobre o impacto da&nbsp;<a href=\"https:\/\/uol.com.br\/vivabem\/noticias\/redacao\/2018\/12\/04\/aids-sintomas-iniciais-da-infeccao-por-hiv-podem-ser-confundidos-com-gripe.htm\">Aids<\/a>&nbsp;numa das regi\u00f5es mais pobres do planeta. Mas seria naquele local que eu descobriria, de uma maneira inusitada, a dimens\u00e3o do drama de imigrantes e refugiados. Ao longo dos anos, visitei campos de refugiados na fronteira do Iraque, entre o Qu\u00eania e a Som\u00e1lia, em Darfur, na rota entre a Turquia e a Europa. Vi milhares de pessoas sem destino. Mas, nas proximidades de Bagamoyo, aquela hist\u00f3ria era diferente. Oficialmente, n\u00e3o havia uma guerra. N\u00e3o havia um acampamento de refugiados. Mas eu logo descobriria que nem por isso o desespero deixava de estar presente naquela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu fazia uma visita a um hospital e esperava para falar com o diretor. Por falta de m\u00e9dicos, ele fora chamado para fazer um parto. Sabia que aquilo significava que eu passaria horas ali, \u00e0 espera de minha entrevista. Restava fazer o que eu mais gostava nessas viagens: descobrir quem estava ali, falar com as pessoas, perambular pelo local, ler os cartazes e simplesmente observar. No port\u00e3o do centro de atendimento, centenas de mulheres com seus v\u00e9us coloridos aguardavam de forma paciente. Tentavam afastar as moscas, num calor intenso, enquanto o choro de crian\u00e7as rompia os muros descascados daquela entrada de um galp\u00e3o transformado em sala de espera.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao caminhar para uma das alas, fui barrado. Os enfermeiros me pediram que n\u00e3o entrasse no local. Quando perguntei qual era a especialidade daquela \u00e1rea, disseram que n\u00e3o podiam revelar. Em partes da \u00c1frica, o preconceito e o estigma em rela\u00e7\u00e3o aos pacientes de Aids obrigam os hospitais a n\u00e3o indicar nem em suas paredes o nome da doen\u00e7a. Decidi sair do pr\u00e9dio em ru\u00ednas e, num dos p\u00e1tios do hospital, vi duas garotas brincando.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tinham mais de 10 anos de idade. E o \u00fanico momento em que olharam para o ch\u00e3o, sem resposta, foi quando perguntei o que faziam ali. Mas a curiosidade delas em saber o que um rapaz branco, com um bloco de notas na m\u00e3o e uma c\u00e2mera fotogr\u00e1fica, fazia l\u00e1 era maior que sua vontade de contar hist\u00f3rias. Desisti de seguir com minhas perguntas. Expliquei que era jornalista brasileiro e, para dizer meu nome, mostrei um cart\u00e3o de visita, que acabou ficando com elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando iam responder \u00e0 minha pergunta sobre os seus nomes, nossa conversa foi interrompida por uma senhora que, da porta do hospital, me avisava que o diretor j\u00e1 estava \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para a entrevista. Deixei aquelas crian\u00e7as depois de menos de cinco minutos de conversa. J\u00e1 caminhando, virei e disse uma das poucas express\u00f5es que tinha aprendido em sua\u00edli: kwaheri &#8211; &#8220;adeus&#8221;. Ganhei em troca dois enormes sorrisos.<\/p>\n\n\n\n<p>Terminada a entrevista com o diretor do hospital, confesso que nem sequer notei se as meninas continuavam ou n\u00e3o no p\u00e1tio. Estava ainda sob o choque de um pedido do gerente da cl\u00ednica, que, ao terminar de me explicar o que faziam, me perguntou se eu n\u00e3o poderia deixar para eles qualquer comprimido que tivesse na mala. Qualquer um. At\u00e9 mesmo se o prazo de validade j\u00e1 tivesse expirado.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns meses depois, j\u00e1 na Su\u00ed\u00e7a, abri minha caixa de correio de forma despretensiosa ao chegar em casa. Num envelope surrado e escrito \u00e0 m\u00e3o, chegava uma carta de Bagamoyo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensei comigo: deve ser um erro e a carta deve ter sido colocada na minha caixa por engano. Eu n\u00e3o conhe\u00e7o ningu\u00e9m em Bagamoyo. Mas o envelope deixava muito claro: era para Jamil Chade.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes mesmo de entrar em casa, deixei minha sacola no ch\u00e3o e abri o envelope. Uma vez mais, meu nome estava no papel, com uma letra visivelmente infantil. Eu continuava sem entender. At\u00e9 que comecei a ler. No texto, em ingl\u00eas, quem escrevia explicava que tinha me conhecido diante do hospital e que tinha meu endere\u00e7o em Genebra por conta de um cart\u00e3o que eu lhe havia deixado.<\/p>\n\n\n\n<p>Como num sonho, as imagens daquelas garotas imediatamente apareceram em minha mente. Mas o conte\u00fado daquela carta era um verdadeiro pesadelo. A garota me escrevia com um apelo comovedor. &#8220;Por favor, case-se comigo e me tire daqui. Prometo que vou cuidar de voc\u00ea, limpar sua casa e sou muito boa cozinheira.&#8221; A carta contava que sua m\u00e3e havia morrido de Aids &#8211; naquele mesmo hospital &#8211; e que seu pai tamb\u00e9m estava morto.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada um dos oito filhos fora buscar formas de sobreviver e ela era a \u00faltima da fam\u00edlia a ter permanecido na empobrecida cidade. &#8220;Preciso sair daqui&#8221;, escrevia a garota. A cada tantas frases, uma promessa se repetia: &#8220;Eu vou te amar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o no final parecia mais um atestado de morte: &#8220;Com as \u00faltimas moedas que eu tinha, comprei este envelope, este papel e este selo. Voc\u00ea \u00e9 minha \u00faltima esperan\u00e7a.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Deputado, talvez o senhor classificaria essa pessoa no grupo de &#8220;meninas f\u00e1ceis&#8221;. Eu, por\u00e9m, chorei de desespero e de impot\u00eancia diante daquele pedido de resgate.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu e o senhor- homens brancos &#8211; nascemos como a classe mais privilegiada do planeta. Eu e o senhor n\u00e3o tivemos de fazer nada para adquirir esses privil\u00e9gios. Existimos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nossa obriga\u00e7\u00e3o, portanto, desmontar o processo de profunda desumaniza\u00e7\u00e3o de uma guerra e da mis\u00e9ria. Cada um com suas armas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei qual ser\u00e1 o destino que a Assembleia Legislativa em S\u00e3o Paulo, seu partido e seus eleitores dar\u00e3o ao senhor. Qualquer que seja ele, s\u00f3 espero que esse epis\u00f3dio revoltante sirva para que haja alguma insurrei\u00e7\u00e3o de consci\u00eancias sobre a condi\u00e7\u00e3o feminina. Na guerra e na paz.<\/p>\n\n\n\n<p>Grato pela aten\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Jamil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Senhor deputado, Confesso que n\u00e3o conhecia seu nome, e nem sua denomina\u00e7\u00e3o de guerra. 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