{"id":33596,"date":"2022-04-20T11:48:23","date_gmt":"2022-04-20T15:48:23","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=33596"},"modified":"2022-04-20T11:48:26","modified_gmt":"2022-04-20T15:48:26","slug":"grileiros-foram-responsaveis-por-13-dos-conflitos-por-terra-em-2021-diz-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/04\/20\/grileiros-foram-responsaveis-por-13-dos-conflitos-por-terra-em-2021-diz-relatorio\/","title":{"rendered":"Grileiros foram respons\u00e1veis por 13% dos conflitos por terra em 2021, diz relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/deolhonosruralistas.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/DESMATAMENTO-RORAINOPOLIS_FOTO-ALBERTO-CESAR-ARAUJO-GREENPEACE-6.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>De Olho Nos Ruralistas<\/strong> &#8211; Segundo a CPT, fazendeiros, empres\u00e1rios e governos s\u00e3o os principais agentes por tr\u00e1s dos atos de viol\u00eancia no campo registrados no ano passado; situa\u00e7\u00e3o piorou nos governos Temer e Bolsonaro, com desmonte de pol\u00edticas p\u00fablicas e aumento da concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria no pa\u00eds<\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Por&nbsp;<strong>Mariana Franco Ramos&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/deolhonosruralistas.com.br\/de-olho-nos-mil-parceiros\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/deolhonosruralistas.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/DEOLHO2017-chamada-meio-texto.png?resize=635%2C40\" alt=\"\" class=\"wp-image-3364\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Os grileiros, pessoas que se apossam ilegalmente de \u00e1reas p\u00fablicas (devolutas) e privadas, foram respons\u00e1veis por 162 dos 1.242 conflitos por terras registrados em 2021 no Brasil, o que corresponde a 13%. Os dados constam do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cptnacional.org.br\/loja-virtual\/conflitos-no-campo\">relat\u00f3rio anual<\/a>&nbsp;divulgado nesta segunda-feira (18), em Bras\u00edlia, pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT). O lan\u00e7amento ocorre historicamente em abril, m\u00eas da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24886\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2019\/11\/12\/bolsonaro-ameaca-usar-lei-de-seguranca-nacional-contra-lula\/fefb9d9c-392b-4680-8db9-2fd41fc4609d\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/FEFB9D9C-392B-4680-8DB9-2FD41FC4609D.jpeg?fit=500%2C240\" data-orig-size=\"500,240\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"FEFB9D9C-392B-4680-8DB9-2FD41FC4609D\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/FEFB9D9C-392B-4680-8DB9-2FD41FC4609D.jpeg?fit=300%2C144\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/FEFB9D9C-392B-4680-8DB9-2FD41FC4609D.jpeg?fit=500%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/deolhonosruralistas.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/cpt.jpeg?resize=300%2C300&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-24886\"\/><figcaption>Publica\u00e7\u00e3o de 269 p\u00e1ginas traz dados de 2021. (Imagem: divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da grilagem nos conflitos pode ser muito maior, j\u00e1 que os fazendeiros tamb\u00e9m podem ter adquirido suas propriedades de forma irregular. Fazendeiros e empres\u00e1rios em geral somam 42% dos mandantes (266 e 255, respectivamente), conforme a CPT. O poder p\u00fablico \u2014 federal, estadual e municipal \u2014 responde por 17% das ocorr\u00eancias (214).<\/p>\n\n\n\n<p>O documento de 269 p\u00e1ginas identifica ainda outros atores que, direta ou indiretamente, concorrem para a \u201cpredat\u00f3ria consolida\u00e7\u00e3o de um projeto de explora\u00e7\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o de riquezas alinhado aos interesses ruralistas\u201d, como madeireiros (6%), garimpeiros (5%), mineradoras (4%), pol\u00edcia (1%), pistoleiros (1%) e igreja (1%).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme os pesquisadores, os n\u00fameros s\u00e3o fruto, sobretudo, do desmonte de marcos institucionais do Estado e do projeto de pilhagem, que se acentuou a partir de 2016, com o golpe parlamentar contra Dilma Rousseff. \u201cAp\u00f3s o impeachment, o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio foi extinto e boa parte de suas a\u00e7\u00f5es e programas perdeu efeito\u201d, diz trecho, em refer\u00eancia \u00e0s pol\u00edticas de assentamento rural, seguran\u00e7a alimentar, incremento da produ\u00e7\u00e3o familiar e desenvolvimento regional.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram 1.768 conflitos no campo, ou seja, aqueles que incluem, al\u00e9m das disputas pelos territ\u00f3rios, conflitos por \u00e1gua e trabalhistas. Para a CPT, o esvaziamento dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o (do trabalho, do desmatamento, da minera\u00e7\u00e3o ilegal, do meio ambiente e das atividades predat\u00f3rias da natureza) contribuiu para o acirramento dos embates e o aumento da impunidade.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2014 O governo de Temer e o atual mantiveram a pol\u00edtica setorial agr\u00edcola fortemente vinculada ao agroneg\u00f3cio (inscrito em uma economia completamente mercantilizada associada e dependente do sistema agroalimentar global), perpetuando e acentuando a concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria (e, portanto, patrimonial) no pa\u00eds.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">IND\u00cdGENAS FORAM PRINCIPAIS V\u00cdTIMAS DE A\u00c7\u00d5ES PREDAT\u00d3RIAS<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/deolhonosruralistas.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/WhatsApp_Image_2022-04-18_at_131505.jpeg?resize=387%2C218&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-24887\"\/><figcaption>Ind\u00edgena Jaque Ku\u00f1a Aranduh\u00e1, no lan\u00e7amento do relat\u00f3rio. (Foto: Andressa Zumpano\/CPT)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As categorias que mais sofreram com essas a\u00e7\u00f5es predat\u00f3rias foram ind\u00edgenas (317 casos), quilombolas (210 casos) e posseiros (com 209). \u201cTais n\u00fameros, mais do que refletirem o avan\u00e7o da viol\u00eancia contra \u00e1reas de destina\u00e7\u00e3o estabelecida e seus recursos naturais, demonstram que, hoje, a ofensiva no campo \u00e9 um processo din\u00e2mico, coordenado e regido pela l\u00f3gica dos interesses econ\u00f4micos e fundi\u00e1rios da classe ruralista\u201d, exp\u00f5e o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a luta pela reforma agr\u00e1ria, a CPT menciona a campanha de titula\u00e7\u00e3o de lotes de assentamento promovida durante a gest\u00e3o de Jair Bolsonaro, em projetos como o Titula Brasil. A proposta, apelidada de Grila Brasil, transfere \u00e0s fam\u00edlias assentadas, em definitivo, o dom\u00ednio dos seus lotes nos assentamentos criados pelo governo, mediante o pagamento de 5% do valor da terra.<\/p>\n\n\n\n<p>A pastoral lembra que tais iniciativas n\u00e3o atingiram sequer os patamares m\u00ednimos legalmente exigidos para a emancipa\u00e7\u00e3o. Assim, aceleraram o processo de revers\u00e3o das \u00e1reas desapropriadas e de transfer\u00eancia de terras publicas ao estoque fundi\u00e1rio de um mercado privado. De Olho nos Ruralistas abordou a quest\u00e3o na s\u00e9rie de reportagens \u201c<a href=\"https:\/\/deolhonosruralistas.com.br\/2022\/04\/04\/sem-modernizacao-titula-brasil-promove-conflitos-de-interesse-grilagem-e-violencia-contra-povos-do-campo\/\">Brasil, pa\u00eds que grila<\/a>\u201c, em parceria com O Joio e o Trigo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs interesses das multinacionais, associados \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o neoliberal do Executivo e Legislativo, t\u00eam buscado incessantemente mercantilizar a terra, construindo garantias para manter a hegemonia da concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e promover a hegemonia do rentismo no mercado de terras e na especula\u00e7\u00e3o financeira da propriedade\u201d, conclui o estudo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">AMAZ\u00d4NIA LEGAL CONCENTRA 80% DOS ASSASSINATOS NO CAMPO<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/deolhonosruralistas.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/pm-reintegracao.png?resize=382%2C242&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-23677\"\/><figcaption>Acampamento Tiago Santos, em Rond\u00f4nia. (Foto: Liga dos Camponeses Pobres)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A CPT registrou 35 assassinatos no campo em 2021, um aumento de 75% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, quando 20 pessoas perderam a vida. Mais de dois ter\u00e7os do total de v\u00edtimas t\u00eam origem em popula\u00e7\u00f5es tradicionais. A maior parte (10) era de ind\u00edgenas, seguidas por sem-terra (9), posseiros (6), quilombolas (3), quebradeiras de coco baba\u00e7u e assentados (2 cada).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pastoral, a base de casos permanece alt\u00edssima. \u201cO campo brasileiro \u00e9 usado como plataforma de valoriza\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de um capital que explora, devasta e mata\u201d. A Amaz\u00f4nia Legal concentrou 28 casos, 80% do total. O estado com mais mortes catalogadas \u00e9 Rond\u00f4nia. Foram onze, sendo cinco delas no Acampamento Tiago Santos, em Nova Mutum Paran\u00e1, distrito de Porto Velho, onde a&nbsp;<a href=\"https:\/\/deolhonosruralistas.com.br\/2021\/11\/23\/governo-de-rondonia-confirma-presenca-de-atirador-em-helicoptero-contra-camponeses\/\">reportagem<\/a>&nbsp;do observat\u00f3rio esteve em novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas ocorr\u00eancias correspondem a massacres (quando tr\u00eas ou mais pessoas s\u00e3o assassinadas). Na primeira, pelo<br>menos tr\u00eas Moxihat\u00ebt\u00eba, classificados como isolados, foram chacinados na Terra Ind\u00edgena (TI) Yanomami, na regi\u00e3o alta do Rio Apiau\u00ed, em Mucaja\u00ed, sul de Roraima. O territ\u00f3rio \u00e9 um dos mais atacados pelo garimpo ilegal. Embora a atividade seja proibida nessas \u00e1reas, o Congresso se movimenta para aprovar novas regras, por meio do&nbsp;<a href=\"https:\/\/deolhonosruralistas.com.br\/2022\/03\/11\/ruralistas-deram-54-dos-votos-que-aprovaram-urgencia-na-mineracao-em-terras-indigenas\/\">projeto de lei 191\/2020<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na outra situa\u00e7\u00e3o, as v\u00edtimas foram tr\u00eas camponeses do Acampamento Ademar Ferreira, em agosto de 2021, tamb\u00e9m em Rond\u00f4nia. Elas integravam a Liga dos Camponeses Pobres (LCP). O segundo estado com mais mortes foi o Maranh\u00e3o. Foram nove homic\u00eddios, dos quais tr\u00eas de quilombolas. Os crimes s\u00e3o, de acordo com a CPT, deliberados e atingem notadamente l\u00edderes de comunidades e sindicalistas, que resistem \u00e0 usurpa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>|&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/marifrancoramos\">Mariana Franco Ramos<\/a>&nbsp;\u00e9 rep\u00f3rter do De Olho nos Ruralistas. |<\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto principal (Alberto C\u00e9sar Ara\u00fajo\/Greenpeace): destrui\u00e7\u00e3o causada por grileiros em Rorain\u00f3polis, no sul de Roraima<\/em><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De Olho Nos Ruralistas &#8211; Segundo a CPT, fazendeiros, empres\u00e1rios e governos s\u00e3o os principais agentes por tr\u00e1s dos atos de viol\u00eancia no campo registrados no ano passado; situa\u00e7\u00e3o piorou nos governos Temer e Bolsonaro, com desmonte de pol\u00edticas p\u00fablicas e aumento da concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria no pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[705,619,517],"class_list":["post-33596","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-conflitos","tag-cpt","tag-grilagem"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8JS","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33596","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33596"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33597,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33596\/revisions\/33597"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}