{"id":33620,"date":"2022-04-27T12:13:03","date_gmt":"2022-04-27T16:13:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=33620"},"modified":"2022-04-27T12:13:05","modified_gmt":"2022-04-27T16:13:05","slug":"mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/04\/27\/mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Mais de cem mil fam\u00edlias foram afetadas em uma d\u00e9cada de conflitos no campo na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" data-attachment-id=\"33621\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/04\/27\/mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia\/ed-capa-mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia-800x600-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ed-capa-mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia-800x600-2.png?fit=800%2C600\" data-orig-size=\"800,600\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"ed-capa-mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia-800&amp;#215;600-2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ed-capa-mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia-800x600-2.png?fit=300%2C225\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ed-capa-mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia-800x600-2.png?fit=600%2C450\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ed-capa-mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia-800x600-2.png?resize=600%2C450\" alt=\"\" class=\"wp-image-33621\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ed-capa-mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia-800x600-2.png?w=800 800w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ed-capa-mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia-800x600-2.png?resize=300%2C225 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ed-capa-mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia-800x600-2.png?resize=768%2C576 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ed-capa-mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia-800x600-2.png?resize=400%2C300 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A P\u00fablica &#8211; <\/strong>O ano de 2020 marcou um triste recorde na Terra Ind\u00edgena (TI) Kaxarari, localizada no oeste do munic\u00edpio de Porto Velho, capital de Rond\u00f4nia. De junho a agosto, houve tr\u00eas epis\u00f3dios conflituosos envolvendo madeireiros, empres\u00e1rios e o governo federal, que ocorreram ap\u00f3s uma a\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas que patrulhou a TI, segundo o Minist\u00e9rio da Defesa, para tentar coibir o desmatamento e a extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>A sequ\u00eancia de conflitos \u2014 a maior registrada pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) na \u00e1rea da Kaxarari na d\u00e9cada de 2011 a 2020 \u2014 ocorreu num ano em que a regi\u00e3o, al\u00e9m de ser alvo de madeireiros ilegais, registrou diversos focos de inc\u00eandio das queimadas que avan\u00e7aram pela Amaz\u00f4nia. Mais que um caso isolado, a realidade da Kaxarari d\u00e1 a dimens\u00e3o do que vem ocorrendo em Porto Velho como um todo: o munic\u00edpio combina um grande n\u00famero de conflitos em terras ind\u00edgenas, assentamentos e propriedades rurais ao mesmo tempo que registra o avan\u00e7o do desmatamento e o alto n\u00famero de inc\u00eandios na floresta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ed-kaxarari-ibama-ib-d-00069-ditecibamaam-20180829-1789390763-1.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Opera\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de fiscaliza\u00e7\u00e3o verifica \u00e1rea desmatada na Terra Ind\u00edgena Kaxarari\/Amazonas.\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/ed-kaxarari-ibama-ib-d-00072-ditecibamaam-20180829-1254811052-1.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Fiscais do Ibama verificam madeiras em toras encontradas durante a\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o na Terra Ind\u00edgena Kaxarari\/Amazonas.\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Opera\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama em \u00e1rea desmatada na Terra Ind\u00edgena Kaxarari<\/p>\n\n\n\n<p><br> A conclus\u00e3o \u00e9 um dos resultados de meses de investiga\u00e7\u00e3o in\u00e9dita da Ag\u00eancia P\u00fablica com base em uma d\u00e9cada de apura\u00e7\u00e3o de conflitos no campo pela CPT na Amaz\u00f4nia Legal brasileira. Al\u00e9m de mapear os conflitos em todos os munic\u00edpios da regi\u00e3o no per\u00edodo, a investiga\u00e7\u00e3o levantou, a partir de bases p\u00fablicas, dados socioambientais em todos eles. O resultado \u00e9 a ferramenta Mapa dos Conflitos, que mostra os munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia sob diversas lentes, que, juntas, ajudam a entender o que vem ocorrendo na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, o mapa traz um hist\u00f3rico de 7.818 conflitos, em 583 munic\u00edpios dos nove estados da Amaz\u00f4nia Legal. Mais de 100 mil fam\u00edlias foram afetadas, com 2.397 v\u00edtimas de amea\u00e7a, assassinato ou tentativa de assassinato. As agress\u00f5es geraram 312 mortes.<\/p>\n\n\n\n<p>Conflitos, desmatamento e queimadas avan\u00e7am em \u00e1reas da Amaz\u00f4nia brasileira<\/p>\n\n\n\n<p><br> Em Porto Velho, tr\u00eas \u00edndices t\u00eam caminhado juntos e com valores elevados: conflitos, desmatamento e queimadas. Em nove dos dez anos analisados, a quantidade de conflitos no munic\u00edpio esteve na maior faixa \u2014 que registra onde houve mais ocorr\u00eancias \u2014, em compara\u00e7\u00e3o a todos os demais munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia Legal. Coincidentemente, nesses nove anos, Porto Velho registrou tamb\u00e9m o patamar mais alto de avan\u00e7o do desmatamento, considerando sua \u00e1rea. E os inc\u00eandios n\u00e3o ficaram muito atr\u00e1s: em seis dos dez anos, os focos de queimadas estiveram nos maiores n\u00edveis na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/infografico-cpt-1-scaled.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Bianca Muniz e Bruno Fonseca\/Ag\u00eancia P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p><br> A realidade de Porto Velho reflete a de outros munic\u00edpios em Rond\u00f4nia: Nova Mamor\u00e9, vizinho \u00e0 capital, e Seringueiras tamb\u00e9m registraram conflitos e desmatamento nas faixas mais altas em 2020, junto a \u00edndices de queimadas acima da m\u00e9dia do ano. J\u00e1 em 2019, ambos tiveram um n\u00famero alto de conflitos enquanto figuravam no topo do desmatamento, junto a \u00edndices significativos de focos de queimadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00e3o parecida ocorreu na capital do Acre, Rio Branco. Em v\u00e1rios anos, enquanto registrava o n\u00edvel mais alto de conflitos, o munic\u00edpio figurou tamb\u00e9m no topo do avan\u00e7o do desmatamento. O cen\u00e1rio foi especialmente grave em 2019, quando a capital marcou o patamar mais alto nos dois \u00edndices: de queimadas e de aumento do desmatamento. Relat\u00f3rio do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma) do governo do Acre sobre 2019 destacou que naquele ano 12% dos desmatamentos no estado se concentraram em Rio Branco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A P\u00fablica &#8211; O ano de 2020 marcou um triste recorde na Terra Ind\u00edgena (TI) Kaxarari, localizada no oeste do munic\u00edpio de Porto Velho, capital de Rond\u00f4nia. De junho a agosto, houve tr\u00eas epis\u00f3dios conflituosos envolvendo madeireiros, empres\u00e1rios e o governo federal, que ocorreram ap\u00f3s uma a\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas que patrulhou a TI, segundo&#8230;<a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/04\/27\/mais-de-cem-mil-familias-foram-afetadas-em-uma-decada-de-conflitos-no-campo-na-amazonia\/\">Continue a leitura <span class=\"meta-nav\">&raquo;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[252,708,306,709,7],"class_list":["post-33620","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-amazonia","tag-dematamento","tag-indigenas","tag-kaxaxari","tag-rondonia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8Kg","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33620","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33620"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33620\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33623,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33620\/revisions\/33623"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33620"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33620"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33620"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}