{"id":33635,"date":"2022-04-28T15:22:52","date_gmt":"2022-04-28T19:22:52","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=33635"},"modified":"2022-04-28T15:22:58","modified_gmt":"2022-04-28T19:22:58","slug":"ataques-contra-jornalistas-dados-revelam-os-desafios-de-ser-comunicadora-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/04\/28\/ataques-contra-jornalistas-dados-revelam-os-desafios-de-ser-comunicadora-no-brasil\/","title":{"rendered":"ATAQUES CONTRA JORNALISTAS: DADOS REVELAM OS DESAFIOS DE SER COMUNICADORA NO BRASIL"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"800\" data-attachment-id=\"33636\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/04\/28\/ataques-contra-jornalistas-dados-revelam-os-desafios-de-ser-comunicadora-no-brasil\/592684c7-3de5-4411-bbd9-72e6b8ad00f8\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/592684C7-3DE5-4411-BBD9-72E6B8AD00F8.jpeg?fit=768%2C1024\" data-orig-size=\"768,1024\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"592684C7-3DE5-4411-BBD9-72E6B8AD00F8\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/592684C7-3DE5-4411-BBD9-72E6B8AD00F8.jpeg?fit=225%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/592684C7-3DE5-4411-BBD9-72E6B8AD00F8.jpeg?fit=600%2C800\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/592684C7-3DE5-4411-BBD9-72E6B8AD00F8.jpeg?resize=600%2C800\" alt=\"\" class=\"wp-image-33636\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/592684C7-3DE5-4411-BBD9-72E6B8AD00F8.jpeg?w=768 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/592684C7-3DE5-4411-BBD9-72E6B8AD00F8.jpeg?resize=225%2C300 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ag\u00eancia Patr\u00edcia Galv\u00e3o, Por Eliane Barros &#8211; Alvos constantes de agress\u00f5es (44,3%), restri\u00e7\u00f5es na internet (34,4%), discursos estigmatizantes (16,4%) e processos judiciais (4,9%). Os dados do relat\u00f3rio\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/dossies.agenciapatriciagalvao.org.br\/dados-e-fontes\/pesquisa\/violencia-de-genero-contra-jornalistas-abraji-2022\/\" target=\"_blank\"><em>Viol\u00eancia de g\u00eanero contra jornalistas<\/em><\/a>, lan\u00e7ado em mar\u00e7o deste ano pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), com apoio do Global Media Defence Fund, da UNESCO, revelam as dificuldades de ser comunicadora no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio aponta que 127 jornalistas e meios de comunica\u00e7\u00e3o foram alvos de 119 casos de viol\u00eancia de g\u00eanero, dos quais mulheres jornalistas (cis e trans) representam 91,3% das v\u00edtimas. Em entrevista para o&nbsp;<em>Boletim Viol\u00eancia de G\u00eanero em Dados<\/em>, do Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o, a advogada Let\u00edcia Kleim, assistente jur\u00eddica da Abraji que atua no monitoramento dos ataques a jornalistas e coordena o Programa de Prote\u00e7\u00e3o Legal para Jornalistas, faz uma an\u00e1lise desses dados e chama aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de se desenvolverem mecanismos de prote\u00e7\u00e3o para as comunicadoras e de responsabiliza\u00e7\u00e3o dos agressores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Desde 2013, a Abraji monitora ataques \u00e0 imprensa no Brasil. Sabemos que um dos principais desafios para esse tipo de levantamento \u00e9 a subnotifica\u00e7\u00e3o de casos<\/em><\/strong><strong><em>, sobretudo quando se trata de pesquisas com foco em g\u00eanero. Como foi realizado o trabalho de coleta de dados para este levantamento rec\u00e9m-lan\u00e7ado?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Let\u00edcia Kleim:<\/strong>&nbsp;Desde o in\u00edcio, a Abraji identificou que teria esse desafio da subnotifica\u00e7\u00e3o devido \u00e0 estigmatiza\u00e7\u00e3o do ato de denunciar, de tornar p\u00fablico um caso que envolve viol\u00eancia de g\u00eanero. Ent\u00e3o, procuramos diversificar os meios de coleta de dados. J\u00e1 faz\u00edamos um trabalho de acompanhamento de not\u00edcias a partir de alertas de palavras-chaves. E para identificar quais palavras eram mais comuns, mais recorrentes nesse tipo de mat\u00e9ria, fizemos uma an\u00e1lise lexical das mat\u00e9rias jornal\u00edsticas que retratavam casos de viol\u00eancia de g\u00eanero contra jornalistas. S\u00f3 que sabemos que isso sempre passa por um filtro do que \u00e9 considerado como not\u00edcia pelos ve\u00edculos, que v\u00e3o divulgar s\u00f3 os casos mais emblem\u00e1ticos ou que envolvem jornalistas com mais proje\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Tamb\u00e9m desenvolvemos um monitoramento espec\u00edfico para os ataques que ocorriam nas redes sociais e vimos que a maioria dos casos realmente acontecia nas redes sociais e que, nesses casos, a maioria das v\u00edtimas eram mulheres. Tamb\u00e9m foi feita uma an\u00e1lise lexical a partir de estudo de casos: pegamos uns tr\u00eas ou quatro casos do ano anterior, que era 2020, para identificar quais eram as palavras mais comuns usadas nesse tipo de ataque, e chegamos a um conjunto de palavras de ataques, como, por exemplo, \u2018jornalista militante\u2019. Enfim, algumas combina\u00e7\u00f5es de palavras que foram usadas para minerar os dados das redes sociais. Analisamos, ainda, os perfis mais comuns de autores de ataques para buscar esses casos, o que foi uma outra fonte de coleta de dados. E, para chegar nos casos que est\u00e3o para al\u00e9m das redes sociais, fizemos parcerias com organiza\u00e7\u00f5es que j\u00e1 atuam tanto com liberdade de imprensa e liberdade de express\u00e3o, quanto com o direito das mulheres, como o pr\u00f3prio Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o, para que elas nos enviassem casos que eventualmente tivessem conhecimento. Tamb\u00e9m desenvolvemos um formul\u00e1rio de den\u00fancias para que a pr\u00f3pria v\u00edtima, ou algu\u00e9m que conhecesse uma v\u00edtima, pudesse preencher e enviar o caso para a Abraji. Por conta de toda a estigmatiza\u00e7\u00e3o que existe em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 den\u00fancia, e tamb\u00e9m porque o projeto estava se iniciando, isso n\u00e3o contribuiu tanto para o monitoramento, mas a gente continua com essa ferramenta do formul\u00e1rio no nosso site para que, a qualquer momento, uma jornalista possa fazer uma den\u00fancia. Ent\u00e3o, foram mais ou menos essas quatro fontes: not\u00edcias, redes sociais, parcerias com organiza\u00e7\u00f5es e formul\u00e1rio de den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Entre os 119 casos analisados, 38% foram classificados como ataques de g\u00eanero. Quais s\u00e3o as principais caracter\u00edsticas deste tipo de ataque?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Let\u00edcia Kleim:<\/strong>&nbsp;A maioria dos casos registrados foi de ataques que a gente chamou de \u201cataques contra a reputa\u00e7\u00e3o e a moral da mulher\u201d. Esses ataques usam aspectos relacionados \u00e0 apar\u00eancia, \u00e0 sexualidade, at\u00e9 quest\u00f5es mais estereotipadas da personalidade, para desqualificar aquela mulher enquanto profissional. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma simples cr\u00edtica ao trabalho dela, como acontece no caso de jornalistas homens, por exemplo, ao dizer que ele \u00e9 parcial, que ele, enfim, tem algum vi\u00e9s pol\u00edtico. No caso da mulher, isso ultrapassa uma desqualifica\u00e7\u00e3o da capacidade dela enquanto jornalista, s\u00e3o questionamentos que se valem desses outros tipos de viol\u00eancia, at\u00e9 narrativas, por exemplo, sobre supostos casos extraconjugais, narrativas sobre a sexualidade. Isso apareceu bastante na maioria desses ataques. Tamb\u00e9m identificamos ataques homof\u00f3bicos e um ataque transf\u00f3bico, e vimos casos de viol\u00eancia f\u00edsica, sempre relacionados com essa quest\u00e3o, ou ent\u00e3o relacionados com a cobertura relacionada a g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Os dados apontam que 68%<\/em><\/strong><strong><em>&nbsp;das agress\u00f5es se originaram no meio digital. Como voc\u00ea avalia a responsabilidade das plataformas digitais (Twitter, Facebook, Instagram, Whatsapp etc.) no enfrentamento a esses ataques?&nbsp;<\/em><\/strong><strong><em>O que, em termos pr\u00e1ticos, elas poderiam e deveriam fazer contra a propaga\u00e7\u00e3o do discurso de \u00f3dio?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Let\u00edcia Kleim:<\/strong>&nbsp;Identificamos que as plataformas realmente se tornaram uma ferramenta para realizar esses tipos de ataques, que utilizam um pouco da estrutura e da din\u00e2mica da ferramenta para serem propagados. S\u00e3o discursos de \u00f3dio que \u00e0s vezes se iniciam com um coment\u00e1rio e se multiplicam em centenas de coment\u00e1rios e de persegui\u00e7\u00f5es. E temos tamb\u00e9m que analisar de uma forma cr\u00edtica como o modelo de neg\u00f3cio das plataformas pode favorecer de certa maneira esse tipo de ataque. De um modo geral, identificamos que existe um ecossistema nas redes sociais voltado para essa quest\u00e3o do \u00f3dio, o que se reflete como uma \u2018cultura de ataques\u2019. Ent\u00e3o, as plataformas t\u00eam muito a fazer para que sejam mais protetivas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas desses ataques. No relat\u00f3rio levantamos algumas recomenda\u00e7\u00f5es como, por exemplo, a import\u00e2ncia de fazer investimentos na modera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, sobretudo em termos de funcion\u00e1rios, pessoas f\u00edsicas, para que tenham treinamento para lidar com essas quest\u00f5es de igualdade de g\u00eanero e direitos humanos \u2014 ou seja, uma modera\u00e7\u00e3o n\u00e3o autom\u00e1tica. \u00c9 preciso tamb\u00e9m que as plataformas tenham pol\u00edticas e procedimentos bem definidos e que sejam mais eficazes para detectar um ataque quando ele ocorre, para cessar esses ataques e possibilitar que as v\u00edtimas possam reportar os casos e, assim, penalizar os que sejam infratores reincidentes, a fim de impedir que esses mesmos agressores continuem a retornar \u00e0s redes propagando mais ataques. Porque vemos que muitos casos s\u00e3o reincidentes: os mesmos autores voltando a atacar. Ent\u00e3o, consideramos que seria importante conseguir identificar e penalizar esses infratores que s\u00e3o reincidentes e que atuam como pontos disseminadores desses discursos de \u00f3dio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Considerando que 60% dos casos de ataques est\u00e3o relacionados \u00e0 cobertura pol\u00edtica e que 2022 \u00e9 um ano de elei\u00e7\u00f5es, na sua avalia\u00e7\u00e3o,&nbsp;<\/em><\/strong><strong><em>temos hoje mais mecanismos para monitorar, coibir e responsabilizar os autores de discursos de \u00f3dio do que em 2018?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Let\u00edcia Kleim:<\/strong>&nbsp;Acho que avan\u00e7amos pouco em rela\u00e7\u00e3o a esses mecanismos de prote\u00e7\u00e3o contra esse tipo de ataque \u00e0 liberdade de express\u00e3o e de imprensa. Temos um programa de prote\u00e7\u00e3o do governo federal, que nasceu como programa de prote\u00e7\u00e3o para defensores de direitos humanos e que, a partir de 2018, come\u00e7ou a incluir tamb\u00e9m comunicadores e ambientalistas. Mas essa inser\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 muito t\u00edmida frente ao problema que temos \u2014 s\u00e3o muito restritos os casos que conseguem ser inclu\u00eddos nesse programa. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o de g\u00eanero, em especial, isso \u00e9 ainda mais deficit\u00e1rio. N\u00e3o temos uma pol\u00edtica pensada para esse tipo de viol\u00eancia que as mulheres sofrem a partir das redes sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, acho que temos avan\u00e7ado em rela\u00e7\u00e3o a um olhar mais atento da sociedade civil, que tem trazido esse debate de uma forma mais incisiva \u2014 n\u00e3o s\u00f3 sobre a viol\u00eancia contra jornalistas, como tamb\u00e9m sobre a viol\u00eancia pol\u00edtica contra mulheres, o que tamb\u00e9m \u00e9 um vi\u00e9s da express\u00e3o dessa viol\u00eancia de g\u00eanero contra a liberdade de express\u00e3o. Ent\u00e3o, enquanto sociedade, temos dado uma aten\u00e7\u00e3o maior para essas quest\u00f5es, mas, com rela\u00e7\u00e3o a mecanismos de prote\u00e7\u00e3o de jornalistas e de responsabiliza\u00e7\u00e3o dos agressores, n\u00e3o temos avan\u00e7ado. Isso ainda \u00e9 um desafio, especialmente no caso da cobertura pol\u00edtica, que acabou sendo o tema que mais gerou ataques, sendo os atores estatais os principais agressores contra jornalistas, dentre os atores identific\u00e1veis. Chama aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m como pol\u00edticos, principalmente agentes pol\u00edticos, autoridades p\u00fablicas, t\u00eam se utilizado do ataque contra a liberdade de express\u00e3o, do ataque contra a imprensa, como uma bandeira do seu trabalho e t\u00eam constru\u00eddo agendas pol\u00edticas em cima disso. Ent\u00e3o, acho que a nossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a amplia\u00e7\u00e3o dessa viol\u00eancia, especialmente neste ano, por conta dessa instrumentaliza\u00e7\u00e3o, digamos assim, da persegui\u00e7\u00e3o contra a imprensa como uma forma de angariar seguidores, enfim, eleitores. E precisamos desenvolver melhor os mecanismos de responsabiliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 no ambiente administrativo, para lidar com essa quest\u00e3o dentro da pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, dos diversos \u00e2mbitos do poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sobre o&nbsp;<\/strong><strong><em>Boletim Viol\u00eancia de G\u00eanero em Dados<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Realizado com apoio do Consulado Geral da Irlanda em S\u00e3o Paulo, o&nbsp;<em>Boletim Viol\u00eancia de G\u00eanero em Dados<\/em>&nbsp;divulga mensalmente uma sele\u00e7\u00e3o de estat\u00edsticas e dados de estudos realizados por \u00f3rg\u00e3os governamentais, institutos de pesquisa e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, sobre os diversos tipos e formas de viol\u00eancia contra as mulheres, com curadoria da equipe do Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o. Para receber o boletim por e-mail,&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciapatriciagalvao.org.br\/contato\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>inscreva-se neste link<\/em><\/a>.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia Patr\u00edcia Galv\u00e3o, Por Eliane Barros &#8211; Alvos constantes de agress\u00f5es (44,3%), restri\u00e7\u00f5es na internet (34,4%), discursos estigmatizantes (16,4%) e processos judiciais (4,9%). 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