{"id":33909,"date":"2022-06-28T10:14:04","date_gmt":"2022-06-28T14:14:04","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=33909"},"modified":"2022-06-30T19:38:43","modified_gmt":"2022-06-30T23:38:43","slug":"por-que-estamos-cada-vez-mais-deprimidos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/06\/28\/por-que-estamos-cada-vez-mais-deprimidos\/","title":{"rendered":"Por que estamos cada vez mais deprimidos?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/838D\/production\/_121777633_gettyimages-153360650.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Homem careca com as m\u00e3os na cabe\u00e7a\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>The Conversation, por Fernando Lino V\u00e1zquez Gonz\u00e1lez<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ultimamente, h\u00e1 uma doen\u00e7a que est\u00e1 ganhando terreno e n\u00e3o parece disposta a nos dar tr\u00e9gua: a depress\u00e3o. A OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) estima que pelo menos 322 milh\u00f5es de pessoas no mundo sofram com o problema, 18% a mais do que h\u00e1 uma d\u00e9cada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m conhecido como transtorno depressivo maior, o quadro \u00e9 caracterizado por mau humor, diminui\u00e7\u00e3o do interesse, fun\u00e7\u00e3o cognitiva prejudicada e problemas de sono ou apetite. Tamb\u00e9m \u00e9 recorrente e tende a se tornar cr\u00f4nico, gerando sofrimento e incapacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, n\u00e3o sabemos as causas exatas da doen\u00e7a. No entanto, h\u00e1 estudos suficientes sobre fatores de risco, ou seja, as caracter\u00edsticas e circunst\u00e2ncias que aumentam a probabilidade de sermos afetados.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns, como o esperado, est\u00e3o relacionados a eventos dram\u00e1ticos da vida, como a morte de um ente querido ou o diagn\u00f3stico de uma doen\u00e7a grave.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, existem muitos outros fatores de risco para a depress\u00e3o que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o conhecidos, embora ainda sejam importantes. S\u00e3o fatores sociodemogr\u00e1ficos, gen\u00e9ticos e neurol\u00f3gicos, pessoais, experi\u00eancias adversas e diferentes comorbidades.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Fatores-sociodemogr\u00e1ficos-duas-vezes-mais-mulheres-deprimidas\">Fatores sociodemogr\u00e1ficos: duas vezes mais mulheres deprimidas<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/3648\/production\/_125669831_tv074057026.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Mulher olha para fora de casa atrav\u00e9s de vidro\"\/><figcaption>Legenda da foto,Mulheres s\u00e3o duas vezes mais propensas a sofrer de depress\u00e3o do que os homens<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Talvez o fator de risco para depress\u00e3o mais consistente e conhecido dentro dos fatores sociodemogr\u00e1ficos seja o g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Universalmente, independentemente do pa\u00eds ou cultura, as mulheres s\u00e3o duas vezes mais propensas a sofrer de depress\u00e3o do que os homens ap\u00f3s a puberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, outros fatores de risco para depress\u00e3o tamb\u00e9m foram encontrados, como idade, estado civil, escolaridade ou ra\u00e7a. Especificamente, esse dist\u00farbio ocorre com mais frequ\u00eancia em adultos jovens; em solteiros, separados ou divorciados; e naqueles de menor escolaridade e de ra\u00e7a branca.<\/p>\n\n\n\n<p>Constatou-se tamb\u00e9m que a depress\u00e3o \u00e9 mais comum em pessoas de baixa renda, desempregados e moradores de \u00e1reas urbanas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Fatores-gen\u00e9ticos-a-tend\u00eancia-\u00e0-depress\u00e3o-\u00e9-herdada-\">Fatores gen\u00e9ticos: a tend\u00eancia \u00e0 depress\u00e3o \u00e9 herdada<\/h2>\n\n\n\n<p>Parentes de primeiro grau de pacientes com depress\u00e3o apresentam um risco aproximadamente tr\u00eas vezes maior de desenvolver esse transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos sugerem que entre 26% e 42% das varia\u00e7\u00f5es na depress\u00e3o se devem a influ\u00eancias gen\u00e9ticas. H\u00e1 tamb\u00e9m indica\u00e7\u00f5es de que essa hereditariedade \u00e9 mais evidente em depress\u00f5es de in\u00edcio precoce e que s\u00e3o recorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, nenhum gene espec\u00edfico ou conjunto de genes foi associado de forma confi\u00e1vel \u00e0 depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Fatores-neurol\u00f3gicos-a-am\u00edgdala-tornase-hiperativa\">Fatores neurol\u00f3gicos: a am\u00edgdala torna-se hiperativa<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/F1AD\/production\/_105696816_gettyim4.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Modelo de c\u00e9rebro na cor amarela\"\/><figcaption>Legenda da foto,Depress\u00e3o est\u00e1 associada a altera\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em paralelo, foram documentadas anormalidades neuronais em adultos em certas regi\u00f5es do c\u00e9rebro. Mais especificamente, anormalidades estruturais foram encontradas no hipocampo, am\u00edgdala, c\u00f3rtex cingulado anterior e c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal dorsolateral.<\/p>\n\n\n\n<p>Estar deprimido tamb\u00e9m altera a fun\u00e7\u00e3o neuronal. H\u00e1 uma ativa\u00e7\u00e3o cerebral aumentada em regi\u00f5es de processamento de emo\u00e7\u00f5es subcorticais, como a am\u00edgdala e os circuitos l\u00edmbicos, combinada com ativa\u00e7\u00e3o atenuada em regi\u00f5es de controle cognitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o acontece apenas em adultos. As mesmas anormalidades na fun\u00e7\u00e3o e estrutura neuronal foram identificadas em filhos de pais com depress\u00e3o, mesmo antes do in\u00edcio do epis\u00f3dio depressivo. E isso nos faz suspeitar que a hereditariedade nos torna mais vulner\u00e1vel a essa doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Fatores-pessoais-introvers\u00e3o-e-autocr\u00edtica-excessiva\">Fatores pessoais: introvers\u00e3o e autocr\u00edtica excessiva<\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 evid\u00eancias de que a tend\u00eancia a vivenciar emo\u00e7\u00f5es negativas (medo, raiva, tristeza, ansiedade), assim como altera\u00e7\u00f5es de humor e pensamentos negativos, implicam em maior risco de desenvolver um quadro depressivo. Isso \u00e9 conhecido como neuroticismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, h\u00e1 mais casos de depress\u00e3o entre pessoas com pontua\u00e7\u00e3o alta em introvers\u00e3o, ou seja, naquelas pessoas que tendem a preferir atividades solit\u00e1rias, mais focadas em seus pensamentos, sentimentos e humores do que na busca de est\u00edmulos externos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia tamb\u00e9m sugere uma rela\u00e7\u00e3o entre transtorno depressivo e uma baixa pontua\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia, que \u00e9 caracter\u00edstica de indiv\u00edduos sem objetivo, informais, pregui\u00e7osos, descuidados e indisciplinados.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m contribuem negativamente o excesso de autocr\u00edtica (inclina\u00e7\u00e3o a sentimentos de culpa e fracasso derivados de expectativas irreais de si mesmo) e depend\u00eancia\/sociotropia (sentimentos de desamparo e medo de abandono como resultado de uma alta depend\u00eancia emocional dos outros).<\/p>\n\n\n\n<p>Outra atitude que promove a depress\u00e3o \u00e9 o que se conhece como Estilo atributivo negativo (pessimismo). \u00c9 a tend\u00eancia de explicar os resultados negativos de suas experi\u00eancias por causas internas, est\u00e1veis e globais. Por exemplo, &#8220;n\u00e3o consegui o emprego porque sou in\u00fatil, sempre fui, em todas as \u00e1reas da minha vida&#8221;, e pensamentos semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo parecido ocorre com a rumina\u00e7\u00e3o, definida como pensamento repetitivo que focaliza a aten\u00e7\u00e3o nos sintomas depressivos e suas implica\u00e7\u00f5es, causas e significados para a pessoa que os vivencia.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, o d\u00e9ficit de recursos pessoais (habilidades sociais, estrat\u00e9gias apropriadas de resolu\u00e7\u00e3o de problemas ou habilidades de enfrentamento em circunst\u00e2ncias estressantes) tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado a um maior risco de sintomas depressivos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Experi\u00eancias-adversas\">Experi\u00eancias adversas<\/h2>\n\n\n\n<p>Mais de 40 anos de pesquisa documentaram o papel de eventos graves da vida no in\u00edcio da depress\u00e3o. Dependendo do tipo de amostra em estudo, aproximadamente 50% a 80% das pessoas com depress\u00e3o relataram um evento de vida agudo e grave antes do in\u00edcio do transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base em uma estimativa conservadora, pudemos estabelecer que as pessoas com depress\u00e3o t\u00eam 2,5 vezes mais chances de ter experimentado um evento grave na vida antes do in\u00edcio dos sintomas em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que n\u00e3o tiveram a mesma experi\u00eancia. Esses s\u00e3o tipicamente problemas de sa\u00fade com risco de vida, separa\u00e7\u00e3o e luto, exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia, perda de emprego e inseguran\u00e7a financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Igualmente importante \u00e9 considerar eventos ou fen\u00f4menos catacl\u00edsmicos. Ou seja, eventos repentinos, \u00fanicos e poderosos que afetam um grande n\u00famero de pessoas, que muitas vezes est\u00e3o al\u00e9m do controle de indiv\u00edduos ou grupos e s\u00e3o considerados universalmente estressantes. Um bom exemplo \u00e9 a pandemia da covid-19.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/10D37\/production\/_108891986_gettyimages-894377512.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"M\u00e3o segurando outra\"\/><figcaption>Legenda da foto,Por ser um conjunto de sintomas que podem estar presentes em aspectos vari\u00e1veis em cada pessoa, a depress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de ser diagnosticada<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o a eventos negativos na inf\u00e2ncia tamb\u00e9m nos coloca em risco de depress\u00e3o \u00e0 medida que crescemos. Esses eventos incluem abuso f\u00edsico e sexual, neglig\u00eancia psicol\u00f3gica (ou abandono), exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica, doen\u00e7a mental dos pais e criminalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas com hist\u00f3rico de trauma na inf\u00e2ncia (especialmente sendo intimidadas e abusadas ou emocionalmente negligenciadas durante a inf\u00e2ncia) t\u00eam mais que o dobro do risco de desenvolver depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"Comorbidades\">Comorbidades<\/h2>\n\n\n\n<p>Provavelmente, um dos aspectos mais surpreendentes da depress\u00e3o \u00e9 que ela \u00e9 frequentemente acompanhada por outros transtornos mentais. Em particular, transtornos de ansiedade, transtornos relacionados a subst\u00e2ncias, transtornos alimentares e problemas de sono.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, doen\u00e7as m\u00e9dicas cr\u00f4nicas ou graves s\u00e3o um fator de risco para a depress\u00e3o. Al\u00e9m disso, foi encontrada uma inter-rela\u00e7\u00e3o entre a depress\u00e3o e um grande n\u00famero de doen\u00e7as f\u00edsicas: infarto agudo do mioc\u00e1rdio, asma, c\u00e2ncer, arritmia card\u00edaca, doen\u00e7a arterial coronariana cr\u00f4nica, doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica (DPOC), insufici\u00eancia card\u00edaca congestiva (ICC), algumas doen\u00e7as neurol\u00f3gicas, como Mal de Alzheimer. Tamb\u00e9m est\u00e1 na lista a epilepsia, problemas de tiroide, diabetes, obesidade, algumas patologias do aparelho digestivo, hipertens\u00e3o, osteoartrite, osteoporose, insufici\u00eancia renal, artrite reumat\u00f3ide, acidente vascular cerebral (AVC)&#8230; Sem esquecer a fibromialgia e a fadiga cr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Levar todos esses fatores em considera\u00e7\u00e3o pode ajudar a prevenir, mas tamb\u00e9m a entender melhor a depress\u00e3o. E talvez nos permita diminuir o ritmo com o qual a doen\u00e7a avan\u00e7a.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>The Conversation, por Fernando Lino V\u00e1zquez Gonz\u00e1lez Ultimamente, h\u00e1 uma doen\u00e7a que est\u00e1 ganhando terreno e n\u00e3o parece disposta a nos dar tr\u00e9gua: a depress\u00e3o. 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