{"id":33914,"date":"2022-06-29T08:25:11","date_gmt":"2022-06-29T12:25:11","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=33914"},"modified":"2022-06-29T08:25:14","modified_gmt":"2022-06-29T12:25:14","slug":"como-o-agronegocio-cercou-os-guarani-kaiowa-e-por-que-os-indigenas-tentam-retomar-suas-terras","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/06\/29\/como-o-agronegocio-cercou-os-guarani-kaiowa-e-por-que-os-indigenas-tentam-retomar-suas-terras\/","title":{"rendered":"Como o agroneg\u00f3cio cercou os Guarani Kaiow\u00e1 e por que os ind\u00edgenas tentam retomar suas terras"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" data-attachment-id=\"33915\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/06\/29\/como-o-agronegocio-cercou-os-guarani-kaiowa-e-por-que-os-indigenas-tentam-retomar-suas-terras\/99f6e1be-8817-45bd-8dbd-7002b36f3155\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/99F6E1BE-8817-45BD-8DBD-7002B36F3155.jpeg?fit=800%2C600\" data-orig-size=\"800,600\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"99F6E1BE-8817-45BD-8DBD-7002B36F3155\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/99F6E1BE-8817-45BD-8DBD-7002B36F3155.jpeg?fit=300%2C225\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/99F6E1BE-8817-45BD-8DBD-7002B36F3155.jpeg?fit=600%2C450\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/99F6E1BE-8817-45BD-8DBD-7002B36F3155.jpeg?resize=600%2C450\" alt=\"\" class=\"wp-image-33915\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/99F6E1BE-8817-45BD-8DBD-7002B36F3155.jpeg?w=800 800w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/99F6E1BE-8817-45BD-8DBD-7002B36F3155.jpeg?resize=300%2C225 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/99F6E1BE-8817-45BD-8DBD-7002B36F3155.jpeg?resize=768%2C576 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/99F6E1BE-8817-45BD-8DBD-7002B36F3155.jpeg?resize=400%2C300 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Confinados em pequenos territ\u00f3rios, ind\u00edgenas enfrentam o poder pol\u00edtico e policial dos ruralistas &#8211; e pagam com a vida<\/h4>\n\n\n\n<!--more Leia mais-->\n\n\n\n<p>Murilo Pajolla\u00a0&#8211; Brasil de Fato | L\u00e1brea (AM) |<\/p>\n\n\n\n<p>Rebatido \u00e0 exaust\u00e3o por especialistas, o argumento j\u00e1 vocalizado por Jair Bolsonaro (PL) de que no Brasil h\u00e1 \u201cmuita terra para pouco \u00edndio\u201d \u00e9 especialmente mentiroso quando se fala dos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/06\/26\/massacre-de-guapoy-mst-cobra-punicao-aos-mandantes-dentro-do-governo-do-estado\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Guarani Kaiow\u00e1 no Mato Grosso do Sul<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Basta olhar para a Terra Ind\u00edgena (TI) Amambai, perto da fronteira com o Paraguai. Seus moradores foram v\u00edtimas de um massacre no dia 24 de junho, quando retomavam o territ\u00f3rio ancestral Guapo\u2019y Mirim.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eles foram expulsos por uma a\u00e7\u00e3o ilegal da Pol\u00edcia Militar (PM) que resultou na morte do ind\u00edgena Vitor Fernandes, de 42 anos, al\u00e9m de dezenas de feridos. Com o nome de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/06\/25\/acao-da-pm-no-mato-grosso-do-sul-deixa-pelo-menos-um-indigena-morto-e-sete-feridos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Massacre de Guapoy<\/a>, o epis\u00f3dio entrou para o violento hist\u00f3rico de conflitos agr\u00e1rios na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossa luta \u00e9 por espa\u00e7o\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Ag\u00eancia Estadual de Defesa Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul, uma fam\u00edlia de quatro ind\u00edgenas precisa de 30 hectares para garantir sua subsist\u00eancia e conduzir atividades econ\u00f4micas sustent\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na TI Amambai, por\u00e9m, a m\u00e9dia \u00e9 de 0,8 hectare para cada unidade familiar. O espa\u00e7o, menor do que um campo de futebol, \u00e9 insuficiente para a ca\u00e7a, a pesca, o plantio e o extrativismo. A propor\u00e7\u00e3o foi calculada pelo&nbsp;<strong>Brasil de Fato<\/strong>&nbsp;com base em dados fornecidos por antrop\u00f3logos e se repete, com varia\u00e7\u00f5es, nas principais TIs do estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAqui \u00e9 pouca terra para muitos ind\u00edgenas\u201d, diz ao&nbsp;<strong>Brasil de Fato<\/strong>&nbsp;um integrante da Aty Guasu, a Assembleia Geral dos Kaiow\u00e1 e Guarani. \u201cEnt\u00e3o a nossa luta \u00e9 por espa\u00e7o. Por conta disso que estamos fazendo as retomadas e a reivindica\u00e7\u00e3o pela demarca\u00e7\u00e3o\u201d, prossegue o morador da TI Amambai.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem espa\u00e7o para produzir alimentos, os ind\u00edgenas sobrevivem de maneira prec\u00e1ria, tornando-se v\u00edtimas do trabalho precarizado. \u201cOs homens t\u00eam que sair e deixar as mulheres para buscar o sustento. V\u00e3o para usina [sucroalcooleira], ent\u00e3o deixam as crian\u00e7as por dois ou tr\u00eas meses\u201d, relata a lideran\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ind\u00edgena diz estar sob amea\u00e7a de pistoleiros e policiais a servi\u00e7o de fazendeiros. Por isso, pediu anonimato. \u201cAqui \u00e9 o estado onde mais se persegue e criminaliza a lideran\u00e7a. \u00c9 o pr\u00f3prio estado, a pr\u00f3pria pol\u00edcia. Todas as pessoas que s\u00e3o foco do movimento s\u00e3o perseguidas. N\u00e3o estamos nos sentindo seguros.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O cerco agrobolsonarista&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O confinamento dos ind\u00edgenas do Mato Grosso do Sul remonta ao in\u00edcio do s\u00e9culo 20, quando o Estado brasileiro estimulou a compra das terras ancestralmente ocupadas por latifundi\u00e1rios, com a perspectiva de delimitar e ocupar as fronteiras internacionais, no territ\u00f3rio que at\u00e9 ent\u00e3o fazia parte do estado do Mato Grosso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHavia a ideia da pol\u00edtica indigenista de que os \u00edndios estavam em vias de assimila\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o nacional enquanto trabalhadores. Nessa l\u00f3gica, n\u00e3o fazia sentido ampliar as por\u00e7\u00f5es de terras habitadas pelos ind\u00edgenas\u201d, explica o antrop\u00f3logo Di\u00f3genes Cariaga e professor da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul na unidade de Amambai (UEMS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse processo longo e complexo se soma \u00e0 for\u00e7a que o agroneg\u00f3cio tem&nbsp;na regi\u00e3o. Hoje nenhuma fam\u00edlia Kaiow\u00e1 e Guarani ocupa a por\u00e7\u00e3o territorial correspondente ao que a gente chamaria de Terra Ind\u00edgena nos modelos preconizados pelo p\u00f3s-Constitui\u00e7\u00e3o\u201d atesta o docente, que teve uma aluna baleada durante o massacre de Guapoy.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia se agravou com a chegada de Bolsonaro ao poder, segundo o membro da Aty Guasu. \u201cDesde o come\u00e7o do governo, esses fazendeiros se sentem donos de tudo, inclusive com a libera\u00e7\u00e3o de arma de fogo e com o marco temporal [das terras ind\u00edgenas] que est\u00e1 no STF [Supremo Tribunal Federal]\u201d, diz a lideran\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os grandes agropecuaristas do estado, que j\u00e1 tentaram organizar publicamente a forma\u00e7\u00e3o de mil\u00edcias rurais, d\u00e3o o tom da pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica, cuja coordenada principal \u00e9 favorecer os latifundi\u00e1rios nas disputas de terra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnt\u00e3o eles se sentem fortes para atacar ind\u00edgenas. N\u00e3o apenas os de Amambai, mas o plano \u00e9 atacar todas as aldeias que n\u00e3o s\u00e3o regularizadas\u201d, continua. Em todo o estado, ele contabiliza pelo menos 30 comunidades que est\u00e3o fora de terras ind\u00edgenas demarcadas e, por isso, sob risco de serem incorporadas \u00e0s fazendas com o uso da for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ex-ministros de Bolsonaro apoiaram cria\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia ruralista&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto os ind\u00edgenas se defendem com os poucos recursos que t\u00eam, o agroneg\u00f3cio mobilizou cifras milion\u00e1rias na tentativa de organizar uma mil\u00edcia rural destinada a combater as retomadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2013, a Associa\u00e7\u00e3o de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) e a Federa\u00e7\u00e3o de Agricultura e Pecu\u00e1ria (Famasul) arrecadaram R$ 860 mil de produtores rurais da regi\u00e3o para a contrata\u00e7\u00e3o de \u201cseguran\u00e7a\u201d, conforme alegaram \u00e0 \u00e9poca. A a\u00e7\u00e3o foi chamada pelos ruralistas de \u201cLeil\u00e3o da Resist\u00eancia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO setor mais importante do pa\u00eds, o agroneg\u00f3cio, est\u00e1 sendo agredido. Se algu\u00e9m vir sua casa invadida, vai fazer tudo para proteger, e estamos agindo por causa da omiss\u00e3o de quem deveria estar nos protegendo\u201d, justificaram os fazendeiros nos autos do processo. O trecho foi divulgado pelo site&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.campograndenews.com.br\/brasil\/cidades\/sete-anos-apos-leilao-da-resistencia-valor-arrecadado-deve-ser-devolvido\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Campo Grande News<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o site<a href=\"https:\/\/deolhonosruralistas.com.br\/2018\/10\/02\/no-ms-protagonistas-do-leilao-da-resistencia-procuram-se-manter-no-poder\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;De Olho nos Ruralistas<\/a>, a articula\u00e7\u00e3o do \u201cLeil\u00e3o da Resist\u00eancia\u201d contou com o apoio de pol\u00edticos do estado, como os ex-ministros de Bolsonaro Henrique Mandetta e&nbsp;Tereza Cristina, al\u00e9m do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa terminou bloqueada anos depois pela Justi\u00e7a Federal, que julgou ilegal a contrata\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7as privados nos termos propostos pelos latifundi\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images01.brasildefato.com.br\/dd8e235df8bb76235604346bb918cf44.jpeg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><br>&#8220;Vamos resistir at\u00e9 o fim&#8221;, diz mensagem em ve\u00edculo f\u00fanebre que levava v\u00edtima do massacre de Guapoy \/ Divulga\u00e7\u00e3o\/Aty Guasu<\/p>\n\n\n\n<p>As vidas ind\u00edgenas perdidas&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O<strong>&nbsp;Brasil de Fato<\/strong>&nbsp;conversou com um ind\u00edgena que presenciou o massacre de Guapo\u2019y. Em um relato breve, ele descreveu: \u201cA viol\u00eancia foi brutal. Naquele momento, atacaram a n\u00f3s para poder realmente matar. Foi assim, no sangue frio\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A PM admitiu que n\u00e3o havia ordem judicial de reintegra\u00e7\u00e3o de posse. Por isso, a expuls\u00e3o dos ind\u00edgenas \u00e9 considerada ilegal pelos Guarani Kaiow\u00e1 e pela Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib), que atribuiu o massacre ao \u201cagrobanditismo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia em Guapoy sucede uma s\u00e9rie de mortes de ind\u00edgenas provocadas pela rea\u00e7\u00e3o \u00e0s dezenas de retomadas organizadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cN\u00e3o \u00e9 de hoje que esse tipo de coisa acontece. Todos os Guarani Kaiow\u00e1 est\u00e3o revoltados\u201d, lamenta a lideran\u00e7a da Aty Guasu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2013, a v\u00edtima foi Den\u00edlson Barbosa, um Guarani Kaiow\u00e1 de 15 anos. O homic\u00eddio foi confessado por um fazendeiro. Dois anos depois, o l\u00edder Sime\u00e3o Vilhalva foi assassinado com um tiro na cabe\u00e7a. O cunhado de Vilhalva, Durvalino Rocha, havia morrido nas mesmas circunst\u00e2ncias em 2005. Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos, perdeu a vida em um conflito em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cerca de um m\u00eas, Alex Recarte Vasques Lopes, de 18 anos, saiu para buscar lenha e n\u00e3o voltou. \u201cEle \u00e9 o quarto da fam\u00edlia extensa Lopes que \u00e9 assassinado em Coronel Sapucaia (MS) desde 2007, em uma sequ\u00eancia de ataques que nunca para e que nunca parou contra nossos territ\u00f3rios\u201d, diz trecho da carta divulgada \u00e0 \u00e9poca pela Aty Guasu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA terra para n\u00f3s \u00e9 uma m\u00e3e\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Os Guarani Kaiow\u00e1 chamam de \u201ctekoha\u201d as terras habitadas por seus antepassados que hoje servem para produzir&nbsp;<em>commodities<\/em>agr\u00edcolas. Para os ind\u00edgenas, s\u00e3o locais onde eles podem viver plenamente sua cultura, sem a interfer\u00eancia dos n\u00e3o ind\u00edgenas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA terra para n\u00f3s \u00e9 sagrada. Na vista do n\u00e3o ind\u00edgena, a terra \u00e9 lucro e dinheiro. Para n\u00f3s, ela \u00e9 a vida, \u00e9 espiritualidade. \u00c9 sagrada na quest\u00e3o de manter a nossa l\u00edngua, manter o nosso modo de ser como indigena\u201d, afirma Eliseu Lopes, da Aty Guasu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele prossegue: \u201cO importante \u00e9 que a gente se sente bem na nossa terra. E \u00e9 onde a gente consegue se conectar com a nossa fam\u00edlia, nossa espiritualidade e o modo de ensinar nossas fam\u00edlias. A terra para n\u00f3s \u00e9 uma m\u00e3e\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Rodrigo Dur\u00e3o Coelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confinados em pequenos territ\u00f3rios, ind\u00edgenas enfrentam o poder pol\u00edtico e policial dos ruralistas &#8211; e pagam com a vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-33914","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8P0","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33914","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33914"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33914\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33916,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33914\/revisions\/33916"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33914"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33914"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33914"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}