{"id":33954,"date":"2022-07-04T12:08:16","date_gmt":"2022-07-04T16:08:16","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=33954"},"modified":"2022-07-04T12:08:20","modified_gmt":"2022-07-04T16:08:20","slug":"o-sobe-e-desce-da-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/07\/04\/o-sobe-e-desce-da-pobreza\/","title":{"rendered":"O SOBE E DESCE DA POBREZA"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1727\" data-attachment-id=\"33955\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/07\/04\/o-sobe-e-desce-da-pobreza\/86f361c7-2967-4e5c-8537-fd1c5aba1081\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?fit=2560%2C1727\" data-orig-size=\"2560,1727\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?fit=300%2C202\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?fit=600%2C405\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?fit=600%2C405\" alt=\"\" class=\"wp-image-33955\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?w=2560 2560w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?resize=300%2C202 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?resize=1024%2C691 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?resize=768%2C518 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?resize=1536%2C1036 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?resize=2048%2C1382 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?resize=445%2C300 445w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/86F361C7-2967-4E5C-8537-FD1C5ABA1081.jpeg?w=1800 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Revista Piau\u00ed, por <strong>Luigi Mazza, Thallys Braga e Renata Buono\u00a0<\/strong>| <\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong>O<\/strong>s brasileiros mais pobres vivem uma era de extremos. Em dois anos de pandemia, o Brasil oscilou entre um dos menores \u00edndices de pobreza da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, iniciada em 2012, e o maior \u00edndice de todos. Isso se explica pelo vaiv\u00e9m dos programas sociais implementados pelo governo federal. No come\u00e7o da pandemia, a renda dos 10% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o despencou ao menor patamar j\u00e1 registrado; em seguida, com a cria\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial, ela foi catapultada a um pico hist\u00f3rico, para, logo em seguida, com o fim do aux\u00edlio, despencar a um patamar pr\u00e9-pandemia. Essa varia\u00e7\u00e3o gerou uma instabilidade in\u00e9dita \u2013 uma \u201cmontanha-russa da pobreza\u201d, na express\u00e3o cunhada pelos pesquisadores Marcelo Neri e Marcos Hecksher, o que tem impacto sobre o bem-estar social. O pa\u00eds encerrou 2021 no ponto mais baixo dessa montanha-russa: 29,6% da popula\u00e7\u00e3o \u2013 o equivalente a 62,9 milh\u00f5es de brasileiros \u2013 tinham renda per capita de at\u00e9 R$ 497, patamar usado internacionalmente para tra\u00e7ar a linha da pobreza. Um recorde. O novo benef\u00edcio do governo, Aux\u00edlio Brasil, come\u00e7a a reverter esse quadro, mas seu impacto ainda n\u00e3o est\u00e1 claro. O&nbsp;<em>=igualdades<\/em>&nbsp;ilustrou a instabilidade vivida pelos brasileiros pobres.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/piaui.folha.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/01.-Desigualdades.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-417454\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O fim do aux\u00edlio emergencial jogou 10 milh\u00f5es de brasileiros na pobreza em 2021. Segundo os dados colhidos pelo IBGE, havia no ano passado 62,9 milh\u00f5es de brasileiros vivendo com uma renda domiciliar per capita de at\u00e9 R$ 497 (ou equivalente ao valor de US$ 5,50 por dia ajustado por paridade de poder de compra). \u00c9 o maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica medida pelo IBGE. Em 2020, havia 53,1 milh\u00f5es de brasileiros nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/piaui.folha.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/02.-Desigualdades.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-417455\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A renda m\u00e9dia dos 10% mais pobres do Brasil fez uma trajet\u00f3ria de montanha-russa nos \u00faltimos dois anos. De um patamar de R$ 114 registrado antes da pandemia, ela caiu para R$ 52 no primeiro m\u00eas de isolamento. Em agosto de 2020, no auge da distribui\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial, a renda saltou para uma m\u00e9dia recorde de R$ 215. Os ajustes \u2013 e a posterior extin\u00e7\u00e3o desse aux\u00edlio \u2013 fizeram o valor cair para R$ 55 no come\u00e7o de 2021. J\u00e1 no final do ano, com a implementa\u00e7\u00e3o do Aux\u00edlio Brasil, essa m\u00e9dia come\u00e7ou a subir, chegando a R$ 96 em novembro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/piaui.folha.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/03.-Desigualdades.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-417456\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O sobe e desce da pobreza no Brasil reflete as mudan\u00e7as nos programas de distribui\u00e7\u00e3o de renda do governo federal. Se antes da pandemia os benef\u00edcios de programas sociais recebiam em m\u00e9dia R$ 12, com a cria\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial a m\u00e9dia saltou para R$ 136. Meses depois, no come\u00e7o de 2021, a extin\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio fez essa m\u00e9dia cair a R$ 14 \u2013 valor que desde ent\u00e3o vem crescendo, gra\u00e7as \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o do Aux\u00edlio Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/piaui.folha.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/04.-Desigualdades-scaled.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-417457\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os 5% mais pobres do Brasil foram os que mais perderam renda em 2021 na compara\u00e7\u00e3o com 2020, proporcionalmente. De um patamar de R$ 59 de renda m\u00e9dia mensal domiciliar per capita, ca\u00edram para R$ 39 \u2013 uma oscila\u00e7\u00e3o de 34%. Os mais ricos s\u00f3 perderam 6% da renda, passando de R$ 17 mil para R$ 15,9 mil. Com isso, o abismo da desigualdade se alargou. Em 2020, um brasileiro dos 5% mais pobres precisaria de 24 anos para obter a renda que um brasileiro dos 1% mais ricos obtinha por m\u00eas (R$ 17 mil). Em 2021, essa dist\u00e2ncia aumentou para 34 anos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/piaui.folha.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/05.-Desigualdades-scaled.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-417458\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O sal\u00e1rio m\u00ednimo em 2021 foi de R$ 1.100. A renda m\u00e9dia per capita dos 5% mais pobres do Brasil, por\u00e9m, foi de apenas R$ 39 \u2013 o equivalente a R$ 1,30 por dia. Para atingir o valor de um sal\u00e1rio m\u00ednimo, portanto, um brasileiro desse grupo precisaria de 846 dias (ou 2 anos e 3 meses). J\u00e1 um brasileiro dos 1% mais ricos precisaria de pouco mais de 2 dias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/piaui.folha.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/06.-Desigualdades.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-417459\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pernambuco foi o estado onde a pobreza cresceu de forma mais acentuada em 2021. A propor\u00e7\u00e3o de pernambucanos vivendo com at\u00e9 R$ 497 por m\u00eas aumentou de 42,4%, em 2020, para 50,3%. No Brasil, o incremento foi de 25% para 29,6% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/piaui.folha.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/07.-Desigualdades.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-417453\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 2021, tanto Rio de Janeiro quanto S\u00e3o Paulo viram a pobreza aumentar de forma mais aguda nas periferias do que nas capitais. O contraste no Rio foi not\u00e1vel: a propor\u00e7\u00e3o de pobres na capital cresceu menos do que 1 ponto percentual, ao passo que na regi\u00e3o metropolitana de Duque de Caxias o aumento foi de 7 pontos percentuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fontes:&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/www.cps.fgv.br\/cps\/bd\/docs\/MontanhaRussaDaPobreza_Neri_Hecksher_FGV_Social.pdf\">A Montanha-Russa da Pobreza<\/a>&nbsp;(FGV); o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cps.fgv.br\/cps\/bd\/docs\/Texto-MapaNovaPobreza_Marcelo_Neri_FGV_Social.pdf\">Mapa da Nova Pobreza<\/a>&nbsp;(FGV);&nbsp;<a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/visualizacao\/livros\/liv101950_informativo.pdf\">Pnad Cont\u00ednua: Rendimento de Todas as Fontes \u2013 2021<\/a>&nbsp;(IBGE).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Piau\u00ed, por Luigi Mazza, Thallys Braga e Renata Buono\u00a0|<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[53,763],"class_list":["post-33954","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-bolsonaro","tag-pobreza"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8PE","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33954"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33954\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33956,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33954\/revisions\/33956"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}