{"id":34025,"date":"2022-07-19T09:27:35","date_gmt":"2022-07-19T13:27:35","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=34025"},"modified":"2022-07-19T09:27:37","modified_gmt":"2022-07-19T13:27:37","slug":"agronegocio-foi-responsavel-por-97-do-desmatamento-no-brasil-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/07\/19\/agronegocio-foi-responsavel-por-97-do-desmatamento-no-brasil-em-2021\/","title":{"rendered":"Agroneg\u00f3cio foi respons\u00e1vel por 97% do desmatamento no Brasil em 2021"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" data-attachment-id=\"34026\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/07\/19\/agronegocio-foi-responsavel-por-97-do-desmatamento-no-brasil-em-2021\/brazil-fire-amazon-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/EEB01F66-C3D8-4B26-9742-2ABFB6EFA91E.jpeg?fit=800%2C533\" data-orig-size=\"800,533\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;AFP&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;View of a cattle with fire behind in the Amazon rainforest near Novo Progresso, Para state, Brazil, on August 25, 2019 - Brazil on Sunday deployed two C-130 Hercules aircraft to douse fires devouring parts of the Amazon rainforest, as hundreds of new blazes were ignited and a growing global outcry over the blazes sparks protests and threatens a huge trade deal. (Photo by Joao Laet \\\/ AFP)&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1566780968&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;AFP or licensors&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;BRAZIL-FIRE-AMAZON&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"BRAZIL-FIRE-AMAZON\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;View of a cattle with fire behind in the Amazon rainforest near Novo Progresso, Para state, Brazil, on August 25, 2019 &amp;#8211; Brazil on Sunday deployed two C-130 Hercules aircraft to douse fires devouring parts of the Amazon rainforest, as hundreds of new blazes were ignited and a growing global outcry over the blazes sparks protests and threatens a huge trade deal. 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Na compara\u00e7\u00e3o entre 2020 e 2021, a perda de cobertura vegetal no pa\u00eds cresceu 20% e registrou alta em todos os biomas<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo divulgado nesta segunda-feira (18) aponta que a agropecu\u00e1ria provocou 97% da perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, principalmente na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/01\/17\/amazonia-em-destruicao-entenda-e-veja-como-acontecem-as-fases-do-desmatamento\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Amaz\u00f4nia<\/a>, que concentrou 59% da \u00e1rea desmatada no per\u00edodo, seguida&nbsp;por Cerrado (30%) e Caatinga (7%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o se concentrou em duas regi\u00f5es onde a sociobiodiversidade tem sido rapidamente transformada em pasto,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/08\/12\/a-contradicao-entre-recordes-no-agronegocio-e-fome-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>commodities<\/em>&nbsp;agr\u00edcolas<\/a>&nbsp;e especula\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria. Ambas se consolidaram como polos agropecu\u00e1rios durante o governo Jair Bolsonaro (PL).<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira \u00e9 na Amaz\u00f4nia, nas fronteiras entre Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia. A regi\u00e3o&nbsp;conhecida &#8220;Amacro&#8221; foi palco de 12,2% de toda a derrubada no Brasil em 2021. No Cerrado, o foco \u00e9 o &#8220;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/01\/23\/matopiba-crescimento-do-agronegocio-e-um-dos-responsaveis-por-enchentes-que-assolam-nordeste\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Matopiba<\/a>&#8220;, jun\u00e7\u00e3o das siglas de Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, onde fica 23,6% do total desmatado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os n\u00fameros mostram a preval\u00eancia e a estabilidade no n\u00edvel de press\u00e3o da agropecu\u00e1ria nos \u00faltimos tr\u00eas anos, quando a atividade foi respons\u00e1vel por percentuais de desmatamento acima de 97%&#8221;, diz trecho do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a primeira vez que o relat\u00f3rio anual do&nbsp;Mapbiomas identifica quais as atividades relacionadas \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o ambiental. Atr\u00e1s da agropecu\u00e1ria (97%), as causas principais foram o garimpo (0,5%), a expans\u00e3o urbana (0,4) e a minera\u00e7\u00e3o (0,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>O agro desmata<\/p>\n\n\n\n<p>No discurso oficial, as gigantes do agroneg\u00f3cio garantem fazer de tudo para bloquear a compra de gado de fazendeiros que desmatam fora da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas investiga\u00e7\u00f5es policiais, de ONGs e da imprensa t\u00eam provado que&nbsp;legalidades e ilegalidades convivem no interior das mesmas cadeias produtivas do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, uma auditoria do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) concluiu que um ter\u00e7o do gado comprado pela JBS no Par\u00e1 teve origem em \u00e1reas derrubadas ilegalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior processadora&nbsp;de carnes do mundo&nbsp;descumpriu acordos internacionais e continuou comprando carne&nbsp;de 144 fazendas onde h\u00e1 desmatamento ilegal, segundo a ONG&nbsp;<em>Global Witness<\/em>.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Invas\u00e3o de terras ind\u00edgenas&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O lucro alto garantido pela JBS a seus fornecedores&nbsp;al\u00e7ou o Par\u00e1 a l\u00edder hist\u00f3rico no&nbsp;<em>ranking&nbsp;<\/em>estadual de desmatamento. N\u00e3o \u00e9 por acaso que as tr\u00eas&nbsp;Terras Ind\u00edgenas (TIs) mais devastadas do pa\u00eds estejam em territ\u00f3rio paraense.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, a&nbsp;atividade ilegal se concentrou&nbsp;nas TIs Apyterewa (8,2 mil&nbsp;hectares derrubados), Trincheira Bacaj\u00e1 (2,6 mil hectares)&nbsp;e Cachoeira Seca (2 mil hectares), segundo o Mapbiomas.<\/p>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas vivem&nbsp;conflitos territoriais crescentes provocados principalmente por invas\u00f5es de fazendeiros, mas tamb\u00e9m de garimpeiros, grileiros e madeireiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2019 e 2021, mais da metade das 573 terras ind\u00edgenas brasileiras sofreram algum grau de desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>18 \u00e1rvores por segundo<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos os biomas brasileiros a perda vegetal em 2021 somou 16,5 mil quil\u00f4metros quadrados, o dobro da \u00e1rea abrangida pela Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, a derrubada foi equivalente ao tamanho do estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O ritmo da devasta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se acelerou. A velocidade m\u00e9dia passou de 0,16 para 0,18 hectares por dia. No \u00faltimo ano a Amaz\u00f4nia perdeu o equivalente a 18 \u00e1rvores por segundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o corte da vegeta\u00e7\u00e3o ocorre quase totalmente de maneira ilegal. Somente 0,87% da \u00e1rea desmatada atendeu \u00e0s exig\u00eancias legais.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento demonstra ainda que os desmatadores s\u00e3o minoria entre os propriet\u00e1rios rurais. A atividade foi identificada em 0,9% dos 6,5 milh\u00f5es de im\u00f3veis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para resolver o problema da ilegalidade \u00e9 necess\u00e1rio atacar a impunidade.&nbsp;O&nbsp;risco de ser penalizado e responsabilizado pela destrui\u00e7\u00e3o ilegal da vegeta\u00e7\u00e3o nativa precisa ser real e devidamente percebido pelos infratores ambientais&#8221;, explicou&nbsp;Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, em nota divulgada pela entidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estados que mais desmatam<\/p>\n\n\n\n<p>No&nbsp;<em>ranking&nbsp;<\/em>estadual de&nbsp;2021, o&nbsp;Amazonas ganhou duas posi\u00e7\u00f5es e foi para segundo lugar, concentrando 12% da \u00e1rea derrubada. O primeiro lugar continua com o Par\u00e1, respons\u00e1vel por quase um quarto de todo o desmatamento no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O Mato Grosso vem em terceiro lugar (11,5%), seguido por&nbsp;Maranh\u00e3o (10,1%)&nbsp;e Bahia (9,2%). Juntos, os cinco estados concentraram 67% da \u00e1rea desmatada no Brasil no \u00faltimo ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Thalita Pires<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mapbiomas revela que devasta\u00e7\u00e3o cresceu 20% em todos os biomas e se concentrou em fronteiras de expans\u00e3o agropecu\u00e1ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[251,387,7],"class_list":["post-34025","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-agronegocio","tag-desmatamento","tag-rondonia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8QN","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34025"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34025\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34027,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34025\/revisions\/34027"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}