{"id":34211,"date":"2022-09-21T09:48:12","date_gmt":"2022-09-21T13:48:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=34211"},"modified":"2022-09-21T09:48:17","modified_gmt":"2022-09-21T13:48:17","slug":"candidatos-da-amazonia-exaltam-agronegocio-mas-nao-falam-de-impacto-do-desmatamento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/09\/21\/candidatos-da-amazonia-exaltam-agronegocio-mas-nao-falam-de-impacto-do-desmatamento\/","title":{"rendered":"Candidatos da Amaz\u00f4nia exaltam agroneg\u00f3cio, mas n\u00e3o falam de impacto do desmatamento"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/GP1SW7NW_.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Em ritmo de campanha, candidatos aos governos estaduais exaltam o agroneg\u00f3cio nacional, mas a realidade \u00e9 que a expans\u00e3o agropecu\u00e1ria est\u00e1 causando mais de 90% do desmatamento nas regi\u00f5es tropicais do mundo.<\/h4>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Info Amaz\u00f4nia , Por\u00a0<a href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/author\/eduardo-geraque\/\">Eduardo Geraque<\/a> &#8211; Imagens de colheitadeiras em um campo de soja no Acre embaladas por uma locu\u00e7\u00e3o que fala em gerar mais empregos no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=m0A6PiizGgE&amp;list=PLGOED6QbmOKFqvF0NY1XIUbM1eHTBScxo&amp;index=2\">programa de Teresa Surita<\/a>\u00a0(MDB), candidata ao governo de Roraima, no hor\u00e1rio eleitoral na TV. A promessa de associar \u201co uso inteligente das florestas com o agroneg\u00f3cio sustent\u00e1vel e agricultura familiar, gerando riqueza e oportunidades para todos\u201d, que foi ao ar no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/watch\/?v=327978982838538&amp;ref=sharing\">programa de Jorge Viana<\/a>\u00a0(PT), candidato a governador no Acre. E at\u00e9 mesmo uma defesa enf\u00e1tica da import\u00e2ncia do agroneg\u00f3cio para alimentar o Brasil \u2014e o mundo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses caras tinham que tirar o chap\u00e9u, que nos aplaudir, porque n\u00f3s estamos produzindo alimentos para o Brasil e para o mundo e n\u00f3s temos aqui o verdadeiro exemplo de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel\u201d,&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mt\/mato-grosso\/noticia\/2022\/09\/13\/mauro-mendes-candidato-ao-governo-de-mato-grosso-pelo-uniao-brasil-e-entrevistado-na-tv-centro-america.ghtml\">afirmou em entrevista<\/a>&nbsp;\u00e0 TV Centro Am\u00e9rica Mauro Mendes, candidato ao governo do Mato Grosso pelo Uni\u00e3o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>No ritmo acelerado da campanha eleitoral, candidatos e candidatas aos governos estaduais e ao legislativo reverenciam o agroneg\u00f3cio nacional como uma locomotiva da economia que n\u00e3o pode ser freada por entraves causados por preocupa\u00e7\u00f5es ou regula\u00e7\u00f5es ambientais \u2014procurados pela reportagem, os candidatos citados n\u00e3o se pronunciaram at\u00e9 o momento da publica\u00e7\u00e3o deste texto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/FOTO-1-2.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Trator prepara a terra para a temporada de semeadura, no norte do Mato Grosso. Cientistas afirmam que, sem a Amaz\u00f4nia, o Centro-Oeste ficaria mais quente e seco, prejudicando o agroneg\u00f3cio&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O discurso pol\u00edtico que apenas celebra os produtores de&nbsp;<em>commodities<\/em>&nbsp;esconde o outro lado da moeda: as consequ\u00eancias ambientais da expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria. Um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.abm9267\">estudo<\/a>publicado na revista cient\u00edfica Science em 8 de setembro de 2022 mostra que de 90% a 99% de todo o desmatamento registrado em regi\u00f5es tropicais do planeta entre 2011 e 2015 foi provocado pela expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos dados gerados pela an\u00e1lise desse grupo de pesquisadores internacionais chocou at\u00e9 mesmo os cientistas acostumados a constatar como o agro pode ser muitas vezes predat\u00f3rio. Pouco mais da metade (55%) da \u00e1rea de 6,4 milh\u00f5es a 8,8 milh\u00f5es de hectares desmatada por ano em zonas tropicais foi realmente usada na expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Como tamb\u00e9m ocorre na Amaz\u00f4nia, existe muito desmatamento feito a troco de nada, revela a pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">COMO FAZEMOS O MONITORAMENTO:<\/h3>\n\n\n\n<p>O projeto Mentira Tem Pre\u00e7o, realizado desde 2021 pelo<strong>&nbsp;InfoAmazonia&nbsp;<\/strong>e pela<strong>&nbsp;produtora FALA<\/strong>, monitora e investiga desinforma\u00e7\u00e3o socioambiental. Nas elei\u00e7\u00f5es de 2022, checamos diariamente os discursos no hor\u00e1rio eleitoral de todos os candidatos a governador na Amaz\u00f4nia Legal. Tamb\u00e9m monitoramos, a partir de palavras-chave relacionadas a justi\u00e7a social e meio ambiente, desinforma\u00e7\u00e3o sobre a Amaz\u00f4nia nas redes sociais, em grupos p\u00fablicos de aplicativos de mensagem e em plataformas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/o-agronegocio-e-mesmo-um-sucesso\/\">Reportagem publicada em setembro na revista Piau\u00ed<\/a>&nbsp;usa dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) para colocar em xeque essa exalta\u00e7\u00e3o do agro ao revelar que a participa\u00e7\u00e3o real desse setor no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro n\u00e3o chega a 7% se levarmos em conta a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e pecu\u00e1ria em si, e n\u00e3o toda a cadeia econ\u00f4mica que a utiliza como mat\u00e9ria-prima \u2014e que a mecaniza\u00e7\u00e3o das lavouras e a ado\u00e7\u00e3o de tecnologia desempregou perto de 1,4 milh\u00e3o de pessoas desde 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o foco recai especificamente sobre a regi\u00e3o amaz\u00f4nica, a rela\u00e7\u00e3o entre destrui\u00e7\u00e3o florestal e o avan\u00e7o das monoculturas (como as de soja e milho) e principalmente da pecu\u00e1ria fica evidente. O relat\u00f3rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/download\/111851\/\">\u201cSob a Pata do Boi\u201d<\/a>, do Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia), mostra bem as engrenagens do setor pecu\u00e1rio ao analisar a influ\u00eancia de 128 frigor\u00edficos na Amaz\u00f4nia e mostrar que eles s\u00e3o respons\u00e1veis por 88% do desmatamento ocorrido na Amaz\u00f4nia entre 2010 e 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicos.uff.br\/confluencias\/article\/view\/48214\">estudo<\/a>&nbsp;realizado pela professora Paula Cares Bustamante, economista da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (MG), a agricultura n\u00e3o-familiar nos estados da regi\u00e3o Norte gerou uma renda total de R$ 31,1 bilh\u00f5es em 2017 \u2014e que 56% disso (R$ 17,3 bilh\u00f5es) veio da pecu\u00e1ria. J\u00e1 o total gerado pela agricultura familiar em todos os estados do Norte foi de R$ 11,2 bilh\u00f5es em 2017, mostra a pesquisa. Entre 2007 e 2017, os ganhos com a pecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia foram os que mais cresceram, tend\u00eancia que continua nos \u00faltimos anos, apesar da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/FOTO-5.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Imagem a\u00e9rea registra expans\u00e3o pecu\u00e1ria dentro da Terra Ind\u00edgena Krikati, no estado do Maranh\u00e3o, na Amaz\u00f4nia. Relat\u00f3rio do Imazon mostra que setor pecu\u00e1rio foi respons\u00e1vel por 88% do desmatamento ocorrido na Amaz\u00f4nia entre 2010 e 2015&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO trabalho da Science, do qual Tasso Azevedo [coordenador geral da iniciativa MapBiomas] \u00e9 um dos coautores, deixa claro que em todas as florestas tropicais a agricultura responde por muito desmatamento\u201d, ressalta Ricardo Abramovay, professor do programa de Ci\u00eancia Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) e autor de v\u00e1rios livros sobre a Amaz\u00f4nia. \u201cO mais importante \u00e9 a conclus\u00e3o, hoje un\u00e2nime entre cientistas, de que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio mais devasta\u00e7\u00e3o para produzir, seja pela agricultura familiar ou patronal.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do pesquisador, o que precisa ser enfrentado \u00e9 a grande contradi\u00e7\u00e3o atual que existe sobre a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura reduziu drasticamente a fome no mundo \u2014nos anos 1960, cerca de 60% da popula\u00e7\u00e3o mundial vivia na inseguran\u00e7a alimentar, contra 10% hoje\u2014, mas ele pondera que a forma predat\u00f3ria como isso foi feita precisa ser repensada. Para Abramovay , o modelo que inclui uso massivo de produtos qu\u00edmicos, aplica\u00e7\u00e3o de fertilizantes nitrogenados e voltado para uma produ\u00e7\u00e3o de poucas culturas (principalmente as grandes monoculturas mais rent\u00e1veis) se esgotou.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O desmatamento pode prejudicar at\u00e9 mesmo o pr\u00f3prio setor agr\u00edcola. \u00c9 o que afirma o pesquisador brasileiro Eduardo Assad, um dos principais especialistas em relacionar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas com a agricultura. No caso brasileiro, um dos motivos, segundo ele, \u00e9 que, sem a Amaz\u00f4nia, o Centro-Oeste ficar\u00e1 mais quente e seco, porque a umidade lan\u00e7ada pela floresta na atmosfera \u00e9 o que ajuda a forma\u00e7\u00e3o das chuvas na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/FOTO-7.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Desmatamento avan\u00e7a sobre o bioma amaz\u00f4nico na Terra Ind\u00edgena Alto Rio Guam\u00e1, no Par\u00e1. \u00c9 consenso entre cientistas: n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio devastar para produzir&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assad conta que, em 2007, o grupo em que ele trabalhava na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria) apresentou um primeiro grande estudo sobre o tema. A estimativa dizia que at\u00e9 2020 havia a probabilidade de o Brasil ter uma perda total de R$ 7 bilh\u00f5es nas culturas, por exemplo, de soja, milho e caf\u00e9 por causa das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que viriam. Refeitas as contas agora, como gosta de dizer o pesquisador, o erro apareceu. \u201cInfelizmente n\u00e3o foram 7 bilh\u00f5es de reais, mas de d\u00f3lares\u201d, comenta Assad. Mesmo assim, os preju\u00edzos \u00e0 agricultura causados pelo aquecimento global n\u00e3o s\u00e3o citados pelos candidatos nos seus programas que exaltam o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-qual-e-o-modelo-ideal-de-agro\"><strong>Qual \u00e9 o modelo ideal de agro?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>No caso espec\u00edfico da Amaz\u00f4nia, Abramovay afirma que o foco de pol\u00edticas p\u00fablicas saud\u00e1veis deveria ser o fortalecimento da agricultura familiar combinado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o florestal. Nesse caso, o estudo da Universidade Federal de Vi\u00e7osa identificou pontos importantes em rela\u00e7\u00e3o, por exemplo, ao financiamento das atividades rurais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar] contribuiu para a seguran\u00e7a alimentar e a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade social e econ\u00f4mica na agricultura familiar, bem como para o fortalecimento do desenvolvimento de novos mercados. Mas, apesar dos avan\u00e7os, os agricultores de subsist\u00eancia absorvem apenas 10% do total do cr\u00e9dito do programa e 1,5% do total disponibilizado pelo Sistema Nacional de Cr\u00e9dito Rural\u201d, aponta a professora Paula Bustamante.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/FOTO-2-2.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma queixada atravessa apressadamente uma planta\u00e7\u00e3o de soja, no norte do Mato Grosso, em busca do remanescente florestal mais pr\u00f3ximo. Para Ricardo Abramovay, da USP, modelo que privilegia apenas as grandes monoculturas mais rent\u00e1veis se esgotou&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Existem v\u00e1rios desafios que precisam ser discutidos tamb\u00e9m com os eleitores e as eleitoras. Segundo Bustamante, um deles \u00e9 distribuir os recursos do Pronaf de forma mais equ\u00e2nime entre as regi\u00f5es do pa\u00eds; outro \u00e9 promover uma pol\u00edtica agr\u00edcola que diferencie o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista do modo social de produ\u00e7\u00e3o que existe na agricultura familiar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Paula, a pol\u00edtica p\u00fablica de desenvolvimento rural para a agricultura de subsist\u00eancia deve contemplar n\u00e3o apenas as atividades produtivas, mas tamb\u00e9m atividades de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os como com\u00e9rcio, agroind\u00fastrias familiares e turismo rural, para a gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Pronaf deve ter uma maior integra\u00e7\u00e3o com outras pol\u00edticas agr\u00edcolas, agr\u00e1rias e sociais espec\u00edficas para o segmento de subsist\u00eancia, como redistribui\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, educa\u00e7\u00e3o rural, assist\u00eancia t\u00e9cnica, apoio \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o, melhoria da infraestrutura rural, difus\u00e3o de tecnologia e acesso \u00e0 \u00e1gua\u201d, diz a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Da forma como ocorre hoje, existe uma esp\u00e9cie de \u201csojiciza\u00e7\u00e3o\u201d da agricultura familiar, segundo estudiosos no tema. Ou seja, o cr\u00e9dito p\u00fablico acaba financiando a produ\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>commodities<\/em>&nbsp;agr\u00edcolas como soja e milho, tal como ocorre na agricultura patronal \u2014e isso pressiona os biomas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em ritmo de campanha, candidatos aos governos estaduais exaltam o agroneg\u00f3cio nacional, mas a realidade \u00e9 que a expans\u00e3o agropecu\u00e1ria est\u00e1 causando mais de 90% do desmatamento nas regi\u00f5es tropicais do mundo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34211","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8TN","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34211"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34211\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34212,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34211\/revisions\/34212"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}