{"id":34230,"date":"2022-10-05T09:37:13","date_gmt":"2022-10-05T13:37:13","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=34230"},"modified":"2022-10-05T09:37:21","modified_gmt":"2022-10-05T13:37:21","slug":"brasil-e-o-pais-mais-mortal-para-defensores-do-meio-ambiente-aponta-global-witness","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/10\/05\/brasil-e-o-pais-mais-mortal-para-defensores-do-meio-ambiente-aponta-global-witness\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o pa\u00eds mais mortal para defensores do meio ambiente, aponta Global Witness"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1365\" data-attachment-id=\"34231\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/10\/05\/brasil-e-o-pais-mais-mortal-para-defensores-do-meio-ambiente-aponta-global-witness\/38d842b7-9956-45d0-aa8a-faaf75fc1bca\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?fit=2048%2C1365\" data-orig-size=\"2048,1365\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;LUCAS SHARIF&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;MIDIA NINJA&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?fit=600%2C400\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?fit=600%2C400\" alt=\"\" class=\"wp-image-34231\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?w=2048 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?resize=1024%2C683 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?resize=768%2C512 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?resize=1536%2C1024 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?resize=450%2C300 450w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/38D842B7-9956-45D0-AA8A-FAAF75FC1BCA.jpeg?w=1800 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em dez anos, um ativista foi morto a cada dois dias no planeta; 20% das mortes ocorreram no Brasil, tendo como principais v\u00edtimas, ind\u00edgenas ou afrodescendentes.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>M\u00eddia Ninja &#8211; Um relat\u00f3rio da ONG Global Witness aponta que o Brasil \u00e9 o pa\u00eds mais mortal para defensores do meio ambiente. Durante dez anos, a organiza\u00e7\u00e3o mapeou 1.733 mortes de ativistas ambientais e l\u00edderes de comunidades tradicionais assassinados no mundo todo. Dessa forma, um ativista morto a cada dois dias no planeta, sendo que 20% dessas mortes ocorreram no Brasil, que registrou 342 casos. Uma a cada tr\u00eas pessoas era ind\u00edgena ou afrodescendente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEles desempenham um papel crucial como primeira linha de defesa contra o colapso ecol\u00f3gico, mas est\u00e3o sob ataque. Enfrentando viol\u00eancia, criminaliza\u00e7\u00e3o e ass\u00e9dio perpetuados por governos e empresas repressivas que priorizam o lucro sobre os danos humanos e ambientais\u201d, declarou a organiza\u00e7\u00e3o, via assessoria de imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desse triste diagn\u00f3stico, 85% desses ataques letais ocorreram na Amaz\u00f4nia, cuja popula\u00e7\u00e3o padece com ecossistema criminoso, que vai do narcotr\u00e1fico \u00e0 extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira, passando pelo garimpo, entre outros crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 no ano passado, foram 26 mortes de ativistas por direitos \u00e0 terra e ambientais. O Brasil ficou apenas atr\u00e1s do M\u00e9xico (54) e Col\u00f4mbia (33), no ano em que 200 defensores morreram no mundo todo.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio cita as mortes dos l\u00edderes sem-terra&nbsp;Amarildo Rodrigues, Amaral Rodrigues e Kevin de Souza, assassinados num acampamento em Rond\u00f4nia. Tamb\u00e9m s\u00e3o citados os assassinatos do l\u00edder ind\u00edgena Tupinamb\u00e1 Alex Barros Santos da Silva, por conflito fundi\u00e1rio no sul da Bahia, e Isac Temb\u00e9, morto por um policial militar investigado por envolvimento com fazendeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>As mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips ainda n\u00e3o foram contabilizadas porque n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddos os dados de 2022, que s\u00e3o repassados por meio de parceria entre organiza\u00e7\u00f5es, pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT).<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, foram 26 mortes de ativistas por direitos \u00e0 terra e ambientais em 2021. Assim, ficou atr\u00e1s do M\u00e9xico (54) e Col\u00f4mbia (33) no ano. No mundo todo foram 200 assassinatos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crise clim\u00e1tica<\/h2>\n\n\n\n<p>E infelizmente, esse cen\u00e1rio sombrio se sobressai ao tempo em que as amea\u00e7as ao meio ambiente se multiplicam e \u00e0 medida que a crise clim\u00e1tica e da biodiversidade, pioram. Al\u00e9m do Brasil, na lista dos pa\u00edses que mais matam defensores figuram a Col\u00f4mbia (322), Filipinas (270) e M\u00e9xico (154).<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio destaca que o controle e uso da terra e do territ\u00f3rio \u00e9 uma quest\u00e3o central em pa\u00edses onde os defensores s\u00e3o amea\u00e7ados. Grande parte da crescente matan\u00e7a, viol\u00eancia e repress\u00e3o est\u00e1 ligada a conflitos territoriais e \u00e0 busca do crescimento econ\u00f4mico baseado na extra\u00e7\u00e3o de recursos naturais da terra.<\/p>\n\n\n\n<p>E a impunidade tamb\u00e9m \u00e9 recorrente. \u201cPesquisas descobriram que poucos perpetradores de assassinatos s\u00e3o levados \u00e0 justi\u00e7a devido \u00e0s falhas dos governos em investigar adequadamente esses crimes. Muitas autoridades ignoram ou impedem ativamente as investiga\u00e7\u00f5es sobre esses assassinatos, muitas vezes devido ao suposto conluio entre interesses corporativos e estatais\u201d, diz trecho de apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a Global Witness se manifestou pedindo que empresas e governos sejam responsabilizados pela viol\u00eancia contra os defensores da terra e do meio ambiente \u2013 as pessoas que est\u00e3o na linha de frente da crise clim\u00e1tica. \u201cS\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es urgentes nos n\u00edveis regional, nacional e internacional para acabar com a viol\u00eancia e a injusti\u00e7a que enfrentam\u201d. A Ong pede ao Judici\u00e1rio que seja mais eficaz na responsabiliza\u00e7\u00e3o das mortes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dez anos, um ativista foi morto a cada dois dias no planeta; 20% das mortes ocorreram no Brasil, tendo como principais v\u00edtimas, ind\u00edgenas ou afrodescendentes.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34230","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-8U6","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34230"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34230\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34232,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34230\/revisions\/34232"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}