{"id":34302,"date":"2022-11-04T12:55:26","date_gmt":"2022-11-04T16:55:26","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=34302"},"modified":"2022-11-04T12:55:29","modified_gmt":"2022-11-04T16:55:29","slug":"negacionismo-no-dia-dos-mortos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/11\/04\/negacionismo-no-dia-dos-mortos\/","title":{"rendered":"Negacionismo no Dia dos Mortos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" data-attachment-id=\"34303\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2022\/11\/04\/negacionismo-no-dia-dos-mortos\/b69f759b-4d08-4b6d-aadc-185441b9bcb0\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/B69F759B-4D08-4B6D-AADC-185441B9BCB0.jpeg?fit=1200%2C800\" data-orig-size=\"1200,800\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"B69F759B-4D08-4B6D-AADC-185441B9BCB0\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/B69F759B-4D08-4B6D-AADC-185441B9BCB0.jpeg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/B69F759B-4D08-4B6D-AADC-185441B9BCB0.jpeg?fit=600%2C400\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/B69F759B-4D08-4B6D-AADC-185441B9BCB0.jpeg?fit=600%2C400\" alt=\"\" class=\"wp-image-34303\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/B69F759B-4D08-4B6D-AADC-185441B9BCB0.jpeg?w=1200 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/B69F759B-4D08-4B6D-AADC-185441B9BCB0.jpeg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/B69F759B-4D08-4B6D-AADC-185441B9BCB0.jpeg?resize=1024%2C683 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/B69F759B-4D08-4B6D-AADC-185441B9BCB0.jpeg?resize=768%2C512 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/B69F759B-4D08-4B6D-AADC-185441B9BCB0.jpeg?resize=450%2C300 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pessoas marchando em frente a quart\u00e9is, ajoelhadas e pedindo interven\u00e7\u00e3o militar (ou divina), em frenesi coletivo, nesta \u00faltima quarta-feira (2\/11), produziram cenas para n\u00e3o esquecermos e que podem se repetir nos pr\u00f3ximos anos. Sintom\u00e1tico tamb\u00e9m que tenham ocorrido no Dia de Finados, em que celebramos a mem\u00f3ria de nossos mortos, incluindo as 700 mil v\u00edtimas da m\u00e1 gest\u00e3o da pandemia no Brasil &#8211; mais uma vez esquecidas pelo bolsonarismo.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Na FSP, por <strong><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/autores\/pedro-arantes.shtml\">Pedro Arantes<\/a><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/autores\/soraya-smaili.shtml\">, Soraya Smaili<\/a><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/autores\/maria-angelica-minhoto.shtml\">, Maria Ang\u00e9lica Minhoto<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na contagem das 72 horas de produ\u00e7\u00e3o de caos para iniciar uma suposta interven\u00e7\u00e3o militar, na interpreta\u00e7\u00e3o delirante do famoso artigo 142 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, depois de 48 horas parando estradas, a turba ascendeu aos quart\u00e9is, aguardando a sa\u00edda de tanques e tropas. Em pleno Finados, n\u00e3o perceberam que estavam performando o pr\u00f3prio luto paranoico da derrota, como zumbis verde-amarelos no ataque \u00e0 democracia. Imagem coerente com a necropol\u00edtica que o governo promoveu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em observa\u00e7\u00e3o das redes sociais feita pelo SoU_Ci\u00eancia nos \u00faltimos dias, \u00e9 poss\u00edvel perceber a migra\u00e7\u00e3o das mensagens de convoca\u00e7\u00e3o e ades\u00e3o aos atos. Elas n\u00e3o trafegam mais por Instagram, Facebook e Twitter, mas pelo espa\u00e7o mais subterr\u00e2neo, anonimizado e n\u00e3o controlado dos grupos do Telegram.<\/p>\n\n\n\n<p>As redes sociais tradicionais tornaram-se apenas pontas do iceberg comunicacional dos extremistas e seu monitoramento hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais capaz de captar o que corre nas profundezas dos grupos n\u00e3o p\u00fablicos e sem controle social.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, desde o domingo da elei\u00e7\u00e3o os perfis de Twitter de Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro n\u00e3o publicam nada (at\u00e9 o momento em que escrevemos este artigo). Fl\u00e1vio postou um lac\u00f4nico &#8220;pai estou com voc\u00ea para o que der e vier&#8221;, na segunda-feira. Michelle, no dia de Finados, postou v\u00eddeo de manifesta\u00e7\u00f5es defronte a quartel em Salvador, e Eduardo um v\u00eddeo das manifesta\u00e7\u00f5es no Rio \u2013 legitimando a a\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o se vinculando diretamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas redes do Telegram, contudo, os apoiadores de Bolsonaro convocavam abertamente as manifesta\u00e7\u00f5es golpistas da semana p\u00f3s vota\u00e7\u00e3o. Em<a href=\"https:\/\/revistaforum.com.br\/politica\/2022\/11\/1\/audio-atribuido-eduardo-bolsonaro-sosia-de-veio-da-havan-grupos-bolsonaristas-se-mobilizam-por-golpe-125844.html\">&nbsp;\u00e1udio atribu\u00eddo a Eduardo Bolsonaro<\/a>&nbsp;que circulou nestes grupos, a mensagem \u00e9: temos que &#8220;mostrar que n\u00e3o aceitamos ser governados por um&nbsp;<em>narcoditador<\/em>&#8220;, a &#8220;reclus\u00e3o do Bolsonaro&#8221; \u00e9 &#8220;recado claro&#8221;, &#8220;vamos aos milh\u00f5es nas ruas, dizendo que n\u00e3o aceitamos [o resultado das elei\u00e7\u00f5es]&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A infiltra\u00e7\u00e3o de pessoas do campo democr\u00e1tico e&nbsp;<a href=\"https:\/\/revistaecopos.eco.ufrj.br\/eco_pos\/article\/view\/27892\">pesquisadores nesses grupos<\/a>tem permitido captar esses movimentos e precisa ser cada vez mais ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras pesquisas, apresentadas no Blog e no portal do SoU_Ci\u00eancia, temos estudado a influ\u00eancia do negacionismo na pandemia, como o<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/blogs\/sou-ciencia\/2022\/01\/omicron-nos-mostra-o-preco-do-negacionismo.shtml\">&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/blogs\/sou-ciencia\/2022\/01\/omicron-nos-mostra-o-preco-do-negacionismo.shtml\">movimento<\/a><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/blogs\/sou-ciencia\/2022\/01\/omicron-nos-mostra-o-preco-do-negacionismo.shtml\">&nbsp;anti-vacina<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/souciencia.unifesp.br\/opiniao\/a-ofensiva-negacionista-na-vacinacao-infantil\">suas variantes<\/a>. Sabemos que os efeitos das distor\u00e7\u00f5es criadas pelo negacionismo podem ser nefastas e causar preju\u00edzos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, os fatos ocorridos neste \u00faltimos dias, podem indicar que estamos avan\u00e7ando para camadas mais profundas do negacionismo, como constru\u00e7\u00e3o social enraizada inclusive no inconsciente coletivo. Uma esp\u00e9cie de disjun\u00e7\u00e3o cognitiva que leva a uma ruptura com a realidade social partilhada. E isso n\u00e3o \u00e9 apenas patol\u00f3gico, \u00e9 um fen\u00f4meno socialmente constru\u00eddo pelas lideran\u00e7as extremistas sobre suas bases amedrontadas e em posi\u00e7\u00e3o de guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos meses, o fosso entre realidade e fantasia para essa parcela da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 se ampliando rapidamente, pela a\u00e7\u00e3o de propagadores de &#8216;conte\u00fado&#8217; sem lastro real nas redes digitais, na circula\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica de &#8220;medos e del\u00edrios&#8221; empacotados na forma de memes, v\u00eddeos de tik-tok e \u00e1udios de telegram\/whatsapp, como salsichas em uma f\u00e1brica de &#8216;embutidos simb\u00f3licos&#8217; para afetar a psicologia das massas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como ant\u00eddoto, temos mostrado como&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/blogs\/sou-ciencia\/2022\/01\/onda-pro-ciencia-barra-o-avanco-do-negacionismo-no-brasil.shtml\">a ci\u00eancia se tornou importante for\u00e7a pol\u00edtica nos \u00faltimos anos<\/a>, e como nossa sociedade, em defesa da vida, passou a impor&nbsp;<a href=\"https:\/\/souciencia.unifesp.br\/destaques\/sociedade-fala\/apenas-9-da-populacao-confia-nas-falas-de-bolsonaro-sobre-a-pandemia\">limites \u00e0s mentiras vindas do Planalto<\/a>&nbsp;e outras fontes, em busca de conhecimento cientificamente embasado. A &#8220;onda pr\u00f3-ci\u00eancia&#8221; no Brasil, em rea\u00e7\u00e3o ao comando do pa\u00eds por negacionista, \u00e9 um fen\u00f4meno comprovado em&nbsp;<a href=\"https:\/\/souciencia.unifesp.br\/destaques\/sociedade-fala\">diversos levantamentos de opini\u00e3o<\/a>, grupos focais e an\u00e1lises de redes e espa\u00e7os na m\u00eddia que realizamos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia entrou na ordem do dia, a popula\u00e7\u00e3o passou a reconhecer a import\u00e2ncia de cientistas, das universidades, institutos de pesquisa e de produ\u00e7\u00e3o de vacinas. No entanto, parece que vivemos agora, na derrota de Bolsonaro nas urnas, um efeito rebote do negacionismo, como um suspiro delirante.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 era percept\u00edvel que a nega\u00e7\u00e3o da evid\u00eancia (cient\u00edfica, hist\u00f3rica, jornal\u00edstica, documental) como campo da pol\u00edtica na p\u00f3s-verdade estava na base de teorias da conspira\u00e7\u00e3o das mais escatol\u00f3gicas, como a famosa &#8220;mamadeira de piroca&#8221;, a QAnon e suas redes de pedofilia.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que se v\u00ea, de segunda- feira para c\u00e1, nas estradas e na frente dos quart\u00e9is, \u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o do extremismo de direita que foi completamente enredada pelos seus canais de circula\u00e7\u00e3o de narrativas fantasiosas, persecut\u00f3rias e mesmo alucinadas que se desprendem de v\u00ednculos com a mais b\u00e1sica checagem de fatos &#8211; como a gritaria produzida com a suposta pris\u00e3o de Alexandre de Moraes, &#8216;fato&#8217; que circulou apenas na realidade paralela destes grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>E, ao que tudo indica, esse ativismo zumbi deve se massificar e precisa ser enfrentado.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de interven\u00e7\u00e3o e golpe, que j\u00e1 se ouvia nas ruas desde 2014, e que foi alimentado por Bolsonaro e seguidores, retorna agora em forma cat\u00e1rtica, associada a transes de f\u00e9 e possess\u00f5es t\u00edpicas do neopentecostalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Estar\u00edamos diante de um novo messianismo, n\u00e3o mais focado na figura do l\u00edder Bolsonaro (derrotado e por alguns j\u00e1 considerado parte do passado), mas na esperan\u00e7a de uma insurg\u00eancia salvacionista dos militares?<\/p>\n\n\n\n<p>O clima de polariza\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de 2014 a 2016, instaurado pelas mobiliza\u00e7\u00f5es para a destitui\u00e7\u00e3o da presidente Dilma, voltou. A extrema-direita, dada a inviabilidade objetiva do golpe (sem apoio interno suficiente e nenhum apoio externo), transformar\u00e1 essa indigna\u00e7\u00e3o e revolta em for\u00e7a subjetiva. Uma oposi\u00e7\u00e3o nas ruas sem descanso, pois sua base \u00e9 movida por um sistema de cren\u00e7as inabal\u00e1vel, em est\u00e1gio de convic\u00e7\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o que transitam da religi\u00e3o para a pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>O negacionismo que temos pela frente tem ra\u00edzes cada vez mais profundas e inamov\u00edveis. Como fazer frente a massas que saem \u00e0s ruas vivendo uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/pensar\/2022\/10\/21\/interna_pensar,1409943\/castro-rocha-brasil-e-laboratorio-de-criacao-de-realidade-paralela.shtml\">realidade paralela criada &#8220;em laborat\u00f3rio&#8221;<\/a>&nbsp;das guerras h\u00edbridas? Temos que ficar atentos, estudar, e planejar como agir, democraticamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/blogs\/sou-ciencia\/2022\/09\/o-direito-a-ciencia.shtml\">promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e da ci\u00eancia ser\u00e1 fundamental<\/a>, mas n\u00e3o ser\u00e1 suficiente. A frente ampla pela democracia que elegeu Lula ter\u00e1 que ser uma frente ampla pela qualifica\u00e7\u00e3o do debate p\u00fablico e pela forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os informados e reflexivos, capazes de decidir com independ\u00eancia, discernimento e pondera\u00e7\u00e3o. Sua atua\u00e7\u00e3o passar\u00e1 necessariamente pela apropria\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de todas as plataformas de comunica\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis e acessadas pela maior parte da popula\u00e7\u00e3o, numa perspectiva construtiva e educativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Conseguiremos treinar algoritmos para o esclarecimento ou s\u00f3 para a propaga\u00e7\u00e3o do \u00f3dio e do medo? Conseguiremos que as bolhas voltem a se conectar com bases factuais, hist\u00f3ricas e cient\u00edficas ou est\u00e3o sugadas por um buraco negro m\u00edtico-digital pr\u00e9 e p\u00f3s-moderno?<\/p>\n\n\n\n<p>Uma coisa parece ser certa: o governo \u2018Lula 3\u2019 se defrontar\u00e1 com uma oposi\u00e7\u00e3o como nunca teve antes \u2013 a extrema-direita est\u00e1 mais forte, organizada e delirante no Brasil do que nunca, e sabe como ocupar as ruas e as redes, os cora\u00e7\u00f5es e as mentes de seus seguidores. Caber\u00e1 a n\u00f3s seguir limitando seu crescimento, dialogando com os que defendem a democracia e reafirmando os valores de uma sociedade informada, justa, plural, solid\u00e1ria, sustent\u00e1vel e pac\u00edfica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas marchando em frente a quart\u00e9is, ajoelhadas e pedindo interven\u00e7\u00e3o militar (ou divina), em frenesi coletivo, nesta \u00faltima quarta-feira (2\/11), produziram cenas para n\u00e3o esquecermos e que podem se repetir nos pr\u00f3ximos anos. 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