{"id":34836,"date":"2024-04-02T16:51:33","date_gmt":"2024-04-02T20:51:33","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=34836"},"modified":"2024-04-02T16:51:33","modified_gmt":"2024-04-02T20:51:33","slug":"agroecologia-ja-nao-e-uma-alternativa-e-a-unica-possibilidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/04\/02\/agroecologia-ja-nao-e-uma-alternativa-e-a-unica-possibilidade\/","title":{"rendered":"Agroecologia j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma alternativa, \u00e9 a \u00fanica possibilidade"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"34837\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/04\/02\/agroecologia-ja-nao-e-uma-alternativa-e-a-unica-possibilidade\/img_1170\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_1170.jpeg?fit=1280%2C720\" data-orig-size=\"1280,720\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG_1170\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_1170.jpeg?fit=300%2C169\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_1170.jpeg?fit=600%2C338\" class=\"alignnone size-full wp-image-34837\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_1170.jpeg?resize=600%2C338\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_1170.jpeg?w=1280 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_1170.jpeg?resize=300%2C169 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_1170.jpeg?resize=1024%2C576 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_1170.jpeg?resize=768%2C432 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_1170.jpeg?resize=533%2C300 533w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_1170.jpeg?w=1200 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p><strong>Por MST<\/strong> &#8211; A coevolu\u00e7\u00e3o entre coletivos humanos e natureza produziu as bases de toda a natureza que conhecemos. Os bilh\u00f5es de anos de surgimento das formas inorg\u00e2nicas e org\u00e2nicas existentes em nosso mundo encontraram um momento geologicamente \u00edmpar quando do surgimento de nossos ancestrais. A partir de ent\u00e3o, a pr\u00e1xis produziu uma nova natureza.<!--more--><\/p>\n<p>As formas s\u00f3cio-hist\u00f3ricas de organiza\u00e7\u00e3o dos seres humanos modificaram a natureza exterior e, com isso, tamb\u00e9m se modificaram, construindo aquilo que Karl Marx veio chamar de metabolismo ser humano-natureza.<\/p>\n<p>Foi no per\u00edodo hist\u00f3rico quando a estrutura de classes ainda n\u00e3o havia se estabelecido que nossas necessidades eram superadas nessa rela\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica socioecol\u00f3gica. O elemento central que mediava essa rela\u00e7\u00e3o era o trabalho. N\u00e3o aquele alienado, mandado por um patr\u00e3o, por uma elite, mas sim aquela s\u00edntese de for\u00e7a f\u00edsica, capacidade intelectual e exerc\u00edcio hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>\u00c9 esse bailado milenar entre povos em diferentes regi\u00f5es do mundo e o ambiente ao redor que produziu a incrivelmente diversa base alimentar que possu\u00edmos. Agricultura e pecu\u00e1ria, agrobiodiversidade, sistemas biogeogr\u00e1ficos e biomas foram forjados nessa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a estrutural transforma\u00e7\u00e3o promovida pelo modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista foi, s\u00e9culo ap\u00f3s s\u00e9culo, alterando esse metabolismo.<\/p>\n<p>O que antes estava circunscrito aos feudos europeus ou aos Om\u00e1guas amaz\u00f4nidas foi sendo dragado para a din\u00e2mica capitalista a partir da estrutura da propriedade privada. Com isso, foi poss\u00edvel desenvolver a mais valia sobre as pessoas trabalhadoras e a renda sobre os bens comuns da natureza.<\/p>\n<p>\u00c9 desse processo que nasce a forma contempor\u00e2nea de explora\u00e7\u00e3o capitalista da natureza. A ruptura do metabolismo socioecol\u00f3gico entre coletivos humanos e natureza possibilitou um n\u00edvel inimagin\u00e1vel de explora\u00e7\u00e3o dos corpos humanos e dos seres org\u00e2nicos ou inorg\u00e2nicos. A acumula\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria destruiu os povos milenares na \u00c1frica, Am\u00e9ricas e \u00c1sia, e expulsou do campo dezenas de milh\u00f5es de fam\u00edlias camponesas.<\/p>\n<p>Agora, vivemos uma nova etapa dessa explora\u00e7\u00e3o capitalista. Em seu est\u00e1gio atual, o capitalismo encontra-se sob hegemonia do capital financeiro, que busca acelerar intensamente as possibilidades de lucro, tornando sua din\u00e2mica cada vez mais b\u00e1rbara e violenta.<\/p>\n<p>O que nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970 era \u201crevolu\u00e7\u00e3o verde\u201d, hoje s\u00e3o centenas de milh\u00f5es de hectares transg\u00eanicos, com bilh\u00f5es de litros de venenos, para produzir basicamente seis esp\u00e9cies (soja, milho, algod\u00e3o, cana, eucalipto e carne).<\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria hist\u00f3rica se aliou \u00e0s grandes corpora\u00e7\u00f5es transnacionais e desenvolveu uma forma absurda de destrui\u00e7\u00e3o ambiental e expuls\u00e3o de fam\u00edlias trabalhadoras do campo: o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Caminhando nas trilhas da contra-hegemonia, o campesinato mundial, em sua diversidade, resistiu de forma ativa a esse avan\u00e7o das elites sobre o campo. E, a partir dessa luta, desenvolveu a maior s\u00edntese de classes da atualidade: a Soberania Alimentar.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, La Via Campesina produziu a compreens\u00e3o de que as sociedades n\u00e3o podem se desenvolver se n\u00e3o possu\u00edrem a autonomia em definir como ser\u00e1 seu abastecimento alimentar, como e por quem o alimento ser\u00e1 produzido.<\/p>\n<p>Alimento, portanto, est\u00e1 diretamente vinculado a uma constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ningu\u00e9m se alimenta exclusivamente de soja e milho. Tampouco vive as alegrias e felicidades que a comida possibilita \u2013 culturais, afetivas e da satisfa\u00e7\u00e3o alimentar \u2013 consumindo essas commodities. Alimento \u00e9 para o est\u00f4mago e para a fantasia.<\/p>\n<p>Fruto do avan\u00e7o conservador, neoliberal e fascista durante o governo Bolsonaro, o Brasil voltou ao mapa da fome em 2021. A inseguran\u00e7a alimentar quase dobrou, segundo FAO, ONU e OMS. Para se ter no\u00e7\u00e3o da gravidade, entre 2018 e 2020, a fome atingiu 7,5 milh\u00f5es de brasileiros. J\u00e1 entre 2014 e 2016, esse n\u00famero era bem menor: 3,9 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Naquele per\u00edodo, de acordo com os diferentes n\u00edveis da inseguran\u00e7a alimentar, \u00edndice que trabalha as grada\u00e7\u00f5es \u201cgrave, m\u00e9dia e leve\u201d, podem ser resumidos na constata\u00e7\u00e3o que 116 milh\u00f5es de pessoas, 60% da popula\u00e7\u00e3o, s\u00e3o privadas dessa dimens\u00e3o de totalidade da alimenta\u00e7\u00e3o: comem o que estiver dispon\u00edvel e n\u00e3o sabem se ter\u00e3o a alimenta\u00e7\u00e3o garantida nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto que a soberania alimentar \u00e9 determinante para o nosso pa\u00eds. N\u00e3o \u00e9 uma pauta dos movimentos camponeses, mas sim de toda a sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Como organizar o abastecimento saud\u00e1vel do povo brasileiro hoje \u00e9 elemento fundante de qualquer projeto que se projete como nacional.<\/p>\n<p>E \u00e9 sob essa compreens\u00e3o que se estrutura a agroecologia. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar soberania alimentar sem formas contra-hegem\u00f4nicas de produ\u00e7\u00e3o dos alimentos. Precisamos de um povo brasileiro alimentado, sadio, e de nossa natureza cuidada, para nos reorganizarmos como pa\u00eds.<\/p>\n<p>A agroecologia \u00e9 fruto de mil\u00eanios de aprendizado do povo, que mesmo violentado em seu territ\u00f3rio ou desterrado de sua m\u00e1tria, reconstr\u00f3i seu metabolismo socioecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A agroecologia se nutre de pr\u00e1ticas e resist\u00eancias ancestrais que dialeticamente se desenvolveram durante o capitalismo.<\/p>\n<p>A agroecologia \u00e9 tamb\u00e9m a reconstru\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico. Se entendemos que esses saberes foram desprezados do conhecimento cient\u00edfico manipulado pelas transnacionais, tamb\u00e9m devemos entender que a agroecologia \u00e9 essa possibilidade de media\u00e7\u00e3o entre os conhecimentos ancestrais e as possibilidades do conhecimento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Atualmente, o nosso Sistema Nacional de Pesquisa Agropecu\u00e1ria conta com mais de 200 institui\u00e7\u00f5es voltadas para o desenvolvimento quase que exclusivo das commodities. Qu\u00e3o extraordin\u00e1rio seria nosso desenvolvimento agropecu\u00e1rio se essas institui\u00e7\u00f5es estivessem pautadas pela soberania alimentar e a agroecologia?<\/p>\n<p>Essa frente de articula\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico e acad\u00eamico dialogando com o trabalho e o saber campon\u00eas \u00e9 determinante para avan\u00e7ar em um amplo processo de transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica. Popularizar e democratizar o desenvolvimento e acesso a tecnologias para produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica \u00e9 o que vai nos permitir superar desigualdades hist\u00f3ricas. Avan\u00e7ar na produ\u00e7\u00e3o e socializa\u00e7\u00e3o de sementes crioulas, tradicionais e livres de transg\u00eanicos, bioinsumos, mecaniza\u00e7\u00e3o adequada, assist\u00eancia t\u00e9cnica popular, recupera\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que fortalecem o avan\u00e7o da agroecologia.<\/p>\n<p>Mas agroecologia n\u00e3o \u00e9 apenas manejo na produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Para que nossas capacidades agroecol\u00f3gicas estejam desenvolvidas, \u00e9 determinante a reconstru\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es humanas sob bases emancipat\u00f3rias.<\/p>\n<p>A supera\u00e7\u00e3o do racismo, da LGBTfobia e do patriarcado est\u00e1 diretamente ligada a novas pr\u00e1ticas produtivas. Assim como o exerc\u00edcio da coopera\u00e7\u00e3o e da solidariedade, em suas diversas formas, \u00e9 um pressuposto da agroecologia.<\/p>\n<p>Nossa sociedade brasileira, em plena d\u00e9cada de 2020, se defronta com sua chaga agr\u00e1ria de forma brutal. A fome, a crise ambiental, a desigualdade social e a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica brasileira continuam alicer\u00e7adas na quest\u00e3o agr\u00e1ria, que tem em seu polo burgu\u00eas o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Est\u00e1 no centro de um projeto de pa\u00eds que confronte o projeto das elites: a Reforma Agr\u00e1ria Popular, a defesa dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas e quilombolas, a Soberania Alimentar e o cuidado com os bens comuns da natureza. E todas essas conquistas devem ter como substrato fecundo a agroecologia.<\/p>\n<h2>Sobre os autores<\/h2>\n<p>B\u00e1rbara Loureiro faz parte da coordena\u00e7\u00e3o nacional do MST e \u00e9 mestre em meio ambiente e desenvolvimento rural.<\/p>\n<p>Luiz Zarref faz parte da coordena\u00e7\u00e3o nacional do MST e \u00e9 doutor em geografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por MST &#8211; A coevolu\u00e7\u00e3o entre coletivos humanos e natureza produziu as bases de toda a natureza que conhecemos. Os bilh\u00f5es de anos de surgimento das formas inorg\u00e2nicas e org\u00e2nicas existentes em nosso mundo encontraram um momento geologicamente \u00edmpar quando do surgimento de nossos ancestrais. 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