{"id":35209,"date":"2024-05-22T10:46:40","date_gmt":"2024-05-22T14:46:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=35209"},"modified":"2024-05-22T10:46:40","modified_gmt":"2024-05-22T14:46:40","slug":"o-colapso-dos-botos-e-tucuxis","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/05\/22\/o-colapso-dos-botos-e-tucuxis\/","title":{"rendered":"O colapso dos botos e tucuxis"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"35211\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/05\/22\/o-colapso-dos-botos-e-tucuxis\/download-2-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/download-2.jpeg?fit=300%2C168\" data-orig-size=\"300,168\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"download (2)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/download-2.jpeg?fit=300%2C168\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/download-2.jpeg?fit=300%2C168\" class=\"alignnone size-full wp-image-35211\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/download-2.jpeg?resize=300%2C168\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Amaz\u00f4nia Real , por W\u00e9rica Lima<\/strong> &#8211; A seca de 2023 na Amaz\u00f4nia \u00e9 ainda uma hist\u00f3ria a ser contada. Raras vezes se viu a for\u00e7a da natureza ser t\u00e3o implac\u00e1vel, mesmo em um ambiente j\u00e1 acostumado aos extremos de seus ciclos naturais. Todo ano, o amaz\u00f4nida sabe que as \u00e1guas v\u00e3o subir e baixar. E ele aprendeu a se adaptar a essa realidade. Mas, no ano passado, os efeitos clim\u00e1ticos passaram de todos os limites. Os rios mais que secaram: alguns desapareceram. Os animais perderam seus ref\u00fagios e milhares deles morreram. S\u00f3 no lago Tef\u00e9, no Amazonas, pesquisadores do Instituto Mamirau\u00e1 tiveram de recolher, durante dois meses, 222 carca\u00e7as de tucuxis e botos vermelhos. Por que ocorreu essa mortandade sem precedentes de mam\u00edferos aqu\u00e1ticos? E que alerta ela traz sobre a crise clim\u00e1tica? A <strong>Amaz\u00f4nia Real<\/strong>\u00a0reconstitui, passo a passo, esse triste epis\u00f3dio, ouvindo especialistas e pessoas que estiveram envolvidas na v\u00e3 tentativa de salvar os animais.<\/em><!--more--><\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\"><strong>Tef\u00e9 (AM) \u2013\u00a0<\/strong>Seria um s\u00e1bado de folga para a bi\u00f3loga Mariana Lobato e pesquisadores do Instituto Mamirau\u00e1, localizado no lago Tef\u00e9, no Amazonas. Grande parte do Grupo de Pesquisa em Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos Amaz\u00f4nicos, formado em sua maioria por mulheres, havia acabado de chegar da Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Aman\u00e3 (RDSA), onde foram a campo realizar a an\u00e1lise de sa\u00fade de animais. Mas uma liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica inesperada na tarde daquele 23 de setembro de 2023 desconcertou a todos \u2013 e cancelou o merecido descanso.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">As primeiras informa\u00e7\u00f5es davam conta de que cerca de 17 botos e tucuxis apareceram mortos no lago Tef\u00e9. Mariana n\u00e3o acreditou no que estava ouvindo at\u00e9 descer no rio e avistar os corpos dos animais boiando. \u201cO que est\u00e1 acontecendo?\u201d, foi a pergunta que mais se fez nos dias seguintes. Assim como os moradores locais, a pesquisadora tamb\u00e9m n\u00e3o tinha explica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">N\u00e3o havia relatos, registros ou pesquisas sobre botos vermelhos (<em>Inia geoffrensis<\/em>) e tucuxis (<em>Sotalia fluviatilis<\/em>), duas esp\u00e9cies de golfinhos de \u00e1gua-doce do lago Tef\u00e9. As plataformas acad\u00eamicas que armazenam o\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/ciencia-explica-seca-historica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">conhecimento cient\u00edfico<\/a>\u00a0n\u00e3o apresentavam pistas. Os pesquisadores vasculharam, em particular, estudos e registros de 2010, ano da \u00faltima seca extrema. Mas n\u00e3o havia nada que fizesse a correla\u00e7\u00e3o entre o aparecimento de carca\u00e7as dos mam\u00edferos aqu\u00e1ticos e as temperaturas elevadas de \u00e1gua e do ar. Nenhuma linha em particular dessa hist\u00f3ria fatal havia sido escrita antes. Aquela cena presenciada por Mariana Lobato foi apenas o primeiro sinal de que algo muito mais grave estava por vir.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">O boto vermelho e o tucuxi s\u00e3o altamente simb\u00f3licos para os amaz\u00f4nidas. Eles fazem parte de sua cultura e de suas hist\u00f3rias. \u201cA gente n\u00e3o via nenhuma a\u00e7\u00e3o humana, nenhuma marca de arp\u00e3o, malhadeira ou cortes. Eram bichos que por fora estavam saud\u00e1veis\u201d, relembra a bi\u00f3loga.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Em 27 de setembro, uma quarta-feira, a equipe do Mamirau\u00e1 identificou mais 28 carca\u00e7as. Foi o dia mais tr\u00e1gico. Todos os colaboradores do instituto foram mobilizados, independente da \u00e1rea de pesquisa, para ajudar nas coletas. Eram tantos corpos de animais que muitos n\u00e3o puderam ser recolhidos por inteiro. Os pesquisadores cortavam s\u00f3 o cr\u00e2nio, a parte fundamental para coletar as principais informa\u00e7\u00f5es sobre cada indiv\u00edduo e realizar an\u00e1lises futuras.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">As pesquisadoras tiveram de travar uma luta contra o cansa\u00e7o. A jornada come\u00e7ava \u00e0s 5 da manh\u00e3 e acabava \u00e0s 23 horas, dentro do laborat\u00f3rio de necr\u00f3psia. Foi preciso montar um acampamento no Tef\u00e9 e at\u00e9 um barco serviu como base no lago. O Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/icmbio\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ICMbio<\/a>) instaurou um comando de emerg\u00eancia no local. A essa altura, a not\u00edcia tinha corrido o mundo.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Para descobrir se o que estava acontecendo era algo cr\u00f4nico ou agudo, Adria Moreira, m\u00e9dica veterin\u00e1ria respons\u00e1vel pela necr\u00f3psia, n\u00e3o podia ignorar nenhum detalhe das observa\u00e7\u00f5es que fazia. Uma ficha inicial foi elaborada a partir de cada informa\u00e7\u00e3o que parecia relevante. A equipe s\u00f3 conseguiu chegar a um formato definitivo desse documento cerca de 20 dias depois do in\u00edcio dos trabalhos.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cLidar com a morte em si foi algo bem traum\u00e1tico. Eu sentia que estava num acampamento de guerra\u201d, relata Adria Moreira. Em geral, profissionais que realizam necr\u00f3psias s\u00e3o bastante t\u00e9cnicos: tudo segue um protocolo, com anota\u00e7\u00f5es e registros de imagens, passo por passo. Mas, daquela vez, as cenas chocavam. \u201cAt\u00e9 ao entrar era um baque muito grande, que eu nunca gostaria de lidar com a morte assim. Mas foi preciso.\u201d<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">O n\u00edvel de decomposi\u00e7\u00e3o dos corpos era \u201cCOD 4\u201d, um dos mais avan\u00e7ados, segundo a medicina legal. Nesse est\u00e1gio, o processo de an\u00e1lise era mais complicado e as pesquisadoras n\u00e3o conseguiam inferir muita coisa. Para a veterin\u00e1ria, foi dif\u00edcil lidar com o psicol\u00f3gico diante de algo nunca visto e que exigia muito esfor\u00e7o f\u00edsico e mental, ampliado pela necessidade de acordar cedo e dormir muito tarde naqueles dias. \u201cFoi algo que aconteceu de maneira emergente, n\u00e3o tinha como evitar ou como escolher\u201d, conta.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Investiga\u00e7\u00f5es iniciais<\/strong><\/h4>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-144227 entered litespeed-loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1024x683.jpg.webp?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1500x1000.jpg 1500w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-620x413.jpg 620w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-400x267.jpg 400w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo.jpg.webp 1920w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1024x683.jpg.webp\" data-srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1500x1000.jpg 1500w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-620x413.jpg 620w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-400x267.jpg 400w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo.jpg.webp 1920w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><sup>Todos os ossos de botos s\u00e3o guardados e vedados para futuros estudos dos botos no Lago T\u00e9fe.(Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/Amaz\u00f4nia Real).<\/sup><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Bact\u00e9ria, v\u00edrus ou calor extremo? Diante de uma crise clim\u00e1tica sem precedentes na Amaz\u00f4nia, a \u00faltima hip\u00f3tese parecia ter mais for\u00e7a. Para as pesquisadoras, o calor poderia estar agravando um quadro de doen\u00e7a pulmonar ou card\u00edaca geralmente encontrada nos cet\u00e1ceos (mam\u00edferos aqu\u00e1ticos). A \u00e1gua aquecida poderia ajudar a proliferar uma doen\u00e7a bacteriol\u00f3gica ou infecciosa que j\u00e1 estivesse presente nos animais.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">As pesquisadoras cogitaram mover os animais do lago, que estava muito seco, para o rio principal. Muitos, de fora, clamavam por medidas urgentes. Mas essa op\u00e7\u00e3o incorreria no risco de espalhar uma doen\u00e7a, se houvesse uma, para o resto do rio Amazonas. Essa d\u00favida se dissipou quando os resultados dos exames bacteriol\u00f3gicos deram negativos, refor\u00e7ando a hip\u00f3tese do efeito assassino da onda de calor. A regi\u00e3o amaz\u00f4nica, naqueles meses, ultrapassava os 40\u00ba Celsius, e a seca no rio Negro [que forma o\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/stf-suspende-acoes-do-tombamento-do-encontro-das-aguas\/\">rio Amazonas junto ao Solim\u00f5es<\/a>] j\u00e1 tinha atingido o mais baixo n\u00edvel em 119 anos: 13,59 metros.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Conforme\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cemaden\/pt-br\/assuntos\/noticias-cemaden\/o-ano-de-2023-foi-marcado-por-temperaturas-e-secas-extremas-aponta-estudo-do-cemaden-1\">relat\u00f3rio<\/a>\u00a0do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), com os dados da World Meteorological Organization (WMO) e da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), 2023 foi o ano mais quente desde que os registros globais come\u00e7aram em 1850. As maiores anomalias foram registradas de setembro a dezembro de 2023 entre 4 a 5 graus acima da m\u00e9dia. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)\u00a0 , aconteceram 6 ondas de calor intensas entre agosto e novembro de 2023.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">O calor externo j\u00e1 seria uma situa\u00e7\u00e3o extrema, mas havia outro elemento a ser considerado por estar \u00e0 vista de todos. Mariana Lobato n\u00e3o descarta a contribui\u00e7\u00e3o das queimadas na regi\u00e3o, que batia recordes e deixou a capital do Amazonas, Manaus, sob fuma\u00e7a por meses. \u201cA qualidade do ar estava p\u00e9ssima, e como os golfinhos de \u00e1gua doce s\u00e3o mam\u00edferos, eles n\u00e3o respiram oxig\u00eanio da \u00e1gua\u201d, explica. \u201cEles respiram oxig\u00eanio atmosf\u00e9rico e como eles j\u00e1 t\u00eam problemas respirat\u00f3rios, isso pode sim ter integrado quadro de problemas respirat\u00f3rios\u201d, ressalta.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Somente ap\u00f3s confirma\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o havia uma doen\u00e7a contagiosa, os animais passaram a ser soltos na boca do lago Tef\u00e9, numa tentativa de salvar os sobreviventes.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Descoberta inesperada\u00a0<\/strong><\/h4>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-144217 entered litespeed-loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-1024x683.jpg.webp?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3.jpg.webp 1920w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-1024x683.jpg.webp\" data-srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo3.jpg.webp 1920w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><sub>Mariana Lobato, pesquisadora do Instituto Mamirau\u00e1, relata sobre as dificuldades de fazer pesquisa dentro da Amaz\u00f4nia (Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/Amaz\u00f4nia Real).<\/sub><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Sem a presen\u00e7a de doen\u00e7as nos exames dos mam\u00edferos aqu\u00e1ticos, a equipe de pesquisa fez coletas da \u00e1gua e testes para biotoxinas na busca para encontrar microalgas e cianobact\u00e9rias (bact\u00e9rias que obt\u00eam energia pela luz solar). O que n\u00e3o se esperava era encontrar uma esp\u00e9cie de microalga chamada\u00a0<em>Euglena sanguinea<\/em>, que nunca tinha sido registrada nos rios da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cA\u00a0<em>Euglena<\/em>\u00a0<em>sanguinea\u00a0<\/em>produz uma subst\u00e2ncia que se chama euglenoficina, de grande toxicidade para os peixes. Mas n\u00e3o h\u00e1 estudo para mam\u00edferos aqu\u00e1ticos\u201d, afirma Mariana. Os peixes morreram dias depois dos primeiros botos, o que gera d\u00favida se a toxina contribuiu para a mortandade, ainda que de forma indireta.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Em duas de seis amostras analisadas sobre os tucuxis (<em>Sotalia fluviatilis<\/em>) foi encontrada uma pequena quantidade de \u201cpalitoxina e an\u00e1logos\u201d, subst\u00e2ncias que ainda s\u00e3o um mist\u00e9rio para a ci\u00eancia. Conforme os estudos levantados pela equipe de pesquisa do Instituto Mamirau\u00e1, a palitoxina e an\u00e1logos s\u00e3o causas da doen\u00e7a de Haff, mais conhecida como \u201curina preta\u201d.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Casos de \u201curina preta\u201d foram notificados recentemente pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em Tef\u00e9. Os sintomas da doen\u00e7a gerada pela ingest\u00e3o de peixe contaminado com a mol\u00e9cula de palitoxina s\u00e3o dores musculares, dor de cabe\u00e7a e febre, que podem ser confundidos com uma gripe,\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/casos-de-malaria-explodem-em-aldeias-satere-mawe-na-ti-andira-marau-am\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mal\u00e1ria<\/a>\u00a0ou dengue, doen\u00e7as end\u00eamicas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Mariana Lobato diz acreditar que a falta de acesso \u00e0 sa\u00fade em comunidades mais distantes e os sintomas que podem ser confundidos com outras doen\u00e7as devem ter levado a uma subnotifica\u00e7\u00e3o dos casos em Tef\u00e9. Na ci\u00eancia, a \u201cpalitoxina e an\u00e1logos\u201d s\u00e3o pouco estudados. N\u00e3o se sabe, por exemplo, quem ou como s\u00e3o produzidas e quais s\u00e3o as poss\u00edveis formas. H\u00e1 centenas de toxinas an\u00e1logas j\u00e1 mapeadas, mas como elas s\u00e3o processadas dentro do organismo \u00e9 algo que segue sem explica\u00e7\u00e3o. \u201cTanto que o tratamento para essa doen\u00e7a (\u201c<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/surto-da-urina-preta-prejudica-pescadores-no-amazonas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">urina preta<\/a>\u201d) em humanos \u00e9 hidrata\u00e7\u00e3o. A pessoa simplesmente se hidrata e se cuida dessa doen\u00e7a\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Estudos cient\u00edficos indicam que a palitoxina e seus an\u00e1logos j\u00e1 causaram doen\u00e7as em mam\u00edferos aqu\u00e1ticos de \u00e1gua salgada. Os botos e tucuxis vivem apenas em \u00e1gua doce. Essa \u00e9 uma linha de pesquisa poss\u00edvel para decifrar a morte massiva dos animais no lago Tef\u00e9. \u201cIsso [palitoxina] em microdoses pode causar rompimento das fibras musculares, dor muscular e justificar o comportamento estranho que eles estavam tendo no lago. Causa tamb\u00e9m falha cerebral e o mais importante \u00e9 a falha renal. Essa falha renal vai causar a morte do animal\u201d, acrescenta a pesquisadora.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cBanheira de 40 graus\u201d<\/strong><\/h4>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-144229 entered litespeed-loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-1024x683.jpg.webp?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3.jpg.webp 1920w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-1024x683.jpg.webp\" data-srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo3.jpg.webp 1920w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><sub>Todos os ossos de botos s\u00e3o guardados e vedados para futuros estudos dos botos no Lago Tef\u00e9.(Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/Amaz\u00f4nia Real).<\/sub><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Al\u00e9m da palitoxina, seus an\u00e1logos e a esp\u00e9cie<em>\u00a0Euglena sanguinea<\/em>, n\u00e3o foram encontrados metais, contaminantes e biotoxinas anormais nas an\u00e1lises de \u00e1gua. Com a qualidade do ar ruim e a seca severa, as pesquisadoras retornaram para a hip\u00f3tese mais concreta do intenso calor como gerador de um verdadeiro colapso ambiental.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cA gente at\u00e9 achava que eles [botos e tucuxis] estavam querendo sair da \u00e1gua, que estava fervendo, 40 graus dentro da \u00e1gua. Imagine voc\u00ea numa banheira 40 graus querendo sair e a\u00ed o ar em cima estava todo cheio de fuma\u00e7a, todo horr\u00edvel, como \u00e9 que respira? Ent\u00e3o se come\u00e7a a ter rea\u00e7\u00f5es extremas\u201d, diz Mariana Lobato, que atua como t\u00e9cnica de laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">O comportamento normal esperado com quem trabalha e convive com os tucuxis e botos \u00e9 de avistar os animais tendo uma respira\u00e7\u00e3o superficial a cada minuto, forrageando e at\u00e9 brincando. Mas n\u00e3o era bem isso que as pessoas e os pesquisadores avistaram. Os comportamentos fugiam da normalidade. \u201cEram bichos se debatendo na \u00e1gua, pulavam fora da \u00e1gua, literalmente se debatiam como se fossem um peixe morrendo. Foi desesperador\u201d, acrescenta Mariana.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Os dados conduzem cada vez mais com a hip\u00f3tese de que os animais morreram por causa do calor, com uma temperatura chegando a mais de 10 graus acima do normal. \u201cToda necropsia que a gente fazia a gente via ind\u00edcios de estresse t\u00e9rmico, muita hemorragia, falha dos \u00f3rg\u00e3os, o c\u00e9rebro todo colmatado (coberto) com marcas de sangue, sangue coagulado\u201d, conclui a t\u00e9cnica.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Ayan Fleischmann, coordenador do Grupo de Pesquisa em Geoci\u00eancias e Din\u00e2micas Ambientais na Amaz\u00f4nia do\u00a0<a href=\"https:\/\/mamiraua.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Mamirau\u00e1<\/a>, afirma que a alta temperatura \u00e9 um par\u00e2metro-chave para entender o impacto das secas. No lago Tef\u00e9, os pesquisadores mediram a temperatura que chegou a 41 graus na coluna d\u2019\u00e1gua durante v\u00e1rios dias e sempre no meio da tarde, um valor completamente desproporcional. \u201cFora da realidade, quando normalmente a temperatura m\u00e9dia fica entre 29 e 31 graus\u201d, compara o pesquisador.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estresse ambiental<\/strong><\/h4>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Claudia-Souza-Foto_-Steffane-Azevedo4.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-144265 entered litespeed-loaded\" 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\/><\/a><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/monitoramento-da-agua-do-Lago-TefeFoto_-Steffane-Azevedo.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-144286 entered litespeed-loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/monitoramento-da-agua-do-Lago-TefeFoto_-Steffane-Azevedo-1024x683.jpg.webp?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/monitoramento-da-agua-do-Lago-TefeFoto_-Steffane-Azevedo-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/monitoramento-da-agua-do-Lago-TefeFoto_-Steffane-Azevedo-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/monitoramento-da-agua-do-Lago-TefeFoto_-Steffane-Azevedo-768x512.jpg.webp 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Mamirau\u00e1<\/i><\/sub><em><sub>. \u00c1dria Costa mostra a ficha t\u00e9cnica da necropsia (Fotos: St\u00e9ffane Azevedo\/Amaz\u00f4nia Real).<\/sub><\/em><\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">No lado das necr\u00f3psias, a m\u00e9dica veterin\u00e1ria Adria Moreira avan\u00e7ava nas an\u00e1lises. O que sua equipe notou, de forma not\u00f3ria, eram caracter\u00edsticas de um fator estressante ambiental \u201chiperagudo\u201d, com muita congest\u00e3o e hemorragia. \u00c9 como se o corpo dos mam\u00edferos aqu\u00e1ticos fossem incapazes de reagir \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da temperatura das \u00e1guas. \u201cO sistema nervoso do animal come\u00e7ava a mandar subst\u00e2ncias, no caso prote\u00ednas estressantes, para o sangue e os vasos come\u00e7avam a ter um dist\u00farbio hemodin\u00e2mico muito grande\u201d, diz ela. Em condi\u00e7\u00f5es normais, h\u00e1 um equil\u00edbrio hemost\u00e1tico entre a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea e as subst\u00e2ncias que correm fora dos vasos. Em Tef\u00e9, ocorreu um extravasamento em decorr\u00eancia desse desequil\u00edbrio ambiental.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">O extravasamento das subst\u00e2ncias de estresse \u00e9 o que gerou hemorragia, congest\u00e3o e at\u00e9 choques circulat\u00f3rios que levaram ao \u00f3bito dos animais observados, segundo Moreira. O organismo dos botos e tucuxis ficou desnorteado com a falta de equil\u00edbrio osm\u00f3tico (movimento dos l\u00edquidos no organismo) e est\u00e1tica.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Para a especialista, em um choque como o descrito, a regi\u00e3o do cr\u00e2nio apresenta grande hemorragia, assim como o t\u00f3rax. O sangue extravasa, formando co\u00e1gulos e edemas cerebral e pulmonar, al\u00e9m de provocar hemorragia pulmonar. Nos rins, a prote\u00edna do m\u00fasculo come\u00e7a a extravasar, intoxicando esses \u00f3rg\u00e3os. Adria tamb\u00e9m relata que a urina dos animais estava sanguinolenta, o que indica hemorragia renal, uma caracter\u00edstica de choque no organismo.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cA rabdomi\u00f3lise \u00e9 um estresse muscular que gera uma hemorragia renal. Quando vai ver, a urina est\u00e1 escura. N\u00e3o posso afirmar que \u00e9 rabdomi\u00f3lise, mas a toxicologia j\u00e1 encontrou resqu\u00edcios\u201d, diz a m\u00e9dica veterin\u00e1ria. Sabe-se que ela ocorre em situa\u00e7\u00f5es de estresse muito alto, seja nos peixes ou nos humanos\u201d, diz Adria Moreira. \u201c\u00c9 uma sentinela para ficarmos atentos, os rios e os animais est\u00e3o sofrendo muito com esse estresse ambiental\u201d, alerta.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Colapso ecol\u00f3gico\u00a0\u00a0<\/strong><\/h4>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Regua-de-monitoramento-no-nivel-do-Lago-Tefe_Foto_Steffane-Azevedo.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-144297 entered litespeed-loaded\" 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href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/especiais\/crise-climatica-impacta-ribeirinhos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jansen Zuanon<\/a>\u00a0\u00e9 uma testemunha viva dos impactos devastadores das secas extremas. A cada evento severo, a vida subaqu\u00e1tica se v\u00ea em uma batalha pela pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia. Com o aumento da temperatura da \u00e1gua, a quantidade de oxig\u00eanio dispon\u00edvel diminui, afetando diretamente a fisiologia dos peixes. Essas esp\u00e9cies, como os humanos e outros vertebrados, possuem um limite de toler\u00e2ncia t\u00e9rmica, em torno dos 40 graus. Acima disso, as prote\u00ednas do corpo desnaturam, deixando de funcionar.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cAs prote\u00ednas t\u00eam uma estrutura f\u00edsica tridimensional, com \u00e1tomos ligados uns aos outros por for\u00e7as de diferentes tipos. Quando aquece muito os \u00e1tomos come\u00e7am a se agitar, todas essas liga\u00e7\u00f5es s\u00e3o quebradas e a\u00ed se desfaz a estrutura f\u00edsica da prote\u00edna\u201d, explica. No lago Tef\u00e9, a combina\u00e7\u00e3o da alta temperatura com a baixa qualidade da \u00e1gua resultou na morte de milhares de peixes.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cEsses peixes entram em decomposi\u00e7\u00e3o e as bact\u00e9rias acabam consumindo mais o oxig\u00eanio, o que piora ainda mais a situa\u00e7\u00e3o. Isso gera uma \u00e1gua em condi\u00e7\u00f5es p\u00e9ssimas, n\u00e3o s\u00f3 para os pr\u00f3prios peixes, mas tamb\u00e9m para mam\u00edferos aqu\u00e1ticos como a gente viu no caso dos botos e tucuxis\u201d, afirma Zuanon.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Embora algumas esp\u00e9cies de peixes tenham o \u201cai\u00fa\u201d, um mecanismo de adapta\u00e7\u00e3o que gera a inflama\u00e7\u00e3o dos l\u00e1bios inferiores para captar oxig\u00eanio na superf\u00edcie, a toler\u00e2ncia \u00e0 temperatura varia. As diferentes esp\u00e9cies sucumbem em momentos distintos, at\u00e9 que o colapso do ecossistema se torna inevit\u00e1vel. \u201c\u00c9 um efeito domin\u00f3\u201d, diz Zuanon. \u201cQuanto mais peixes morrem, pior a qualidade da \u00e1gua se torna, at\u00e9 que se torna insuport\u00e1vel para a maioria dos organismos.\u201d<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Na v\u00e1rzea, a baixa do oxig\u00eanio \u00e9 comum durante a seca, pois h\u00e1 material em decomposi\u00e7\u00e3o. Algumas esp\u00e9cies j\u00e1 se adaptaram a essa nova realidade de falta de oxig\u00eanio. Elas chegam a resistir at\u00e9 dois ou tr\u00eas meses, como foi o caso do Lago Tef\u00e9.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Floresta seca\u00a0<\/strong><\/h4>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-144281 entered litespeed-loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-1024x683.jpg.webp?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2.jpg.webp 1882w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-1024x683.jpg.webp\" data-srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Lago-Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo2.jpg.webp 1882w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><sub>Floresta no entorno do Lago Tef\u00e9, no interior do Amazonas (Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/Amaz\u00f4nia Real).<\/sub><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">O real impacto da seca extrema de 2023 sobre as regi\u00f5es de igap\u00f3 e v\u00e1rzea ainda \u00e9 incerto, mas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jstor.org\/stable\/pdf\/26480759.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudos anteriores<\/a>\u00a0e a an\u00e1lise de especialistas fornecem pistas preocupantes. Fl\u00e1via Costa, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) na \u00e1rea de Ecologia Florestal e Funcional, explica que as plantas demoram para responder \u00e0s mudan\u00e7as do clima, mas que j\u00e1 mostraram sensibilidade das florestas alagadas, em especial os igap\u00f3s.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cO problema dos igap\u00f3s \u00e9 que eles acumulam uma camada densa de folhas no ch\u00e3o, propensa ao fogo\u201d, diz a pesquisadora. Essa vulnerabilidade se soma aos recordes de queimadas na Amaz\u00f4nia em 2023, um aumento de 463% em rela\u00e7\u00e3o a 2022, segundo o<a href=\"https:\/\/plataforma.brasil.mapbiomas.org\/monitor-do-fogo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00a0Monitor do Fogo<\/a>\u00a0do\u00a0 Mapbiomas. No total, 1,3 milh\u00e3o de hectares foram queimados no ano passado.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Nas florestas de terra-firme, as secas e altas temperaturas causam estresse na vegeta\u00e7\u00e3o, levando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da capacidade de armazenar carbono ou at\u00e9 a sua perda, explica Costa. Funciona assim: as plantas fecham os est\u00f4matos para evitar a perda de \u00e1gua, mas deixar de absorver carbono para a fotoss\u00edntese. E, continua a especialista, \u201cas secas extremas aumentam a mortalidade, diminuindo o n\u00famero de \u00e1rvores que absorvem o carbono. As \u00e1rvores mortas ent\u00e3o v\u00e3o come\u00e7ar a emitir carbono para a atmosfera durante a decomposi\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Joice Ferreira, ec\u00f3loga da Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental e co-fundadora da Rede Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (RAS), explica que as altas temperaturas ultrapassam os limites de toler\u00e2ncia das plantas e dos animais, afetando seus processos essenciais. Segundo Joice, os efeitos de diferentes estresses acabam se somando e agravando ainda mais o cen\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">H\u00e1 anos pesquisando na RAS os efeitos de longo prazo dos impactos da a\u00e7\u00e3o externa sobre a floresta, ela d\u00e1 exemplos do que j\u00e1 est\u00e1 ocorrendo com os besouros \u201crola-bosta\u201d, que diminu\u00edram em quantidade e diversidade ap\u00f3s a seca de 2015, impactando na dispers\u00e3o de sementes e revolvimento dos solos das florestas.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cO exemplo desse grupo mostra que na floresta tudo est\u00e1 interligado e que a perda de um grupo da flora ou fauna funciona como uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia. Esses pequenos insetos est\u00e3o ligados a muitos mam\u00edferos da floresta, pois usam os seus excrementos como ninho e alimentos. Assim, a sua redu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se relaciona \u00e0 pr\u00f3pria perda dos mam\u00edferos maiores\u201d, conclui.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Condi\u00e7\u00e3o ambiental em Manaus<\/strong><\/h4>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-140870 entered litespeed-loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-1024x576.jpg.webp?resize=600%2C338&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-1024x576.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-300x169.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-768x432.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-1536x864.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-150x84.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18.jpg.webp 1600w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-1024x576.jpg.webp\" data-srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-1024x576.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-300x169.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-768x432.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-1536x864.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18-150x84.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Estiagem-seca-extrema-2023-18.jpg.webp 1600w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><sub>Fuma\u00e7a em Manaus causada pelas queimadas (Foto: Alberto C\u00e9sar Ara\u00fajo\/Amaz\u00f4nia Real).<\/sub><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Manaus nunca tinha vivenciado\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/fumaca-persiste-e-atrasa-chuvas-em-manaus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fuma\u00e7as t\u00e3o intensas procedentes das queimadas<\/a>. Foram meses sob o ar t\u00f3xico que deixava roupas com o cheiro de queimado e geraram uma forte neblina que durou dias e problemas de sa\u00fade. Mas, por sorte geogr\u00e1fica, a capital do Amazonas e uma regi\u00e3o maior ao noroeste, no escudo das Guianas, possuem uma condi\u00e7\u00e3o ambiental que pode aliviar os problemas do aquecimento e secas sobre a\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/a-amazonia-que-era-para-ser-e-nao-foi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">floresta de terra-firme<\/a>, afirma Fl\u00e1via Costa.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cNesta regi\u00e3o, os solos tendem a ser profundos e argilosos, o que ret\u00e9m bastante \u00e1gua das chuvas, que ent\u00e3o lentamente abastecem os igarap\u00e9s via migra\u00e7\u00e3o pela \u00e1gua subterr\u00e2nea\u201d, diz a pesquisadora. Assim, forma-se um grande estoque de \u00e1gua no solo e no len\u00e7ol fre\u00e1tico que pode \u201csalvar\u201d as florestas, desde que os per\u00edodos chuvosos continuem sendo capazes de infiltrar at\u00e9 esse reservat\u00f3rio.\u201dTemos observado uma resili\u00eancia maior de nossas florestas em rela\u00e7\u00e3o a outras regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia. Isso n\u00e3o significa dizer que as florestas aqui n\u00e3o sofrem, apenas que sofrem bem menos que regi\u00f5es como a por\u00e7\u00e3o sul-sudeste da Amaz\u00f4nia\u201d, relata.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Essa conta s\u00f3 fecha, de forma cristalina, se as matas da regi\u00e3o n\u00e3o forem degradadas. Segundo a pesquisadora, as florestas permanecer\u00e3o vi\u00e1veis onde elas s\u00e3o grandes e n\u00e3o isoladas, pois pequenas \u00e1reas podem perder esp\u00e9cies sens\u00edveis. \u201cTemos visto no fragmento de floresta do campus da Ufam uma resposta bem mais negativa da vegeta\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m dos animais, \u00e0 seca de 2023. Como esta \u00e1rea \u00e9 relativamente pequena e cercada por cidade, o calor intenso e o d\u00e9ficit de vapor no ar causam bastante estresse na vegeta\u00e7\u00e3o\u201d, diz Fl\u00e1via Costa. Um sinal evidente foram as plantas que ficaram bem murchas, conforme a pr\u00f3pria pesquisadora testemunhou em umas de suas caminhadas.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Savaniza\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia?<\/strong><\/h4>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-145223 entered litespeed-loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-1024x683.jpg.webp?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k.jpg.webp 2047w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-1024x683.jpg.webp\" data-srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/53282392026_bcd515edd0_k.jpg.webp 2047w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><sub>Queimadas em Tartarugalzinho, no Amap\u00e1 (Foto: Maksuel Martins\/Secom AP).<\/sub><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Nesse ciclo de secas se repetindo e se intensificando, com inc\u00eandios na vegeta\u00e7\u00e3o aumentando, o que se espera \u00e9 que a floresta mude de \u201cfei\u00e7\u00e3o\u201d. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil compreender o motivo. A ec\u00f3loga Joice Ferreira descreve que algumas esp\u00e9cies de \u00e1rvores mais altas, especialmente as que atingem o topo da floresta, s\u00e3o mais vulner\u00e1veis aos estresses da seca e tendem a morrer mais. No m\u00e9dio e longo prazo, a vegeta\u00e7\u00e3o fechada se torna mais baixa. J\u00e1 outras s\u00e3o mais adaptadas aos ambientes degradados, como bambus, cip\u00f3s e determinadas palmeiras como o baba\u00e7u. Por\u00e9m, a prolifera\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies mais adaptadas tende a reduzir a diversidade de outras esp\u00e9cies que eram adaptadas aos ambientes mais conservados e \u00famidos.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cAp\u00f3s muitos eventos de secas e inc\u00eandios, esperamos uma floresta com aspecto mais seco, mais rala, mais baixa e menos diversa, com esp\u00e9cies mais tolerantes a esses estresses. Em rela\u00e7\u00e3o aos animais, observamos uma redu\u00e7\u00e3o de diversidade, que acaba favorecendo aquelas esp\u00e9cies mais generalistas que se adaptam aos ambientes perturbados\u201d, comenta Joice Ferreira. Os pesquisadores j\u00e1 observaram e agora quantificam a dimens\u00e3o dessa luta adaptativa. Esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros mais raras ou maiores, por exemplo, costumam desaparecer e, em seu lugar, as esp\u00e9cies menores e mais comuns que observamos e s\u00e3o relacionadas \u00e0s plantas com sementes menores ganham mais espa\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">A transi\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia como se conhece pode ser ainda de uma floresta, mas com caracter\u00edsticas diferentes e menos \u00famida. Conforme a pesquisadora da Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental, as \u00e1reas afetadas por secas e fogo t\u00eam ficado mais simplificadas e empobrecidas. Ap\u00f3s o fogo, h\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o na qualidade da floresta que inclui uma vegeta\u00e7\u00e3o mais rala, mais aberta, com redu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, domin\u00e2ncia das mais generalistas e plantas com menos carbono.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cHoje se fala muito em savaniza\u00e7\u00e3o. Mas as savanas t\u00eam tipicamente uma camada de gram\u00edneas e outra de \u00e1rvores, e podem ser muito ricas e muito diversas, como \u00e9 o caso do cerrado brasileiro. N\u00e3o temos at\u00e9 o momento para essas \u00e1reas \u00famidas que estudamos evid\u00eancias de uma mudan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s savanas\u201d, ressalta.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Futuro incerto\u00a0<\/strong><\/h4>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-144224 entered litespeed-loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-1024x683.jpg.webp?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9.jpg.webp 1920w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-id=\"144224\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-1024x683.jpg.webp\" data-srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-300x200.jpg.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-768x512.jpg.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-1536x1024.jpg.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9-150x100.jpg.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mariana-Lobato-Foto_-Steffane-Azevedo9.jpg.webp 1920w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Mariana Lobato, pesquisadora do Instituto Mamirau\u00e1, relata sobre as dificuldades de fazer pesquisa na Amaz\u00f4nia (Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/ Amaz\u00f4nia Real).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">O que vem por a\u00ed? \u00c9 um questionamento que repercute entre a ci\u00eancia e a popula\u00e7\u00e3o local a respeito dos fen\u00f4menos e respostas que a Amaz\u00f4nia d\u00e1 para a crise clim\u00e1tica.\u00a0<strong>\u201c<\/strong>Eu n\u00e3o tenho boas perspectivas. Mas a gente n\u00e3o sabe o que vai acontecer com essa coisa do aquecimento global. Como a gente teve uma seca muito severa, podemos ter uma cheia pior ainda e a gente nunca sabe quais s\u00e3o as consequ\u00eancias dessas secas e cheias porque \u00e9 tudo muito novo\u201d, desabafa Mariana Lobato.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">No Instituto Mamirau\u00e1, a seca hist\u00f3rica de 2023 obrigou os pesquisadores a realinharem seus planos de trabalho daqui por diante. O que fazer para evitar que n\u00edveis de mortandades como as dos botos e tucuxis voltem a se repetir? \u201cA gente percebe que reduziu drasticamente o n\u00famero de animais no lago Tef\u00e9, isso \u00e9 uma chance muito grande de que se todo ano tiver um neg\u00f3cio desse, [a esp\u00e9cie] vai acabar, porque foi muito extremo\u201d, projeta Mariana.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Ao final, os pesquisadores do Instituto Mamirau\u00e1 contabilizaram a morte de 222 botos e Tucuxis no Lago Tef\u00e9. Em Coari, outro munic\u00edpio amazonense, houve a mortalidade de 121 animais, mas alguns com ind\u00edcios de a\u00e7\u00e3o humana. Na literatura, havia registro de mortalidade apenas em golfinhos da \u00e1gua salgada por hipertermia e doen\u00e7as, em uma realidade diferente da encontrada desta vez na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Um dos inc\u00f4modos de Mariana Lobato foi o de ter que exportar as amostras para outros Estados do sul do Pa\u00eds para obter os resultados dos exames. Ela conta que a equipe teve muito apoio de outros institutos e grupos de pesquisa, mas que \u00e9 complicado n\u00e3o se ter ainda o investimento necess\u00e1rio na Amaz\u00f4nia para responder a situa\u00e7\u00f5es de crise como a que aconteceu no Lago Tef\u00e9. At\u00e9 o m\u00eas de dezembro, as pesquisadoras aguardavam parte dos resultados das amostras e seguem esperando quatro meses ap\u00f3s o ocorrido.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cSabe o que eu senti de verdade, que teve muita parceria, teve muita parceria mesmo. Isso foi \u00f3timo, mas a gente ainda encontra uma grande dificuldade de fazer as an\u00e1lises aqui na Amaz\u00f4nia e a gente tem sempre que exportar tudo, sabe? Ent\u00e3o tem que ir para o Sudeste, tem que ir para o Sul. Tem que ir para n\u00e3o sei onde. Por que que a gente n\u00e3o consegue fazer as coisas aqui?\u201d, questiona.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>El Ni\u00f1o em 2024?\u00a0<\/strong><\/h4>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23.webp?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-145235 entered litespeed-loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-1024x587.webp?resize=600%2C344&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-1024x587.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-300x172.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-768x440.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-1536x880.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-150x86.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23.webp 1714w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"344\" data-lazyloaded=\"1\" data-id=\"145235\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-1024x587.webp\" data-srcset=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-1024x587.webp 1024w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-300x172.webp 300w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-768x440.webp 768w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-1536x880.webp 1536w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23-150x86.webp 150w, https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/EL-NINO-DEZ-23.webp 1714w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem de sat\u00e9lite da Nasa, de 2023, mostra o aquecimento das \u00e1guas no Pac\u00edfico causado pelo El Ni\u00f1o.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">As an\u00e1lises de Ayan Fleischmann confirmam que a temperatura registrada na seca hist\u00f3rica de 2023 est\u00e1 relacionada com a crise clim\u00e1tica potencializada pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/el-nino-pode-potencializar-fogo-na-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">El Ni\u00f1o<\/a>\u00a0e o aquecimento do Oceano Atl\u00e2ntico Tropical Norte. Essa combina\u00e7\u00e3o de fatores causou a redu\u00e7\u00e3o de chuva e um per\u00edodo muito grande de estiagem na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, gerando incid\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o solar e redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel da \u00e1gua. Ou seja, o El Ni\u00f1o ainda pode durar mais dois anos.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">\u201cTodos esses eventos acendem um grande alerta. No pr\u00f3ximo ano, se persistir o El Ni\u00f1o e o Oceano Atl\u00e2ntico Tropical Norte continuar quente como uma possibilidade concreta, podemos ter em setembro e outubro de 2024 novamente uma seca forte e extrema\u201d, afirma\u00a0 Fleischmann.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\">Segundo o pesquisador, a gest\u00e3o da crise clim\u00e1tica e dos desastres ambientais que acontecem no Brasil decorrem da falta de prepara\u00e7\u00e3o das autoridades. \u00c9 vital que as a\u00e7\u00f5es para minimizar os impactos socioambientais sejam revistas. Com o per\u00edodo de cheia e seca, que se repetem todos os anos com maior ou menor intensidade, o pesquisador acredita que a Amaz\u00f4nia vive em torno de dois potenciais desastres anuais. Para resolv\u00ea-los, \u00e9 preciso pensar o que fazer n\u00e3o apenas meses antes do pico de cada fen\u00f4meno. \u201cA gente n\u00e3o pode esperar passar a cheia para come\u00e7ar a pensar na seca. A gente tem que trabalhar com a preven\u00e7\u00e3o de todos os desastres, adapta\u00e7\u00e3o desses desastres e dessa crise clim\u00e1tica de forma permanente e urgente\u201d, ensina.<\/p>\n<p class=\"col-xl-7 pl-3 pt-3 pr-3 pl-lg-0 pr-lg-0\"><strong>Veja o v\u00eddeo: \u201cO calor que mata\u201d<\/strong><\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"entered litespeed-loading\" title=\"O CALOR QUE MATA\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YDUDCTAlksk?feature=oembed\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YDUDCTAlksk?feature=oembed\" data-ll-status=\"loading\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"alignnormal\">\n<div id=\"metaslider-id-145239\" class=\"ml-slider-3-70-2 metaslider metaslider-responsive metaslider-145239 ml-slider ms-theme-architekt ms-has-caption ms-loaded\" role=\"region\" aria-roledescription=\"Slideshow\" aria-label=\"Botos Tef\u00e9\">\n<div id=\"metaslider_container_145239\">\n<ul id=\"metaslider_145239\" class=\"rslides rslides1\">\n<li id=\"rslides1_s0\" class=\"\" aria-roledescription=\"slide\" aria-labelledby=\"slide-0\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"slider-145239 slide-145249 entered litespeed-loaded\" title=\"Tef\u00e9 (Foto St\u00e9ffane Azevedo)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo3-1500x1000.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Tefe-Foto_-Steffane-Azevedo3-1500x1000.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/>\n<div class=\"caption-wrap\">\n<div class=\"caption\">\n<div>Tef\u00e9, no M\u00e9dio Solim\u00f5es, onde em 2023 botos morreram devido a grande seca (Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/ Amaz\u00f4nia Real).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/li>\n<li id=\"rslides1_s1\" class=\"\" aria-roledescription=\"slide\" aria-labelledby=\"slide-1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"slider-145239 slide-145240 entered litespeed-loaded\" title=\"Praia Papacu (Foto_St\u00e9ffane Azevedo)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Praia-Papacu-Foto_-Steffane-Azevedo-1-1500x1000.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Praia-Papacu-Foto_-Steffane-Azevedo-1-1500x1000.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/>\n<div class=\"caption-wrap\">\n<div class=\"caption\">\n<div>Quando o lago seca, forma-se a praia do Papacu, na frente da cidade de Tef\u00e9, (Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/ Amaz\u00f4nia Real).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/li>\n<li id=\"rslides1_s2\" class=\"\" aria-roledescription=\"slide\" aria-labelledby=\"slide-2\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"slider-145239 slide-145241 entered litespeed-loaded\" title=\"Divisa do Lago Tef\u00e9 e o Rio Amazonas (Foto_ St\u00e9ffane Azevedo)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Divisa-do-Lago-Tefe-e-o-Rio-Amazonas-Foto_-Steffane-Azevedo6-1500x1000.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Divisa-do-Lago-Tefe-e-o-Rio-Amazonas-Foto_-Steffane-Azevedo6-1500x1000.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/>\n<div class=\"caption-wrap\">\n<div class=\"caption\">\n<div>Essa \u00e9 uma das principais vias fluviais, a divisa do Lago Tef\u00e9 e o Rio Amazonas (Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/Amaz\u00f4nia Real).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/li>\n<li id=\"rslides1_s3\" class=\"\" aria-roledescription=\"slide\" aria-labelledby=\"slide-3\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"slider-145239 slide-145242 entered litespeed-loaded\" title=\"Divisa do Lago Tef\u00e9 e o Rio Amazonas (Foto_ St\u00e9ffane Azevedo)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Divisa-do-Lago-Tefe-e-o-Rio-Amazonas-Foto_-Steffane-Azevedo4-1500x1000.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Divisa-do-Lago-Tefe-e-o-Rio-Amazonas-Foto_-Steffane-Azevedo4-1500x1000.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/>\n<div class=\"caption-wrap\">\n<div class=\"caption\">\n<div>Essa \u00e9 uma das principais vias fluviais, a divisa do Lago Tef\u00e9 e o rio Solim\u00f5es (Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/Amaz\u00f4nia Real).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/li>\n<li id=\"rslides1_s4\" class=\"\" aria-roledescription=\"slide\" aria-labelledby=\"slide-4\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"slider-145239 slide-145245 entered litespeed-loaded\" title=\"Pesquisadores do Instituto Mamirau\u00e1 (Foto_St\u00e9ffane Azevedo)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Pesquisadoras-do-Instituto-Mamiraua-Foto_-Steffane-Azevedo7-1500x1000.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Pesquisadoras-do-Instituto-Mamiraua-Foto_-Steffane-Azevedo7-1500x1000.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/>\n<div class=\"caption-wrap\">\n<div class=\"caption\">\n<div>Pesquisadora do Instituto Mamirau\u00e1 no processo de necropsia dos botos (Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/ Amaz\u00f4nia Real).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/li>\n<li id=\"rslides1_s5\" class=\"\" aria-roledescription=\"slide\" aria-labelledby=\"slide-5\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"slider-145239 slide-145244 entered litespeed-loaded\" title=\"Ossos n\u00e3o identificados dos botos\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1500x1000.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo-1500x1000.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/>\n<div class=\"caption-wrap\">\n<div class=\"caption\">\n<div>Ossos de botos s\u00e3o guardados e vedados para futuros estudos dos botos (Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/ Amaz\u00f4nia Real).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/li>\n<li id=\"rslides1_s6\" class=\"\" aria-roledescription=\"slide\" aria-labelledby=\"slide-6\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"slider-145239 slide-145243 entered litespeed-loaded\" title=\"Ossos n\u00e3o identificados dos botos\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo6-1500x1000.jpg?resize=600%2C400&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" data-lazyloaded=\"1\" data-src=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/osos-nao-identificados-botos-Foto_-Steffane-Azevedo6-1500x1000.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/>\n<div class=\"caption-wrap\">\n<div class=\"caption\">\n<div>Ossos de botos s\u00e3o guardados e vedados para futuros estudos dos botos (Foto: St\u00e9ffane Azevedo\/ Amaz\u00f4nia Real).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/li>\n<li id=\"rslides1_s7\" class=\"rslides1_on\" aria-roledescription=\"slide\" aria-labelledby=\"slide-7\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"slider-145239 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Raras vezes se viu a for\u00e7a da natureza ser t\u00e3o implac\u00e1vel, mesmo em um ambiente j\u00e1 acostumado aos extremos de seus ciclos naturais. Todo ano, o amaz\u00f4nida sabe que as \u00e1guas v\u00e3o subir e baixar&#8230;.<a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/05\/22\/o-colapso-dos-botos-e-tucuxis\/\">Continue a leitura <span class=\"meta-nav\">&raquo;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[252,989,864],"class_list":["post-35209","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-amazonia","tag-botos","tag-seca"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-99T","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35209","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35209"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35209\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35212,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35209\/revisions\/35212"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35209"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35209"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35209"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}