{"id":35574,"date":"2024-07-18T17:22:47","date_gmt":"2024-07-18T21:22:47","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=35574"},"modified":"2024-07-18T17:22:47","modified_gmt":"2024-07-18T21:22:47","slug":"pais-bate-recorde-de-feminicidios-e-registra-um-estupro-a-cada-seis-minutos-indica-anuario-de-seguranca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/07\/18\/pais-bate-recorde-de-feminicidios-e-registra-um-estupro-a-cada-seis-minutos-indica-anuario-de-seguranca\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds bate recorde de feminic\u00eddios e registra um estupro a cada seis minutos, indica Anu\u00e1rio de Seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"35575\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/07\/18\/pais-bate-recorde-de-feminicidios-e-registra-um-estupro-a-cada-seis-minutos-indica-anuario-de-seguranca\/img_6701-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_6701.webp?fit=924%2C616\" data-orig-size=\"924,616\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG_6701\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_6701.webp?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_6701.webp?fit=600%2C400\" class=\"alignnone size-full wp-image-35575\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_6701.webp?resize=600%2C400\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_6701.webp?w=924 924w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_6701.webp?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_6701.webp?resize=768%2C512 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_6701.webp?resize=450%2C300 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<h2 class=\"globo-amp-article-subtitle\">Foram 1.467 mortes por raz\u00f5es de g\u00eanero no ano passado, o maior registro desde a publica\u00e7\u00e3o da lei que tipifica o crime, em 2015<\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"globo-amp-share\">\n<div class=\"content__signa-share\">\n<div class=\"content__signature\">\n<div class=\"content-publication-data\">\n<div class=\"content-publication-data__text\">\n<div class=\"content-publication-data__from\">O Globo, por Luis Felipe Azevedo &#8211; A viol\u00eancia contra a mulher cresceu no Brasil em 2023. Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica de 2024, do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP), apontam que o n\u00famero de feminic\u00eddios subiu 0,8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Foram 1.467 mulheres mortas por raz\u00f5es de g\u00eanero, o maior registro desde a publica\u00e7\u00e3o da lei que tipifica o crime, em 2015. Tamb\u00e9m foram verificados aumentos nas taxas de registros de agress\u00f5es em contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica (9,8%), amea\u00e7as (16,5%), persegui\u00e7\u00e3o\/stalking (34,5%), viol\u00eancia psicol\u00f3gica (33,8%) e estupro (6,5%).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>As modalidades de viol\u00eancia atingiram mais de 1,2 milh\u00e3o de mulheres no ano passado, aponta o levantamento. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o de crescimento, em compara\u00e7\u00e3o com os dados de 2022, foi o crime de homic\u00eddio, que caiu 0,1%, o correspondente a quatro casos a menos. O documento aponta que o crescimento do feminic\u00eddio neste cen\u00e1rio de queda nos homic\u00eddios pode estar relacionada ao modo de se registrar a ocorr\u00eancia ao longo dos anos.<\/p>\n<p>\u201cHoje, quase dez anos depois, \u00e9 de se esperar que os profissionais do sistema de Justi\u00e7a como um todo, e em especial os respons\u00e1veis por este primeiro registro \u2014 os policiais \u2014, estejam mais adaptados a reconhecer o feminic\u00eddio e diferenci\u00e1-lo das demais formas de homic\u00eddio, o que deve impactar a qualidade do registro\u201d, descreve o relat\u00f3rio.<\/p>\n<div class=\"content-media\" data-block-type=\"backstage-photo\">\n<figure class=\"content-media__container\">\n<figure><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2-oglobo.glbimg.com\/VmA_NUUtIUPhq5MMGdnwBJnd1f4%3D\/0x0%3A649x1022\/600x0\/smart\/filters%3Agifv%28%29%3Astrip_icc%28%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8\/internal_photos\/bs\/2024\/z\/Z\/MBZ0vKTBmKKoxNW9jAXg\/violencia-mulher-1-.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Viol\u00eancia contra a mulher \u2014 Foto: Editoria de Arte\" \/><\/figure><figcaption class=\"content-media__description\">Viol\u00eancia contra a mulher \u2014 Foto: Editoria de Arte<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"globo-amp-ad-container second\">\n<div class=\"globo-amp-ad\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Diretora Executiva do FBSP, Samira Bueno ressalta um crescimento expressivo nos registros de viol\u00eancia contra a mulher desde a pandemia da Covid-19, quando mulheres e crian\u00e7as precisaram estar mais dentro de casa, local onde acontecem 64,3% dos feminic\u00eddios. A pesquisadora explica que o cen\u00e1rio de 2023 pode ser explicado tanto pela alta das notifica\u00e7\u00f5es, quanto pelo incremento de incid\u00eancias dos crimes.<\/p>\n<p>\u2014 Os dados mostram que os programas de combate \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher n\u00e3o est\u00e3o funcionando. A cria\u00e7\u00e3o de um Minist\u00e9rio da Mulher \u00e9 um sinal importante ap\u00f3s o baixo financiamento no governo Bolsonaro, mas a estrutura da pasta ainda n\u00e3o est\u00e1 completamente pronta. Esta \u00e9 uma viol\u00eancia que potencialmente atinge metade da popula\u00e7\u00e3o e deve ser tratada com pol\u00edticas estruturadas e cont\u00ednuas \u2014 sustenta Bueno.<\/p>\n<p>O perfil das mulheres mortas de forma violenta permanece est\u00e1vel. As principais v\u00edtimas s\u00e3o negras (66,9%), com idade entre 18 e 44 anos (69,1%). O FBSP destaca que os casos de feminic\u00eddios n\u00e3o s\u00e3o distribu\u00eddos de forma homog\u00eanea pelo pa\u00eds. Enquanto a m\u00e9dia nacional \u00e9 de 1,4 mulheres mortas por grupo de 100 mil mulheres, 17 estados t\u00eam n\u00fameros mais altos, como Rond\u00f4nia (2,6), Mato Grosso (2,5), Acre (2,4) e Tocantins (2,4). Por outro lado, est\u00e3o abaixo da taxa brasileira Cear\u00e1 (0,9), S\u00e3o Paulo (1,0), Alagoas (1,1) e Amap\u00e1 (1,1).<\/p>\n<p>Os pesquisadores ressalvam que os menores \u00edndices estaduais n\u00e3o decorrem necessariamente de maior seguran\u00e7a para as mulheres naquela regi\u00e3o, mas em grande medida da forma como o registro \u00e9 feito.<\/p>\n<p>\u201cUm exemplo \u00e9 o estado do Cear\u00e1, onde o aparato estatal parece n\u00e3o ter incorporado a lei do feminic\u00eddio em seu repert\u00f3rio, dado que as mortes violentas de mulheres t\u00eam sido cronicamente registradas como homic\u00eddio. O Cear\u00e1 tem a quarta maior taxa de homic\u00eddio de mulheres (5,8) em 2023, totalizando 264 mortes. E ainda assim, sua taxa de feminic\u00eddio \u00e9 de 0,9. Isso significa que somente 15,9% dos homic\u00eddios de mulheres foram registrados como feminic\u00eddio, o que corresponde \u00e0 menor propor\u00e7\u00e3o do Brasil, cuja m\u00e9dia \u00e9 de 37,3%\u201d, ressalta o FBSP no documento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Viol\u00eancia sexual e persegui\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m registrou um estupro a cada seis minutos no ano passado. Foram 83.988 v\u00edtimas e uma taxa de 41,4 por 100 mil mulheres, havendo um crescimento anual de 6,5%. Outros crimes com taxas em alta s\u00e3o importuna\u00e7\u00e3o sexual (48,7%), ass\u00e9dio sexual (28,5%) e divulga\u00e7\u00e3o de cena de estupro\/sexo\/pornografia (47,8%).<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca que, em um cen\u00e1rio em que a criminalidade tem se adaptado \u00e0s modalidades virtuais, a persegui\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de viol\u00eancia que \u201cpassa a merecer ainda mais aten\u00e7\u00e3o\u201d. Apenas no ano passado, 77.083 mulheres registaram ocorr\u00eancias por stalking, um aumento de 34,5%. O FBSP ressalta que este crime, assim como amea\u00e7as e viol\u00eancia psicol\u00f3gica, pode causar um \u201cimpacto profundo na sa\u00fade mental e emocional das v\u00edtimas, perpetuando um ciclo de medo, submiss\u00e3o e controle\u201d. Nesse sentido, os pesquisadores ressaltam ser importante o combate a vis\u00e3o de que viol\u00eancia \u00e9 um fen\u00f4meno \u201cinevit\u00e1vel ou natural\u201d<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto o foco na v\u00edtima pode refor\u00e7ar a imagem de vulnerabilidade e passividade das mulheres, quando afirmamos que os homens s\u00e3o, regra geral, os respons\u00e1veis por essas mortes, estamos pessoalizando o sujeito ativo deste crime e trazendo-o para o centro da narrativa, o que pode reverberar no destaque da responsabilidade masculina na perpetra\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e na a\u00e7\u00e3o violenta em si\u201d, aponta o FBSP.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram 1.467 mortes por raz\u00f5es de g\u00eanero no ano passado, o maior registro desde a publica\u00e7\u00e3o da lei que tipifica o crime, em 2015<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1057,5,1056],"class_list":["post-35574","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-anuario","tag-brasil","tag-feminicidios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-9fM","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35574"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35574\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35576,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35574\/revisions\/35576"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}