{"id":36084,"date":"2024-10-14T18:18:32","date_gmt":"2024-10-14T22:18:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=36084"},"modified":"2024-10-14T18:18:32","modified_gmt":"2024-10-14T22:18:32","slug":"amazonia-em-chamas-e-eternizada-em-porto-velho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/10\/14\/amazonia-em-chamas-e-eternizada-em-porto-velho\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia em Chamas \u00e9 eternizada em Porto Velho"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36085\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/10\/14\/amazonia-em-chamas-e-eternizada-em-porto-velho\/img_1423\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_1423.jpeg?fit=845%2C500\" data-orig-size=\"845,500\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"IMG_1423\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_1423.jpeg?fit=300%2C178\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_1423.jpeg?fit=600%2C355\" class=\"alignnone size-full wp-image-36085\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_1423.jpeg?resize=600%2C355\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"355\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_1423.jpeg?w=845 845w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_1423.jpeg?resize=300%2C178 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_1423.jpeg?resize=768%2C454 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/IMG_1423.jpeg?resize=507%2C300 507w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Da Assessoria &#8211; O recorde de queimadas na Amaz\u00f4nia, registrado este ano, ficar\u00e1 eternizado na capital do estado que mais desmatou a floresta nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, gra\u00e7as ao trabalho de quatro artistas rondonienses. Com o objetivo de evitar que a cat\u00e1strofe que afetou milhares de vidas pelas chamas, pela forte polui\u00e7\u00e3o do ar e pela seca hist\u00f3rica do Rio Madeira, caia no esquecimento, eles criaram um mural com 25 metros de extens\u00e3o em uma das principais avenidas de Porto Velho (RO) retratando como as belezas e riquezas do bioma est\u00e3o sendo destru\u00eddas pelo fogo, pela a\u00e7\u00e3o humana e pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/span><!--more--><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">\u201cParecia um filme de terror porque era aquela fuma\u00e7a preta, a gente inalando aquilo 24 horas por dia, dormindo, acordando de novo, e aquilo s\u00f3 piorava. Todos os anos a gente vivencia isso, mas n\u00e3o por tanto tempo e num n\u00edvel t\u00e3o elevado. Muita gente passou mal, muita gente ficou doente, a imunidade foi l\u00e1 embaixo, mas a gente sobreviveu. Agora essa hist\u00f3ria tem que ser contada com um in\u00edcio, um meio e o fim, que a gente ainda n\u00e3o sabe\u201d, explica Nath, uma das artistas e idealizadoras do mural, junto com Rabsk, Latrop e Silva, que complementa: \u201cA nossa inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 oferecer uma arte-manifesto que convide as pessoas a refletirem sobre o que acontece corriqueiramente na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, principalmente entre agosto e outubro, quando acontecem muitas queimadas \u2013 grande parte delas criminosas \u2013 e a impunidade prevalece, aumentando a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a clim\u00e1tica.&#8221;<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Localizado na avenida Jorge Teixeira, na esquina com a avenida Amazonas, a obra se concentra na palavra Amaz\u00f4nia. Cada letra, com cerca de tr\u00eas metros de largura, destaca um aspecto da regi\u00e3o. Juntas, elas formam mais que o nome do bioma: elas contam a cat\u00e1strofe que tem se repetido nas \u00faltimas d\u00e9cadas e se agravado nos \u00faltimos anos: A \u2013 floresta; M \u2013 ind\u00edgena; A \u2013 on\u00e7a pintada; Z \u2013 Rio Madeira seco; \u00d4 \u2013 floresta pegando fogo; N \u2013 animais fugindo do fogo; I \u2013 brigadistas apagando o fogo; A \u2013 revolta popular.\u00a0 O mural, que recebeu o nome de Amaz\u00f4nia em Chamas, se encerra com a mensagem de resist\u00eancia na \u00faltima letra, lembrando que os rondonienses e os demais brasileiros podem interromper a trajet\u00f3ria de destrui\u00e7\u00e3o da floresta, que a est\u00e1 colocando cada vez mais perto do seu ponto de colapso.<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">A tipologia escolhida \u00e9 caracter\u00edstica da cultura da regi\u00e3o. &#8220;\u2060Essa tipografia estabelece uma rela\u00e7\u00e3o entre a cultura do graffiti, que nasce das escritas urbanas, e a cultura dos abridores de letras da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, que expressam essa arte nos barcos caracter\u00edsticos da regi\u00e3o norte. Essa tipografia \u00e9 uma forma de lembrar e homenagear esses artistas e trazer mais uma camada de sentido e representatividade da cultura nortista, pois nos lembra que quando a Amaz\u00f4nia queima, tamb\u00e9m queima com ela a cultura regional\u201d, esclarece Silva.<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\">\n<p class=\"pf-br-replacement\"><span class=\"text-node\">Txai Suru\u00ed, cujo povo \u00e9 origin\u00e1rio de Rond\u00f4nia, e que vive em Porto Velho, tamb\u00e9m foi convidada pelo Megafone Ativismo, entidade respons\u00e1vel pela iniciativa do mural, para fazer parte desse protesto art\u00edstico e comentou:\u00a0 \u201cA gente decidiu fazer esse ato de consci\u00eancia pol\u00edtica, de resist\u00eancia e de enfrentamento \u00e0s queimadas aqui em Porto Velho, na capital de Rond\u00f4nia, chamada tamb\u00e9m capital da AMACRO\u00a0<\/span><em data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">(regi\u00e3o entre Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia que \u00e9 conhecida pelo desmatamento)<\/span><\/em><span class=\"text-node\">, para trazer consci\u00eancia do que est\u00e1 acontecendo na nossa floresta. Todo mundo fala muito da Amaz\u00f4nia, mas escuta muito pouco quem \u00e9 daqui. N\u00f3s somos a periferia do mundo e tamb\u00e9m somos a periferia do Brasil. Uma prova disso foi essa fuma\u00e7a nos sufocando durante dois meses e tudo continuava normal no restante do pa\u00eds, at\u00e9 chegar no Sudeste, em S\u00e3o Paulo, para as pessoas perceberem que tem gente aqui.\u201c<\/span><\/p>\n<p><span class=\"text-node\">A ativista rondoniense tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia do mural para dialogar com a popula\u00e7\u00e3o local da cidade: \u201cA gente acredita que a arte pode tocar as pessoas e essa arte \u00e9 para trazer consci\u00eancia para as pessoas da cidade que elas s\u00e3o pessoas amaz\u00f4nidas e que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 porque elas vivem na cidade que elas deixaram de viver na Amaz\u00f4nia. Elas vivem aqui, fazem parte desse ambiente, fazem parte desse bioma, e quando esse bioma \u00e9 afetado, isso afeta elas tamb\u00e9m. Hoje a gente j\u00e1 est\u00e1 vivendo essa crise clim\u00e1tica, essa emerg\u00eancia clim\u00e1tica. A gente j\u00e1 sente as consequ\u00eancias disso. E as pessoas precisam perceber isso\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><strong data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><em data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Queimadas em Rond\u00f4nia tornam Porto Velho a cidade mais polu\u00edda do mundo<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\">\n<p class=\"pf-br-replacement\"><strong data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><em data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"flex-width pf-size-full mediumImage\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.tudorondonia.com\/uploads\/1%2520c%25C3%25B3pia_363.jpg?w=600&#038;ssl=1\" srcset=\"\" alt=\"\" data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\" data-pf_rect_width=\"0\" data-pf_rect_height=\"0\" \/><\/em><\/strong><span class=\"text-node\">Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 740 mil hectares foram queimados em Rond\u00f4nia \u2013 um aumento de 46% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2023. Mais da metade desse total (56%) foram queimados em setembro (420 mil hectares), segundo o Monitor do Fogo do MapBiomas. Esses n\u00fameros colocam Rond\u00f4nia no sexto lugar entre os estados que mais queimaram em setembro e em oitavo lugar entre os que mais queimaram entre janeiro e setembro, mesmo sendo apenas o 13\u00ba estado brasileiro em territ\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"text-node\">A intensidade das queimadas em Rond\u00f4nia foi tamanha que sua capital, Porto Velho, permaneceu como a cidade mais polu\u00edda do mundo por v\u00e1rios dias no in\u00edcio de setembro. \u201cA gente fala que a Amaz\u00f4nia \u00e9 o pulm\u00e3o do mundo, e o pulm\u00e3o do mundo, durante dois meses, respirou fuma\u00e7a. Meu sobrinho nasceu faz dois meses, e a minha irm\u00e3 fez uma fala que me chocou muito. Ela disse que o meu sobrinho ainda n\u00e3o tinha respirado um ar puro. Ent\u00e3o voc\u00ea imagina isso, as nossas crian\u00e7as est\u00e3o respirando um ar intoxicado\u201d, diz Txai Suru\u00ed<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><strong data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><em data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Seca e aquecimento global levam o Rio Madeira a pior marca de sua hist\u00f3ria<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\">\n<p class=\"pf-br-replacement\"><strong data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><em data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"flex-width pf-size-full mediumImage\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.tudorondonia.com\/uploads\/2%2520c%25C3%25B3pia_181.jpg?w=600&#038;ssl=1\" srcset=\"\" alt=\"\" data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\" data-pf_rect_width=\"0\" data-pf_rect_height=\"0\" \/><\/em><\/strong><span class=\"text-node\">A situa\u00e7\u00e3o em Rond\u00f4nia est\u00e1 mais dram\u00e1tica por causa da seca hist\u00f3rica que atingiu o Rio Madeira \u2013 principal curso d&#8217;\u00e1gua do estado, com papel estrat\u00e9gico no fornecimento de \u00e1gua, escoamento de mercadorias e transporte de pessoas. Um dos maiores afluentes do Rio Amazonas, em meados de setembro ele atingiu sua pior marca hist\u00f3rica desde que come\u00e7ou a ser monitorado em 1967: 40 cent\u00edmetros.\u00a0 A maior dura\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o seca em 2023 \u2013 algo que deve se repetir este ano \u2013 e a menor quantidade de chuvas explicam o recorde e tamb\u00e9m evidenciam os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica provocada pela a\u00e7\u00e3o humana.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span class=\"text-node\">Comunidades ribeirinhas est\u00e3o sem acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel para uso pessoal, lavouras e para seus animais. A pesca, que fornece uma importante fonte de prote\u00edna na alimenta\u00e7\u00e3o tradicional da regi\u00e3o, tamb\u00e9m est\u00e1 comprometida. Al\u00e9m de afetar a produ\u00e7\u00e3o, a seca prejudica o transporte e, por consequ\u00eancia, a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos.<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">\u201cPra mim o mais tenso foi ver a seca do rio. Ver o Rio Madeira, que \u00e9 o terceiro maior rio do Brasil, com 25cm de profundidade, \u00e9 ver um rio morrendo. \u00c9 um rio que navega balsa, \u00e9 um rio que o pessoal do Mato Grosso vem trazer gr\u00e3os para exporta\u00e7\u00e3o, \u00e9 um rio que tem v\u00e1rios quil\u00f4metros de largura. E cad\u00ea essa \u00e1gua? A gente est\u00e1 matando a Amaz\u00f4nia e se matando\u201d, desabafa Silva, um dos artistas respons\u00e1veis pela pintura do mural Amaz\u00f4nia em Chamas.<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><strong data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><em data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Rond\u00f4nia: o hist\u00f3rico de destrui\u00e7\u00e3o ambiental<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">O territ\u00f3rio de Rond\u00f4nia fica integralmente dentro da floresta amaz\u00f4nica e passou por transforma\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas. Rond\u00f4nia lidera o ranking de estados com maiores perdas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa nos \u00faltimos 39 anos, passando de 93% em 1985 para 59% em 2023. Atualmente, 40% de sua \u00e1rea s\u00e3o ocupados por pastagem. S\u00e3o 9 milh\u00f5es de hectares de pastos contra 12 milh\u00f5es de florestas em 2023. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, em 1985 as pastagens ocupavam pouco mais de 1,4 milh\u00e3o de hectares. Isso significa que a destrui\u00e7\u00e3o da floresta foi majoritariamente concentrada nos \u00faltimos 39 anos.<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Entre 1985 e 2023, a \u00e1rea de pastagem passou de 6% para 38% em Rond\u00f4nia. Rond\u00f4nia \u00e9 um dos tr\u00eas estados brasileiros com maior expans\u00e3o de pastagem, analisando somente a por\u00e7\u00e3o de \u00e1rea dos estados dentro do bioma Amaz\u00f4nia, atr\u00e1s apenas de\u00a0 Tocantins (de 33% para 74% da \u00e1rea do estado), Maranh\u00e3o (de 14% para 48%).\u00a0 Todos os dados\u00a0 s\u00e3o da Cole\u00e7\u00e3o 9 de mapas de uso e cobertura da terra do MapBiomas. Em 2023, foi o s\u00e9timo estado brasieiro com maior \u00e1rea desmatada, segundo o Relat\u00f3rio Anual do Desmatamento do MapBiomas.<\/span><\/p>\n<div class=\"entry-post pf-candidate\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\">\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><strong data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Quem s\u00e3o os artistas<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><strong data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Silva<\/span><\/strong><span class=\"text-node\">: Natural de Vilhena, interior de Rond\u00f4nia, desenha desde crian\u00e7a, sendo formado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Pelotas (2018). Faz graffiti h\u00e1 12 anos e j\u00e1 participou de 14 festivais de graffiti nacionais e internacionais representando o estado de Rond\u00f4nia. Promove eventos culturais e workshops de arte urbana. \u00c9 tamb\u00e9m fundador da GAIA (Galeria Aberta e Independente de Arte Urbana de Rond\u00f4nia).<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><strong data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Nath<\/span><\/strong><span class=\"text-node\">: \u00c9 natural de Porto Velho, Rond\u00f4nia, formada em Comunica\u00e7\u00e3o Social com habilita\u00e7\u00e3o em Jornalismo pela Uniron. N\u00e3o trabalha profissionalmente com graffiti, mas sempre gostou muito de desenhar, principalmente mandalas. J\u00e1 se aventurou em dois festivais de graffiti e arte urbana, um em Porto Velho e outro em Rio Branco, no Acre.<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><strong data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Rabsk<\/span><\/strong><span class=\"text-node\">: Nome art\u00edstico de Elias Damasceno dos Santos, 38 anos, portovelhense, filho de beiradeiros. Tem contato com as artes desde os seus 10 anos de idade. Desde 2015, trabalha com arte e j\u00e1 participou de v\u00e1rios eventos art\u00edsticos e festivais de graffiti.<\/span><\/p>\n<p class=\"added-to-list1\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><strong data-pf_style_display=\"inline\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><span class=\"text-node\">Latrop<\/span><\/strong><span class=\"text-node\">: Iagor Portal Batista, mais conhecido pelo nome art\u00edstico de Latrop, 31 anos, nascido e criado em Porto Velho. Desde menino, gosta de desenhar e se expressar atrav\u00e9s da arte. Em 2023 decidiu reescrever sua hist\u00f3ria por meio dos desenhos. Atualmente, \u00e9 tatuador e j\u00e1 realizou outros trabalhos art\u00edsticos com desenhos em paredes.<\/span><\/p>\n<div data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\">\n<p class=\"added-to-list1\">\n<p class=\"added-to-list1\">\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"help-post\" data-pf_style_display=\"block\" data-pf_style_visibility=\"visible\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da Assessoria &#8211; O recorde de queimadas na Amaz\u00f4nia, registrado este ano, ficar\u00e1 eternizado na capital do estado que mais desmatou a floresta nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, gra\u00e7as ao trabalho de quatro artistas rondonienses. Com o objetivo de evitar que a cat\u00e1strofe que afetou milhares de vidas pelas chamas, pela forte polui\u00e7\u00e3o do ar e&#8230;<a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/10\/14\/amazonia-em-chamas-e-eternizada-em-porto-velho\/\">Continue a leitura <span class=\"meta-nav\">&raquo;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[252,1153,1154,852],"class_list":["post-36084","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-amazonia","tag-chamas","tag-megafoneativismo","tag-mural"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-9o0","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36084"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36084\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36086,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36084\/revisions\/36086"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}