{"id":36124,"date":"2024-10-23T16:03:21","date_gmt":"2024-10-23T20:03:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=36124"},"modified":"2024-10-23T16:03:21","modified_gmt":"2024-10-23T20:03:21","slug":"capitais-da-regiao-norte-tem-desafios-comuns-a-serem-enfrentados","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/10\/23\/capitais-da-regiao-norte-tem-desafios-comuns-a-serem-enfrentados\/","title":{"rendered":"Capitais da Regi\u00e3o Norte t\u00eam desafios comuns a serem enfrentados"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36125\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/10\/23\/capitais-da-regiao-norte-tem-desafios-comuns-a-serem-enfrentados\/teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am.webp?fit=1170%2C700\" data-orig-size=\"1170,700\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am.webp?fit=300%2C179\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am.webp?fit=600%2C359\" class=\"alignnone size-full wp-image-36125\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am.webp?resize=600%2C359\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am.webp?w=1170 1170w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am.webp?resize=300%2C179 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am.webp?resize=1024%2C613 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am.webp?resize=768%2C459 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/teatro-amazonas-vista-aerea-michael-dantas-sec-am.webp?resize=501%2C300 501w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<div class=\"header-noticia full-width\">\n<div class=\"linha-fina-noticia\">Cidades vivem s\u00e9rios problemas habitacionais e fundi\u00e1rios<\/div>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"subheader\">\n<div class=\"container-autoria\"><strong>EBC<\/strong> &#8211; Semelhan\u00e7as geogr\u00e1ficas e humanas da Regi\u00e3o Norte tornam comuns alguns dos desafios a serem encarados pelos futuros prefeitos das quatro capitais que ter\u00e3o segundo turno nas elei\u00e7\u00f5es deste domingo (27). Bel\u00e9m, Manaus, Porto Velho e Palmas vivem s\u00e9rios problemas habitacionais e fundi\u00e1rios. H\u00e1 tamb\u00e9m muito por fazer com rela\u00e7\u00e3o aos \u00edndices de viol\u00eancia e a servi\u00e7os p\u00fablicos falhos, principalmente na \u00e1rea de saneamento, com impactos significativos na \u00e1rea de sa\u00fade.<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=600&#038;ssl=1\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p>Professor do Instituto de Ci\u00eancias Humanas da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Fernando Luiz Ara\u00fajo Sobrinho \u00e9 autor de pesquisas sobre cidades da Amaz\u00f4nia. Ele desenvolveu diversos estudos relacionados a planejamento urbano e regional. Alguns deles, voltados a servi\u00e7os e aspectos econ\u00f4micos desta e de outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quatro capitais que eleger\u00e3o seus prefeitos para os pr\u00f3ximos quatro anos, ele elenca um conjunto de cinco problemas estruturais a serem enfrentados: a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, a promo\u00e7\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o social, o saneamento b\u00e1sico, os servi\u00e7os p\u00fablicos e o combate \u00e0 viol\u00eancia<\/p>\n<h2><strong>Pol\u00edticas p\u00fablicas, saneamento<\/strong><\/h2>\n<p>O professor do Departamento de Geografia da UnB acrescenta que alguns destes problemas n\u00e3o s\u00e3o resolvidos em curto prazo, motivo pelo qual \u00e9 fundamental que os pol\u00edticos e gestores locais tenham consci\u00eancia da import\u00e2ncia de se dar continuidade \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de bom resultado adotadas por seus antecessores, e que, depois, seja dada continuidade por seus sucessores.<\/p>\n<p>\u201cInfelizmente n\u00e3o vamos resolver tudo isso de um dia para outro. \u00c9 um processo que vai demorar alguns anos e algumas gest\u00f5es municipais, al\u00e9m de serem necess\u00e1rias articula\u00e7\u00f5es com os governos federal e estaduais. \u00c9 o caso, por exemplo, do saneamento, uma quest\u00e3o bastante importante na Amaz\u00f4nia brasileira. Trata-se de\u00a0um indicador que est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o muito mais vulner\u00e1vel do que em outras regi\u00f5es brasileiras\u201d, disse \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/\"><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0<\/a>o pesquisador.<\/p>\n<p>Fernando Sobrinho explica que a quest\u00e3o do saneamento n\u00e3o est\u00e1 restrita a redes de \u00e1gua e esgotos, abrangendo tamb\u00e9m coleta do lixo e extin\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de descarte chamadas lix\u00f5es. \u201cSe voc\u00ea tem uma cidade que 80% da \u00e1rea urbana n\u00e3o \u00e9 servida de saneamento b\u00e1sico, nenhum prefeito, por mais que haja um cen\u00e1rio positivo, ir\u00e1 solucionar esse problema em um ou dois mandatos\u201d.<\/p>\n<h2><strong>Viol\u00eancia, regula\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria<\/strong><\/h2>\n<p>A viol\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m um s\u00e9rio problema a ser enfrentado. Com o agravante de a regi\u00e3o fazer fronteira com pa\u00edses produtores de drogas, tornando-se rota para o tr\u00e1fico de coca\u00edna e, tamb\u00e9m, de armas. O cen\u00e1rio acaba facilitando o aliciamento de jovens dessas cidades para o crime.<\/p>\n<p>\u201cTem sido muito presente na realidade das cidades da Amaz\u00f4nia brasileira a quest\u00e3o da viol\u00eancia das fac\u00e7\u00f5es, e dos conflitos por disputa de \u00e1rea de interesse, como o mercado e o tr\u00e1fico de drogas, armas e, tamb\u00e9m, de pessoas. Preocupa\u00e7\u00e3o especial deve se ter em rela\u00e7\u00e3o ao aliciamento dessas fac\u00e7\u00f5es criminosas em cima dos mais jovens\u201d, detalhou Sobrinho.<\/p>\n<p>Segundo o professor, uma das quest\u00f5es centrais que tamb\u00e9m afeta as cidades na Amaz\u00f4nia \u00e9 a da regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, algo que, at\u00e9 pelas caracter\u00edsticas da regi\u00e3o, tem rela\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o habitacional, uma vez que \u00e9 grande o n\u00famero de pessoas que se deslocam para a localidade, na busca por uma vida melhor.<\/p>\n<p>\u201cTemos uma s\u00e9rie de legisla\u00e7\u00f5es, tanto federais e estaduais como municipais, que travam os processos de regulariza\u00e7\u00e3o. H\u00e1 quase uma institucionaliza\u00e7\u00e3o da informalidade urbana, porque as cidades crescem sem planejamento e sem uma legisla\u00e7\u00e3o que ampare esse crescimento urbano. O resultado \u00e9 a expans\u00e3o para \u00e1reas irregulares\u201d, disse o professor ao lembrar que habita\u00e7\u00f5es regularizadas s\u00e3o ponto de partida para acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 mesmo Palmas, cidade planejada que \u00e9 a capital mais nova do Brasil, nasceu sob a \u00e9gide deste problema antigo, que \u00e9 a falta de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h2><strong>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong><\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/OrPjoanYz9II1ddqhkb4GUTRjb8%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/raf05149.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Manaus (AM), 22\/11\/2023, Embarca\u00e7\u00f5es e Flutuantes encalhados na comunidade de Nossa Senhora de F\u00e1tima, devido ao n\u00edvel baixo do rio Igarap\u00e9 Tarum\u00e3-a\u00e7u, na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Manaus (AM), 22\/11\/2023, Embarca\u00e7\u00f5es e Flutuantes encalhados na comunidade de Nossa Senhora de F\u00e1tima, devido ao n\u00edvel baixo do rio Igarap\u00e9 Tarum\u00e3-a\u00e7u, na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil &#8211;\u00a0<strong>Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Uma outra quest\u00e3o a ser encarada, n\u00e3o apenas pelos prefeitos dessas cidades, mas de todos os munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia Legal, \u00e9 a dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u00a0na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia tem passado por sucessivos anos de secas extremas. E seus rios t\u00eam papel fundamental para a conectividade e para a comunica\u00e7\u00e3o entre as popula\u00e7\u00f5es da \u00e1rea rural; entre as cidades; e entre a regi\u00e3o Amaz\u00f4nica e outras regi\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>\u201cIsso, de certa forma, afeta a vida nesses munic\u00edpios, tanto no sentido da conectividade como para a manuten\u00e7\u00e3o da vida, uma vez que a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha e a popula\u00e7\u00e3o urbana dependem da \u00e1gua desses rios. A mudan\u00e7a nos padr\u00f5es clim\u00e1ticos verificada nos \u00faltimos anos mostra que precisamos pensar em como essas cidades enfrentar\u00e3o desafios globais como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso\u201d, argumentou.<\/p>\n<h2><strong>Pretos, pardos e ind\u00edgenas<\/strong><\/h2>\n<p>A fim de qualificar o debate eleitoral e apontar prioridades para as futuras gest\u00f5es municipais do pa\u00eds, o<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/icidadessustentaveis.org.br\/\">Instituto Cidades Sustent\u00e1veis<\/a>\u00a0preparou um levantamento sobre os grandes desafios das capitais brasileiras. Ele comprova que, nas quatro capitais onde haver\u00e1 segundo turno, a viol\u00eancia atinge, de forma bem mais frequente, grupos de jovens pretos, pardos e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador geral do Cidades Sustent\u00e1veis, Jorge Abrah\u00e3o, \u201ca quest\u00e3o da viol\u00eancia, tendo como recorte os jovens, mostra que estamos perdendo nossa juventude, que \u00e9 o futuro do pa\u00eds. Isso deve ser encarado com muito cuidado nessas cidades de uma forma geral\u201d.<\/p>\n<p>Ele explica que, quando se fala especificamente da Regi\u00e3o Norte, o grande desafio est\u00e1 bastante relacionado \u00e0s quest\u00f5es das desigualdades sociais. \u201cE, a\u00ed, tem uma s\u00e9rie de recortes que podem ser abordados. Mas o enfrentamento de quest\u00f5es relativas \u00e0 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de oportunidades de emprego s\u00e3o sempre s\u00e3o levantadas ente as preocupa\u00e7\u00f5es dos eleitores\u201d.<\/p>\n<p>Ele cita alguns dados do levantamento, mostrando quais devem ser as prioridades dos futuros prefeitos, segundo os eleitores. Sa\u00fade foi citado por 60% das pessoas; educa\u00e7\u00e3o, por 40%. Na sequ\u00eancia, s\u00e3o citadas gera\u00e7\u00e3o de oportunidades de trabalho e renda, seguido de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente pega a quest\u00e3o do homic\u00eddio juvenil masculino, a gente percebe que h\u00e1 uma discrep\u00e2ncia muito grande nessas quatro cidades. Manaus, por exemplo, \u00e9 uma cidade em que morre nove vezes mais jovens negros do que jovens brancos. Esse n\u00famero \u00e9 ainda maior em Bel\u00e9m. Em Palmas e Porto Velho, ele \u00e9 um pouco menor, em torno de seis vezes, mas ainda s\u00e3o muito elevados\u201d, detalhou o coordenador do Cidades Sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Um indicador que refor\u00e7a a necessidade do enfrentamento \u00e0 desigualdade nessas cidades \u00e9 o da idade m\u00e9dia ao morrer. \u201cEsse \u00e9 um indicador importante porque integra muitos outros indicadores\u201d, explica Jorge Abrah\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo ele, nota-se que baixas idades m\u00e9dias ao morrer ocorrem nas localidades onde o homic\u00eddio de jovens \u00e9 mais frequente, ou em lugares onde os servi\u00e7os de sa\u00fade ou educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o prec\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cA mortalidade infantil mais elevada tamb\u00e9m reduz essa m\u00e9dia, assim como a quest\u00e3o do saneamento, que gera doen\u00e7as que efetivamente podem levar a \u00f3bito. Tudo isso \u00e9 uma s\u00edntese de uma quest\u00e3o [maior], envolvendo o problema da desigualdade [social]\u201d, acrescentou o coordenador do instituto.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, as quatro capitais apresentam indicadores mostrando que as popula\u00e7\u00f5es de pretos, pardos\u00a0e ind\u00edgenas morrem em idade mais baixa do que brancos e amarelos.<\/p>\n<p>\u201cExiste, de novo, uma diferen\u00e7a grande a\u00ed. Em Bel\u00e9m, a idade m\u00e9dia ao morrer dos brancos \u00e9 de 73,4 anos. Na popula\u00e7\u00e3o negra, \u00e9 de 64,7 anos. Temos aqui uma diferen\u00e7a de 8,7 anos. \u00c9 um problema que denota uma quest\u00e3o muito forte em rela\u00e7\u00e3o a uma popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel que deve ser efetivamente atendida\u201d, argumentou.<\/p>\n<p>Na capital do Par\u00e1, o \u00edndice de homic\u00eddio juvenil masculino de brancos e amarelos \u00e9 de 1,6 por 100 mil habitantes. Tendo como recorte pretos, pardos e ind\u00edgenas, este \u00edndice sobe para 27,2.<\/p>\n<p>Em Manaus, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 parecida. A cada 100 mil habitantes, h\u00e1 um total de 52,4 homic\u00eddios de jovens pretos, pardos ou ind\u00edgenas. No caso de brancos ou amarelos, este n\u00famero cai para 5,9 mortes. J\u00e1 a idade m\u00e9dia ao morrer de brancos e amarelos \u00e9 64,2 anos, enquanto a de pretos, pardos e ind\u00edgenas \u00e9 de 58,1 anos.<\/p>\n<h2><strong>Bel\u00e9m<\/strong><\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"SETUR\/GOV PA\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/rHb0M-ufd0vvHpZIGwHUScRiIfk%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/porto_de_belem.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Bel\u00e9m (PA) - Imagem \u00e1rea do Porto de Bel\u00e9m no Par\u00e1. Foto: SETUR\/GOV PA\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Bel\u00e9m (PA) &#8211; Imagem \u00e1rea do Porto de Bel\u00e9m no Par\u00e1. Foto\u00a0<strong>SETUR\/GOV PA<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Fernando Sobrinho explica que, no caso espec\u00edfico de Bel\u00e9m \u2013 a maior metr\u00f3pole da Amaz\u00f4nia brasileira, sede da COP-30 ano que vem \u2013, a cidade \u00e9 agora um canteiro de obras, com v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es no sistema vi\u00e1rio, no saneamento b\u00e1sico, na mobilidade urbana e nas \u00e1reas degradadas dentro da cidade.<\/p>\n<p>\u201cEssas a\u00e7\u00f5es devem ter continuidade para al\u00e9m da COP-30, nos pr\u00f3ximos anos. N\u00e3o se pode pensar a cidade para um evento apenas. Bel\u00e9m tem de ser pensada para a vida dos seus moradores. Sua regi\u00e3o metropolitana tem sido desprovida de pol\u00edticas mais fortes e concisas. H\u00e1 muitos aspectos a serem melhorados, em especial na \u00e1rea central da cidade, uma vez que Bel\u00e9m possui um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico extremamente importante\u201d, explica o professor da UnB.<\/p>\n<p>Os indicadores da capital paraense, segundo ele, s\u00e3o muito ruins em termos de habita\u00e7\u00e3o social, servi\u00e7os p\u00fablicos, saneamento, sa\u00fade p\u00fablica e saneamento. \u201cA mobilidade urbana tamb\u00e9m \u00e9 um problema muito sentido na cidade. Projetos como o do BRT ainda n\u00e3o sa\u00edram efetivamente do papel. Com isso, continuam os problemas de tr\u00e2nsito, prejudicando o deslocamento da popula\u00e7\u00e3o na \u00e1rea urbana\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h2><strong>Manaus<\/strong><\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Michael Dantas\/Gov AM\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/ns2OQtRl9joW32ppwXxwrDdAgtc%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/22\/captura-de-tela-2022-01-06-as-15.24.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Manaus (AM), 22\/10\/2024 - Centro de Manaus. Foto: Michael Dantas\/Gov AM\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta rtecenter\">Manaus (AM), 22\/10\/2024 &#8211; Centro de Manaus. Foto: Michael Dantas\/Gov AM &#8211;\u00a0<strong>Michael Dantas\/Gov AM<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apresentando um dos \u00edndices de crescimento urbano mais elevados do Brasil, devido \u00e0 expans\u00e3o das fronteiras agr\u00edcolas e oportunidades de emprego em sua zona franca, Manaus apresenta problemas muito s\u00e9rios ligados a saneamento b\u00e1sico, a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e, principalmente, \u00e0 quest\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, segundo Fernando Sobrinho.<\/p>\n<p>\u201cManaus segue uma tend\u00eancia de concentra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o do estado. \u00c9 uma cidade grande, com 2 milh\u00f5es de habitantes. A segunda maior cidade do estado tem apenas 100 mil habitantes. H\u00e1, portanto, muitos desafios porque trata-se de uma cidade que ainda est\u00e1 crescendo, n\u00e3o tendo chegado a uma fase de estabiliza\u00e7\u00e3o do seu crescimento demogr\u00e1fico\u201d, explicou o pesquisador da UnB.<\/p>\n<p>Segundo ele, esse crescimento demogr\u00e1fico \u00e9 refor\u00e7ado por a capital amazonense receber tamb\u00e9m migrantes de outros pa\u00edses, principalmente fronteiri\u00e7os, o que torna ainda mais necess\u00e1rio dotar a cidade de infraestrutura para esse crescimento urbano.<\/p>\n<p>Aluno de mestrado da Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1, Jo\u00e3o Neto Sousa Rodrigues desenvolve pesquisas sobre os processos de territorializa\u00e7\u00e3o, voltados principalmente a terras quilombolas. Ele conhece bem tr\u00eas das quatro capitais em quest\u00e3o: Bel\u00e9m, Manaus e Porto Velho.<\/p>\n<p>\u201cNo que se refere \u00e0 pol\u00edtica habitacional de Manaus, os problemas s\u00e3o cada vez maiores, com uma especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria impulsionada pela verticaliza\u00e7\u00e3o, gerando o sufocamento de pessoas economicamente menos favorecidas nas periferias, gerando um crescimento desordenado, sem planejamento, tendo o estado um tempo muito lento de respostas aos problemas que decorrem desta situa\u00e7\u00e3o\u201d, disse ele \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>Ele acrescenta que a sa\u00fade p\u00fablica \u201ccontinua a ser um tormento, sobretudo para a popula\u00e7\u00e3o pobre que depende deste servi\u00e7o e tem que se desdobrar em longas filas de espera por atendimento especializado em hospitais lotados\u201d.<\/p>\n<p>Do ponto de vista dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, Fernando Sobrinho reitera que \u201c\u00e9 grande a depend\u00eancia que Manaus tem do transporte hidrovi\u00e1rio\u201d, e que, com essas secas cada vez mais presentes na Bacia do Rio Amazonas afetando a cidade, este \u00e9 um problema muito grande para a sua popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2><strong>Porto Velho<\/strong><\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Leandro Morais\/Prefeitura Porto Velho\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/Px2sZbKxzePB9Vi1_63aZtZFXiY%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/22\/porto_velho_aereo_-_leandro_morais-3_11.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Turismo em Porto Velho - RO\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta rtecenter\">&#8211;\u00a0<strong>Leandro Morais\/Prefeitura Porto Velho<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Capital de Rond\u00f4nia, Porto Velho integra redes na Amaz\u00f4nia tanto na quest\u00e3o da Bacia do Rio Madeira para a gera\u00e7\u00e3o de energia, como tamb\u00e9m para transporte hidrovi\u00e1rio. Sobrinho explica que a liga\u00e7\u00e3o entre Manaus e Porto Velho se transforma, hoje, em um porto estrat\u00e9gico para o agroneg\u00f3cio brasileiro \u2013 o que representa potencial log\u00edstico e oportunidades de emprego e renda.<\/p>\n<p>Ele explica que h\u00e1 ali um dos portos da Amaz\u00f4nia brasileira que escoam a produ\u00e7\u00e3o do Mato Grosso, al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria do pr\u00f3prio estado \u2013 o Porto Organizado de Porto Velho. \u201cNesse cen\u00e1rio de expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio e do com\u00e9rcio internacional do Brasil com o mundo, Porto Velho desempenha uma quest\u00e3o estrat\u00e9gica importante que pode melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida na cidade\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, por Rond\u00f4nia estar pr\u00f3xima a fronteiras internacionais com Bol\u00edvia e Peru, acaba ficando vulner\u00e1vel em termos de seguran\u00e7a, uma vez que h\u00e1, na regi\u00e3o, fac\u00e7\u00f5es criminosas e mil\u00edcias. \u201cIsso precisar\u00e1 ser considerado pela futura gest\u00e3o municipal\u201d, diz o pesquisador.<\/p>\n<p>Segundo Jos\u00e9 Neto, h\u00e1 na cidade s\u00e9rios problemas decorrentes dos garimpos e da expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, gerando muita polui\u00e7\u00e3o ambiental sobre a cidade e a regi\u00e3o. Isso foi constatado tamb\u00e9m pelo levantamento do Instituto Cidades Sustent\u00e1veis. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o a Porto Velho, chama aten\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (di\u00f3xido de carbono) per capita, que \u00e9 elevad\u00edssimo\u201d, disse o coordenador Jorge Abrah\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPorto Velho \u00e9 a cidade com maior emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, com 62 toneladas emitidas por habitante a cada ano. \u00c9 mais de 60 vezes o que \u00e9 a meta para 2030. Temos a\u00ed um problema grav\u00edssimo que est\u00e1 fortemente ligado \u00e0 quest\u00e3o agropecu\u00e1ria. Uma a\u00e7\u00e3o intensa [dos futuros prefeitos] nesse ponto \u00e9 fundamental\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h2><strong>Palmas<\/strong><\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Ant\u00f4nio Gon\u00e7alves\/Prefeitura de Palmas\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/wID91LJZLriYNr6gSrodfCiqWO0%3D\/754x0\/smart\/https%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/22\/32642000321_885d5957a0_o.jpg?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Palmas (TO), 22\/10\/2024 - Avenida JK. Foto: Ant\u00f4nio Gon\u00e7alves\/Prefeitura de Palmas\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta rtecenter\">Palmas (TO), 22\/10\/2024 &#8211; Avenida JK. Foto: Ant\u00f4nio Gon\u00e7alves\/Prefeitura de Palmas &#8211;\u00a0<strong>Ant\u00f4nio Gon\u00e7alves\/Prefeitura de Palmas<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Sendo a capital mais jovem do Brasil, Palmas tem a vantagem de ser uma cidade planejada. Sua \u00e1rea central tem uma excelente dota\u00e7\u00e3o de infraestrutura, pelo pr\u00f3prio planejamento original da cidade.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do professor Fernando Sobrinho, o desafio do futuro prefeito est\u00e1 para al\u00e9m do centro urbano de Palmas, abrangendo a regi\u00e3o metropolitana que se configura numa cidade m\u00e9dia. \u201cS\u00e3o os chamados cons\u00f3rcios intermunicipais, de forma a pensar formas mais integradas para a regi\u00e3o que come\u00e7a a ter um processo de crescimento muito grande, afetando principalmente a periferia da capital e os munic\u00edpios de seu\u00a0entorno\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 ali uma expans\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o migrante mais pobre, que vem \u00e0 capital do Tocantins em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, principalmente nas cidades do entorno metropolitano, o que acaba resultando em uma\u00a0expans\u00e3o para fora do munic\u00edpio de Palmas\u201d, complementou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidades vivem s\u00e9rios problemas habitacionais e fundi\u00e1rios<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[959,1165,1166],"class_list":["post-36124","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-capitais","tag-norte","tag-problemas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-9oE","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36124"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36124\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36126,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36124\/revisions\/36126"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}