{"id":36306,"date":"2024-12-04T11:52:47","date_gmt":"2024-12-04T15:52:47","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=36306"},"modified":"2024-12-04T15:14:02","modified_gmt":"2024-12-04T19:14:02","slug":"no-infoamazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/12\/04\/no-infoamazonia\/","title":{"rendered":"No InfoAmaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36307\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/12\/04\/no-infoamazonia\/img_3776\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3776.jpeg?fit=1170%2C918\" data-orig-size=\"1170,918\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"IMG_3776\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3776.jpeg?fit=300%2C235\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3776.jpeg?fit=600%2C471\" class=\"alignnone size-full wp-image-36307\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3776.jpeg?resize=600%2C471\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"471\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3776.jpeg?w=1170 1170w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3776.jpeg?resize=300%2C235 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3776.jpeg?resize=1024%2C803 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3776.jpeg?resize=768%2C603 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3776.jpeg?resize=382%2C300 382w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<div class=\"entry-content\">\n<p><strong>Infoamaz\u00f4nia, por Por <span class=\"author vcard\">Cec\u00edlia Alves Amorim<\/span><\/strong> &#8211; Estado re\u00fane diferentes problemas socioambientais, como desmatamento, queimadas e minera\u00e7\u00e3o ilegal, mas cobertura tradicional n\u00e3o est\u00e1 focada nisso.<\/p>\n<p>Rond\u00f4nia, situado no Norte do Brasil, tornou-se um estado h\u00e1 pouco mais de 40 anos e abriga uma popula\u00e7\u00e3o autodeclarada quilombola de cerca de 3 mil pessoas, al\u00e9m de ser o quarto estado brasileiro com maior n\u00famero de povos ind\u00edgenas segundo dados Instituto Socioambiental (ISA). A ocupa\u00e7\u00e3o irregular do territ\u00f3rio, incentivada pelo governo militar a partir da d\u00e9cada de 1960, trouxe impactos ambientais significativos devido ao desmatamento realizado para abertura de novas \u00e1reas para a pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Minist\u00e9rio da Agricultura, o estado tem a segunda maior produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria da regi\u00e3o Norte. Isso \u00e9 um dos fatores que impulsionam o desmatamento na regi\u00e3o e, por isso, apenas no primeiro semestre deste ano, as queimadas aumentaram em 28% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, de acordo com o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).<\/p>\n<p>Al\u00e9m das queimadas e do desmatamento, o estado enfrenta outros problemas ambientais, como o garimpo com uso de merc\u00fario e a grilagem de terras p\u00fablicas. Apesar disso, o<a href=\"https:\/\/infoamazonia.org\/redecidada\/mapa\/\"><strong>Mapa Vivo de M\u00eddias da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/a> aponta que apenas 44 ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o do estado possuem editorias de meio ambiente, e s\u00f3 dois contam com a editoria Amaz\u00f4nia, concentrando-se principalmente na capital, Porto Velho.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-195776\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/big-numbers.png?resize=600%2C255&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" srcset=\"https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/big-numbers.png 780w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/big-numbers-300x128.png 300w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/big-numbers-768x327.png 768w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/big-numbers-400x170.png 400w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"255\" data-cfsrc=\"https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/big-numbers.png\" \/><\/figure>\n<p>No atual cen\u00e1rio midi\u00e1tico, o jornalismo independente se destaca como resposta \u00e0 m\u00eddia hegem\u00f4nica, com diretrizes alinhadas com causas sociais, ambientais e de direitos humanos. Sustentados por editais de financiamento, doa\u00e7\u00f5es e colabora\u00e7\u00f5es, esses ve\u00edculos incluem r\u00e1dios comunit\u00e1rias, blogs e sites que priorizam a pluralidade de vozes e pautas ignoradas pela grande m\u00eddia, oferecendo uma comunica\u00e7\u00e3o mais diversa.<\/p>\n<h2 id=\"h-blogger-luciana-oliveira-uma-voz-de-resistencia-na-amazonia\" class=\"wp-block-heading\">Blogger Luciana Oliveira: uma voz de resist\u00eancia na Amaz\u00f4nia<\/h2>\n<p>Luciana Oliveira \u00e9 uma jornalista independente e ativista ambiental que iniciou sua trajet\u00f3ria com um <a href=\"https:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/\">blog<\/a> durante a crise pol\u00edtica de 2016. Conhecida por seu posicionamento progressista, ela conta que enfrenta, no dia a dia, amea\u00e7as, boicotes de m\u00eddias rondonienses e coment\u00e1rios machistas enquanto defende pautas como direitos das mulheres, reforma agr\u00e1ria e prote\u00e7\u00e3o ambiental. Seu trabalho ganhou destaque especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro, per\u00edodo em que intensificou sua atua\u00e7\u00e3o no jornalismo ambiental e cultural, focando nos direitos dos povos tradicionais.<\/p>\n<p>\u201cO machismo naturalmente sempre foi minha sombra. \u201cLouca\u201d era o adjetivo mais usado. Depois de muitos coment\u00e1rios mis\u00f3ginos, vieram amea\u00e7as veladas e abertas ao meu trabalho. Fiz algumas reportagens que tiveram muita repercuss\u00e3o e tiveram que me aceitar. Mas at\u00e9 chegar a esse ponto, foram anos de medo e solid\u00e3o, com apenas um celular na m\u00e3o\u201d, conta a jornalista.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-195779\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_02-1024x518.jpg?resize=600%2C304&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_02-1024x518.jpg 1024w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_02-300x152.jpg 300w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_02-768x389.jpg 768w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_02-1200x608.jpg 1200w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_02-400x203.jpg 400w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_02.jpg 1440w\" alt=\"Luciana Oliveira em seu trabalho de jornalismo socioambiental em Rond\u00f4nia\" width=\"600\" height=\"304\" data-cfsrc=\"https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_02-1024x518.jpg\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Luciana Oliveira usa seu blog para cobrir e denunciar as quest\u00f5es ambientais no estado. Arte: Disarme Gr\u00e1fico<\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m das pr\u00f3prias reportagens, Luciana incentiva a comunica\u00e7\u00e3o independente no estado e passou a promover oficinas para jovens de comunidades tradicionais atravessadas por crimes ambientais. \u201cPassei a formar jovens de comunidades tradicionais com dicas b\u00e1sicas para filmar com um celular, com seguran\u00e7a e de modo que imagens sirvam como provas judiciais de crimes ambientais. Esse \u00e9 o futuro: investir em brigadas de comunica\u00e7\u00e3o nos territ\u00f3rios\u201d,<\/p>\n<h2 id=\"h-o-pioneirismo-digital-do-rondonia-ao-vivo\" class=\"wp-block-heading\"><strong>O pioneirismo digital do Rond\u00f4nia ao Vivo<\/strong><\/h2>\n<p>Fundado por quatro estudantes de comunica\u00e7\u00e3o, o <a href=\"https:\/\/rondoniaovivo.com\/\">Rond\u00f4nia ao Vivo<\/a> nasceu em 2005, inspirado pelo\u00a0webjornalismo at\u00e9 ent\u00e3o pouco explorado no Brasil. Desde o in\u00edcio, a ideia criada por universit\u00e1rios enfrentou desafios financeiros.<\/p>\n<p>O ve\u00edculo aposta em um modelo que combina reportagens investigativas e den\u00fancias com um jornalismo de servi\u00e7o voltado \u00e0 comunidade e, rapidamente, conquistou uma audi\u00eancia fiel e se tornou uma refer\u00eancia no estado.<\/p>\n<p>Ao longo de quase duas d\u00e9cadas, o jornal evoluiu para cobrir uma diversidade de\u00a0 editorias. Apesar de n\u00e3o contar com uma editoria ambiental, o site aborda temas como desmatamento, conflitos em terras ind\u00edgenas e queimadas.<\/p>\n<p>\u201cEu acredito que os gestores s\u00e3o o problema do meio ambiente em Rond\u00f4nia. Eles est\u00e3o a favor do agro enquanto criam reservas florestais. Eu, sinceramente, n\u00e3o compreendo\u201d, afirma Paulo Andreoli, jornalista cofundador da ve\u00edculo. O site conta com uma editoria focada em agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Para descentralizar a cobertura, o Rond\u00f4nia ao Vivo fez parcerias com jornalistas locais, promovendo uma troca constante de informa\u00e7\u00f5es. Essa rede de colabora\u00e7\u00e3o fortaleceu o jornalismo regional e ampliou o alcance das reportagens: \u201cfaz a diferen\u00e7a n\u00e3o desistir\u201d, afirma Andreoli. No entanto, a press\u00e3o financeira, agravada pelo ass\u00e9dio judicial enfrentado por ve\u00edculos independentes, \u00e9 uma realidade dif\u00edcil de contornar<\/p>\n<h2 id=\"h-apesar-de-processos-e-ataques-painel-politico-resiste-com-jornalismo-investigativo\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Apesar de processos e ataques, Painel Pol\u00edtico resiste com jornalismo investigativo<\/strong><\/h2>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.painelpolitico.com\/\">Painel Pol\u00edtico<\/a> come\u00e7ou em 2009 como uma coluna de opini\u00e3o no Rond\u00f4nia ao Vivo e evoluiu para um ve\u00edculo independente focado em pol\u00edtica, economia e investiga\u00e7\u00f5es sobre corrup\u00e7\u00e3o e crimes ambientais, incluindo programas de entrevistas e uma revista quinzenal que, posteriormente, migrou para o ambiente digita. Em 2019, o site\u00a0 adotou um formato de notici\u00e1rio e, recentemente, migrou para o Substack com sistema de assinaturas.<\/p>\n<p>O trabalho com pol\u00edtica levou o ve\u00edculo a enfrentar n\u00e3o apenas desafios financeiros, como outros ve\u00edculos da regi\u00e3o, mas tamb\u00e9m jur\u00eddicos: s\u00e3o mais de 220 processos relacionados \u00e0s den\u00fancias publicadas pelo Painel, mesmo que boa parte deles j\u00e1 esteja arquivada ou vencida.<\/p>\n<p>Apesar da press\u00e3o, a linha editorial do Painel Pol\u00edtico mant\u00e9m seu foco em quest\u00f5es pol\u00edticas, regionais e nacionais, com \u00eanfase na investiga\u00e7\u00e3o de atos de corrup\u00e7\u00e3o e em an\u00e1lises do cen\u00e1rio econ\u00f4mico e do sistema judici\u00e1rio.O editor Alan Alex Carvalho destaca o compromisso do ve\u00edculo com o jornalismo investigativo e a relev\u00e2ncia de pautas ignoradas pela grande m\u00eddia.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36312\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/12\/04\/no-infoamazonia\/img_3778\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3778.jpeg?fit=1170%2C1695\" data-orig-size=\"1170,1695\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"IMG_3778\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3778.jpeg?fit=207%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3778.jpeg?fit=600%2C869\" class=\"alignnone size-full wp-image-36312\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3778.jpeg?resize=600%2C869\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"869\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3778.jpeg?w=1170 1170w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3778.jpeg?resize=207%2C300 207w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3778.jpeg?resize=707%2C1024 707w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3778.jpeg?resize=768%2C1113 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3778.jpeg?resize=1060%2C1536 1060w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<div class=\"wp-block-cover alignfull\">\n<p><strong>A Voz da Terra: o jornalismo que ecoa a Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p>O casal de jornalistas Josi Gon\u00e7alves e Francisco Costa conta que o site <a href=\"https:\/\/www.vozdaterra.com\/p\/quem-somos.html\">A Voz da Terra<\/a> surgiu para preencher uma lacuna no cen\u00e1rio informativo da Amaz\u00f4nia, onde as quest\u00f5es ambientais, sociais e de direitos humanos enfrentam, frequentemente, o sil\u00eancio das grandes m\u00eddias. Eles dizem que o ve\u00edculo nasceu em meio a desafios estruturais e de seguran\u00e7a, mas com a miss\u00e3o de produzir pautas invisibilizadas.<\/p>\n<p>\u201cO projeto surgiu da necessidade de debater com a sociedade as quest\u00f5es da Amaz\u00f4nia, j\u00e1 que existe em nossa regi\u00e3o um deserto de not\u00edcias, muita desinforma\u00e7\u00e3o e negacionismo clim\u00e1tico. O jornalismo que praticamos \u00e9 a nossa forma de gritar ao mundo o que acontece nos territ\u00f3rios amaz\u00f4nicos\u201d, afirma Gon\u00e7alves.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-195782\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_01-1024x518.jpg?resize=600%2C304&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_01-1024x518.jpg 1024w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_01-300x152.jpg 300w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_01-768x389.jpg 768w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_01-1200x608.jpg 1200w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_01-400x203.jpg 400w, https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_01.jpg 1440w\" alt=\"Josi Gon\u00e7alves fundou o site Voz da Terra para fazer jornalismo socioambiental em Rond\u00f4nia\" width=\"600\" height=\"304\" data-cfsrc=\"https:\/\/infoamazonia.org\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto_rondonia_01-1024x518.jpg\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Josi Gon\u00e7alves fundou, om o marido, o site A Voz da Terra, para valorizar vozes das comunidades locais. Foto: Luciana Oliveira Arte: Disarme Gr\u00e1fico<\/figcaption><\/figure>\n<p>O ve\u00edculo tem o\u00a0 prop\u00f3sito de valorizar as vozes das comunidades locais e trazer \u00e0 tona hist\u00f3rias frequentemente ignoradas. \u201cRond\u00f4nia \u00e9 um lugar de muitas pautas socioambientais e diversas hist\u00f3rias. Cobrimos a recente seca dos rios, a polui\u00e7\u00e3o da fuma\u00e7a das queimadas, a morte de lideran\u00e7as rurais e ind\u00edgenas, casos que est\u00e3o mofando nas gavetas do judici\u00e1rio. Ousamos de verdade, mesmo sem muito incentivo e apoio\u201d, afirma Costa.<\/p>\n<p>A abordagem do ve\u00edculo busca n\u00e3o apenas informar, mas tamb\u00e9m mobilizar a sociedade para a urg\u00eancia das pautas amaz\u00f4nicas. Mesmo com os desafios, A Voz da Terra tem gerado impacto ao sensibilizar novas audi\u00eancias e influenciar discuss\u00f5es p\u00fablicas sobre preserva\u00e7\u00e3o ambiental e justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cQueremos deixar um legado que mostre que \u00e9 urgente falar sobre justi\u00e7a clim\u00e1tica e mudan\u00e7as globais. \u00c9 uma emerg\u00eancia planet\u00e1ria\u201d, completa Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<footer class=\"entry-footer\"><\/footer>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infoamaz\u00f4nia, por Por Cec\u00edlia Alves Amorim &#8211; Estado re\u00fane diferentes problemas socioambientais, como desmatamento, queimadas e minera\u00e7\u00e3o ilegal, mas cobertura tradicional n\u00e3o est\u00e1 focada nisso. Rond\u00f4nia, situado no Norte do Brasil, tornou-se um estado h\u00e1 pouco mais de 40 anos e abriga uma popula\u00e7\u00e3o autodeclarada quilombola de cerca de 3 mil pessoas, al\u00e9m de ser&#8230;<a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2024\/12\/04\/no-infoamazonia\/\">Continue a leitura <span class=\"meta-nav\">&raquo;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36309,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1210,1208,1209,1207],"class_list":["post-36306","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-notas","tag-ambiental","tag-independente","tag-jornalismo","tag-midias"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/IMG_3777.jpeg?fit=1200%2C608","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-9rA","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36306"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36314,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36306\/revisions\/36314"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36309"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}