{"id":36475,"date":"2025-01-27T08:17:16","date_gmt":"2025-01-27T12:17:16","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=36475"},"modified":"2025-01-27T08:17:16","modified_gmt":"2025-01-27T12:17:16","slug":"80-anos-do-holocausto-na-alemanha-o-passado-ainda-presente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2025\/01\/27\/80-anos-do-holocausto-na-alemanha-o-passado-ainda-presente\/","title":{"rendered":"80 anos do Holocausto na Alemanha: O passado ainda presente?"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36476\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2025\/01\/27\/80-anos-do-holocausto-na-alemanha-o-passado-ainda-presente\/img_6469\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6469.webp?fit=575%2C575\" data-orig-size=\"575,575\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG_6469\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6469.webp?fit=300%2C300\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6469.webp?fit=575%2C575\" class=\"alignnone size-medium wp-image-36476\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6469.webp?resize=300%2C300\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6469.webp?resize=300%2C300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6469.webp?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6469.webp?w=575 575w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>DW, por Lisa H\u00e4nel &#8211; A 27 de janeiro, a Alemanha recorda as v\u00edtimas do nacional-socialismo, assinalando 80 anos do Holocausto. Uma data marcada por cerim\u00f3nias e reflex\u00f5es sobre o passado e a import\u00e2ncia da mem\u00f3ria hist\u00f3rica.<!--more--><\/p>\n<p>As bandeiras est\u00e3o a meia-haste, h\u00e1 coroas de flores junto ao p\u00falpito do Bundestag. Muitos deputados e convidados vestem preto. H\u00e1 discursos e aplausos solenes, repetidos ano ap\u00f3s ano.<\/p>\n<p>Estamos no final de janeiro na <a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-002\/alemanha\/t-19479222\">Alemanha<\/a>, em torno do dia 27, Dia da Mem\u00f3ria das <a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-002\/ativista-diz-que-alemanha-n%C3%A3o-leva-a-s%C3%A9rio-v%C3%ADtimas-do-colonialismo\/a-54105696\">V\u00edtimas do Nacional-Socialismo<\/a>, conhecido internacionalmente como Dia da Mem\u00f3ria do Holocausto. Esta data marca o anivers\u00e1rio da liberta\u00e7\u00e3o dos campos de concentra\u00e7\u00e3o e <a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-002\/75-anos-depois-da-liberta%C3%A7%C3%A3o-de-auschwitz-a-import%C3%A2ncia-de-n%C3%A3o-esquecer-o-holocausto\/a-52159331\">exterm\u00ednio em Auschwitz, a 27 de janeiro de 1945<\/a> \u2013 h\u00e1 precisamente 80 anos. Esta mem\u00f3ria \u00e9 um elemento central da cultura de lembran\u00e7a alem\u00e3.<\/p>\n<p>Na Alemanha, existem mais de 300 memoriais e centros de documenta\u00e7\u00e3o sobre o <a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-002\/genoc%C3%ADdio-da-alemanha-na-nam%C3%ADbia\/t-37110789\">nacional-socialismo<\/a>. Os alunos abordam o tema do nazismo nas aulas de Hist\u00f3ria, e alguns visitam memoriais de antigos campos de concentra\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, sendo educados sobre as atrocidades cometidas nesses locais. Houve grandes julgamentos de crimes de guerra, como os Processos de Auschwitz, e empresas investigaram as suas liga\u00e7\u00f5es aos crimes nazis. At\u00e9 hoje, antigos guardas de instala\u00e7\u00f5es de exterm\u00ednio nazis \u2013 agora em idade avan\u00e7ada \u2013 continuam a ser julgados.<\/p>\n<p>Trata-se da mem\u00f3ria do cap\u00edtulo mais sombrio da hist\u00f3ria alem\u00e3. A Alemanha nazi iniciou a<a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-002\/segunda-guerra-mundial\/t-38527231\">Segunda Guerra Mundial<\/a>, que causou milh\u00f5es de mortes, sendo respons\u00e1vel pelo exterm\u00ednio sistem\u00e1tico de seis milh\u00f5es de judeus europeus. A esta trag\u00e9dia somam-se centenas de milhares de outras v\u00edtimas do terror nazi: Sinti e Roma, opositores pol\u00edticos, pessoas homossexuais e pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"s1ax2h75\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/71297971_902.webp?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Cultura de mem\u00f3ria alem\u00e3\" \/><\/div><figcaption class=\"img-caption\">Uma exposi\u00e7\u00e3o itinerante homenageia os sobreviventes da persegui\u00e7\u00e3o nazi em locais p\u00fablicos, como aqui na esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de Leipzig<small class=\"copyright\">Foto: Jan Woitas\/picture alliance\/dpa<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<h2>O que \u00e9 a cultura de mem\u00f3ria alem\u00e3?<\/h2>\n<p>Segundo a polit\u00f3loga e publicista Saba-Nur Cheema, a resposta \u00e9 simples: &#8220;Cultura de mem\u00f3ria \u00e9 um conhecimento coletivo e uma recorda\u00e7\u00e3o do passado. No contexto alem\u00e3o, refere-se principalmente \u00e0 mem\u00f3ria do Holocausto e ao confronto com o nacional-socialismo.&#8221; Nos \u00faltimos anos, a mem\u00f3ria da ditadura da RDA e do colonialismo tamb\u00e9m tem ganho espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Os mais jovens podem pensar que a Alemanha sempre cultivou esta cultura de mem\u00f3ria. No entanto, Fritz Bauer, o procurador-geral que levou os crimes de Auschwitz a tribunal em Frankfurt contra enorme resist\u00eancia, disse nos anos 1960: &#8220;Quando saio do meu escrit\u00f3rio, estou em territ\u00f3rio inimigo&#8221;. Bauer, ele pr\u00f3prio judeu, sobreviveu ao regime nazi fugindo para a Su\u00e9cia.<\/p>\n<p>Na Alemanha, o Dia da Mem\u00f3ria das V\u00edtimas do Nacional-Socialismo s\u00f3 come\u00e7ou a ser assinalado em 1996. Nunca foi declarado feriado oficial.<\/p>\n<h2>Mem\u00f3ria e recorda\u00e7\u00e3o: amea\u00e7adas pela extrema-direita<\/h2>\n<p>At\u00e9 hoje, <a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-002\/alemanha-extrema-direita-minimiza-o-nazismo-na-hist%C3%B3ria-alem%C3%A3\/a-44055774\">a mem\u00f3ria dos crimes nazis \u00e9 alvo de ataques<\/a> \u2013 especialmente por parte de extremistas e populistas de direita. Jens Christian Wagner, diretor do Memorial de Buchenwald e Mittelbau-Dora, \u00e9 um exemplo disso. Por se posicionar claramente contra o <a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-002\/alternativa-para-a-alemanha-afd\/t-40634293\">partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD)<\/a> na Tur\u00edngia, tem recebido amea\u00e7as.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"s1ax2h75\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/71298201_902.webp?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Cultura de mem\u00f3ria alem\u00e3\" \/><\/div><figcaption class=\"img-caption\">N\u00e3o \u00e0 ideologia nazi: h\u00e1 muitas formas de lidar com a era do nacional-socialismo e aprender com ela<small class=\"copyright\">Foto: Noah Wedel\/picture alliance<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Quase todos os memoriais enfrentam vandalismo e nega\u00e7\u00e3o do Holocausto. Tamb\u00e9m se nota um agravamento das discuss\u00f5es locais&#8221;, afirma Veronika Hager, da Funda\u00e7\u00e3o Mem\u00f3ria, Responsabilidade e Futuro (EVZ). &#8220;Declara\u00e7\u00f5es que h\u00e1 dez anos seriam amplamente rejeitadas hoje recebem muito mais apoio.&#8221;<\/p>\n<p>Recentemente, a l\u00edder da AfD, Alice Weidel, afirmou numa entrevista televisiva: &#8220;N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que Adolf Hitler foi um socialista antissemita, e o antissemitismo \u00e9 principalmente de esquerda.&#8221; Esta declara\u00e7\u00e3o junta-se a outras pol\u00eamicas de membros do partido, como a de que o per\u00edodo nazi foi &#8220;apenas uma mancha insignificante na hist\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Saba-Nur Cheema, o objetivo destes discursos \u00e9 desviar o foco, para que no futuro se deixe de discutir o que aconteceu, tornando menos tang\u00edvel a amea\u00e7a de grupos nacionalistas de direita.<\/p>\n<h2>A cultura de mem\u00f3ria est\u00e1 a fracassar?<\/h2>\n<p>Michel Friedman, publicista e ativista, h\u00e1 anos alerta para o crescente antissemitismo e critica duramente a cultura de mem\u00f3ria alem\u00e3. &#8220;Se tiv\u00e9ssemos feito o trabalho de casa, o \u00f3dio aos judeus n\u00e3o estaria agora a florescer de forma t\u00e3o descarada e brutal&#8221;, disse numa entrevista \u00e0 *Der Spiegel*.<\/p>\n<p>Para Friedman \u2013 assim como para muitas organiza\u00e7\u00f5es judaicas \u2013 a cultura de mem\u00f3ria alem\u00e3 tornou-se demasiado ritualizada e focada no passado. &#8220;Por mais importante que seja honrar os judeus mortos, a nossa responsabilidade \u00e9 com os judeus vivos. E a vida para eles na Alemanha n\u00e3o est\u00e1 boa.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"s1ax2h75\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/71298247_902.webp?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Erinnerungskultur\" \/><\/div><figcaption class=\"img-caption\">Manifestantes num com\u00edcio pr\u00f3-palestiniano em Mannheim colocaram faixas<small class=\"copyright\">Foto: Udo Herrmann\/CHROMORANGE\/picture alliance <\/small><\/figcaption><\/figure>\n<h2>Lutar pela mem\u00f3ria e proteger a vida judaica<\/h2>\n<p>Desde os ataques da organiza\u00e7\u00e3o Hamas a Israel, a 7 de outubro de 2023, tamb\u00e9m os incidentes antissemitas aumentaram na Alemanha. Para alguns, isso prova que a cultura de mem\u00f3ria falhou.<\/p>\n<p>Joseph Wilson, especialista da EVZ, sublinha que cultura de mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 o mesmo que preven\u00e7\u00e3o e combate ao antissemitismo. &#8220;O que sentimos ao visitar um memorial n\u00e3o se traduz automaticamente em consci\u00eancia no presente, nem ajuda as pessoas a identificar c\u00f3digos e teorias da conspira\u00e7\u00e3o antissemitas.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Wilson, os conceitos de preven\u00e7\u00e3o ao antissemitismo precisam ser melhorados, reconhecendo os seus limites.<\/p>\n<figure class=\"placeholder-image master_landscape big\">\n<div class=\"s1ax2h75\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/71297844_902.webp?w=600&#038;ssl=1\" alt=\"Erinnerungskultur\" \/><\/div><figcaption class=\"img-caption\">&#8220;Libertem a Palestina da culpa alem\u00e3&#8221; est\u00e1 escrito numa placa numa manifesta\u00e7\u00e3o em frente ao Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros em Berlim<small class=\"copyright\">Foto: Annette Riedl\/dpa\/picture alliance<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<h2>Uma cultura ou v\u00e1rias culturas de mem\u00f3ria?<\/h2>\n<p>A cultura de mem\u00f3ria alem\u00e3 j\u00e1 enfrentou diversas disputas, desde debates sobre a singularidade dos crimes nazis at\u00e9 as tens\u00f5es causadas pela guerra em Gaza, que revelou divis\u00f5es tamb\u00e9m na Alemanha.<\/p>\n<p>Enquanto muitos veem a frase &#8220;Nunca mais&#8221; como um apelo \u00e0 solidariedade com Israel e os judeus, o mesmo slogan \u00e9 usado em manifesta\u00e7\u00f5es pr\u00f3-palestinianas, mostrando a pluralidade de interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para Saba-Nur Cheema, o envolvimento da sociedade civil prova que a cultura de mem\u00f3ria \u00e9 din\u00e2mica e pode incluir m\u00faltiplas narrativas. Segundo ela, o desafio \u00e9 encontrar um equil\u00edbrio entre o passado, as exig\u00eancias do presente e as quest\u00f5es levantadas pelas comunidades migrantes.<\/p>\n<p>Michel Friedman resumiu bem: &#8220;Sabe, h\u00e1 milh\u00f5es de testemunhas do passado. Veja o que os seus av\u00f3s, tias-av\u00f3s e tios-av\u00f3s fizeram.&#8221; Afinal, a mem\u00f3ria \u00e9 um processo vivo que continua a evoluir \u2013 e nunca estar\u00e1 completa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DW, por Lisa H\u00e4nel &#8211; A 27 de janeiro, a Alemanha recorda as v\u00edtimas do nacional-socialismo, assinalando 80 anos do Holocausto. 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