{"id":36479,"date":"2025-01-30T15:03:08","date_gmt":"2025-01-30T19:03:08","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=36479"},"modified":"2025-01-30T15:03:08","modified_gmt":"2025-01-30T19:03:08","slug":"amacro-ameacas-e-assassinatos-marcam-area-de-avanco-do-agronegocio-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2025\/01\/30\/amacro-ameacas-e-assassinatos-marcam-area-de-avanco-do-agronegocio-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Amacro: amea\u00e7as e assassinatos marcam \u00e1rea de avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36480\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2025\/01\/30\/amacro-ameacas-e-assassinatos-marcam-area-de-avanco-do-agronegocio-na-amazonia\/img_6561\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6561.webp?fit=800%2C604\" data-orig-size=\"800,604\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG_6561\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6561.webp?fit=300%2C227\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6561.webp?fit=600%2C453\" class=\"alignnone size-medium wp-image-36480\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6561.webp?resize=300%2C227\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"227\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6561.webp?resize=300%2C227 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6561.webp?resize=768%2C580 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6561.webp?resize=397%2C300 397w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/IMG_6561.webp?w=800 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h2 class=\"description\">Em Boca do Acre, agricultor foi morto a tiros em disputa por terra; autor \u00e9 fazendeiro e se entregou \u00e0 pol\u00edcia<\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"details-bar\">\n<div class=\"author-time\">\n<div class=\"author\">Carolina Bataier<\/div>\n<div class=\"place-and-time\">\n<div class=\"place\">Brasil de Fato | S\u00e3o Paulo (SP)<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/01\/29\/homem-e-encontrado-morto-em-area-de-conflito-no-sul-do-amazonas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um trabalhador rural <\/a>foi encontrado morto nesta quarta-feira (29) em L\u00e1brea (AM). Conhecido como Jacozinho, Jos\u00e9 Jac\u00f3 Cosotle, de 55 anos, saiu na manh\u00e3 do \u00faltimo domingo (26) para pegar castanhas, mas n\u00e3o voltou. Ele era morador do acampamento Marielle Franco. Seu corpo foi encontrado ao lado de uma moto, com um tiro no queixo. O caso est\u00e1 em investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No dia 14 deste m\u00eas, um domingo, outro trabalhador foi morto na regi\u00e3o. O agricultor Francisco do Nascimento Melo, conhecido como Cafu, foi assassinado com um tiro, na zona rural do munic\u00edpio de <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/25\/incendios-florestais-ja-atingem-quase-20-mil-hectares-entre-acre-e-amazonas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Boca do Acre (AM)<\/a>, vizinho a L\u00e1brea. O filho dele, um adolescente de 14 anos, viu tudo.\u00a0Quatro dias depois do assassinato, o fazendeiro Valdir Silva, o Valdirz\u00e3o, se entregou \u00e0 pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Horas mais tarde, enquanto o acusado prestava depoimento na delegacia, o delegado da Pol\u00edcia Civil Paulo Mavigner publicou um v\u00eddeo em seu perfil no Instagram, passando informa\u00e7\u00f5es gerais sobre o caso. &#8220;Valdir Silva \u00e9 respons\u00e1vel pelo homic\u00eddio do Cafu, um fato que aconteceu num conflito agr\u00e1rio e que gerou uma repercuss\u00e3o muito grande na cidade de Boca do Acre&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Boca do Acre e L\u00e1brea s\u00e3o dois dos 32 munic\u00edpios da Amacro, zona entre os estados do Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia, faixa de expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, principalmente pecu\u00e1ria.\u00a0De 1985 a 2023, a regi\u00e3o da Amacro perdeu aproximadamente 7 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, \u00e1rea que foi convertida para uso agropecu\u00e1rio, de acordo com dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon).<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m uma regi\u00e3o de altas taxas de desmatamento e de concentra\u00e7\u00e3o de casos de conflitos agr\u00e1rios, como os que vitimaram Jacozinho e Cafu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images03.brasildefato.com.br\/6514d5cf93ea3afb0f38d4f4bd5acf9a.webp?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<p>Somente em Boca do Acre, a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), que acompanha esse tipo de viol\u00eancia, registrou 27 conflitos por disputa de terras em 2023, envolvendo ribeirinhos, extrativistas, posseiros e seringueiros. Considerando toda a regi\u00e3o, os n\u00fameros s\u00e3o alarmantes.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2023, a Amacro concentrou 10% [179] de todos os conflitos por terra registrados no pa\u00eds, e 26% de todos os assassinatos ocorridos em contexto de conflitos no campo&#8221;, destaca o <a href=\"https:\/\/www.cptnacional.org.br\/publicacoes-2\/destaque\/6746-conflitos-no-campo-brasil-2023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relat\u00f3rio de Conflitos no Campo de 2023 da pastoral<\/a>.<\/p>\n<p>Dos 31 assassinatos relacionados a conflitos no campo naquele ano no pa\u00eds, oito foram na Amacro, sendo cinco causados por grileiros, de acordo com a CPT.\u00a0Em 2021,\u00a0dos 60 registros de conflitos no campo no estado do Acre, 51 estavam na regi\u00e3o da Amacro.<\/p>\n<p>A professora Julia Ad\u00e3o Bernardes explica que a viol\u00eancia contra moradores da \u00e1rea \u00e9 parte do processo de expans\u00e3o das fronteiras agr\u00edcolas. &#8220;A fronteira agr\u00edcola brasileira \u00e9 iniciada pelo conflito pela terra com as popula\u00e7\u00f5es que se encontram nas \u00e1reas que ser\u00e3o futuramente atingidas pelas planta\u00e7\u00f5es de commodities [mat\u00e9rias-primas produzidas em larga escala para a exporta\u00e7\u00e3o, como a soja]&#8221;, diz Bernardes, que \u00e9 pesquisadora na \u00e1rea da geografia social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). &#8220;Inicialmente fazem uma higieniza\u00e7\u00e3o, colocando as popula\u00e7\u00f5es em risco iminente, assassinando suas lideran\u00e7as e amea\u00e7ando seus modos de vida&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>No dia 4 de janeiro de 2023, Patrick Gasparini Cardoso, morador do acampamento Tiago Campin dos Santos, em Porto Velho (RO), munic\u00edpio que comp\u00f5e a Amacro, foi assassinado por pistoleiros. A \u00e1rea onde ele vivia era reivindicada pela empresa Leme Empreendimentos Ltda, cujo propriet\u00e1rio \u00e9 um conhecido grileiro da regi\u00e3o. Dias depois do crime, outros dois moradores do local foram assassinados por policiais militares em uma a\u00e7\u00e3o de reintegra\u00e7\u00e3o de posse.<\/p>\n<p>Em 2022, seis posseiros foram v\u00edtimas de uma tentativa de assassinato na mesma regi\u00e3o onde Cafu foi morto, o ramal do 37, na gleba Recreio do Santo Ant\u00f4nio. Em 2020, o advogado Fernando Ferreira da Rocha foi assassinado a tiros dentro da casa onde morava, em Boca do Acre. Segundo uma publica\u00e7\u00e3o no site da CPT, ele trabalhava na defesa de fam\u00edlias camponesas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Mais de uma d\u00e9cada de amea\u00e7as<\/p>\n<p>O coordenador regional da CPT Cosme Capistrano, morador de Boca do Acre, conhece bem os problemas da regi\u00e3o. Amea\u00e7ado por diversas vezes, ele precisou mudar de endere\u00e7o e ingressou no Programa de Prote\u00e7\u00e3o aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos.<\/p>\n<p>&#8220;O conflito se intensificou mesmo a partir de 2017, 2018, quando foi divulgado que a gleba Recreio do Santo Ant\u00f4nio era uma \u00e1rea devoluta que o governo tava arrecadando para matricular e fazer a legaliza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria das fam\u00edlias&#8221;, explica. Enquanto a demarca\u00e7\u00e3o n\u00e3o acontece, a terra fica em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a jur\u00eddica e \u00e9 visada por grileiros.<\/p>\n<p>De acordo com a base de dados mais atualizada do Cadastro Nacional de Florestas P\u00fablicas (CNFP), de 2022, cerca de 15% do territ\u00f3rio da Amacro \u00e9 formado por <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/12\/terras-publicas-nao-destinadas-sao-as-mais-afetadas-pelos-incendios-na-amazonia-de-janeiro-a-agosto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">terras p\u00fablicas n\u00e3o destinadas<\/a>. Isso corresponde a uma \u00e1rea de mais de 6,5 milh\u00f5es de hectares, maior do que o estado da Para\u00edba. S\u00e3o terras que pertencem ao governo estadual ou federal, mas ainda n\u00e3o foram transformadas em assentamentos, Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) ou outros territ\u00f3rios protegidos, como Terras Ind\u00edgenas (TIs) e Territ\u00f3rios Quilombolas (TQ).<\/p>\n<p>\u00c9 o caso da gleba Recreio do Santo Ant\u00f4nio, habitada por extrativistas e posseiros que aguardam pela regulariza\u00e7\u00e3o da terra. De acordo com o Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra), trata-se de uma \u00e1rea federal.<\/p>\n<p>Embora os conflitos tenham se intensificado a partir de 2017, Capistrano recebe amea\u00e7as h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Em 2012, por meio de uma liga\u00e7\u00e3o an\u00f4nima, um homem alertava que ele e uma colega iriam morrer naquele ano. Depois disso, vieram bilhetes e recados avisando, entre outras coisas, &#8220;que deveriam cancelar meu CPF&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A gente sofre essas amea\u00e7as por a gente denunciar a grilagem, denunciar a viol\u00eancia no campo, denunciar a pistolagem, o crime contra os trabalhadores rurais&#8221;, diz Capistrano, que convive h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada com as amea\u00e7as. &#8220;Quando voc\u00ea denuncia esse absurdo, esses fatores que afetam diretamente as comunidades, principalmente as fam\u00edlias carentes como aconteceu com Cafu, a gente \u00e9 perseguido&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Fazendeiro instalou porteira na estrada<\/p>\n<p>De acordo com o agricultor Paulo do Vale, que j\u00e1 trabalhou com Cafu, a morte foi anunciada pelo fazendeiro, que fazia amea\u00e7as e intimida\u00e7\u00f5es direcionadas aos posseiros. &#8220;O Valdir matou o Cafu no ramal que d\u00e1 acesso \u00e0 Col\u00f4nia&#8221;, conta.<\/p>\n<p>O ramal \u2013 uma pequena estrada de terra \u2013 \u00e9 uma via de acesso entre a \u00e1rea ocupada pelos posseiros e a cidade de Boca do Acre. Valdir Silva tem terras na margem da estrada e, de acordo com Vale, tenta expandir sua \u00e1rea, o que gerou as desaven\u00e7as. O fazendeiro instalou uma porteira na estrada e colocou cadeado, impedindo o tr\u00e2nsito dos posseiros.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images01.brasildefato.com.br\/c55292803b745a5b66f5b867164512dd.webp?w=600&#038;ssl=1\" \/><br \/>\nFazendeiro acusado de assassinato colocou porteira na estrada que liga \u00e1rea dos agricultores e cidade de Boca do Acre \/ Arquivo pessoal\/Paulo do Vale<\/p>\n<p>&#8220;Eles queriam tomar terra de morador. E a\u00ed, quando n\u00e3o conseguiam, o Valdir fechava o ramal, querendo dizer que o ramal era dele e de outros fazendeiros&#8221;, diz Capistrano.<\/p>\n<p>Boca do Acre tem pouco mais de 35 mil habitantes e est\u00e1 na lista dos 100 maiores munic\u00edpios do Brasil em extens\u00e3o territorial, de acordo com dossi\u00ea publicado pelo Observat\u00f3rio De Olho nos Ruralistas, com um territ\u00f3rio equivalente ao do estado de Sergipe.<\/p>\n<p>Em 2023, o munic\u00edpio tinha quase 305 mil hectares ocupados por pastagem, o que representa cerca de 13% do territ\u00f3rio. Dez anos antes, em 2013, a \u00e1rea de pastagem era de 169 mil hectares.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio faz parte da lista dos priorit\u00e1rios em a\u00e7\u00e3o de combate ao desmatamento na Amaz\u00f4nia, monitorados pelo Plano de A\u00e7\u00e3o para Preven\u00e7\u00e3o e Controle do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal (PPCDAm). A lista conta com 70 munic\u00edpios que, juntos, s\u00e3o respons\u00e1veis por quase 80% do desmatamento no bioma.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Em L\u00e1brea, viol\u00eancia se repete<\/p>\n<p>Os pastos de Boca do Acre se concentram na divisa com <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/06\/23\/pecuaria-fogo-e-grilagem-conheca-labrea-am-o-novo-epicentro-do-desmatamento-na-amazonia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">L\u00e1brea<\/a>, munic\u00edpio que\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 monitorado pelo PPCDAm devido \u00e0s altas taxas de desmatamento. Por l\u00e1, um dos pontos de conflito \u00e9 a <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/12\/20\/agricultores-de-acampamento-em-labrea-no-sul-do-amazonas-voltam-a-denunciar-agressoes-e-destruicao-de-barracos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gleba Novo Natal<\/a>, parcialmente ocupada pela fazenda Palotina, propriedade de 40 mil hectares onde h\u00e1 cria\u00e7\u00e3o de gado e que reivindica a \u00e1rea onde foi encontrado o corpo de Jacozinho.<\/p>\n<p>Nos limites da fazenda, fica o acampamento Marielle Franco, onde Jacozinho morava, ocupa\u00e7\u00e3o de cerca de 200 fam\u00edlias que aguardam pela regulamenta\u00e7\u00e3o da terra. Enquanto a \u00e1rea n\u00e3o \u00e9 demarcada, os moradores denunciam investidas por parte de fazendeiros. H\u00e1 relatos de casas incendiadas e amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis pela fazenda alegam ser donos das terras, que teriam sido adquiridas em 1985. O caso tramita na Justi\u00e7a. De acordo com o Incra, &#8220;o processo de arrecada\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foi enviado \u00e0 Procuradoria Federal Especializada do Incra para an\u00e1lise jur\u00eddica em 30 de dezembro de 2024&#8221;.<\/p>\n<p>Assim como Boca do Acre, L\u00e1brea est\u00e1 na lista dos cem maiores munic\u00edpios do Brasil, ocupando o 10\u00ba lugar na lista, com um territ\u00f3rio de quase 7 milh\u00f5es de hectares. Em 2022, o casal de agricultores Sebasti\u00e3o David Pereira e Maria Aristides da Silva foi assassinado em uma emboscada. Eles viviam no Projeto de Assentamento (PA) Monte, criado em 1994 para acolher 940 fam\u00edlias. Em 2023, a CPT registrou quatro conflitos no PA Monte.<\/p>\n<p>&#8220;A grilagem de terra \u00e9 muito forte nessa regi\u00e3o e isso passa a ser um esquema muito perigoso, porque quem tem dinheiro manda, quem n\u00e3o tem obedece&#8221;, lamenta Capistrano.<\/p>\n<p class=\"editor\">Edi\u00e7\u00e3o: Thalita Pires<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Boca do Acre, agricultor foi morto a tiros em disputa por terra; autor \u00e9 fazendeiro e se entregou \u00e0 pol\u00edcia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[742,1235,705],"class_list":["post-36479","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-agrarios","tag-amacro","tag-conflitos"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-9un","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36479"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36479\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36481,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36479\/revisions\/36481"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}