{"id":36591,"date":"2025-03-17T11:34:30","date_gmt":"2025-03-17T15:34:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=36591"},"modified":"2025-03-17T11:34:30","modified_gmt":"2025-03-17T15:34:30","slug":"clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2025\/03\/17\/clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo\/","title":{"rendered":"Clima e foco em exporta\u00e7\u00e3o explicam alta de alimentos no longo prazo"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36592\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2025\/03\/17\/clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo\/img_9793\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9793.webp?fit=1140%2C815\" data-orig-size=\"1140,815\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG_9793\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9793.webp?fit=300%2C214\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9793.webp?fit=600%2C429\" class=\"alignnone size-medium wp-image-36592\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9793.webp?resize=300%2C214\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9793.webp?resize=300%2C214 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9793.webp?resize=1024%2C732 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9793.webp?resize=768%2C549 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9793.webp?resize=420%2C300 420w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_9793.webp?w=1140 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Brasil de Fato &#8211; Condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e mudan\u00e7as no uso da terra que privilegiaram culturas de exporta\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos causaram redu\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento da produ\u00e7\u00e3o de alimentos no pa\u00eds e explicam o aumento no pre\u00e7o da comida. A constata\u00e7\u00e3o faz parte da <a href=\"https:\/\/portalibre.fgv.br\/sites\/default\/files\/2025-03\/03ce2025cartadoibre.pdf\">Carta do Ibre<\/a>, an\u00e1lise de conjuntura econ\u00f4mica publicada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV).<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"lazy loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=600&#038;ssl=1\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1634518&amp;o=node\" data-pin-no-hover=\"true\" data-was-processed=\"true\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"lazy loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=600&#038;ssl=1\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1634518&amp;o=node\" data-pin-no-hover=\"true\" data-was-processed=\"true\" \/><!--more--><\/p>\n<p>O texto, assinado pelo economista Luiz Guilherme Schymura, traz a colabora\u00e7\u00e3o de outros pesquisadores do Ibre e aponta motivos que explicam a\u00a0<strong>infla\u00e7\u00e3o de alimentos subir em velocidade maior que a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds<\/strong>, apurada pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/Pressionada-pela-energia-el%C3%A9trica-infla%C3%A7%C3%A3o-de-fevereiro-fica-em-1%2C31%25#\">\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA)<\/a>,\u00a0do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<div class=\"jeg_ad jeg_ad_article jnews_content_inline_ads  \">\n<div class=\"ads-wrapper align-center \">\n<div class=\"ads_shortcode\">\n<div class=\"ads-region-container\" data-slot=\"artigos-leaderboard-incontent-1\" data-region=\"br\" data-slot-name=\"artigos-leaderboard-incontent-1-br\">\n<div id=\"div-gpt-ad-artigos-medium_incontent_1\" class=\"ad-slot\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A an\u00e1lise aponta que a alta no pre\u00e7o da comida \u00e9 reflexo do fato de a produ\u00e7\u00e3o no campo n\u00e3o acompanhar a demanda da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O IPCA de fevereiro mostrou que a infla\u00e7\u00e3o do grupo alimentos e bebidas subiu 7,25% no acumulado de 12 meses, acima do \u00edndice geral, que apresentou alta de 4,56%. A Carta do Ibre observa esse descolamento entre infla\u00e7\u00e3o da comida e infla\u00e7\u00e3o geral durante um tempo mais longo.<\/p>\n<div class=\"jeg_ad jeg_ad_article jnews_content_inline_2_ads  \">\n<div class=\"ads-wrapper align-center \">\n<div class=\"ads_shortcode\">\n<div class=\"ads-region-container\" data-slot=\"artigos-leaderboard-incontent-2\" data-region=\"br\" data-slot-name=\"artigos-leaderboard-incontent-2-br\">\n<div id=\"div-gpt-ad-artigos-medium_incontent_2\" class=\"ad-slot\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cEntre 2012 e 2024, o item alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio teve alta de 162%, enquanto o IPCA geral elevou-se 109%\u201d, afirma o documento.<\/p>\n<p><strong>Clima e d\u00f3lar<\/strong><\/p>\n<div class=\"jeg_ad jeg_ad_article jnews_content_inline_3_ads  \">\n<div class=\"ads-wrapper align-center \">\n<div class=\"ads_shortcode\">\n<div class=\"ads-region-container\" data-slot=\"artigos-leaderboard-incontent-3\" data-region=\"br\" data-slot-name=\"artigos-leaderboard-incontent-3-br\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O Ibre ressalta que \u201ca alta dos alimentos \u2013 que tem peso maior na cesta de consumo dos mais pobres \u2013 no Brasil e no mundo \u00e9 um processo que j\u00e1 tem quase duas d\u00e9cadas, com muitos e complexos fatores explicativos\u201d.<\/p>\n<p>Schymura destaca como respons\u00e1veis\u00a0pelo descasamento entre a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos e o \u00edndice geral as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com aumento de eventos extremos e maior imprevisibilidade meteorol\u00f3gica, que \u201cprovocam perturba\u00e7\u00f5es crescentes na oferta de commodities [mercadorias negociadas com pre\u00e7os internacionais] e produtos aliment\u00edcios, num processo que afeta diversas partes do globo e, de forma bastante n\u00edtida e relevante, o Brasil\u201d.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise frisa que efeitos negativos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas come\u00e7aram a emergir claramente a partir de meados dos anos 2000, com efeitos ainda mais negativos em partes mais quentes do globo, como no Brasil.<\/p>\n<p>O documento assinala tamb\u00e9m que a \u201cexpressiva desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial\u201d possui parcela de culpa no encarecimento dos alimentos, uma vez que estimula a exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o real desvalorizado, vender para outros pa\u00edses e obter receita em d\u00f3lar torna mais lucrativa a atividade do produtor.<\/p>\n<p>Mais um impacto do fator c\u00e2mbio alto \u00e9 o encarecimento de insumos agr\u00edcolas importados, como defensivos, fertilizantes, m\u00e1quinas e equipamentos.<\/p>\n<p>Outro elemento apontado s\u00e3o pol\u00edticas internas de incentivo ao consumo, como \u201cforte aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo e a amplia\u00e7\u00e3o expressiva do Bolsa Fam\u00edlia\u201d. Com mais renda, a popula\u00e7\u00e3o tende a aumentar o consumo, pressionando a rela\u00e7\u00e3o produ\u00e7\u00e3o x demanda.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola<\/strong><\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o da FGV traz dados que apontam perda de velocidade na oferta de alimentos. \u201cO crescimento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola mundial, que teve ritmo m\u00e9dio de cerca de 2,6% ao ano nas d\u00e9cadas de 1990 e 2000, desacelerou para 1,9% nos anos 2010\u201d.<\/p>\n<p>O Ibre detalha cen\u00e1rios espec\u00edficos do Brasil.\u00a0\u201cO Brasil n\u00e3o est\u00e1 produzindo comida suficiente para o pr\u00f3prio pa\u00eds e o mundo\u201d. Um dos motivos para isso \u00e9 troca de culturas \u2013 alimentos dando lugar a soja e milho.<\/p>\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o das lavouras est\u00e1 crescendo menos do que o necess\u00e1rio para atender \u00e0 demanda interna e externa de alimentos voltados especialmente para consumo humano; uma parte da \u00e1rea plantada aparentemente est\u00e1 saindo dos alimentos e indo para esses produtos mais voltados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O Ibre detalha aumentos espec\u00edficos no pre\u00e7o da alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio de 2012 a 2024, como frutas (subiram 299%), hortali\u00e7as e verduras (246%), cereais, legumes e oleaginosas (217%), e tub\u00e9rculos, ra\u00edzes e legumes (188%), enquanto o \u00edndice geral de infla\u00e7\u00e3o foi 109%.<\/p>\n<p><strong>\u00c1rea plantada<\/strong><\/p>\n<p>O estudo mostra que a \u00e1rea total plantada no Brasil aumentou de 65,4 milh\u00f5es de hectares em 2010 para 96,3 milh\u00f5es em 2023. Mas essa expans\u00e3o se deve basicamente \u00e0 soja e ao milho. Sem essas duas culturas, voltadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, a \u00e1rea plantada ficou est\u00e1vel, registrando 29,1 milh\u00f5es de hectares em 2010, e 29,3 milh\u00f5es em 2023.<\/p>\n<p>Segundo o Ibre, a produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o por habitante no Brasil caiu 20%; e do arroz, 22%, quando se compara 2024 com 2012.<\/p>\n<p>\u201cA \u00e1rea plantada de arroz no Brasil passou de 2,8 milh\u00f5es de hectares em 2010 para 1,6 milh\u00e3o em 2024, o que refor\u00e7a a ideia de que culturas de alimentos est\u00e3o dando lugar a culturas de exporta\u00e7\u00e3o, especialmente de soja e milho\u201d, escreve Schymura<\/p>\n<p>O pesquisador frisa que a produ\u00e7\u00e3o por habitante de quase todas as principais frutas caiu no Brasil a partir\u00a0do in\u00edcio da d\u00e9cada passada. No caso da banana, essa queda foi de 10%; no da ma\u00e7\u00e3, de 5,6%; no da laranja, de 20% (afetada pelo greening, um tipo de praga); no do mam\u00e3o, de 40%; e no da tangerina, de 8%. A exce\u00e7\u00e3o foi a uva, com aumento de 9%.<\/p>\n<p><strong>Hortali\u00e7as e verduras<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a hortali\u00e7as e verduras, segundo item de alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio que mais cresceu acima do IPCA em 2012-2024, o economista lembra que s\u00e3o culturas mais vulner\u00e1veis a climas adversos.<\/p>\n<p>\u201cOutra hip\u00f3tese, que n\u00e3o exclui a primeira, \u00e9 o aumento T\u00edtulo 2da demanda em fun\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a de h\u00e1bitos, como a busca de alimenta\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel. Por fim, o crescimento das \u00e1reas urbanas, em detrimento dos \u2018cintur\u00f5es verdes\u2019, e o encarecimento da m\u00e3o de obra tamb\u00e9m podem ser fatores que restringem a produ\u00e7\u00e3o de hortifrutigranjeiros\u201d, sugere.<\/p>\n<p><strong>Carne<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise aponta tamb\u00e9m fatores que tornam a carne mais cara, como o \u201cclico do boi\u201d, que provoca redu\u00e7\u00e3o da oferta a cada cinco anos, aproximadamente.<\/p>\n<p>A demanda de outros pa\u00edses pela carne brasileira apresenta tamb\u00e9m um fator de encarecimento. Houve, diz o Ibre, grande aumento da exporta\u00e7\u00e3o do produto desde 2017, enquanto a produ\u00e7\u00e3o nacional se manteve relativamente est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o,\u00a0em 2017, a disponibilidade de carne bovina para consumo dom\u00e9stico foi de 39,9 kg\/habitante, indicador que caiu para 36,1 em 2023\u00a0\u2013 patamar mais baixo desde pelo menos 2013.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, observa a an\u00e1lise, a produ\u00e7\u00e3o de carne tamb\u00e9m vem sendo afetada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com destaque, em 2021, para o dano \u00e0s pastagens causado pela forte seca.<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A Carta do Ibre conclui que \u201ca alta dos alimentos n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno passageiro\u201d e recomenda as seguintes pol\u00edticas de suprimento e seguran\u00e7a alimentar:<\/p>\n<p>-Foco nas culturas que produzem diretamente alimentos\u00a0para a mesa dos brasileiros;<br \/>\n-Monitoramento da produ\u00e7\u00e3o;<br \/>\n-Recomposi\u00e7\u00e3o de estoques p\u00fablicos;<br \/>\n-Silagem (estruturas de armazenamento);<br \/>\n-Vias de escoamento;<br \/>\n-Cr\u00e9dito focalizado;<br \/>\n-Cultura de Exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s culturas de exporta\u00e7\u00e3o, Schymura comenta que \u201cn\u00e3o se trata de restringir\u201d. Ele afirma que a soja, por exemplo, traz muitos benef\u00edcios ao pa\u00eds, na forma de entrada de moeda estrangeira e da \u201cconsequente estabiliza\u00e7\u00e3o macroecon\u00f4mica propiciada por elas\u201d. Ele assinala ainda que essas culturas permitem o barateamento das ra\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o insumo nas cadeias de prote\u00ednas animais.<\/p>\n<p>\u201cO foco deve ser o de estimular a produ\u00e7\u00e3o adicional de alimentos, e n\u00e3o dificultar outras \u00e1reas do agroneg\u00f3cio. N\u00e3o se trata de um jogo de soma zero\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>Derrubada de impostos<\/strong><\/p>\n<p>O pre\u00e7o dos alimentos \u00e9 uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es atuais do governo. O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva chegou a dizer que\u00a0cogita \u201cmedidas dr\u00e1sticas\u201d\u00a0para conter a press\u00e3o de alta.<\/p>\n<p>Na quinta-feira da semana passada (6), o\u00a0governo decidiu zerar o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o de nove tipos de alimentos, na tentativa de baratear pre\u00e7os.<\/p>\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz acreditar que a supersafra esperada para este ano seja\u00a0fator de al\u00edvio na infla\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>De acordo com estimativa anunciada nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab),\u00a0a safra de gr\u00e3os 2024\/25 ser\u00e1 de 328,3 milh\u00f5es de toneladas, expans\u00e3o de 10,3% ante a safra 2023\/24.<\/p>\n<div class=\"jeg_meta_post_footer\"><\/div>\n<p>Artigo original publicado em <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil de Fato &#8211; Condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e mudan\u00e7as no uso da terra que privilegiaram culturas de exporta\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos causaram redu\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento da produ\u00e7\u00e3o de alimentos no pa\u00eds e explicam o aumento no pre\u00e7o da comida. 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