{"id":37010,"date":"2025-07-05T18:55:25","date_gmt":"2025-07-05T22:55:25","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=37010"},"modified":"2025-07-05T18:55:25","modified_gmt":"2025-07-05T22:55:25","slug":"proletarios-da-lama-garimpeiros-ilegais-tem-expectativa-de-vida-de-55-anos-21-a-menos-que-media-nacional","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2025\/07\/05\/proletarios-da-lama-garimpeiros-ilegais-tem-expectativa-de-vida-de-55-anos-21-a-menos-que-media-nacional\/","title":{"rendered":"\u2018Prolet\u00e1rios da lama\u2019: garimpeiros ilegais t\u00eam expectativa de vida de 55 anos, 21 a menos que m\u00e9dia nacional"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"37011\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2025\/07\/05\/proletarios-da-lama-garimpeiros-ilegais-tem-expectativa-de-vida-de-55-anos-21-a-menos-que-media-nacional\/img_3641\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_3641.jpeg?fit=750%2C533\" data-orig-size=\"750,533\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG_3641\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_3641.jpeg?fit=300%2C213\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_3641.jpeg?fit=600%2C426\" class=\"alignnone size-medium wp-image-37011\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_3641.jpeg?resize=300%2C213\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_3641.jpeg?resize=300%2C213 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_3641.jpeg?resize=422%2C300 422w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_3641.jpeg?w=750 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h2 class=\"jeg_post_subtitle\">&#8220;Principais causas das mortes est\u00e3o relacionadas \u00e0 viol\u00eancia&#8221;, diz uma das pesquisadoras de estudo realizado na Amaz\u00f4nia<\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Brasil de Fato &#8211; A expectativa de vida para quem trabalha com o <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/07\/04\/garimpo-feriu-corpo-e-espirito-das-mulheres-yanomami-que-temem-novo-ataque\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">garimpo<\/a> ilegal na regi\u00e3o amaz\u00f4nica \u00e9 de 55 anos. O n\u00famero, revelado pelo estudo \u201cImpactos da Minera\u00e7\u00e3o Ilegal na Amaz\u00f4nia\u201d, feito pela Rede Eclesial Pan-Amaz\u00f4nica (Repam-Brasil) e o Instituto Conviva, \u00e9 28% menor que o da m\u00e9dia nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) a popula\u00e7\u00e3o brasileira vive, em m\u00e9dia, at\u00e9 os 76,4 anos.<\/p>\n<p>As principais causas de morte destes <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/04\/09\/sob-pressao-garimpo-migra-e-segue-afetando-terras-indigenas-fiscalizacao-da-origem-do-ouro-e-gargalo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">garimpeiros<\/a>, referidos pela pesquisa como \u201cprolet\u00e1rios da lama\u201d, s\u00e3o acidentes de trabalho, conflitos armados e falta de atendimento m\u00e9dico. Afogamento, soterramento, ataques de animais, picadas de cobras, ferroadas de insetos e picadas de aranha s\u00e3o listados, nesta ordem.<\/p>\n<div class=\"jeg_ad jeg_ad_article jnews_content_inline_ads  \">\n<div class=\"ads-wrapper align-center \">\n<div class=\"ads_shortcode\">\n<div class=\"ads-region-container\" data-slot=\"artigos-leaderboard-incontent-1-mobile\" data-region=\"br\" data-slot-name=\"artigos-leaderboard-incontent-1-mobile-br\">\n<div id=\"div-gpt-ad-artigos-mobile_rectangle_mobile_1\" class=\"ad-slot\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cAs causas dessas mortes est\u00e3o muito relacionadas \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/04\/14\/em-brasilia-indigenas-pedem-a-funai-que-fiscalize-trabalho-ilegal-em-areas-de-garimpo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">viol\u00eancia<\/a>\u201d, salienta Marcia Oliveira, doutora em Sociedade e Cultura na Amaz\u00f4nia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), integrante da REPAM-Brasil e uma das organizadoras do levantamento.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s entendemos, por exemplo, que ao ser picado por uma cobra, n\u00e3o receber tratamento e vir a \u00f3bito \u00e9 uma viol\u00eancia institucional. Morrer de fome ou de acidente no trabalho sem receber nenhum tipo de assist\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 uma viol\u00eancia institucionalizada nos garimpos. Ou seja, o modo de vida no garimpo n\u00e3o permite um aumento da expectativa de vida dos trabalhadores\u201d, argumenta Oliveira. \u201cA possibilidade de morte de algu\u00e9m que est\u00e1 h\u00e1 mais de 10 anos trabalhando no garimpo \u00e9 alt\u00edssima\u201d, resume.<\/p>\n<div class=\"jeg_ad jeg_ad_article jnews_content_inline_2_ads  \">\n<div class=\"ads-wrapper align-center \">\n<div class=\"ads_shortcode\">\n<div class=\"ads-region-container\" data-slot=\"artigos-leaderboard-incontent-2-mobile\" data-region=\"br\" data-slot-name=\"artigos-leaderboard-incontent-2-mobile-br\">\n<div id=\"div-gpt-ad-artigos-mobile_rectangle_mobile_2\" class=\"ad-slot\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>De acordo com a pesquisa, o impacto do garimpo ilegal na Amaz\u00f4nia \u2014 que cresceu cerca de 650%, entre 2016 e 2022 \u2014 vai, portanto, al\u00e9m da destrui\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cEst\u00e1 no centro de uma cadeia de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, explora\u00e7\u00e3o sexual, tr\u00e1fico de pessoas, trabalho an\u00e1logo ao escravo e viol\u00eancia sistem\u00e1tica contra povos ind\u00edgenas e trabalhadores migrantes\u201d, assinala a Repam.<\/p>\n<p>Os \u201cprolet\u00e1rios da lama\u201d trabalham \u201cem condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, descart\u00e1veis, sem direitos trabalhistas e frequentemente submetidos a jornadas exaustivas, riscos de morte e doen\u00e7as graves\u201d, aponta o estudo, feito por uma equipe de soci\u00f3logos, comunicadores e antrop\u00f3logos. Foram feitas entrevistas com 389 pessoas em Manaus (AM), Altamira (PA), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR).<\/p>\n<p>Os pesquisadores encontraram um padr\u00e3o, entre os garimpeiros, de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, muitas das quais resultantes da exposi\u00e7\u00e3o ao merc\u00fario. Em 2024, as enfermidades mais frequentes foram gota (24%),\u00a0 mal\u00e1ria (19%), tuberculose (14%), bronquite (13%), pneumonia (11%) e reumatismo (10%).<\/p>\n<p>\u201cMuitos reclamam de doen\u00e7as relacionadas \u00e0 artrite, desgastes \u00f3sseos, quest\u00f5es vinculadas tamb\u00e9m ao modo de trabalho: trabalhar no barro, molhado o tempo todo, sem nenhum equipamento de seguran\u00e7a: tudo isso contribui para que a expectativa de vida seja muito abaixo da m\u00e9dia nacional\u201d, avalia M\u00e1rcia Oliveira.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u201cSe amanhecer vivo, j\u00e1 est\u00e1 no lucro\u201d<\/h4>\n<p>\u201cNo garimpo, a gente aprende a n\u00e3o esperar nada da vida. Se amanhecer vivo, j\u00e1 est\u00e1 no lucro\u201d, relata Adriano*, um dos entrevistados da pesquisa. Ele saiu de casa no Mato Grosso aos 14 anos, depois de uma briga com os pais. Sem muitas alternativas de sustento, foi apresentado aos servi\u00e7os ilegais do garimpo e a isso se dedicou quase toda a vida. Hoje, aos 66 anos, abandonou o trabalho e vive h\u00e1 oito anos nas ruas de Manaus.<\/p>\n<p>\u201cO garimpo faz a gente se perder da vida. Um dia a gente ganha, no outro a gente perde tudo. Um dia a gente bamburra, no outro a balsa \u00e9 destru\u00edda. E assim a gente se acostuma a correr de um canto a outro. Assim, sem paradeiro\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Rosa, outra entrevistada e tamb\u00e9m moradora de Manaus, dedica 18 dos seus 54 anos de vida na busca pelo filho, Israel. Aos 16, ele foi levado pelo pai para trabalhar no garimpo. \u201cAquele inferno\u201d, descreve ela. Ali, o menino sumiu, nunca mais voltou.<\/p>\n<p>\u201cMeu cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e sente que ele j\u00e1 est\u00e1 com nosso Pai Redentor. Mas nunca parei de procurar por ele. \u00c9 muito dif\u00edcil, sabe. N\u00e3o tem nenhuma pessoa que seja respons\u00e1vel por ningu\u00e9m no garimpo. Voc\u00ea n\u00e3o sabe para quem perguntar. Eu nunca consegui perdoar o meu ex-marido por ele ter perdido nosso menino. Ele tamb\u00e9m se embrenhou por esse mundo afora e nunca mais retornou. A gente n\u00e3o sabe o que aconteceu. N\u00e3o tem nem como denunciar na pol\u00edcia, porque eles n\u00e3o podem entrar nos garimpos. \u00c9 terra de ningu\u00e9m, sabe?\u201d, relatou Rosa.<\/p>\n<p>Quando estamos trabalhando dentro da \u00e1rea, s\u00f3 podemos sair se n\u00e3o estivermos devendo nada\u201d, explica Vicente*, garimpeiro cuja entrevista coletada pelo soci\u00f3logo Francisco Silva \u00e9 citada no estudo.<\/p>\n<p>\u201cEles impedem a sa\u00edda daqueles que est\u00e3o devendo e s\u00f3 os deixam sair por motivo de doen\u00e7a. Isso inclui a todos trabalhadores bra\u00e7ais e as meninas que est\u00e3o na corrutela [no contexto de garimpo, s\u00e3o locais de prostitui\u00e7\u00e3o]. Mesmo assim, a pessoa fica devendo\u201d, descreve Vicente. \u201cNos \u00faltimos anos, est\u00e1 ocorrendo muita leishmaniose e muitos tumores cut\u00e2neos. Tem muito mosquito e nenhum rem\u00e9dio, e a gente toma \u00e1gua de grota, aparentemente limpa, mas toda contaminada com as fezes dos garimpeiros e com o merc\u00fario\u201d, conta.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mulheres no garimpo<\/h4>\n<p>A pesquisa identificou, ainda, 309 casos de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de tr\u00e1fico humano. Entre elas, 57% mulheres migrantes e 78% de brasileiras.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muitos anos pesquisamos a minera\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia e, neste \u00faltimo mapeamento, o que nos chamou mais aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o crescimento da presen\u00e7a das mulheres nas \u00e1reas de garimpo, o aumento da viol\u00eancia em todos os sentidos, tanto na explora\u00e7\u00e3o do trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, como nas rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o muito fortes, de modo especial contra as mulheres e os povos ind\u00edgenas, que vivem nos arredores, e o recrutamento de crian\u00e7as ind\u00edgenas para trabalho nos garimpos\u201d, destaca M\u00e1rcia Oliveira.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, outro ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u201caumento da cumplicidade do Estado\u201d. \u201cPol\u00edticos locais e em n\u00edvel nacional estabelecem apoio. N\u00e3o s\u00f3 com a omiss\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m com financiamento: muitos pol\u00edticos da regi\u00e3o est\u00e3o tremendamente envolvidos com o garimpo\u201d.<\/p>\n<p><em>*Nomes usados s\u00e3o fict\u00edcios para prote\u00e7\u00e3o das pessoas mencionadas<\/em><\/p>\n<div class=\"jeg_meta_post_footer\">\n<div class=\"jeg_meta_editors\">Editado por: Maria Teresa Cruz<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Principais causas das mortes est\u00e3o relacionadas \u00e0 viol\u00eancia&#8221;, diz uma das pesquisadoras de estudo realizado na Amaz\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1397,803,1398],"class_list":["post-37010","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-expectativa","tag-garimpeiros","tag-vida"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-9CW","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37010","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37010"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37010\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37012,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37010\/revisions\/37012"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}