{"id":374,"date":"2016-05-07T10:31:15","date_gmt":"2016-05-07T14:31:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=374"},"modified":"2016-05-07T10:31:15","modified_gmt":"2016-05-07T14:31:15","slug":"havera-sucessao-do-lulismo-pela-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/05\/07\/havera-sucessao-do-lulismo-pela-esquerda\/","title":{"rendered":"Haver\u00e1 sucess\u00e3o do lulismo pela esquerda?"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"375\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/05\/07\/havera-sucessao-do-lulismo-pela-esquerda\/image-64\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-60.jpeg?fit=485%2C324\" data-orig-size=\"485,324\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-60.jpeg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-60.jpeg?fit=485%2C324\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-60.jpeg?resize=485%2C324\" alt=\"image\" width=\"485\" height=\"324\" class=\"alignnone size-full wp-image-375\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-60.jpeg?w=485 485w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-60.jpeg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/image-60.jpeg?resize=449%2C300 449w\" sizes=\"auto, (max-width: 485px) 100vw, 485px\" \/><\/p>\n<p>Por Henrique Mogadouro da Cunha, editor do site ConjunturaEstrutura<\/p>\n<p>Uma cr\u00edtica justa e respons\u00e1vel aos governos do PT precisa reconhecer que o maior erro do partido no governo foi n\u00e3o enfrentar os privil\u00e9gios da classe dominante e, pior, por ter tentado instrumentalizar tais privil\u00e9gios a servi\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o de uma hegemonia sempre prec\u00e1ria, ou mesmo falsa, porque a alian\u00e7a (ou seria melhor dizer: a toler\u00e2ncia?) das grandes empresas e dos partidos de direita com o PT s\u00f3 dura enquanto esses setores n\u00e3o temem perder nada. <!--more--><\/p>\n<p>Depois que acabou o ganha-ganha dos anos de crescimento econ\u00f4mico, que permitiram uma expans\u00e3o constante das alian\u00e7as pol\u00edticas e dos investimentos do Estado, os mesmos aliados cobram que os cortes recaiam sobre as classes populares. Espremido entre a sua base social e sua \u201cgovernabilidade\u201d condicional, o PT n\u00e3o consegue apontar nenhuma dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como escreveu Marcos Nobre, em seu livro sobre o pemedebismo, o governo Dilma \u00e9 desde o in\u00edcio um governo de \u201cajuste para baixo\u201d, em compara\u00e7\u00e3o com a expans\u00e3o do arco de alian\u00e7as que caracterizou os governos Lula. O \u201ccorte na carne\u201d teria de acontecer, e seria negociado por uma presidenta bem menos afeita \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o do que o antecessor. Obviamente, os setores \u201caliados\u201d n\u00e3o aceitam perder um \u00fanico cent\u00edmetro das generosas fatias do bolo do Estado que j\u00e1 possuem e que vinham crescendo. Pressionam por uma guinada ainda mais \u00e0 direita, ou exigem a queda do governo, enquanto os movimentos populares que j\u00e1 salvaram a pele do PT nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es continuam a exigir uma guinada \u00e0 esquerda. \u00c9 o fim do pacto de classes do lulismo, como descreveu Gilberto Maringoni.<\/p>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o de que o conflito entre Dilma e Eduardo Cunha teria come\u00e7ado com a troca da diretoria de Furnas \u00e9 bem ilustrativa. Quando o governo se disp\u00f4s a enfrentar o interesse de algum de seus \u201caliados\u201d, o fez sem mobiliza\u00e7\u00e3o social alguma, por meio de mecanismos burocr\u00e1ticos do Estado como trocar a diretoria de uma estatal. Igualmente, na elei\u00e7\u00e3o para presid\u00eancia da C\u00e2mara, o PT lan\u00e7ou candidatura pr\u00f3pria sem que houvesse qualquer mobiliza\u00e7\u00e3o da sua base social para eleger seu candidato em um movimento de resist\u00eancia \u00e0 agenda conservadora. Em suma, o lulismo nunca convocou sua base social para questionar os privil\u00e9gios das elites. Fazer enfrentamento pol\u00edtico de fato com os setores conservadores do pa\u00eds n\u00e3o foi o modo de operar do PT desde que chegou ao governo. S\u00f3 era poss\u00edvel agradar a todos enquanto a economia ia bem e a arrecada\u00e7\u00e3o se expandia.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o fazer enfrentamentos necess\u00e1rios com o conservadorismo e omitir-se diante de debates importantes, parecendo estar realmente desinteressado ou descrente de seu papel como partido de massas, houve um tempo em que o governo do PT conseguia distribuir o bolo para cima e para baixo simultaneamente. Isso apesar de todos os retrocessos em outros campos. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida sobre quem ficava (e ainda fica) com a maior fatia. Mas um erro grave que a esquerda n\u00e3o petista vem cometendo \u00e9 n\u00e3o entender o significado das \u201cmigalhas\u201d que sobraram para os mais pobres. Quem pode afirmar se s\u00e3o ou n\u00e3o migalhas? A esquerda program\u00e1tica e ideol\u00f3gica, que ainda \u00e9 dirigida majoritariamente por pessoas cheias de privil\u00e9gios?<\/p>\n<p>Fugir de enfrentamentos com o grande capital e o conservadorismo como um todo \u00e9 lament\u00e1vel, mas n\u00e3o muda a import\u00e2ncia das \u201cpequenas revolu\u00e7\u00f5es\u201d na vida concreta de muitas pessoas. N\u00e3o fui eu quem se beneficiou dos programas sociais e outras mudan\u00e7as, que alguns v\u00eaem como migalhas. Posso criticar o fato de que esses benef\u00edcios n\u00e3o tiraram privil\u00e9gios de ningu\u00e9m, mas n\u00e3o sou eu quem pode dizer se essas transforma\u00e7\u00f5es s\u00e3o migalhas ou n\u00e3o. As pessoas diretamente envolvidas sabem qual \u00e9 a import\u00e2ncia dessas transforma\u00e7\u00f5es, e conhecem melhor que ningu\u00e9m as contradi\u00e7\u00f5es e as limita\u00e7\u00f5es desse projeto. Aqui, posso no m\u00e1ximo remeter aos in\u00fameros relatos de indiv\u00edduos que foram os primeiros de suas fam\u00edlias a cursar o ensino superior, \u00e0s hist\u00f3rias de mulheres que pela primeira vez tiveram renda pr\u00f3pria e independente de seus maridos por meio do Bolsa Fam\u00edlia, enfim, a relatos impressionantes de melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida de boa parte da popula\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o anula outros retrocessos, nem vice-versa. Qualquer tentativa de somar e subtrair avan\u00e7os para se chegar a um \u201csaldo\u201d positivo ou negativo fracassa. O motivo \u00e9 simples: os imensos retrocessos (por exemplo nos direitos dos povos ind\u00edgenas) e os incont\u00e1veis avan\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o apenas de grandezas diferentes: s\u00e3o incomensur\u00e1veis. O saldo \u00e9 a contradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Promover ascens\u00e3o social e ao mesmo tempo proporcionar o maior lucro da hist\u00f3ria para os banqueiros n\u00e3o ser\u00e1 mais poss\u00edvel. Ou o lulismo se reinventa completamente, ou dar\u00e1 lugar a alguma for\u00e7a pol\u00edtica nova. \u00c0 direita ou \u00e0 esquerda. Obviamente, a direita est\u00e1 muito mais perto de substituir o lulismo do que a esquerda n\u00e3o petista. A quest\u00e3o que aparece \u00e9: quem se habilitar\u00e1 a ultrapassar o lulismo pela esquerda? \u00c9 vis\u00edvel a dificuldade de renova\u00e7\u00e3o das lideran\u00e7as no caso do PT, como se v\u00ea pela aposta na volta de Lula em 2018. A escolha de Dilma para suced\u00ea-lo em 2010 mostrou esse mesmo problema: nada de colocar no poder uma nova gera\u00e7\u00e3o de petistas com hist\u00f3rico de participa\u00e7\u00e3o nas lutas internas do partido; ao contr\u00e1rio, uma decis\u00e3o de cima para baixo deu a vaga de candidata do PT a uma ministra que era do PDT.<\/p>\n<p>Mas outros partidos pol\u00edticos de esquerda n\u00e3o chegam perto de construir lideran\u00e7as com a mesma capacidade de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Lula. A pergunta, portanto, n\u00e3o \u00e9 qual partido vai se habilitar a substitu\u00ed-lo, mas sim quem ser\u00e3o os representantes dessa renova\u00e7\u00e3o no campo da esquerda. Em termos de hist\u00f3ria de vida, classe social, ra\u00e7a e g\u00eanero, quem n\u00f3s podemos imaginar que ser\u00e3o as futuras lideran\u00e7as da esquerda brasileira? A resposta me parece vir de um texto de Stephanie Ribeiro, em que ela critica uma esquerda que hesita em se posicionar contra a derrubada do atual governo. N\u00e3o se trata de dizer que s\u00f3 \u00e9 de esquerda quem \u00e9 petista. Trata-se de reconhecer que n\u00e3o sou eu, homem branco de classe m\u00e9dia, quem mais vai sofrer com o golpe. Tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e3o os velhos quadros pol\u00edticos do PT ou seus aliados. Seria \u00f3timo poder dizer \u201cbem feito Lula, bem feito Dilma, est\u00e3o colhendo o que plantaram\u201d. Mas quem mais vai perder com o golpe \u00e9 quem come\u00e7ou a conquistar alguma coisa nesses \u00faltimos governos \u2013 pessoas para quem, apesar desses avan\u00e7os, o \u201cEstado Democr\u00e1tico de Direito\u201d continua no papel.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma leitura, bem representada por Andr\u00e9 Singer, que afirma que a ascens\u00e3o social e a conquista de direitos leva a expectativas de mais ascens\u00e3o e mais direitos. Nessa interpreta\u00e7\u00e3o, a crescente mobiliza\u00e7\u00e3o de diversos setores da sociedade brasileira desde mais ou menos 2010, pelas mais diversas reivindica\u00e7\u00f5es, estaria relacionada aos ganhos do per\u00edodo anterior. Numa vers\u00e3o bastante mec\u00e2nica, podemos resumir dizendo que conquistas, ainda que sem mobiliza\u00e7\u00e3o e sem enfrentamento pol\u00edtico, levam a novas expectativas, e expectativas levam a mobiliza\u00e7\u00f5es. Singer questiona, em seu livro sobre o lulismo, se o processo de ascens\u00e3o social dos governos petistas poderia elevar a luta de classes brasileira a um novo patamar. Parece que sim. Vivemos um outro patamar, do ponto de vista do acirramento da luta de classes.<\/p>\n<p>Portanto, voltando \u00e0 pergunta sobre quem vai liderar ou hegemonizar a esquerda de agora em diante, seja por dentro ou por fora do PT, podemos imaginar que ser\u00e3o justamente as pessoas que conquistaram pela primeira vez algum espa\u00e7o na sociedade brasileira. Pr\u00f3-unistas, cotistas, benefici\u00e1rias do Bolsa Fam\u00edlia e de outros programas, empregadas dom\u00e9sticas que passaram a ter direitos trabalhistas de fato, pessoas que percebem a valoriza\u00e7\u00e3o (e sentir\u00e3o o arrocho) do sal\u00e1rio m\u00ednimo no pr\u00f3prio bolso.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que entre esses setores pode haver gente de esquerda ou de direita, boas lideran\u00e7as ou oportunistas. N\u00e3o se trata de dizer que qualquer pessoa que tem origem na classe trabalhadora tenha uma voca\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica para liderar a esquerda. Mas dificilmente l\u00edderes com outras origens ter\u00e3o suficiente conhecimento de causa para articular as expectativas e as necessidades da nova classe trabalhadora, produzir um discurso e um programa pol\u00edtico que d\u00eaem conta de mobilizar amplos setores da sociedade brasileira em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 esquerda, para al\u00e9m dos desafios que o modelo lulista era capaz de enfrentar. Pessoas para quem o estado democr\u00e1tico de direito nunca existiu de fato, essas sim, sabem quais foram as contradi\u00e7\u00f5es mais profundas dos governos do PT e sabem como ningu\u00e9m o que falta ser feito.<\/p>\n<p>Isso pode explicar a dificuldade dos setores da esquerda n\u00e3o petista em atingir o \u201cpov\u00e3o\u201d. Pode explicar por que tantas entidades do movimento negro e tantos coletivos da periferia se manifestaram de forma contundente contra o golpe, pode explicar a massiva presen\u00e7a de jovens da periferia na manifesta\u00e7\u00e3o de 18 de mar\u00e7o. Se existe consci\u00eancia de classe, essa pode ser uma boa prova. Partidos como o PSOL e o PSTU, apesar de suas cr\u00edticas bem colocadas ao PT, n\u00e3o chegam perto da capacidade de articula\u00e7\u00e3o lulista porque parecem continuar subestimando as conquistas da popula\u00e7\u00e3o pobre nos \u00faltimos governos.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi dito, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida sobre quem mais ganhou nesses governos: foram os ricos. Quem mais ganhou com o Pr\u00f3-Uni foram os empres\u00e1rios da educa\u00e7\u00e3o, quem mais ganhou com o acesso ao cr\u00e9dito foram as redes de varejo e a ind\u00fastria, quem mais ganhou com a gera\u00e7\u00e3o de empregos foram os empregadores, quem mais ganha com o \u201cdesenvolvimento\u201d via PAC e megaeventos s\u00e3o as empreiteiras. Mas uma esquerda que se op\u00f5e ao Pr\u00f3-Uni, por exemplo, n\u00e3o conquistar\u00e1 a atual base eleitoral do lulismo. E n\u00e3o \u00e9 mera dificuldade de se comunicar, como se a \u00fanica habilidade de Lula fosse usar met\u00e1foras populares e falar uma l\u00edngua que as pessoas entendem.<\/p>\n<p>Por enquanto, as futuras lideran\u00e7as da esquerda parecem orbitar em torno do PT. O que vir\u00e1 depois? N\u00e3o sabemos at\u00e9 onde o golpe conseguir\u00e1 chegar. A esquerda precisa seguir existindo, mesmo que o golpe seja plenamente consumado. N\u00e3o sabemos se ser\u00e1 por dentro ou por fora do PT, ou mesmo por fora de partidos institucionalizados, mas a lideran\u00e7a de Lula precisar\u00e1 ser superada por uma for\u00e7a pol\u00edtica que d\u00ea conta n\u00e3o apenas de \u201catrair apoiadores\u201d entre os setores populares e \u201cdar respostas\u201d aos seus anseios, mas de se abrir para que tais setores sejam de fato protagonistas de um novo movimento pol\u00edtico. Mais do que as met\u00e1foras e o jeito espont\u00e2neo de falar, \u00e9 a conex\u00e3o de Lula com seu passado como migrante, oper\u00e1rio e sindicalista que lhe d\u00e1 tanta propriedade para dialogar com a popula\u00e7\u00e3o. Lula foi filho de um dos ciclos de moderniza\u00e7\u00e3o conservadora que o pa\u00eds viveu no s\u00e9culo XX. No poder, ele proporcionou mais um desses ciclos, que deixa tamb\u00e9m milh\u00f5es de \u201cfilhos\u201d. N\u00e3o ser\u00e3o os quadros pol\u00edticos e intelectuais da esquerda tradicional que protagonizar\u00e3o a sucess\u00e3o de Lula pela esquerda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Henrique Mogadouro da Cunha, editor do site ConjunturaEstrutura Uma cr\u00edtica justa e respons\u00e1vel aos governos do PT precisa reconhecer que o maior erro do partido no governo foi n\u00e3o enfrentar os privil\u00e9gios da classe dominante e, pior, por ter tentado instrumentalizar tais privil\u00e9gios a servi\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o de uma hegemonia sempre prec\u00e1ria, ou mesmo&#8230;<a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2016\/05\/07\/havera-sucessao-do-lulismo-pela-esquerda\/\">Continue a leitura <span class=\"meta-nav\">&raquo;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-374","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-62","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=374"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/374\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":376,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/374\/revisions\/376"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}