{"id":37848,"date":"2025-11-05T08:54:48","date_gmt":"2025-11-05T12:54:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=37848"},"modified":"2025-11-05T09:02:54","modified_gmt":"2025-11-05T13:02:54","slug":"fronteira-cerrado-o-agronegocio-entre-desenvolvimento-e-destruicao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2025\/11\/05\/fronteira-cerrado-o-agronegocio-entre-desenvolvimento-e-destruicao\/","title":{"rendered":"Fronteira Cerrado: o agroneg\u00f3cio entre desenvolvimento e destrui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"37850\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2025\/11\/05\/fronteira-cerrado-o-agronegocio-entre-desenvolvimento-e-destruicao\/img_9586-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG_9586-1.webp?fit=1170%2C700\" data-orig-size=\"1170,700\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG_9586\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG_9586-1.webp?fit=300%2C179\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG_9586-1.webp?fit=600%2C359\" class=\"alignnone size-medium wp-image-37850\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG_9586-1.webp?resize=300%2C179\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG_9586-1.webp?resize=300%2C179 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG_9586-1.webp?resize=1024%2C613 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG_9586-1.webp?resize=768%2C459 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG_9586-1.webp?resize=501%2C300 501w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG_9586-1.webp?w=1170 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Atividade tem grande peso econ\u00f4mico, mas acumula dados negativos<!--more--><\/p>\n<p>Ag\u00eancia Brasil &#8211; O <strong>agroneg\u00f3cio do Brasil<\/strong> \u00e9 apontado como <strong>&#8220;motor&#8221; do crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds<\/strong>. Por outro lado, \u00e9 criticado pelo <strong>potencial de concentra\u00e7\u00e3o de terras e renda, al\u00e9m dos danos ambientais em larga escala<\/strong>.\u00a0<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=600&#038;ssl=1\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?w=600&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<p>Entre os problemas est\u00e1\u00a0<strong>o desmatamento da savana brasileira<\/strong>, o Cerrado, tido como \u201cber\u00e7o das \u00e1guas\u201d por sediar as nascentes de oito das 12 bacias hidrogr\u00e1ficas do pa\u00eds.\u00a0Para pesquisadores, ambientalistas e ativistas, o <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-11\/fronteira-cerrado-ativistas-pedem-mesma-prioridade-dada-amazonia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">avan\u00e7o do desmatamento no bioma coloca em risco a seguran\u00e7a h\u00eddrica do pa\u00eds<\/a>\u00a0ao agravar a redu\u00e7\u00e3o das vaz\u00f5es dos rios.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/tribunaldocerrado.org.br\/veredito\/%C2%A0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tribunal Permanente dos Povos (TPP)<\/a>, que re\u00fane 56 movimentos sociais, acusa \u201cestados nacionais e estrangeiros, al\u00e9m de empresas e institui\u00e7\u00f5es do Brasil e do exterior\u201d de \u201cecoc\u00eddio\u201d do Cerrado, que \u00e9 o crime de destrui\u00e7\u00e3o do bioma. \u00a0E chamam de \u201cgenoc\u00eddio\u201d o que ocorre com povos tradicionais expulsos dos seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>\u201cO veredito do j\u00fari foi un\u00e2nime na condena\u00e7\u00e3o e reconhecimento da responsabilidade objetiva e compartilhada entre Estados nacionais e estrangeiros, al\u00e9m de empresas e institui\u00e7\u00f5es do Brasil e do exterior, pela destrui\u00e7\u00e3o e perda do ecossistema do Cerrado como um todo\u201d, diz o documento de 2022.<\/p>\n<p>A <strong>savana mais biodiversa do planeta j\u00e1 teve sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa suprimida em 47,9% ao longo da hist\u00f3ria<\/strong>, segundo dados do Mapbiomas. As atividades agropecu\u00e1rias s\u00e3o as que mais pressionam o Cerrado, ocupando 24% do bioma ap\u00f3s expandir sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o em 74% entre 1985 e 2024.<\/p>\n<p>Do Cerrado ainda em p\u00e9, quase metade (47,8%) est\u00e1 na regi\u00e3o do Matopiba (regi\u00e3o que abarca Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia), onde se concentram as maiores taxas de desmatamento do bioma e onde segue ativa a expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola brasileira.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 agroneg\u00f3cio?<\/h2>\n<p>Antes de delimitar a contribui\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dessa atividade, existe uma disputa em torno do que pode ser considerado agroneg\u00f3cio. O professor da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) e economista Danilo Ara\u00fajo Fernandes alertou que h\u00e1 setores do agro que tentam incluir toda produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola dentro do conceito, mas que <strong>\u00e9 preciso diferenciar o agroneg\u00f3cio da chamada agricultura familiar<\/strong>.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAgroneg\u00f3cio \u00e9 um termo meio fantasia que \u00e9 muito gen\u00e9rico. Eu classifico de agro essa agricultura patronal, ou seja, onde voc\u00ea tem a massa da m\u00e3o de obra assalariada, em grande parte mecanizada, mas n\u00e3o necessariamente\u201d, explicou.<\/p><\/blockquote>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Para o professor de economia pol\u00edtica da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) Gilberto de Souza Marques, <strong>o termo agroneg\u00f3cio deve ser restrito aos grandes conglomerados econ\u00f4micos <\/strong>controlados por complexos financeiros de larga escala, que financiam, junto com o Estado, toda essa atividade.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cO agro, na realidade, \u00e9 a grande produ\u00e7\u00e3o, as grandes propriedades, os grandes conglomerados e os grandes complexos financeiros\u201d, classificou.<\/p>\n<h2>Peso econ\u00f4mico<\/h2>\n<p>Ao mesmo tempo em que acumula danos ambientais, o agroneg\u00f3cio brasileiro \u00e9 tido pelos governos e especialistas como fundamental para economia do pa\u00eds, ao <strong>criar super\u00e1vits na balan\u00e7a comercial que ajudam a estabilizar a moeda<\/strong>, al\u00e9m de gerar renda e empregos e impulsionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>O setor prim\u00e1rio &#8211; que re\u00fane agricultura e pecu\u00e1ria, mas tamb\u00e9m minera\u00e7\u00e3o &#8211; foi diretamente respons\u00e1vel por 6,2% do PIB em 2024. Por\u00e9m, pesquisas apontam que o <strong>peso do agro pode chegar a at\u00e9 25% do PIB <\/strong>quando considerado o efeito cascata dessa produ\u00e7\u00e3o nos setores de transporte, insumos e da agroind\u00fastria, conforme calcula a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>No primeiro trimestre de 2025, o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agricultura\/pt-br\/assuntos\/noticias\/crescimento-da-economia-brasileira-e-impulsionado-pelo-agro-no-primeiro-trimestre%C2%A0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">governo federal comemorou<\/a> o crescimento do PIB puxado pelo agroneg\u00f3cio. O setor cresceu 2,9% se comparado ao primeiro trimestre de 2024. Em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, o crescimento foi de 12,2%.<\/p>\n<p>\u201cO agro foi o grande respons\u00e1vel por esse crescimento. \u00c9 a for\u00e7a da economia brasileira puxada pela agropecu\u00e1ria\u201d, destacou, \u00e0 \u00e9poca, o ministro da Agricultura e Pecu\u00e1ria, Carlos F\u00e1varo.<\/p>\n<p>A <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>procurou o minist\u00e9rio para uma entrevista sobre o tema, mas n\u00e3o houve disponibilidade at\u00e9 o fechamento da reportagem.<\/p>\n<h2>Transforma\u00e7\u00e3o de \u00e1reas pobres<\/h2>\n<p>Para compreender a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o sobre o Matopiba e seu efeito para a seguran\u00e7a h\u00eddrica do pa\u00eds, a <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-10\/fronteira-cerrado-expansao-do-agro-no-coracao-hidrico-do-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">visitou o munic\u00edpio de Balsas<\/a>, no extremo sul do Maranh\u00e3o, um dos epicentros dessa fronteira agr\u00edcola.<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais do munic\u00edpio (Sindi Balsas), Airton Zamingnan, destacou que o agroneg\u00f3cio trouxe emprego, renda e desenvolvimento para a regi\u00e3o que, sem essa atividade, seguiria com os piores \u00edndices socioecon\u00f4micos do pa\u00eds.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cN\u00f3s temos a voca\u00e7\u00e3o, temos o clima, temos o porto [de Itaqui, em S\u00e3o Lu\u00eds] e temos os solos. 100% do Maranh\u00e3o tem precipita\u00e7\u00e3o para se fazer no m\u00ednimo uma cultura. Qual a possibilidade que tem o estado sem seu agroneg\u00f3cio? Voc\u00ea acha que vai se instalar uma Volkswagen ou Mercedes para montar caminh\u00e3o? Muito pouco prov\u00e1vel. O agroneg\u00f3cio \u00e9 a oportunidade de levar renda, trabalho e economia para essas regi\u00f5es\u201d, afirmou.<\/p><\/blockquote>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">A avalia\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio \u00e9 compartilhada por parte da popula\u00e7\u00e3o de Balsas, que v\u00ea no agroneg\u00f3cio uma via de sobreviv\u00eancia. Questionadas, crian\u00e7as de zonas rurais de Balsas respondem que querem ser \u201coperadoras de m\u00e1quinas\u201d agr\u00edcolas ou \u201cmotoristas de caminh\u00e3o\u201d quando crescerem.<\/div>\n<\/div>\n<p>Mesmo cr\u00edticos reconhecem que a atividade \u00e9 importante, como o agricultor familiar Jos\u00e9 Carlos dos Santos, que vive em zona rural a cerca de 300 km do centro de Balsa e denuncia o desmatamento na regi\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEle tem o lado destruidor, mas, por outro lado, ele traz o alimento para mesa porque s\u00e3o v\u00e1rias comunidades e fam\u00edlias que dependem do agro para sobreviv\u00eancia. Ao mesmo tempo, a gente vive lutando para p\u00f4r um limite para o grande produtor n\u00e3o acabar com o nosso bioma\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Muito al\u00e9m do PIB<\/h2>\n<p>Para o economista da UFPA Danilo Fernandes, que estuda o desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel, n\u00e3o podemos limitar a avalia\u00e7\u00e3o do papel do setor ao PIB, sendo necess\u00e1rio incluir na equa\u00e7\u00e3o a \u00e1rea total que a atividade usa para gerar essa riqueza.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o PIB. Quanto voc\u00ea imobiliza o territ\u00f3rio nacional para produzir aquele PIB? O quanto voc\u00ea destr\u00f3i de outras possibilidades, de desmatamento, de impacto sobre a biodiversidade? Ou seja, naquele momento voc\u00ea gera uma riqueza que usa bastante terra, desmata a floresta, destr\u00f3i a biodiversidade e pode diminuir o n\u00edvel da chuva\u201d, ponderou.<\/p>\n<p>Apesar de reconhecer a import\u00e2ncia econ\u00f4mica do agroneg\u00f3cio empresarial para a economia nacional, o professor Danilo Fernandes defende que \u00e9 preciso barrar a expans\u00e3o desse modelo para novas \u00e1reas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO agro \u00e9 importante, portanto, a gente n\u00e3o pode eliminar o agroneg\u00f3cio. Esses empres\u00e1rios t\u00eam um papel muito grande na economia, na pol\u00edtica e na influ\u00eancia cultural. Mas a gente precisa, de alguma forma, conter essa expans\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Neg\u00f3cio financiado pelo Estado<\/h2>\n<p>Os economistas ouvidos pela reportagem destacaram que o <strong>agroneg\u00f3cio brasileiro se tornou um dos mais competitivos do mundo gra\u00e7as ao apoio do Estado <\/strong>ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Atualmente, o Brasil lidera a produ\u00e7\u00e3o do principal gr\u00e3o do mercado mundial, a soja, com 169 milh\u00f5es de toneladas na safra 2024\/2025, o que representa 40% de toda produ\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Em seguida, v\u00eam os Estados Unidos (EUA), com 118 milh\u00f5es de toneladas, e, em terceiro, a Argentina, com aproximadamente 51 milh\u00f5es de toneladas, volume semelhante ao que \u00e9 produzido apenas no Mato Grosso (MT).<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, fatores que contribu\u00edram para a competitividade do agro brasileiro foram terras abundantes e baratas, em alguns casos fruto da grilagem; e o apoio estatal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), estatal que desenvolveu tecnologias que permitiram a expans\u00e3o das culturas para regi\u00f5es mais \u00e1ridas, como o Cerrado.<\/p>\n<p>Os especialistas tamb\u00e9m destacam os<strong>incentivos fiscais, em especial por meio da Lei Kandir<\/strong>, de 1996, que isenta do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) os produtos prim\u00e1rios ou semielaborados usados na exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao criticar iniciativas de mudan\u00e7as na Lei Kandir no Congresso Nacional, o presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria de Santa Catarina (Faesc), Jos\u00e9 Zeferino Pedrozo, reconheceu o papel fundamental da medida.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA Lei Kandir permitiu que os produtos agropecu\u00e1rios brasileiros se inserissem no mercado internacional de maneira competitiva, chegando a tornar-se um dos setores mais din\u00e2micos da economia nacional e um dos principais fornecedores de alimentos para o mundo\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m disso, o setor \u00e9 beneficiado com centenas de bilh\u00f5es de reais anuais em empr\u00e9stimos com juros subsidiados por meio do <strong>Plano Safra do governo federal.<\/strong> Em 2025, o <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-07\/governo-lanca-plano-safra-de-r-5162-bilhoes-para-agronegocio%C2%A0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">valor bateu o recorde de R$ 516,2 bilh\u00f5es<\/a>. J\u00e1 para a agricultura familiar, o total destinado foi de R$ 89 bilh\u00f5es no ano agr\u00edcola 2025\/2026.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">Para o professor de economia pol\u00edtica da UFPA, Gilberto de Souza Marques, a capacidade de gera\u00e7\u00e3o direta de empregos do agroneg\u00f3cio empresarial \u00e9 limitada diante do montante de capital envolvido. \u201cE, principalmente, diante do montante de isen\u00e7\u00e3o fiscal que o Estado d\u00e1 para esses setores e de cr\u00e9dito subsidi\u00e1rio que o Estado concede, al\u00e9m de outros favores\u201d.<\/div>\n<\/div>\n<p>Dados do <a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/media\/com_mediaibge\/arquivos\/53fde9c24f6d8df3108c83f6378e018f.pdf%C2%A0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Censo de 2022<\/a> apontam que 7,5% da popula\u00e7\u00e3o total ocupada no Brasil est\u00e1 na agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal e pesca e aquicultura. O dado n\u00e3o diferencia agricultura familiar da empresarial.<\/p>\n<p>Como foi o Estado que direcionou a economia brasileira para o agro de exporta\u00e7\u00e3o, por meio de d\u00e9cadas de investimentos, o economista Danilo Ara\u00fajo Fernandes avalia que deve ser o Estado a projetar outro tipo de expans\u00e3o econ\u00f4mica que seja social e ambientalmente mais sustent\u00e1vel.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSe n\u00e3o quero a expans\u00e3o do agro, que tipo de expans\u00e3o econ\u00f4mica queremos? A\u00ed entra outra discuss\u00e3o. Quais as alternativas que voc\u00ea tem para o desenvolvimento de regi\u00f5es como o Matopiba ou Amaz\u00f4nia?\u201d, questiona.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Mercado interno de alimentos<\/h2>\n<p>E se os incentivos fiscais do governo d\u00e3o competitividade aos produtos nacionais no mercado mundial, o economista Danilo Fernandes, por sua vez, destacou que o apoio ao agroneg\u00f3cio de exporta\u00e7\u00e3o, ao longo das d\u00e9cadas, <strong>contrasta com o apoio \u00e0 agricultura voltada para o mercado interno<\/strong>, o que teria criado distor\u00e7\u00f5es que prejudicaram o abastecimento nacional, pressionando o pre\u00e7o dos alimentos aqui no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cEsse apoio do Estado foi sendo direcionado aos poucos, com muito investimento, para o mercado externo. Ao mesmo tempo, o mercado interno ficou dependendo da agricultura familiar que, por sua vez, recebeu muito menos apoio. Durante o regime militar, por exemplo, \u00e9 absurda a diferen\u00e7a\u201d, disse.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">Com a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, na d\u00e9cada de 1980, Fernandes disse que o Estado voltou elaborar pol\u00edticas focadas na agricultura familiar, em especial por meio do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), criado em 1995.<\/div>\n<\/div>\n<p>O atual governo afirma que aumentou em 47,5% o valor do Pronaf em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gest\u00e3o anterior.<\/p>\n<h2>Dom\u00ednio internacional<\/h2>\n<p>Enquanto o Brasil participa como um dos maiores produtores mundiais de alimentos, esse <strong>mercado \u00e9 controlado, em sua maior parte, por quatro grandes conglomerados<\/strong> multinacionais.<\/p>\n<p>\u201cElas controlam entre 50% e 80% do mercado mundial de gr\u00e3os do planeta, dependendo da estimativa. De toda forma, isso \u00e9 um absurdo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de mercado\u201d, afirmou o economista Gilberto Marques.<\/p>\n<p>Devido a essa estrutura de oligop\u00f3lio, o especialista argumenta que essas multinacionais exercem amplo controle do mercado, incluindo dos pre\u00e7os, e financiam boa parte dos produtores brasileiros por meio de compras futuras.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEles n\u00e3o s\u00e3o, em geral, produtores. S\u00e3o controladores do mercado. E hoje, em grande medida, s\u00e3o financiadores tamb\u00e9m. Eles j\u00e1 fazem contratos com pre\u00e7os fixados para as safras seguintes. E muitas vezes, nesses contratos, eles j\u00e1 adiantam parte do pagamento. Nesse sentido, o produtor direto, o chamado agro brasileiro, fica ali preso a eles\u201d, explicou.<\/p><\/blockquote>\n<p>Por conta dessa din\u00e2mica, o empres\u00e1rio brasileiro s\u00f3 tem <strong>ganhos em uma economia \u201cde escala\u201d<\/strong>, ou seja, de grandes propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEsse pre\u00e7o tem uma margem pequena de lucro, mas, quando voc\u00ea produz em enorme quantidade, isso se transforma numa massa de lucro grande. E essa economia de escala, por outro lado, imp\u00f5e que essa produ\u00e7\u00e3o seja uma produ\u00e7\u00e3o cada vez mais mecanizada, o que repercute em um baixo n\u00edvel de emprego\u201d, acrescentou<\/p>\n<h2>CNA: setor \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O empres\u00e1rio Airton Zamingnan, presidente do Sindi Balsas, ao minimizar os efeitos ambientais das lavouras no Maranh\u00e3o, afirma que elas ocupam na macrorregi\u00e3o sul apenas 2,9% de todo o estado, ao mesmo tempo que trariam benef\u00edcios para um milh\u00e3o de pessoas que habitam esse peda\u00e7o do Nordeste.<\/p>\n<p>\u201cO agroneg\u00f3cio do Brasil gera por ano R$ 1,4 trilh\u00e3o em receitas. O Fundo Amaz\u00f4nia, financiado por Alemanha e Noruega, n\u00e3o d\u00e1 0,1% do que o agro traz para economia brasileira\u201d, disse. As receitas incluem os lucros e outros b\u00f4nus destinados aos empres\u00e1rios, CEOs e acionistas.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">Zamingnan enfatizou que n\u00e3o \u00e9 de interesse do agroneg\u00f3cio prejudicar o meio ambiente, at\u00e9 porque eles seriam prejudicados por mudan\u00e7as no clima. \u201cA gente tem que fazer de forma correta. Voc\u00ea n\u00e3o adentra o rio. Ele tem que ser preservado. N\u00e3o tem que querer gostar ou n\u00e3o gostar. N\u00f3s somos favor\u00e1veis \u00e0 lei que tem e eu acho que o meio ambiente tem que ser preservado\u201d, acresentou.<\/div>\n<\/div>\n<p>Presente na 30\u00aa Confer\u00eancia da ONU para Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30), que ocorre neste m\u00eas, em Bel\u00e9m (PA), a <strong>Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura e Pecu\u00e1ria (CNA) quer mostrar que o setor \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o<\/strong> do problema ambiental.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da agropecu\u00e1ria brasileira, o objetivo \u00e9 mostrar ao Brasil e ao mundo que o agro tem um papel fundamental para contribuir com as solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e garantir a seguran\u00e7a alimentar e energ\u00e9tica\u201d, afirmou em publica\u00e7\u00e3o no site da CNA, o vice-presidente da entidade, Muni Louren\u00e7o.<\/p>\n<p>A CNA, assim como outras organiza\u00e7\u00f5es que representam o setor, foram procuradas para se manifestarem especialmente para a s\u00e9rie, mas n\u00e3o houve resposta. As entidades que se pronunciaram est\u00e3o <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-11\/fronteira-cerrado-ativistas-pedem-mesma-prioridade-dada-amazonia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nesta reportagem<\/a> da s\u00e9rie.<\/p>\n<h2>Representa\u00e7\u00e3o parlamentar<\/h2>\n<p>\u201cDe Olho nos Ruralistas\u201d, projeto que monitora de forma cr\u00edtica o agroneg\u00f3cio empresarial brasileiro, vem alertando para as<strong> liga\u00e7\u00f5es entre esses empres\u00e1rios e o Poder em Bras\u00edlia<\/strong>, por meio de lobby e atua\u00e7\u00e3o parlamentar.<\/p>\n<p>O coordenador do projeto, Bruno Bassi, argumenta que as elites econ\u00f4micas no Brasil se formaram, ao longo dos s\u00e9culos, por meio da propriedade de enormes parcelas de terra, que descendem das chamadas capitanias heredit\u00e1rias do per\u00edodo colonial.<\/p>\n<blockquote><p>\u201c\u00c9 imposs\u00edvel voc\u00ea explicar a hist\u00f3ria da riqueza no Brasil, a forma\u00e7\u00e3o das elites econ\u00f4micas brasileiras, sem falar de terra e territ\u00f3rio, e da ocupa\u00e7\u00e3o desse territ\u00f3rio, muitas vezes ilegal, atrav\u00e9s de grilagem\u201d, explicou.<\/p><\/blockquote>\n<p>Essa estrutura fundi\u00e1ria concentrada, na avalia\u00e7\u00e3o do pesquisador, conduz a uma concentra\u00e7\u00e3o de poder pol\u00edtico, por exemplo, no Congresso Nacional.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">\u201cEsse setor de grandes propriet\u00e1rios, que representa cerca de 1% ou 2% do total das terras agr\u00edcolas do Brasil, segundo dados do Censo Agropecu\u00e1rio [de 2017], s\u00e3o donos de uma bancada com 300 deputados e mais de 50 senadores. Como a gente pode falar em democracia, em representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, quando voc\u00ea tem uma disparidade t\u00e3o grande de representa\u00e7\u00e3o de uma classe?\u201d, completou.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Para o coordenador de No Olho dos Ruralistas, mesmo setores do agro que demonstram maior interesse na agenda ambiental ficam ao lado de setores considerados \u201cnegacionistas clim\u00e1ticos\u201d na hora da aprova\u00e7\u00e3o de projetos considerados retrocessos ambientais.<\/p>\n<p>\u201cPor mais que as empresas estejam captando recursos internacionais de bilh\u00f5es de d\u00f3lares para planos de a\u00e7\u00e3o [clim\u00e1tica], o que a gente v\u00ea na pr\u00e1tica \u00e9 que, no Congresso, continua uma agenda de desregulamenta\u00e7\u00e3o ambiental\u201d, disse o especialista, citando o <strong>projeto de lei (PL) que flexibilizou o licenciamento ambiental<\/strong> no Brasil e foi <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-05\/projeto-de-licenciamento-ambiental-e-grande-retrocesso-diz-ministerio%C2%A0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">apontado por especialistas e pelo governo federal como grave retrocesso<\/a>.<\/p>\n<p>O PL foi <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-08\/lula-sanciona-lei-do-licenciamento-ambiental-com-63-vetos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">parcialmente vetado pelo presidente Lula <\/a>que, no lugar, editou uma Medida Provis\u00f3ria e enviou um outro projeto de lei com o argumento de minimizar supostos danos ao meio ambiente. O Congresso Nacional ainda precisa analisar os vetos, a MP e o novo projeto.<\/p>\n<h2>Governo federal<\/h2>\n<p>Em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, a diretora respons\u00e1vel pelo Departamento de Recursos H\u00eddricos do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA), Iara Bueno Giacomini, explicou que a estrat\u00e9gia do governo \u00e9 trabalhar em parceria com o agroneg\u00f3cio empresarial, com pol\u00edticas p\u00fablicas que incentivem o setor a desenvolver a atividade de forma mais sustent\u00e1vel poss\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 apontar um dedo e falar que \u2018voc\u00ea \u00e9 errado\u2019. Mas no sentido de falar, \u2018olha, o seu neg\u00f3cio est\u00e1 em risco. A gente gostaria de ajudar voc\u00ea a pensar como fazer isso de uma maneira mais adequada, mais eficiente e sustent\u00e1vel\u2019\u201d, afirmou.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">O MMA reconhece que o desmatamento do Cerrado, permitido pelo atual C\u00f3digo Florestal, pode colocar em risco a seguran\u00e7a h\u00eddrica do pa\u00eds, afetando n\u00e3o apenas a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, mas tamb\u00e9m o abastecimento humano e o pr\u00f3prio agroneg\u00f3cio.<\/div>\n<\/div>\n<p>A pasta destacou, entre outras medidas adotadas, o <strong>projeto Ecoinvest, que captou R$ 30 bilh\u00f5es<\/strong> para recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas e aumento da produtividade agr\u00edcola, assim como antecipou que o governo trabalha para publicar, \u201cem breve\u201d, decreto para regulamentar \u00c1reas Priorit\u00e1rias para Conserva\u00e7\u00e3o de \u00c1guas do Cerrado (APCACs) como forma de preservar os recursos h\u00eddricos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>S\u00e9rie especial<\/h2>\n<p>Esta reportagem \u00e9 a \u00faltima da s\u00e9rie especial\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/fronteira-cerrado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fronteira Cerrado<\/a>, que investiga como o avan\u00e7o do agro no bioma est\u00e1 afetando os recursos h\u00eddricos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o dessa s\u00e9rie foi viabilizada a partir da\u00a0<em>Sele\u00e7\u00e3o de Reportagens N\u00e1dia Franco<\/em>, iniciativa da\u00a0<strong>Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o (EBC)\u00a0<\/strong>que destinou R$ 200 mil para o custeio de conte\u00fados especiais produzidos por jornalistas da empresa. De\u00a054 projetos inscritos, oito foram selecionados por um conselho editorial.<\/p>\n<p>A\u00a0jornalista N\u00e1dia Franco era editora da\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0e dedicou 49 anos \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Ela faleceu em agosto de 2025.<\/p>\n<p>O Instituto Sociedade, Popula\u00e7\u00e3o e Natureza (ISPN) custeou as passagens \u00e1reas da equipe at\u00e9 Imperatriz (MA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Com produ\u00e7\u00e3o de Beatriz Evaristo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atividade tem grande peso econ\u00f4mico, mas acumula dados negativos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[251,387,386],"class_list":["post-37848","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas","tag-agronegocio","tag-desmatamento","tag-meio-ambiente"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-9Qs","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37848"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37848\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37857,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37848\/revisions\/37857"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}