{"id":38250,"date":"2026-02-09T21:30:52","date_gmt":"2026-02-10T01:30:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/?p=38250"},"modified":"2026-02-09T21:30:52","modified_gmt":"2026-02-10T01:30:52","slug":"baile-inesquecivel-bad-bunny-leva-o-decolonialismo-ao-super-bowl-aponta-especialista","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2026\/02\/09\/baile-inesquecivel-bad-bunny-leva-o-decolonialismo-ao-super-bowl-aponta-especialista\/","title":{"rendered":"\u2018Baile Inesquec\u00edvel\u2019: Bad Bunny leva o decolonialismo ao Super Bowl, aponta especialista"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"38251\" data-permalink=\"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/2026\/02\/09\/baile-inesquecivel-bad-bunny-leva-o-decolonialismo-ao-super-bowl-aponta-especialista\/img_6274-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_6274.jpeg?fit=1536%2C1024\" data-orig-size=\"1536,1024\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"IMG_6274\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_6274.jpeg?fit=300%2C200\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_6274.jpeg?fit=600%2C400\" class=\"alignnone size-medium wp-image-38251\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_6274.jpeg?resize=300%2C200\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_6274.jpeg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_6274.jpeg?resize=1024%2C683 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_6274.jpeg?resize=768%2C512 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_6274.jpeg?resize=450%2C300 450w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_6274.jpeg?w=1536 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/IMG_6274.jpeg?w=1200 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ao exibir bandeiras de todos os pa\u00edses e cantar apenas em espanhol, artista transformou o maior palco dos EUA em manifesto pol\u00edtico<\/h2>\n<p><!--more-->BDF &#8211; A apresenta\u00e7\u00e3o de cerca de 13 minutos de <a title=\"\" href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/02\/09\/apresentacao-historica-de-bad-bunny-no-super-bowl-exalta-cultura-latina-e-irrita-trump\/\">Bad Bunny no intervalo do Super Bowl<\/a> neste domingo (8) foi muito mais do que um espet\u00e1culo de entretenimento. Foi um ato pol\u00edtico carregado de simbolismo, que celebrou a identidade latina enquanto denunciava suas dores hist\u00f3ricas. Para analisar a profundidade desse momento, o <strong>Brasil de Fato<\/strong> conversou com Alexandre Barbosa, professor do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunica\u00e7\u00e3o (Celacc-USP)<\/p>\n<p>\u201cAquele baile inesquec\u00edvel foi um resumo do que o Bad Bunny faz de melhor: misturar a festa e a celebra\u00e7\u00e3o com a den\u00fancia e o protesto\u201d, avaliou Barbosa ao <a title=\"\" href=\"https:\/\/youtu.be\/WZr4WWyVRdg?si=NXRQeJi8GBTC9fLo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>BdF Entrevista 2\u00aa Edi\u00e7\u00e3o<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>O especialista destaca o momento final do show, quando o artista exibiu as bandeiras de todos os pa\u00edses latino-americanos. \u201cPara n\u00f3s que estudamos o decolonialismo, foi como se tudo o que estudamos estivesse sendo concretizado\u201d.<\/p>\n<p>Barbosa refor\u00e7a que a <a title=\"am\u00e9rica latina\" href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/tag\/america-latina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Am\u00e9rica Latina<\/a> vai al\u00e9m de um conjunto de pa\u00edses de l\u00ednguas de origem latina. \u201c\u00c9 o conjunto de na\u00e7\u00f5es que sofreram o colonialismo e carregam essas feridas at\u00e9 hoje.\u201d Essa defini\u00e7\u00e3o ampla inclui desde pa\u00edses hisp\u00e2nicos e o Brasil at\u00e9 na\u00e7\u00f5es de fala francesa, holandesa ou inglesa no Caribe, al\u00e9m de territ\u00f3rios como Porto Rico \u2013 \u201cEstado associado\u201d aos EUA em uma \u201csitua\u00e7\u00e3o an\u00f4mala\u201d.<br \/>\nO professor tra\u00e7a um paralelo entre o reggaeton \u2013 ritmo que surgiu nas periferias do Panam\u00e1 e de Porto Rico \u2013 e <a title=\"Cultura, poder e economia: o renascimento brasileiro e a disputa global pela influ\u00eancia cultural\" href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/01\/16\/cultura-poder-e-economia-o-renascimento-brasileiro-e-a-disputa-global-pela-influencia-cultural\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">express\u00f5es culturais brasileiras<\/a> como o samba e o funk. \u201cA cultura popular latino-americana nasce no seio do povo. O samba nasceu nas periferias urbanas, o funk conta as hist\u00f3rias das nossas periferias. O reggaeton fez o mesmo, misturando a batida do reggae com o DNA latino-americano da percuss\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>Assim como o samba e o funk foram e s\u00e3o criminalizados, o reggaeton tamb\u00e9m sofreu preconceito. A rea\u00e7\u00e3o negativa do presidente <a title=\"\" href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/01\/26\/presenca-de-bad-bunny-e-green-day-faz-trump-cancelar-ida-ao-super-bowl\/\">Donald Trump ao show de Bad Bunny<\/a> \u2013 que o chamou de \u201cvergonha para a Am\u00e9rica\u201d \u2013 \u00e9, na vis\u00e3o de Barbosa, parte dessa mesma avers\u00e3o \u00e0 cultura popular perif\u00e9rica. \u201cPara o Bad Bunny, isso deve ser um grande elogio\u201d, brinca.<\/p>\n<p>Diferente de outros artistas latinos que se \u201camericanizaram\u201d para alcan\u00e7ar o sucesso global, Bad Bunny manteve sua autenticidade. \u201cNenhuma m\u00fasica do show foi em ingl\u00eas. Ele est\u00e1 falando com uma enorme massa de espectadores latinos dentro e fora dos EUA\u201d, observa Barbosa.<\/p>\n<p>O professor v\u00ea um movimento da ind\u00fastria cultural dos EUA tentando se aproximar desse p\u00fablico gigante. \u201cEles sabem que n\u00e3o podem negar esse p\u00fablico. Ainda bem que, quando artistas como Bad Bunny entram nessa ind\u00fastria, conseguem manter muito da sua raiz cultural.\u201d<\/p>\n<p>O momento atual de proje\u00e7\u00e3o da cultura latino-americana n\u00e3o \u00e9 isolado. Barbosa lembra de ondas similares nos anos 1960, com a <a title=\"\" href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/10\/04\/violeta-parra-mulher-arvore-florida-que-falta-fazes\/\">Nova Can\u00e7\u00e3o Chilena liderada por Violeta Parra<\/a>, e nos anos 1980, durante os processos de redemocratiza\u00e7\u00e3o. \u201cA cultura \u00e9 mais efervescente nos momentos em que, pol\u00edtica e geopol\u00edticamente, a Am\u00e9rica Latina est\u00e1 \u2018acontecendo\u2019, tentando caminhar com as pr\u00f3prias pernas.\u201d<\/p>\n<p>A conjuntura de governos progressistas alternados com governos de extrema direita, mas fora da \u201csombra\u201d total do Consenso de Washington, cria um ambiente f\u00e9rtil. \u201cH\u00e1 v\u00e1rios \u2018far\u00f3is\u2019 sendo acesos na Am\u00e9rica Latina, n\u00e3o s\u00f3 Cuba. A cultura \u00e9 sens\u00edvel a isso e n\u00f3s nos identificamos com esses outros far\u00f3is\u201d, analisa.<\/p>\n<p>A repress\u00e3o e a ret\u00f3rica xen\u00f3foba, como a de <a title=\"\u2018B\u00f4nus para ir para casa\u2019: Trump tenta estimular autodeporta\u00e7\u00e3o de imigrantes em pleno Natal\" href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/12\/23\/bonus-para-ir-para-casa-trump-tenta-estimular-autodeportacao-de-imigrantes-em-pleno-natal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Trump contra imigrantes latinos<\/a>, tamb\u00e9m t\u00eam efeito reverso. \u201cToda repress\u00e3o gera fissuras. O jovem perif\u00e9rico de S\u00e3o Paulo se identifica com a dor do imigrante perseguido. Quando v\u00ea um artista cantando essas mazelas, cria uma liga\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O show de Bad Bunny no Super Bowl e a crescente presen\u00e7a de narrativas latinas no mainstream s\u00e3o, nessa vis\u00e3o, sintomas de um movimento maior. \u201cN\u00e3o se trata de um patriotismo ufanista, mas de soberania. \u00c9 entender que podemos caminhar com nossas pr\u00f3prias pernas, com nossas dificuldades, mas com nossa riqueza. Apesar de todos os problemas, nesta semana est\u00e1 sendo muito bom ser latino-americano.\u201d<\/p>\n<p>Assista:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/WZr4WWyVRdg\">https:\/\/youtu.be\/WZr4WWyVRdg<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao exibir bandeiras de todos os pa\u00edses e cantar apenas em espanhol, artista transformou o maior palco dos EUA em manifesto pol\u00edtico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7wKYW-9WW","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38250"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38250\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38252,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38250\/revisions\/38252"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blogdalucianaoliveira.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}